Evento na Fiesp foca oportunidades de negócios entre Brasil e Itália

Lucas Dantas, Agência Indusnet

No segundo painel do Fórum Econômico Brasil-Itália, realizado na manhã desta terça-feira (22/05) na Fiesp, empresários de ambos países apontaram as oportunidades vislumbradas com os negócios entre as nações durante o painel “Instrumentos para a Colaboração Econômica Itália-Brasil”, ministrado por Pietro Celi, diretor geral do Ministério Italiano do Desenvolvimento Econômico.

O presidente do ICE, Riccardo Maria Monti, iniciou o debate pedindo mais agressividade do Brasil para criar empresas na Itália, principalmente, aproveitando o bom momento vivido pelo país.

“Existem apenas 10 empresas brasileiras na Itália. Faltam empresas por lá. O Brasil precisa aproveitar sua economia e ser mais proativo. Queremos mais turistas e mais empresas brasileiras no nosso país”, afirmou Conti, que foi aplaudido ao mencionar o futuro do Brasil no cenário internacional. “Com o Pac, o Brasil será um líder mundial de fato. Muitas oportunidades no mercado de defesa, transporte e outras áreas surgirão. E nós, italianos, podemos já aproveitar essa demanda, hoje”, completou.

O diretor-presidente do Serviço Brasileiro de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), Luiz Eduardo Pereira Barretto Filho, ressaltou as oportunidades que o Brasil oferece, tanto pelo seu tamanho quanto pelos eventos que ocorrerão em breve e deverão inflar os investimentos no país.

“O Brasil tem um mercado de 100 milhões de consumidores. Isso é mais do que a Itália inteira! É uma oportunidade sensacional”, enfatizou Barretto Filho, lembrando que Copa de 2014 e as Olimpíadas devem provocar uma corrida pela infraestrutura no Brasil. “Na verdade, ela [corrida] já começou. Não é o ideal, ainda, mas o governo está trabalhando duro para melhorar”, declarou Barretto.

O presidente do Sebrae apontou também o baixo número de microempresas brasileiras que exportam, e pediu a criação de um modelo de negócios que permita o desenvolvimento destas companhias. “Temos mais de seis milhões de microempresas, mas apenas 12 mil delas são exportadoras. Eis aí o desafio. Temos que montar um plano que permita que mais empresas se desenvolvam e participem do crescimento. Com a Itália, podemos fazer isso de forma mais forte e com mão-dupla”, incentivou.

O diretor-presidente da Agência Nossa Caixa, Milton Luiz de Melo Santos, apresentou números reforçando as oportunidades de negócios oferecidas pelo Brasil, principalmente em São Paulo. “O Estado é o terceiro maior aglomerado urbano do mundo, possui uma economia diversificada e detém 1/3 do PIB nacional, com mais de 800 milhões de dólares”, apontou o executivo, que elogiou o evento realizado na Fiesp. “Brasil e Itália são nações irmãs que possuem uma rica história juntas e o comércio entre ambas só tende a ser um sucesso”.

O presidente da Sociedade Italiana para Investimento no Exterior (Simest), Giancarlo Lanna, reconheceu as oportunidades oferecidas pelo Brasil, mas lembrou as dificuldades que o país impõe a investidores internacionais. “Estamos diante de um país com taxa de crescimento elevado, superior até mesmo em relação à média europeia, mas o Brasil tem suas incongruências políticas e judiciais, além de uma taxa de juros alta. Por isso, é necessário tomar certas atitudes para facilitar os processos”, ponderou.