Nova escola do Senai-SP em Pompeia terá primeiro curso de aprendizagem industrial para setor de plástico

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, anunciou nesta sexta-feira (10/05), em Pompeia, a criação do curso de “Aprendizagem Industrial de Operador em Processos de Transformação em Polímeros”.

É o primeiro do gênero da rede Senai-SP com a finalidade de capacitar jovens que buscam qualificação para ingressar no mercado de trabalho na área de plástico. O anúncio foi feito durante a inauguração da Escola Senai Shunji Nishimura, no município do interior.

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Senai-SP em Pompeia tem 19 laboratórios, 9 salas de aula e cinco oficinas, além de ginásio coberto.Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A unidade é resultado de parceria iniciada em 2009, quando a entidade de capacitação profissional da indústria paulista assumiu a administração e a operação da escola, até então mantida pela Fundação Shunji Nishimura de Tecnologia (FSNT), que leva o nome do criador da Jacto S/A, uma das principais fabricantes do país de equipamentos e implementos agrícolas.

Um dos sete filhos do fundador da Jacto e da  FSNT, Jiro Nishimura também participou da inauguração da escola e destacou que a parceria é concretização de um sonho. “A gente está celebrando um sonho que começou em 2009”, afirmou Nishimura, presidente da FSNT.

Emocionado, Paulo Skaf recordou a origem da parceria entre a Fiesp e a fundação Nishimura.

“Eu lembro que o Shunji falava que a fundação era uma forma dele devolver ao país tudo que ele recebeu”, disse Skaf. “Imagine se todos os empresários pensassem assim? A gente não teria pobreza, miséria, não teria ninguém sem emprego e sem educação. Esse país seria diferente”, afirmou.

Walter Vicioni Gonçalves, superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) e diretor regional do Senai-SP,  disse que a família Nishimura preza” muito o comportamento, o fazer bem feito, o respeito”.

“Eles têm cuidado com a educação e esses valores são os mesmos do Senai. Graças a essa condição foi possível realizar essa escola”, disse “O nosso sonho é transformar uma rede como o Sesi-SP e o Senai-SP em uma escola personalizada, focada nas necessidades locais”, acrescentou Vicioni.

Estrutura da escola

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Índice de empregabilidade dos estudantes que se formam na escola é próximo a 100%. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

O Senai Shunji Nishimura tem 4.500 metros quadrados de área construída, espaço que contempla 19 laboratórios, 9 salas de aula e cinco oficinas, além de ginásio coberto com 2.100 metros quadrados.

Os ambientes de ensino possuem equipamentos de alta tecnologia e são projetados para oferecer capacitação profissional para jovens que buscam qualificação para o primeiro emprego e adultos interessados em obter qualificação básica, especialização técnica e atualização tecnológica nas áreas de mecânica, soldagem, polímeros, eletroeletrônica, metalmecânica, metalurgia, automação, gestão, logística e saúde e segurança no trabalho.

Além de Pompeia, a escola atende os municípios de Oriente, Quintana, Tupã, Herculândia, Marília, Bastos, Queirós, Oscar Bressani, Lucrécia e Paraguaçu Paulista. Os cursos são destinados à comunidade em geral.

No ano passado, a escola realizou 1.200 matrículas. Para este ano, a estimativa é um incremento de 25%. O índice de empregabilidade dos estudantes que se formam na escola é próximo a 100%.

Perfil: Shunji Nishimura, fundador do grupo Jacto e patrono da Escola Senai-SP em Pompeia

Dulce Moraes, Agência Indusnet Fiesp

Nesta sexta-feira (10/05), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), Paulo Skaf, inaugurou mais uma escola Senai-SP, agora na cidade de Pompeia. A escola recebe o nome do empresário Shunji Nishimura.

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Escola Senai-SP Shunji Nishimura, em Pompeia. Foto: Airton Vignola/FIESP


O empresário e inventor foi um exemplo de imigrante japonês que teve uma bem-sucedida trajetória empreendedora no Brasil. Fundador da Indústria de Máquinas Agrícolas Jacto, uma das mais importantes do país, Nishimura conclui sua vida como educador.

Com um espírito obstinado e uma mente criativa, Nishimura criou inúmeras inovações para indústria do agronegócio. É criação dele, por exemplo, a primeira colheitadeira de café do mundo, a Jacto K-3, lançada em 1979.

Em 2010, Nishimura  faleceu, aos 99 anos de idade. Mas deixou um grande e importante legado para a educação técnica no Brasil e também para o mundo empresarial. Na cidade de Pompeia, há também uma escola agrícola que recebe seu nome.

Leia  a seguir o  perfil* de Shunji Nishimura, por Sergio Crusco:
(*publicado  na Revista da Industria, de abril de 2008)

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O empresário Shunji Nishimura patrono da escola Senai em Pompeia. Foto: Jefferson Dias (Arquivo Revista da Industria)

Shunji Nishimura – O legado da esperança

“Sempre tive esperança no Brasil”. A frase é repetida várias por Shunji Nishimura, 98 anos, fundador do grupo Jacto, com quem conversamos na escola agrícola que leva seu nome, em Pompeia, no interior de São Paulo.

Tomamos o café plantado, torrado e processado pelos alunos de Nishimura, que abdicou da presidência de suas empresas nos anos 80 e decidiu dar sua retribuição técnica e afetiva ao país que o acolheu, tornando-se educador. Além da Escola Técnica Agrícola  de Pompeia, a Fundação Shunji Nishimura mantém uma escola fundamental e outra, em parceria com o Senai-SP, com ênfase no ensino de mecânica.

