Nota oficial: decisão do Congresso Nacional de manter o adicional de 10% do FGTS é equivocada

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) avaliam como equivocada a decisão do Congresso Nacional de manter o veto presidencial ao Projeto de Lei Complementar 200/2012, que extinguiria o adicional de 10% sobre o Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS) pago pelas empresas em casos de demissão sem justa causa.

Ao manter o veto, na opinião da Fiesp e do Ciesp, o Congresso onerou mais uma vez o setor produtivo, já sobrecarregado com impostos e custos que roubam a competitividade do Brasil em todos os cenários.

O adicional de 10% foi criado em 2001 num grande acordo entre governo, empresas e trabalhadores, como contribuição provisória cujo término ocorreria quando o equilíbrio das contas do FGTS ocorresse. O objetivo era compensar prejuízos causados ao fundo por planos econômicos mal-sucedidos como o Verão e Collor 1. Ao fim do período de compensação, portanto, o adicional deveria ser extinto.

Para Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp, não há justificativa legal para insistir na manutenção do adicional. “O que era provisório não pode se transformar em permanente. Toda a sociedade, incluindo aí empresas de todos os tamanhos, arcou com as perdas dos planos àquela época. Nesses anos em que o adicional esteve em vigor, contribuímos para cobrir um rombo estimado em 43 bilhões de reais. Não é justo que esse adicional seja mantido. Precisamos recuperar a competitividade do Brasil, e acabar com as cobranças indevidas é um dos passos fundamentais para isso.”

Em 2012, as empresas desembolsaram mais de 2,7 bilhões de reais com o adicional de 10% do FGTS. Esse dinheiro poderia ser usado em geração de empregos, investimentos, inovação e qualificação profissional, caso tivesse permanecido nas empresas. “O Brasil precisa de mais produção e emprego, não de mais custos”, diz Paulo Skaf.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp)
Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp)

Tocantins busca novos investimentos em São Paulo

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

“Terra de oportunidades e da livre iniciativa”. Foi assim que o secretário da Indústria e Comércio de Tocantins, Paulo Ferreira Massuia, apresentou seu Estado aos empresários paulistas durante o seminário “O Brasil no Tocantins”, realizado nesta quarta-feira (26/09), na sede das Federações das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

O Brasil no Tocantins - Paulo Massuia. Foto: Everton Amaro (640x440)

Paulo Massuia, secretário da Indústria e Comércio de Tocantins aponta vantagens de investimento no Estado

Ao expor as vantagens de investimento no Estado, Massuia ressaltou que as empresas que aplicam ali contam com um dos menores encargos tributários do país – estimado em 2% –, linhas de crédito especiais com juros negativos e formação local de mão de obra especializada para os mais variados segmentos do setor produtivo.

“Trata-se de uma região promissora no setor de agronegócio, com uma área disponível de sete milhões de hectares”, destacou o secretário que apontou, ainda, a farta oferta de energia elétrica. “Nos próximos anos, o rio Tocantins abrigará sete usinas hidroelétricas. Destas, quatro já estão em funcionamento. E o Estado consome apenas 6 ou 7% da energia que as usinas produzem”, frisou Massuia.

Também presente no seminário, José Roberto Fernandes, chefe do gabinete da presidência dos conselhos do Sistema da Federação das Indústrias do Tocantins (Fieto), sublinhou o desenvolvimento local contínuo.

Segundo dados apresentados por ele, entre 2002 e 2009, o Produto Interno Bruto (PIB) do Estado registrou um crescimento acumulado de 52,6%, enquanto a média nacional foi de 27,5%.

“Estamos em busca de novos parceiros, competências e recursos. Por isso, é fundamental que a indústria aproveite este momento de desenvolvimento do Estado e da parceria com o governo do Tocantins”, enfatizou Fernandes.

Investimentos

Nos últimos anos, Tocantins recebeu empreendimentos como a Braxcel (papel e celulose), que deve investir cerca de R$ 4 bilhões no Estado; a Itafós (mineração e produção de super fosfato), com investimento de R$ 500 milhões; e BR Distribuidora (centro de distribuição da Petrobrás), o maior em pátios de ferrovia do país, com aporte previsto de R$ 125 milhões.

Para Marcelo Chammas, diretor do grupo Votorantim – outro empreendimento presente no Estado –, a posição geográfica e os recursos minerais disponíveis ali foram os grandes atrativos para implantação da fábrica na cidade de Xambioá (região norte), cujo investimento foi de R$ 300 milhões. Em funcionamento há pouco mais de três anos, a unidade fabril é responsável pela fabricação de um milhão de palais de cimento por ano.

