Conservação de alimentos e sustentabilidade em debate em simpósio na Fiesp

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp

Foi realizado, nesta quarta-feira (22/03), na sede da Fiesp, em São Paulo, o I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos. No evento, foi foram debatidos temas como a eficiência energética e a sustentabilidade, principalmente com foco nos setores supermercadista e de alimentação fora do lar.

José Rogelio Medela, diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, destacou que a discussão “é útil para a indústria, o produtor, o distribuidor e o usuário, a sociedade como um todo”.

O primeiro painel do simpósio tratou das soluções para lojas inteligentes: frio alimentar, ar condicionado e iluminação sob controle, com Alex Pagiato (engenheiro da Danfoss – multinacional dinamarquesa, presente em 20 países, que desenvolve soluções para obtenção de eficiência energética também na área de conservação de alimentos) e apresentação de cases.

Para ele, pequenas ações ajudam na economia de energia, como deixar as resistências ligadas por um período controlado, com programação para quando a loja está fechada. Isso além de dar melhor aproveitamento de entrada de luz natural ou de iluminação por meio de sensores.

Segundo Pagiato, na conta de energia elétrica o maior consumo se dá na climatização: 41,90% do custo. “A refrigeração pode representar 58% da conta quando não há climatização”, disse. “Nos últimos cinco anos, o custo da energia para o varejo subiu mais de 45%, às vezes é mais caro até do que o ponto alugado”.

O executivo ainda deu dicas de automatização para redução de custos. “Balcões antigos podem ter infiltração, comprometendo a conservação de produtos. A temperatura do expositor ou câmara é prioridade. Para isso, podem ser utilizadas válvulas de expansão eletrônica para melhor performance e controles adaptativos de degelos”, explicou.

Lâmpadas de LED são bem-vindas. “Outra dica diz respeito à utilização de lâmpadas de LED, com durabilidade de 50 mil horas, contra a fluorescente, com 2 mil horas de vida útil, poupando manutenção constante”, disse. “O sistema LED também diminui a emissão de CO2 na atmosfera”, explicou. Além do mais, estudos indicam que a luz branca do LED aumenta a sensação de segurança de cliente e dos funcionários.

A discussão sobre novos fluidos refrigerantes – soluções sustentáveis – tendências mundiais – Protocolos de Kyoto e Montreal e Acordo de Kigali no evento ficou a cargo de representante da Arkema, multinacional francesa da área química, especializada em fluidos refrigerantes.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539919653

O simpósio: dicas para supermercadistas e empresários de alimentação fora do lar. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na sequência, foram apresentadas tendências na conservação de alimentos com qualidade e redução de custos, com experiências  da Europa e dos Estados Unidos. O tema foi apresentado por Sandra Mian, há mais de 20 anos estudando mercados internacionais. Foi debatido ainda o alto rendimento em sistemas de refrigeração com Rafael Lopes (engenheiro da alemã ebm-papst) e a importância do sistema de isolamento com Antônio Borsatti (engenheiro da Armacell do Brasil).

Logística reversa

A logística reversa por uma indústria sustentável foi outro tema debatido. E ficou a cargo de Luiz Ricardo Berezwoski (gerente Nat.Genius). Trata-se de um modelo que repensa as atuais práticas econômicas como um sistema regenerativo, no qual todos os materiais podem ser reaproveitados em outros processos industriais, gerando novos produtos e evitando assim o desperdício, com menos consumo de matérias-primas.

Soluções sustentáveis e eficientes integradas no frio alimentar foram trazidas ao simpósio por Sidney Mourão (Perfil Refrigeração & Ar Condicionado). Para encerrar, as questões tributárias envolvendo energia e sustentabilidade foram colocadas por Ronaldo Stange e Renan Gallinari, ambos advogados e especialistas em questões tributárias e análises de contas de energia.

O evento representou a segunda parte de uma discussão iniciada com outro simpósio realizado na Fiesp em 08 de março. Para ler sobre essa primeira etapa, só clicar aqui.

 

Apresentações – Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539919653

Confira as apresentações realizadas durante o I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos que ocorreu dia 22 de março.