Nishimura, natural de Kioto, deixou em 1932 um Japão assolado pela crise econômica e escolheu o Brasil por um motivo muito simples: a passagem era gratuita. Antes de partir, estudou na escola técnica de Rikkokai, que preparava profissionalmente os imigrantes.

Mas seus conhecimentos de mecânica não foram utilizados inicialmente: trabalhou na lavoura de café na região de Botucatu (SP), foi garçom, faz-tudo no Rio de Janeiro, mudou-se para São Paulo e integrou uma malograda sociedade para produzir latas de chá. “Trabalhei um ano e consegui comprar um par de sapatos. Trabalhei mais um ano e comprei outro par. Pensei: ‘ Um par de sapatos por ano não dá’. E resolvi mudar.”

Desencantado com os insucessos, já casado com Chieko, que conhecera  na capital paulista, e com uma filha, Matiko, foi para a Estação da Luz disposto a viajar para o lugar mais longe possível. Comprou um bilhete para o fim da linha, na direção oeste do Estado de São Paulo, e chegou a Pompeia.

“Conserta-se tudo”, dizia a placa que pregou na porta de sua oficina recém-inaugurada. O valente empreendedor vasculhava todo tipo de oportunidade: consertava veículos, motores, prestava serviços de encanador e chegou até a inventar um alambique para destilar mentol da hortelã.

O “japonês que conserta tudo” também era encarregado de dar um jeito nas polvilhadeiras manuais importadas. Irritado com a frequência com que as máquinas quebravam, um agricultor lançou um desafio a Nishimura: fabricar uma polvilhadeira brasileira que não desse dor de cabeça.

O sucesso foi imediato. Um exemplar do primeiro modelo criado pela pequena oficina – que logo se transformaria na Indústria de Máquinas Agrícolas Jacto – está hoje no museu da Fundação. “Você viu?” ele pergunta. “Mexeu?” Diante da resposta afirmativa, abre um sorriso: “Tá vendo? A primeira máquina de Nishimura funciona até hoje”.

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Evolução do modelo da polvilhadeira desenvolvida por Shunji Nishimura. Foto: Arquivo Indústria Jacto

Começava, enfim, a prosperidade. Nishimura passou a lançar polvilhadeiras, cada vez mais práticas e resistentes, e ainda criou ceifadeiras, máquina para secagem de grãos, gaiolas para criação e galinhas, roçadeiras adaptadas a tratores. Nos anos 50, a Jacto era uma empresa reconhecida nacionalmente. Na década seguinte, foi precursora da utilização do plástico na fabricação de equipamentos agrícolas.

Nos anos 70, lançou uma colhedeira automática, que revolucionou a agricultura. Até hoje, na era da automação, a empresa é ponta-de-lança de novas tecnologias, vendendo seus produtos para 90 países, nos cinco continentes do planeta. Aos jovens que passam por sua escola, Nishimura, condecorado no Brasil e no Japão, não cansa de repetir a razão de seu sucesso. “Metade trabalho, metade estudo. Quem acompanha meu pensamento só pode subir.”

Senai-SP inaugura nesta sexta (10/05) escola ‘Shunji Nishimura’ em Pompeia

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo inaugura nesta sexta-feira (10/05), às 9 horas, a Escola Senai Shunji Nishimura, em Pompeia. A unidade é resultado de parceria iniciada em 2009, quando a entidade de capacitação profissional da indústria paulista assumiu a administração e a operação da escola, até então mantida pela fundação que leva o nome do criador da Jacto S/A, uma das principais fabricantes do país de equipamentos e implementos agrícolas.

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Fachada da nova escola do Senai-SP. Foto: Divulgação.


Além de Paulo Skaf, participam da solenidade o diretor regional do Senai-SP, Walter Vicioni, executivos da Jacto e suas subsidiárias, empresários, representantes do poder publico e a comunidade.

Durante o evento, será anunciada a criação do curso de Aprendizagem Industrial de Operador em Processos de Transformação em Polímeros, primeiro do gênero da rede Senai-SP voltado a capacitar jovens que buscam qualificação para ingressar no mercado de trabalho na área de plástico.  A partir de julho, serão abertas duas turmas com 24 alunos cada uma. O curso é gratuito e tem duração de quatro semestres.

A Escola Senai Shunji Nishimura tem 4.500 metros quadrados de área construída, espaço que contempla 19 laboratórios, 9 salas de aula e cinco oficinas, além de ginásio coberto com 2.100 metros quadrados.

Os ambientes de ensino possuem equipamentos de alta tecnologia e são projetados para oferecer capacitação profissional para jovens que buscam qualificação para o primeiro emprego e adultos interessados em obter qualificação básica, especialização técnica e atualização tecnológica nas áreas de mecânica, soldagem, polímeros, eletroeletrônica, metalmecânica, metalurgia, automação, gestão, logística e saúde e segurança no trabalho.

Além de Pompeia, a escola atende os municípios de Oriente, Quintana, Tupã, Herculândia, Marília, Bastos, Queirós, Oscar Bressani, Lucrécia e Paraguaçu Paulista. Os cursos são destinados à comunidade em geral.

No ano passado, a escola realizou 1.200 matrículas. Para este ano, a estimativa é um incremento de 25%. O índice de empregabilidade dos estudantes que se formam na escola é próximo a 100%.

Serviço:

Evento: Inauguração da Escola Senai Shunji Nishimura
Data: 10 de maio, às 9 horas.
Endereço: Avenida Fundação Shunji Nishimura, 605 – Distrito Industrial.