“Consideramos a experiência no Estado extremamente positiva. A fábrica trouxe o retorno dos investimentos que nós realizamos. Retorno este sólido e não oportunistas. Além disso, à medida que a indústria cresce e se consolida, percebemos que o mesmo acontece com o entorno. Essa posição geográfica e mais o sistema logístico nos dá segurança de que vale a pena estudar com muita profundidade um novo investimento”, concluiu Chammas.

Na Fiesp, governador Beto Richa apresenta oportunidades de investimento no Paraná

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Beto Richa, governador do Paraná: "'Paraná Competitivo' visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra". Foto: Julia Moraes

O governador do Estado do Paraná, Beto Richa, esteve na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) nesta segunda-feira (10/09), durante a reunião de diretoria da entidade, para apresentar oportunidades de investimentos no seu estado.

No encontro com dirigentes da indústria paulista e presidentes de sindicatos, o governador paranaense afirmou sentir-se honrado por estar na Fiesp trazendo números de seu governo, destacando o que classificou de “um trabalho de recuperação das finanças do seu estado”. Beto Richa ressaltou ainda a capacidade de investimento da unidade da federação, que, segundo ele, estava afastada do setor produtivo.

“A necessidade da retomada da industrialização era algo que enxergávamos com muita clareza, e o objetivo é iniciar um novo ciclo no setor produtivo. O plano [apresentado por ele] visa questões ambientais e a criação de bons empregos, geração de impostos em larga escala, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente”, afirmou Richa.

Competitividade paranaense

Beto Richa expôs o programa “Paraná Competitivo”, que visa a modernização da política fiscal do estado, com investimentos em infraestrutura e qualificação de mão de obra a fim de gerar empregos e impostos, transferência de tecnologia e preservação do meio ambiente.

“São R$ 18 bilhões confirmados em investimentos e 90 mil empregos que o ‘Paraná Competitivo’ vai gerar. O Produto Interno Bruto (PIB) Industrial do Paraná cresceu 7%, o maior crescimento entre os estados do Brasil”, destacou o governador, ao comparar a taxa com o PIB brasileiro, que ficou em apenas 0,3%.

Os aportes serão destinados aos setores de veículos e autopeças, plataformas de petróleo, biodiesel, alimentos, máquinas pesadas, entre outros itens. A indústria de papéis Klabin, a maior do país, vai instalar uma unidade no município de Ortigueira (a 210 km de Curitiba), O projeto, apontado por Richa como o maior investimento privado da história do Paraná, contempla ainda a inédita divisão da arrecadação de ICMS entre os municípios da região.

A empresa contará com a parceria da Federação das Indústrias do Estado do Paraná (Fiep) para dar celeridade ao funcionamento da planta. O convênio entre a Fiep (Sistema S) e o Ministério do Trabalho proporcionará a capacitação profissional para a Copa do Mundo em 2014 – Curitiba receberá jogos do mundial.

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Da esquedda para a direita: Ricardo Barros, secretário paranaense de Indústria, Comércio e Assuntos do Mercosul; João Guilherme Sabino Ometto, 2º vice-presidente da Fiesp; Beto Richa, governador do Paraná; Benjamin Steinbruch, vice-presidente da Fiesp; e Mario Eugenio Frugiuele, 2º diretor-secretário da Fiesp. Foto: Mauren Ercolani

Outros investimentos

Em infraestrutura e logística, Beto Richa anunciou que o Grupo Techint montará duas plataformas de petróleo em investimento de R$ 1,3 bilhão, junto com áreas específicas para produção de peças e serviços para a indústria do Pré-Sal. Além disso, outros R$ 840 milhões serão injetados nas rodovias estaduais e na adequação de estradas rurais para impulsionar a produtividade do agronegócio.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani.

Beto Richa: porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos. Foto: Mauren Ercolani

Ainda segundo o governador, o porto de Paranaguá receberá R$ 1 bilhão em investimentos públicos e privados nos próximos três anos, o que irá dobrar o volume de cargas nos próximos 20 anos, mantendo 80% da baía preservada. Beto Richa assegurou que a expansão da malha ferroviária está em negociação com o governo federal. “Queremos a inclusão de novo ramal que liga o município de Guarapuava ao litoral paranaense, facilitando o acesso aos portos”, explicou.