O Seminário teve por objetivo mostrar que tanto a Eficiência Energética quanto a Sustentabilidade são fundamentais para a boa prática na conservação de alimentos. Desde a sua colheita / abate / ordenha até a disponibilidade para consumo, passando por todos  os processos industriais. Mais do que a escolha certa,  a adoção destas competências tanto na área supermercadista quanto em locais de alimentação fora do lar tornou-se caminho sem volta: atualmente são transversais na redução de custos e na preservação do meio ambiente.

              Palestrante: Antônio Borsatti, engenheiro Armacell do Brasil

Palestrante: Rafael Lopes, engenheiro da alemã ebm- papst


Palestrante: Felipe Assumpção – Engenheiro da Full Galge Control


Palestrantes: Ronaldo Stange e Renan Gallinari, advogados


Palestrante: Luiz Ricardo Berezwoski – gerente Nat.Genius, Embraco


Palestrante: Sidney Mourão – Perfil Refrigeração & Ar Condicionado

Um terço da produção mundial de alimentos vai para o lixo

Solange Borges, Agência Indusnet Fiesp 

“É preciso deixar de ser energívoro”, alertou José Rogelio Medela, diretor adjunto do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp. A afirmação foi feita na abertura do I Simpósio Nacional de Eficiência Energética e Sustentabilidade para Conservação de Alimentos, realizado no último dia 8 de março, e voltado especificamente ao setor alimentício com ênfase para a eficiência energética e sustentabilidade, fundamentais para as boas práticas na conservação de alimentos. Esses pilares na área supermercadista, e também nos locais que ofertam alimentação fora do lar, são essenciais para a redução do custo e preservação do meio ambiente.

Para Mario Hirose, também diretor adjunto do DMA, os temas tratados no Simpósio são transversais, envolvendo inclusive logística, quando se trata do desperdício ocorrido desde a produção até o transporte do alimento pela percepção que se tem de abundância. “Por isso, devemos perseguir a eficiência. Pois quem paga a conta somos todos nós”, disse.

O primeiro painel ficou a cargo de Rodolfo Pinheiro da Silva, engenheiro e professor Escola Senai Jorge Mahfuz, cuja unidade é vocacionada ao tema com três núcleos, um de energia, outro de eficiência energética e um terceiro dedicado a energias renováveis. “A eficiência energética está baseada no tripé custo de energia (estou contratado energia da forma correta?), consumo (o equipamento utilizado é o mais eficiente?) e uso (o equipamento só funciona realmente quando é preciso?). “De 2013 a 2016 houve acréscimo de 59% no valor da energia com impacto nos negócios”, afirmou.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539919653

O simpósio realizado na Fiesp no último dia 8 de março: mudança de comportamento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Ao detalhar a composição de uma conta de luz e as bandeiras tarifárias que são estipuladas pelo governo, Silva explicou como se dão acréscimos pontuais elevando o valor a ser pago. Com programação racional de algumas tarefas industriais, que podem ser realizadas fora do horário de pico, é possível obter economia. A Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel) define que durante três horas consecutivas diárias, a energia será mais cara em função da demanda, o chamado horário de ponta que, pela AES Eletropaulo é das 17h30 às 20h30. Outro ponto assinalado é a demanda contratada, por exemplo, se o contratado foi 100 kWz e o limite for ultrapassado, a diferença será cobrada em dobro. “Às vezes se paga por uma demanda que não se utilizou e aí é preciso avaliar a demanda contratada versus a utilizada”, explicou.

Nas gôndolas 

Portanto, para o setor alimentício, há diversas formas de economia, desde se utilizar a climatização apenas no momento necessário, o que pode ser resolvido com uma programação mais eficiente de uso e o auxílio de um temporizador. A mesma atenção se deve dar a um projeto de adequação de iluminação de gôndolas e demais prateleiras, pois há lâmpadas mais caras e que consomem menos energia, mas que distorcem a cor do produto, dando-lhe uma aparência envelhecida. Portanto, “se não for atacado o tripé citado, custo de energia, uso e consumo, não se está sendo eficiente”, concluiu.

