Paulo Skaf se reúne com presidente da Fenabrave

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores (Fenabrave), Alarico Assumpção Junior, almoçou nesta quarta-feira (6/5) com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf. A pauta do encontro foi as preocupações com o fraco desempenho do setor automotivo, principal influência negativa nos resultados da indústria.

“Para a situação em que se encontra hoje, não enxergamos uma melhora ainda. A crise política gera insegurança. A falta de credibilidade faz com investimentos sejam reduzidos, deixam as pessoas e as empresas sem uma visão clara de futuro e investimentos caminham junto com confiança”, afirmou Paulo Skaf após a reunião. “A maior preocupação é com a questão do desemprego”.

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Segundo Alarico Assumpção Junior, ao menos 250 concessionárias foram fechadas nos primeiros quatro meses deste ano. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

A indústria automotiva registrou um dos piores desempenhos do Indicador do Nível de Atividade (INA), apurado pela Fiesp e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp). Em março deste ano, o segmento apresentou queda de 6,5% da atividade em relação ao mês anterior, pressionado pela diminuição de 6,6% no Total de Horas Trabalhadas na Produção.

Segundo o presidente da Fenabrave, ao menos 250 concessionárias foram fechadas nos primeiros quatro meses deste ano.

“Novas casas serão fechadas e empregos serão naturalmente perdidos. Precisamos de PIB, tendo PIB, vendemos automóvel. Não tendo PIB, há uma queda muito drástica”, disse Alarico Junior.

Ele ainda comentou que o ajuste fiscal organizado pelo governo é “lamentavelmente necessário”. O segmento de distribuição de veículos deve registrar uma queda de 18% este ano, informou o presidente da Fenabrave.

Paulo Skaf voltou a afirmar que o setor privado é a favor do ajuste fiscal, mas ele deve ser conduzido “na redução de despesas do governo, e não pelo aumento de impostos”.


Terceirização

O presidente da Fiesp reiterou que o projeto de lei que regulamenta a terceirização pode ser uma boa notícia “em meio a tantas coisas ruins”.

“A terceirização não está em discussão, o que está se discutindo é a sua regulamentação”, afirmou Skaf.

2ª edição do Parcerize, do Inmetro, busca apoiar inovação no setor automotivo

Agência Indusnet Fiesp

O Instituto Nacional de Metrologia, Qualidade e Tecnologia (Inmetro) promove nesta sexta-feira (28/09), em Duque da Caxias (RJ), a 2ª edição do Parcerize – evento que apresenta as tecnologias e serviços do Instituto a empresários e representantes do setor automotivo.

Nesta edição, empreendedores e empresas poderão interagir com especialistas em design automotivo, biocombustíveis, metrologia química e de materiais. Além disso, receberão apoio em possíveis projetos de inovação tecnológica, com destaque para incubação de projetos e parque tecnológico.

Durante o Parcerize, pesquisadores do Inmetro atenderão individualmente os empresários, a fim de buscar soluções para as demandas tecnológicas das empresas. Também estarão presentes representantes das agências de fomento, que darão orientações sobre financiamento de projetos.

Para obter mais informações, acesse o site http://www2.inmetro.gov.br/palestras/parcerize/.

Serviço:
2ª Edição do Parcerize – Inmetro
Data: 28 de setembro de 2012, sexta-feira
Horário: Das 8h30 às 13h
Local: Auditório do Centro Operacional do Inmetro
Endereço: Av. Nossa Senhora das Graças, 50 – Xerém – Duque de Caxias (RJ)
Contato: telefone (21) 2679-9341 ou e-mail nit@inmetro.gov.br

Puxada pelo automotivo, atividade industrial cai 0,7% em setembro

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Indicador de Nível de Atividade (INA) da indústria paulista recuou 0,7% em setembro sobre agosto, na série com ajuste sazonal. Sem o ajuste, o índice caiu 2,6% na comparação com o mês anterior, puxado principalmente pela queda de 6,2% na produção do setor automotivo.

Na leitura com ajuste sazonal, o segmento de Veículos Automotores apresentou em setembro a maior queda experimentada pelo índice desde dezembro de 2008, quando o indicador caiu 47,6%.

“A indústria automobilística está sentindo certa dificuldade, expressa até pelo acúmulo de estoques”, afirmou Paulo Francini, diretor-titular do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp. “É um setor que já está passando por um processo relativamente forte de ajuste.”

Os números foram divulgados na manhã desta quinta-feira (27) pela Federação e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp). E, segundo Francini, o INA deve fechar o ano de 2011 com taxa de 2,0%, “com algumas chances de ser ligeiramente inferior”.

INA – Setembro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP 

No acumulado de 12 meses, o nível de atividade da indústria fechou com variação positiva de 2,6%. De janeiro a setembro de 2011, o índice acumula variação de 2,3% em relação ao mesmo período de 2010.

“Então se percebe mais claramente como é que o ano de 2011 está sendo frágil. A taxa do acumulado até setembro só encontra paralelo para trás – com exceção do ano da crise de 2009 – nos 2,7% registrados em 2006. Ou seja, é um resultado ruim comparativamente aos outros anos da série histórica”, explicou o diretor.

O Nível de Utilização da Capacidade Instalada (Nuci) recuou na série com ajuste sazonal, de 82,5% em agosto para 82,0% em setembro. Sem ajuste sazonal, o indicador fechou setembro em 83,6% versus 84,1% de agosto deste ano, e 83,7 em setembro do ano anterior. “O Nuci continua estacionado. No mês de setembro destaca-se a queda de 1,0% nas horas trabalhadas, ou seja, a produção não foi satisfatória.”

Setores

Além do componente Veículos Automotores, dos setores avaliados pela pesquisa, destaca-se a queda no setor de Produtos Minerais Não-Metálicos, termômetro para a atividade de construção civil, com declínio de 0,1% sobre agosto, na série com ajuste sazonal.

O segmento de Máquinas e Equipamentos recuou 1,0% em setembro, na série dessazonalizada, abatido pela forte deterioração da confiança do empresário industrial nos últimos meses, percepção a qual o segmento apresenta sensibilidade. “É um setor que volta a nos preocupar.”

Expectativa

Pesquisa Sensor – outubro de 2011

Fiesp Federação das Indústrias do Estado de SP 

A percepção dos empresários com relação ao cenário econômico no mês corrente, medida pelo Sensor Fiesp, ficou em 48,6 em outubro contra 48,9 em setembro. A apuração deste mês registrou estoque a 45,6 pontos ante 38,1 no mês anterior. No levantamento, a marca acima de 50 pontos indica crescimento. No caso dos estoques, valor abaixo de 50 aponta excesso de estoques.

“O sensor não está dizendo que lá na frente está vindo sol, como não também não está anunciando uma enorme tempestade, mas vem, pelo menos, uma garoa leve”, comentou Francini.

Crise

Francini reafirmou a perspectiva de redução do ritmo de crescimento para a economia brasileira. Já a estimativa de crescimento de 3,3% para o Produto Interno Bruto (PIB) de 2011 é efeito do agravamento da crise financeira mundial. “O PIB que se projeta para 2011 será um PIB que convive em um mundo com a situação econômica não confortável.”

Segundo ele, as perspectivas para a economia brasileira não estão claras, bem como os prognósticos para as demais economias do mundo. “Nós não somos exceção.”