Richa apresentou também a Usina de Mauá em Telêmaco Borba, que recebeu investimento de US$ 700 milhões e vai gerar 361 megawatts, suficientes para atender uma cidade com 1 milhão de habitantes.

O vice-presidente da Fiesp, Benjamin Steinbruch, considerou como importante os avanços do estado vizinho. “Certamente o Paraná vai voltar a ocupar lugar de destaque. Temos uma indústria muito forte lá, com várias empresas, e potencialidade de opções boas de investimento”, sublinhou Steinbruch.

Honda Automóveis e Micro-Química são as grandes vencedoras do 18º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

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Honda Automóveis recebe troféu de 1º lugar na categoria médio e grande

Em reconhecimento às melhores práticas de sustentabilidade adotadas por empresas instaladas em território paulista, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio de seu Departamento de Meio Ambiente (DMA), divulgou na noite desta quarta-feira (27/06) os vencedores do 18º Prêmio Fiesp de Mérito Ambiental. A edição deste ano recebeu um total de 41 cases, inscritos nas categorias micro e pequeno porte (até 99 empregados) e médio e grande porte.

Com o projeto “Redução na emissão de Compostos Orgânicos Voláteis (VOC) nos processos produtivos”, a Honda Automóveis foi a grande vencedora da categoria médio e grande porte. Na categoria micro e pequena empresa, o primeiro lugar ficou com a empresa Micro-Química Produtos para Laboratórios Ltda, com o projeto “Viabilidade da melhoria competitiva através da sustentabilidade e gestão do meio ambiente“.

Antes de entregar os troféus aos ganhadores, o vice-presidente da Fiesp e diretor-titular do DMA, Nelson Pereira dos Reis, destacou os avanços realizados pelo setor produtivo na preservação do meio ambiente. “Este ano recebemos cases de mais de 40 empresas e ficamos muito satisfeitos com a qualidade dos projetos. Todos estão de parabéns e merecem os nossos aplausos. Isso só comprova que a indústria, definitivamente, está incorporada e engajada neste grande esforço em prol da sustentabilidade”, declarou.

Presente à solenidade, o secretário municipal do Meio Ambiente, Carlos Fortner,  parabenizou a iniciativa da Fiesp e convidou os participantes a refletir sobre as ações realizadas pela sociedade em prol da sustentabilidade. “A preservação do meio ambiente é um dever de todos. Estes valores precisam ser embutidos na rotina dos trabalhadores da indústria e de toda a sociedade”, afirmou.

Quebra de paradigma do setor produtivo

O supervisor de planejamento ambiental da Honda Automóveis, Raphael Politori, disse que o prêmio é resultado do trabalho desenvolvido pela empresa, onde funcionários são motivados a desenvolver projetos na área de gestão ambiental. Além disso, Politone comemorou o que classifica como quebra de paradigma do setor produtivo que, segundo ele, até alguns anos atrás considerava a adoção de políticas de sustentabilidade como um ônus para o empreendimento.

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Micro-Química recebe troféu de 1º lugar na categoria micro e pequena empresa.

“Alguns anos atrás, o meio ambiente era visto pelas empresas como um centro de custo e não um departamento. Hoje, esta percepção mudou. As empresas perceberam a importância dos projetos de sustentabilidade para o produtos, os consumidores e também para os seus colaboradores”,  sublinhou.

Ao receber o prêmio de primeiro lugar na categoria micro e pequena empresa, o diretor comercial da Micro-Química Produtos para Laboratórios Ltda, Cláudio Hanaoka, disse que os projetos socioeducativos na área ambiental, desenvolvidos pela indústria junto aos funcionários nos últimos dez anos, foram decisivos para conquista.

“É com muita satisfação e orgulho que a nossa empresa recebe esta premiação. Este é o resultado de um trabalho árduo, muitas vezes solitário, no qual nós enxergamos novas oportunidades”, afirmou Hanaoka. E completou: “As empresas que não colocarem no seu planejamento estratégico a questão do meio ambiente e de sustentabilidade fatalmente chegarão ao fracasso”.