Na sequência, o foco do debate foi a tendência para a conservação de alimentos com qualidade e redução de custos – Panorama Europeu e Americano com Sandra Mian, doutora em engenharia de alimentos, especialista na conservação de alimentos no que diz respeito à tecnologia do frio, autora de estudos sobre tendências mundiais – Canadá, Europa, Brasil –, e há mais de 20 anos estudando mercados internacionais.

O primeiro alerta da especialista foi sobre o impacto causado ao planeta pela alimentação e o paradoxo registrado: 868 milhões de pessoas estão desnutridas, no mundo, de acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), e 1,5 bilhão sofre com excesso de peso. Por ano, morrem 36 milhões por falta de comida e 29 milhões por excesso. E “e se hoje estamos consumindo 1,5 planeta Terra, em 2050 deveremos consumir três”, afirmou.

Segundo a especialista, “há um forte custo ambiental, além do humanitário. O que se desperdiça por dia é 2 mil kilocalorias/dia, ou seja, o que daria para se alimentar outra pessoa. Em termos de desperdício, a perda de alimentos também envolve o desperdício de 60 m3 de água e 832m2 de terra arável. Ou seja, 1/3 da produção vai para o lixo: 45% das raízes, tubérculos, legumes, frutas e verduras se perdem, 35% dos pescados e frutos do mar, 20% de todas as carnes, 30% dos cereais, 20% dos grãos e lácteos. Os grandes problemas? Transporte, distribuição e processamento, etapas que envolvem fortemente refrigeração, em sua avaliação.

Novos comportamentos 

Mian também sinalizou questões comportamentais. Há uma tendência positiva protagonizada pelas novas gerações. Em termos históricos, temos a geração silenciosa, nascida entre a I e II Guerras Mundiais; os baby boomers (1946-1964), pós-guerra; X ou yuppies (1965-1976); geração Y ou millennials (1980-1990), sendo sucedida pela geração Z.

Os millennials têm preocupação com o desperdício relacionado aos alimentos e à água. São influenciados e influenciam família e amigos quanto aos hábitos de consumo, buscando opções mais saudáveis, atentos às informações nutricionais, pois querem saber a origem e o processamento do alimento e muitos deles se referem a si mesmos como foodies. São multiculturais e globais, ativos nas redes sociais para compartilhar histórias sobre alimentação, e preferem comidas feitas em casa, não são fãs de micro-ondas, e quanto mais fresco o alimento, melhor. Esse comportamento levou ao aumento do consumo de frutas, verduras e legumes no Canadá, por exemplo.

Essa geração está mais predisposta a pagar a mais por uma comida mais natural e orgânica, minimamente processada e bem fresca, o que leva mais uma vez à importância da refrigeração. Nesse sentido, comida também é experiência, o que gera impacto no marketing experiencial. E crescem muitos hábitos vegetarianos e veganos para essa geração millennials. O maior crescimento se dá no Brasil de acordo com Mian, porque a alimentação precisa ser saudável não somente para si, mas para todo o planeta e, em termos éticos, inclusive para os animais.

Para finalizar, Mian sinalizou a importância de uma etiqueta “limpa”, em função da presença de aditivos e conservantes, e de se manter o foco em tecnologia de ponta. Uma das saídas encontradas no Canadá foi o contrato estabelecido entre consumidores e produtores, uma cadeia curta que permite a quem produz trabalhar com qualidade e, quem recebe a produção, ter a certeza de estar adquirindo um produto saudável.

Um terceiro painel tratou da automação em supermercados com Felipe Assumpção (engenheiro da Full Galge Control). E, para encerrar, como gerenciar a energia na conservação de alimentos por Alexander Dabkiewicz (gerente da ACS) com foco nos processos e sistemas, além da apresentação de cases de supermercados.

‘A sustentabilidade não é um artigo de luxo, mas uma necessidade’, diz coordenador adjunto do BioBrasil em simpósio na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

A palavra de ordem é convergência. Isso em nome do desenvolvimento sustentável. Essas e outras ideias foram debatidas no Simpósio Internacional de Bioeconomia, realizado nesta sexta-feira (09/12), na sede da Fiesp, em São Paulo. E com direito à análise de como o país se encontra diante da discussão em painel sobre “O Brasil e o Panorama Global da Bioeconomia”.

O debate foi moderado pelo presidente da Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos (Abihpec), João Carlos Basílio da Silva. E teve a participação de personalidades como o coordenador adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Bioindústria da Fiesp (BioBrasil), Eduardo Giacomazzi.

“A grande questão colocada pela União Europeia é como usar melhor os recursos disponíveis, descobrindo ainda usos para aqueles recursos que a gente não utiliza atualmente”, explicou Giacomazzi.

Isso num cenário de “convergências tecnológicas em nome do futuro”. “Convergência é a palavra de ordem”, disse. “Estamos falando de práticas como a substituição de combustíveis e a adoção do carbono neutro até 2050”.

Para Giacomazzi, alguns temas importantes dessa agenda do futuro, como o uso da nanotecnologia, ainda estão “soltos dentro da indústria”. “São grandes os desafios para uma transição de modelo econômico”, afirmou. “Precisamos rever os subsídios aos combustíveis, por exemplo. A sustentabilidade não é um artigo de luxo, mas uma necessidade”.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539919653

Giacomazzi: “São grandes os desafios para uma transição de modelo econômico”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Nesse contexto, entre os temas que vão ganhar espaço mais adiante estão os novos sistemas alimentares, as cidades com bio princípios, a cultura sustentável, a fotossíntese artificial, as biorefinarias e a maior participação dos cidadãos nessas discussões.

“O Brasil tem duas plantas de etanol de segunda geração, por exemplo, com 120 milhões de litros por ano de produção”, disse Giacomazzi. “O desafio não é ter a planta, mas estabelecer uma cadeia sustentável para dar vazão ao que é produzido”.

Manifesto de Utrecht

Consultor de Ciência, Tecnologia e Inovação do Consulado da Holanda em São Paulo, Ernst Jan Bakker apresentou as linhas gerais do Manifesto de Utrecht, elaborado num evento na cidade de mesmo nome em seu país em abril, o Bioeconomy Utrecht 2016.

“O manifesto foi elaborado em quatro capítulos que destacam a necessidade de agir já em nome da transição para a bioeconomia, enfrentando os desafios para tanto e estabelecendo formas de agir nesse sentido”, afirmou. “O foco está na educação, treinamento e comunicação, integração, diálogo e conscientização da população, com monitoramento dos impactos ao meio ambiente”.

De acordo com Bakker, é preciso explicar o que é bioeconomia às pessoas.

Inovação

Também debatedora do painel, a sócia-diretora da 14Bisness, Diana Jungmann, destacou que a bioeconomia “é a economia do século 21, baseada em inovação e voltada para a sustentabilidade”.

“Teremos cada vez mais gente no mundo, com a expectativa de 9,6 bilhões de habitantes em 2100”, explicou Diana.

Mais: em 2030, mais de 60% da população viverá nos centros urbanos, com menos suprimentos de água. “Já somos um planeta sedento por energia e diante do aumento da mobilidade urbana e da degradação dos recursos naturais”, afirmou.

Assim, a pressão é grande “para acharmos soluções baseadas na ciência e na tecnologia”. “Temos que produzir mais alimentos, mas de forma sustentável, usar formas renováveis de energia”.

Diana citou ainda pesquisa realizada em 2014 pela Confederação Nacional da Indústria que aponta que a imagem sobre a bioeconomia é positiva para 92,2% dos brasileiros entrevistados. “Por outro lado, 76,9% discordam que o Brasil aproveita o potencial da bioeconomia”, explicou.

Apresentações – Simpósio sobre Padrões Globais de Sustentabilidade 23.09.2015

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539919653

Acesse as apresentações do Simpósio sobre Padrões Globais de Sustentabilidade realizado no dia 23 de setembro.