Setor produtivo e trabalhadores farão ato contra desindustrialização e pelo emprego

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O presidente da Fiesp, Paulo Skaf (ao centro), durante reunião com sindicalistas na sede da Força Sindical

Representantes do setor produtivo e sindicalistas de diferentes setores da indústria, entre eles metalúrgico, têxtil, alimentação, borracha e brinquedos, se reuniram nesta segunda-feira (12), na sede da Força Sindical, para acertar detalhes de uma grande mobilização, em São Paulo, contra a desindustrialização e pelo emprego. A manifestação, programada para o dia 4 de abril, deve reunir aproximadamente 100 mil pessoas, incluindo parlamentares, no estacionamento da Assembleia Legislativa, na capital paulista.

Os dirigentes sindicais e do setor produtivo ainda vão se reunir com o governador Geraldo Alckmin, o prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab, e o presidente da Assembleia Legislativa, Barros Munhoz, para definir questões operacionais da mobilização.

Durante o encontro desta segunda, o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, citou alguns dos problemas que contribuem para a perda de competitividade da indústria: câmbio alto, preço da energia e as importações que concorrem com os produtos nacionais de forma desigual. E reafirmou: “O Brasil está vivendo um processo de desindustrialização. O governo precisa tomar medidas urgentes para reverter essa situação. Precisamos de uma ruptura com o atual modelo de gestão econômica. Mais do mesmo não vai resolver”.


Frente parlamentar

Antes da manifestação em São Paulo, no dia 27 de março, representantes do setor produtivo e sindicalistas viajam para Brasília, onde será lançada a Frente Parlamentar em Defesa da Indústria Nacional, na Câmara dos Deputados.

A escolha desta data para o lançamento não é à toa. “Neste dia, deverá ser votado o projeto de resolução nº 72, do Senado, que acaba com a guerra dos portos”, lembrou Paulo Pereira da Silva, Paulinho, presidente da Força Sindical e deputado federal (PDT-SP).

Também presente à reunião de hoje, o deputado federal Newton Lima (PT-SP), informou que a Frente Parlamentar terá cerca de 300 deputados e que a maioria deverá participar do ato dia 4 de abril, em São Paulo. “Precisamos resolver a questão do câmbio com urgência, definir medidas mais imediatas para isso e, depois, as de médio e longo prazo”, afirmou.

Fiesp discutirá tributação ambiental para setor produtivo, nesta 2ª feira (12)

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

O papel da tributação ambiental como fator para o desenvolvimento econômico sustentável será debatido na tarde desta segunda-feira (12), durante encontro na sede da Fiesp, com a presença de especialistas, desembargadores e do ministro do Supremo Tribunal Federal, Gilmar Mendes.

As indústrias precisam adequar seus padrões de produção às legislações ambientais periodicamente. A obrigatoriedade em cumpri-las caminha ao lado da determinação constitucional de atribuir tratamento tributário desigual entre contribuintes, dependendo da utilização dos recursos naturais. Por exemplo, a concessão de crédito presumido de Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para aquelas empresas que utilizam, como insumo, de resíduos sólidos reciclados, produzindo de forma limpa.

Na programação, quatro painéis ao longo da tarde para tratar do assunto:

  • Sistema Tributário Ambiental e Desenvolvimento Econômico;
  • Princípios da Tributação Ambiental;
  • O Papel da Tributação Ambiental para o Desenvolvimento Sustentável;
  • A Tributação Ambiental na visão do Supremo Tribunal Federal.

No encerramento, haverá o lançamento do livro Tributação Ambiental – A Proteção do Meio Ambiente Natural, do advogado Fabio Neves.

Serviço

Tributação Ambiental: seu papel para o desenvolvimento econômico sustentável
Data: 12 de março de 2012, segunda-feira, das 13h às 19h
Local: Sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, auditório do 4º andar
Realização: Fiesp/Ciesp e Escola de Direito do Brasil (EDB)

Para Skaf, Brasil “marcou passo” em 2011

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, fez nesta terça-feira (13) uma avaliação de 2011 e falou das perspectivas do setor produtivo para 2012. Skaf chamou atenção para o fato de o primeiro ano de governo da presidente Dilma Rousseff não ter “uma marca” que vá além das trocas de ministros e ter ficado “marcando o passo” durante o ano. As declarações foram dadas em entrevista coletiva de imprensa de final de ano na sede da federação, em São Paulo.

“Não avançamos pra valer em 2011. Espero que 2012 seja diferente”, afirmou o presidente da Fiesp depois que três dos diretores da entidade fizeram suas apresentações a respeito de áreas como Competitividade, Macroeconomia e Infraestrutura. A entidade espera um crescimento de 1,5% para a indústria de transformação em 2012, que deve fechar 2011 com evolução de 0,9%.

Cenário macro

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Paulo Skaf, presidente da Fiesp. Foto: Junior Ruiz

Ao analisar o cenário macroeconômico nacional, Skaf lembrou os alertas que a Fiesp fez durante todo ano a respeito da perda de competitividade da indústria, fato que se confirmou agora nas últimas pesquisas divulgadas tanto pela Fiesp quanto pelo IBGE. “Aconteceu o que nós prevíamos. Foi um erro subir os juros e esfriar a economia no primeiro semestre deste ano. Agora o governo está baixando os juros e correndo atrás do prejuízo, mas sabemos que os efeitos dessas medidas levam seis meses para serem sentidos”, disse.

O presidente afirmou que não adianta o industrial brasileiro se equipar, investir em tecnologia, treinamento de mão de obra e manter-se competitivo da porta da fábrica para dentro se o país não dá condições mínimas de competição com o produto importado. “Temos um câmbio que nos faz exportar empregos, uma carga tributária elevada e injusta, juros altos, infraestrutura deficiente, custos de energia que estão entre os maiores do mundo e ainda vemos estados concederem incentivos fiscais a produtos importados por meio da guerra dos portos. O que temos a comemorar?, questionou.

Números

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Paulo Francini, diretor do Depecon/Fiesp. Foto: Junior Ruiz

O diretor do Departamento de Pesquisa e Estudos Econômicos (Depecon) da entidade, Paulo Francini, projetou a trajetória do Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil: crescimento de 2,8% em 2011 e 2,6% em 2012.

Segundo Francini, apesar da expectativa estar bem abaixo do que foi projetado inicialmente pelo governo (4,5%), esse crescimento de 2,6% pode não ser tão ruim, considerado o cenário internacional de incertezas e grandes dificuldade na Europa e nos Estados Unidos.

O diretor prevê que o mundo deve crescer 2,6% este ano e 2,1% no ano que vem, enquanto a China sairá de um crescimento de 9,1% para 8,2%, em 2012. A Zona do Euro deve decrescer de 1,5% para -0,3% e EUA caem de 1,7% para 1,3%.

Durante sua exposição, José Ricardo Roriz Coelho, diretor-titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec), mostrou o quanto o serviço da dívida pública consome do orçamento nacional. “De tudo o que se arrecada no país, 15,8% vai para o pagamento de juros. Isso representa 5,3% do PIB. Só neste ano, por volta de R$ 237 bilhões serão gastos no pagamento de juros da dívida pública federal”, afirmou.

Energia

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José Ricardo Roriz Coelho, diretor do Decomtec/Fiesp. Foto: Junior Ruiz

Assunto recorrente na agenda do setor produtivo brasileiro, o custo de energia no Brasil também foi alvo das críticas do presidente da Fiesp. Ele lembrou que no último dia 18 de novembro o Tribunal de Contas da União deu prazo de 60 dias para que o Governo Federal tome uma decisão sobre os leilões dos ativos de energia elétrica que vencem a partir de 2015.

“É só cumprir a lei. Não é justo que paguemos pela terceira vez por amortizações de investimentos que já foram amortizados”, salientou. “Até se faltar parte de amortização de algum ativo, temos o RGR (Reserva Global de Reversão) que pagamos todos os meses na conta de luz e que vai acumular R$ 30 bilhões em 2015. O RGR serve justamente para cobrir esses custos. O dinheiro é suficiente”, acrescentou.

Skaf criticou ainda o preço do gás para a Indústria, que vai subir por volta de 10%. “Nos EUA, o gás para a Indústria custa 1/3 do nosso. Como é possível competir com esses custos?”

Guerra dos Portos

Adiada para 2012, a Resolução 72, do Senado Federal, não tem data para ser votada. Isso significa que as isenções de ICMS concedidas por alguns estados a produtos estrangeiros que entram no país por seus portos vai continuar acontecendo. Pela resolução, o imposto deixaria de ser cobrado na origem e passaria a ser cobrado no destino, deixando 4% para o estado de origem, para não desestimular a fiscalização.

Para o presidente Paulo Skaf, se a resolução fosse votada e aprovada este ano, como foi inicialmente prometido, 60% da reforma tributária estaria resolvida. “Não sou a favor de guerra fiscal alguma, mas enquanto acontece entre estados brasileiros ela é menos prejudicial. Mas quando um estado oferece benefícios para outro país, aí estamos diante de uma extravagância. Isso é muito negativo para o Brasil porque leva empregos dos brasileiros para outros países”, concluiu.