Boas Vindas – Palestrantes

Discurso de abertura

* Arcelor Mittal: construindo uma cadeia de suprimentos sustentável e transparente – desafios e oportunidades – Acesse aqui

Painel 1

* Desmatamento zero na prática: o papel das normas de sustentabilidade – Acesse aqui

Painel 2 

* Inserindo pequenos produtores em mercados tradicionais: Experiências da China, Índia e Brasil – Palestrantes

Visão dos Lideres

* Compras Sustentáveis – Acesse aqui

Visão dos Lideres 2 

* Rumo à Transformação do Setor – Acesse aqui

Painel 3 

* Rastreabilidade e transparência nas redes de suprimentos globais – visões e inovações em mercados emergentes

Palestra: Patrick Mallet, Diretor de Inovações, ISEAL Alliance – Acesse aqui

Palestra: Amintas Brandão, Pesquisador, Imazon  – acesse aqui

Visão dos Lideres 3

* Transformando o setor sucroalcooleiro em São Paulo – o impacto do Protocolo do Etanol Verde sobre resultados sociais e ambientais – acesse aqui

Visão dos Lideres 4

* Comunicando sustentabilidade: experiências da implantação de um programa para varejo com Walmart e Sodimac no Chile – acesse aqui

Discurso de encerramento

* Stakeholders e tecnologia – implicações para o futuro dos padrões de sustentabilidade – palestrante

File abre inscrições gratuitas para simpósios e workshops

Agência Indusnet Fiesp

De 23 a 26 de julho, artistas e pensadores apresentarão panoramas sobre produção estética da arte eletrônica em simpósios e workshops organizado pelo Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File) no Centro Cultural Fiesp-Ruth Cardoso. Também participam dos debates artistas, teóricos e pesquisadores brasileiros e estrangeiros do tema cultura digital.

Principal evento de arte e tecnologia do Brasil, a 14ª edição do File, realizado entre 23 de julho e 1º de setembro pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), vai ocupar  quatro espaços no prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Todos dentro do Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso:  a Galeria de Arte, Galeria de Arte Digital Sesi-SP (que consiste na fachada do edifício), o Espaço Fiesp I e o Espaço Mezanino. Isso além da estação Trianon-Masp do metrô, localizada em frente ao prédio. E o que é melhor: toda a mostra terá entrada gratuita.

 Veja programação do File Symposium 

Workshops

Sala de Ensaios – 23  a 25/07 – 10h30 às 14h30
Botaniq – Conservação de Arte através da Experiência do Interator – Brasil
A oficina “Conservação de Arte através da Experiência do Interator” é aberta a pessoas de diversas disciplinas e não requer conhecimento prévio sobre arte, ilustração nem habilidades com artes visuais.Os participantes da oficina irão explorar a melhor maneira de documentar obras de arte/performances baseados em suas próprias experiências.

Espaço Mezanino – 23 e 24/07 – 10h30 às 14h30
Isabel Paiva – PaperBots Workshop – Portugal
O PaperBot é um pequeno dispositivo construído com LEGO Mindstorms, que reage ao movimento ou à presença, movimentando dobraduras de papel. Sua construção combina um cálculo digital e físico, isto é, as propriedades cinéticas de um material de baixa tecnologia – a memória das dobras do papel – com alta tecnologia e ativadores mecânicos – como os encontrados nos LEGO Mindstorms e na plasticidade do código. Em meu workshop de dois dias no FILE vou ensinar como construir PaperBots.

Espaços Mezanino – 25 e 26/07 – 10h30 às 14h30
Víctor Mateo Carabajal – Oficina de Percussão Atari Punk – Brasil | Brazil
Construção de um instrumento de percussão eletrônica com base no APC (Atari Punk Console).Exploração de controle de tensão em um APC. Exemplos: Sequencer, outros sinais de controle, sensor de batimento cardíaco como LFO. Geração de escalas pitagóricas com o APC.

Festival Internacional de Linguagem Eletrônica (File 2013)
Período: De 23 de julho a 1º de setembro
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1313)
Programação: http://www.sesisp.org.br/cultura/exposicao/file-14-edicao.html