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Fiesp lança campanha Energia a Preço Justo


Ministério da Saúde e setor produtivo estabelecem grupo misto de trabalho

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Ruy Baumer, Alexandre Padilha, Paulo Skaf e Adib Jatene, durante reunião com representantes do setor produtivo, na Fiesp



O saldo positivo da reunião entre o ministro Alexandre Padilha, da Saúde, e o presidente Paulo Skaf, da Fiesp, além de representantes do setor produtivo, inclui a construção de grupo misto de trabalho, atuante no setor de saúde. Outro ponto diz respeito às possíveis parcerias público-privadas e a intensificação da campanha de combate à dengue no estado de São Paulo.

Skaf lembrou que o Sesi-SP conta com programas como Prazer de Estar Bem (mais de 300 mil crianças atendidas, visando à integração da alimentação equilibrada e das práticas esportivas) e o Alimente-se Bem. “Em termos de prevenção de saúde ao trabalhador, foram alcançadas mais de cem mil pessoas”, explicou.

Padilha lembrou que já existe um termo de cooperação com o Sesi Nacional, a fim de acompanhar a qualidade de vida dos seus trabalhadores, e que poderá ser ampliado. E frisou os próximos passos dados em termos de telemedicina e acesso permanente via internet, para melhoria de diagnósticos, que podem contar com parcerias público-privadas.

“Em São Paulo, há um modelo de PPP com a indústria e o comércio quanto a procedimentos administrativos para ampliação e qualificação dos serviços na área da saúde”, confirmou Padilha.

Ele ainda informou aos representantes do setor produtivo, presentes ao encontro, que se encontra disponível para consulta pública, desde esta quinta-feira (7), programa de avaliação e desempenho do Sistema Único de Saúde (SUS), a fim de obter um índice de expressão nacional, estadual e municipal como instrumento de aprimoramento de gestão pública.

“Trata-se de política permanente de qualificação”, explicou Padilha, reforçando que quer promover esse debate com diversos setores da sociedade e conta com o apoio da indústria.

Parceria contra a dengue

De acordo com levantamento do Ministério da Saúde, houve recuo do número de casos de dengue registrados no país, nos primeiros três meses deste ano em comparação com o mesmo período do ano passado. O total de óbitos retrocedeu 62% e os casos graves caíram 69%. No cômputo geral, houve 43% menos casos notificados.

No entanto, o ministro Alexandre Padilha alertou que ainda é preciso manter a vigilância. Em seu entendimento, a mobilização da população contribuiu para essa redução dos índices. Segundo o Ministro, a rede de saúde suplementar está menos preparada para detectar os sinais graves de dengue e nela se concentra a maior parte dos casos que leva a óbito.

O presidente Paulo Skaf colocou à disposição a experiência do setor produtivo. A Fiesp desencadeou campanha contra a dengue alcançando todas as unidades do Sesi/Senai no estado. A campanha ganhará contornos mais intensos nas regiões de Ribeirão Preto e São José do Rio Preto, locais onde há maior número de casos registrados.

Na Fiesp, secretário Andrea Calabi participou de almoço de boas-vindas

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Andrea Calabi (secretário da Fazenda de SP), Paulo Skaf (presidente da Fiesp) e Benjamin Steinbruch (1º vice-presidente da Fiesp), em almoço na sede da entidade



O setor produtivo e o governo devem se alinhar quando entram em pauta temas de interesse de toda a sociedade, como a reforma tributária. A observação foi feita durante almoço de boas-vindas a Andrea Calabi, secretário de Estado da Fazenda de São Paulo, e empresários liderados pelo presidente da Fiesp, Paulo Skaf. O encontro aconteceu nesta sexta-feira (28), na sede da federação.

Calabi sinalizou que tem a disposição necessária para rever, junto com sua equipe técnica, benefícios que expiraram no final do ano, mas que ganharam sobrevida de 90 dias devido à troca de comando no Palácio dos Bandeirantes. É o caso, por exemplo, da Primavera Tributária, cujo prazo se encerra em 31 de março.

Além de desejar um bom ano de trabalho, Skaf enfatizou a experiência de Calabi, que o conduziu ao cargo. Economista, ele esteve à frente da Secretaria de Planejamento da Presidência da República (1985-86), do Banco do Brasil (1999) e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES – 1999-2000).

Na pauta de atenção deste ano ainda entram temas como Programa de Parcelamento Incentivado (PPI), Substituição Tributária e agilização para a utilização de créditos acumulados do ICMS.

Setor produtivo e trabalhadores juntam forças contra invasão dos importados

Emilse Bentson, Agência Indusnet Fiesp

A pressão dos produtos importados sobre a economia nacional, especialmente de manufaturados de origem asiática que chegam ao País em grandes volumes, tem preocupado tanto o empresariado quanto a classe trabalhadora. Ambos os lados temem que o movimento desenfreado de importações desestimule, de um modo geral, novos investimentos e afete a geração de empregos, como já ocorre em alguns setores de manufaturados.

Diante deste cenário, representantes dos empresários e dos trabalhadores reuniram-se nesta segunda-feira (20), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), para pensar em estratégias conjuntas de prevenção para a indústria nacional e, principalmente, paulista.

No final do encontro com os presidentes do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC (Sergio Nobre), da categoria em São Paulo, Mogi das Cruzes e região (Miguel Torres) e da Força Sindical (Paulo Pereira da Silva), para definir os primeiros passos já no início de 2011, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, fez uma análise da atual situação.

“Apesar de a economia ter apresentado bom desempenho neste ano e a produção industrial crescer bem, estamos sentindo um aumento muito acelerado, eu diria até irresponsável das importações, principalmente dos manufaturados. Devemos ter um déficit da balança comercial, quer dizer, a expectativa é de que se vai importar 70 milhões de dólares a mais em manufaturados do que se vai exportar. Isso é muito mais do que aconteceu nos últimos anos, e a preços muito baixos.”

E acrescentou: “Estamos todos juntos, preocupados com o Brasil, o emprego, o desenvolvimento e o futuro. Não podemos esperar que o prejuízo se instale para depois nos mexer. Então, vamos debater o tema, encontrar pontos em comum e preparar propostas para o governo trabalhar em favor do nosso país”.

Propostas para o governo

A ideia é reunir trabalhadores e empresários num grande evento, entre o final de janeiro e início de fevereiro, para fazer um diagnóstico da situação e identificar os setores afetados. Com estes dados levantados, propor ideias para o governo fortalecer a economia nacional.

“Aparentemente a economia está ótima, mas embaixo disso há uma série de problemas. Existe uma avalanche de importação. Temos informação de que no ano que vem o Brasil vai produzir 1,5 milhão de motos, e 500 mil serão importadas”, destacou Paulo Pereira da Silva, o Paulinho, da Força Sindical.

De acordo com Sérgio Nobre, do Sindicato dos Metalúrgicos do ABC, a indústria automobilística, por exemplo, setor considerado carro-chefe da metalurgia, está importando 600 mil unidades. “Essa era a produção nacional de dez anos atrás. Quer dizer, são empregos que deixam de ser gerados no País”.

O agravante, segundo Nobre, é que os componentes importados são de alta tecnologia e que cada vez mais farão parte dos produtos desenvolvidos daqui a dez anos. “A indústria nacional não detém essa tecnologia. É preciso que os setores a adquiram e que haja um grande plano nacional para que os produtos importados sejam feitos no Brasil,” alertou.

Juros altos geram distorção cambial que prejudica a economia

Nota oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), instituições que lutam pelo crescimento econômico do Brasil, defendem que condições favoráveis sejam criadas à geração de investimentos e, consequentemente, à produção e ao emprego.

Por isso, reafirmam que a taxa de juros segue em patamar elevado e a sua manutenção na reunião desta quarta-feira (20) do Copom sinaliza problemas para o futuro.

Os efeitos negativos que a política de juros elevados provoca sobre a atividade produtiva do País têm sido, de maneira insistente, combatidos por nós. Está ficando claro à sociedade os efeitos adversos gerados pela política de manutenção de uma das maiores taxas de juros reais do mundo.

“O patamar atual em que se encontra a Selic tem contribuído para a constante sobrevalorização do Real, permitindo um cenário no qual o crescimento da demanda doméstica seja, cada vez mais, abocanhado pela produção importada, que gera empregos lá fora eliminando postos de trabalho aqui no Brasil. Caso contrário, como explicar uma situação, em princípio ilógica, em que se verifica uma atividade industrial caminhando a passos vagarosos e um consumo brasileiro claramente aquecido?”, questionou Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp)