Com a ‘melhor central do mundo’ em quadra, Sesi-SP estreia quarta (07/05) no Mundial

Lucas Dantas, Agência Indusnet Fiesp, da Suiça

Começa nesta quarta-feira (07/05) a luta do time feminino de vôlei do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) para alcançar o topo do mundo. O time comandado pelo técnico Talmo de Oliveira tem pela frente a equipe da casa, o Volero Zurich, na Arena Saalsporthalle, em Zurique, a partir das 20h no horário local (15h de Brasília).

Para alcançar o título inédito, a equipe conta com uma unanimidade no vôlei mundial: a central Fabiana Claudino.

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Fabiana: capitã tem liderança natura na equipe. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


A capitã e camisa 1 do Sesi-SP, de fato, desequilibrou na temporada. Com 363 pontos na Superliga 2013/14, a central foi a quinta maior pontuadora e a mais bem colocada entre as jogadoras que não são opostas. Só de bloqueio foram 93 pontos, recorde da última competição.

Eleita a MVP do Sul-Americano conquistado pelo Sesi-SP, em fevereiro, Fabiana também foi escolhida a melhor jogadora da Copa dos Campeões vencida pela Seleção Brasileira em novembro de 2013. Uma temporada de atuações espetaculares e decisivas que não deixam dúvidas para suas companheiras de time: é a melhor central do mundo.

“Ela é única. É diferenciada. Hoje, no voleibol mundial, não sei se tem uma jogadora com tamanha competência para exercer essa função, e com tanta competência como ela vem fazendo. É a melhor central do mundo, com uma capacidade e uma inteligência de jogo muito grande. Isso faz parte de um amadurecimento completo. Tenho certeza de que há alguns anos ela não tinha essa experiência, mas, hoje, o que ela pode passar tanto tática como tecnicamente para o time, o envolvimento e o respeito que ela tem com a equipe e os adversários, isso tudo faz uma diferença muito grande”, afirma Talmo de Oliveira, que já conversou com a jogadora sobre esse crescimento e aproveita para comemorar os benefícios para o Sesi-SP.

“Já falei com ela sobre como ela cresceu como pessoa e como líder na última temporada. A capitã está ali para ser um braço da comissão técnica, para trocar ideias, construir o trabalho junto com a equipe, e ela teve um comportamento exemplar do primeiro dia que chegou ao time até hoje. Isso faz parte do amadurecimento dela, da fase espetacular que atravessa, da felicidade que está passando, e faz com que ela cresça e a equipe colha muitos frutos com a capacidade dela.”

Presente, ao lado de Fabiana, na conquista do primeiro ouro olímpico do vôlei feminino brasileiro, em 2008 (Pequim), e mais experiente jogadora do Sesi-SP, Carol Albuquerque acompanhou a evolução da companheira ao longo de todos esses anos. E declara abertamente o respeito que tem pela capitã do time, a quem considera a bola de segurança quando o jogo aperta.

“Estou há muito tempo com ela. E a cada ano que passa a Fabiana fica ainda melhor. Dentro e fora de quadra. Seguiu o exemplo da Fofão e virou uma líder única. É sempre positiva, é respeitada por todo mundo, todos a seguem, os times a respeitam demais. Aqui no Mundial, quando chegamos para jantar, o outro time olhou para ela, diferente, com respeito. Ela é também a bola de segurança da gente. Vai muito alto e a bola vai alta também. Mesmo com passe quebrado, é ela ‘a jogada’. Assim, ela pontua às vezes bem mais que a ponteiras ou as opostas”, elogia Carol, que concorda com Talmo sobre o status da jogadora no cenário mundial.

“Acho que ela é a melhor do mundo. Pelo conjunto, pelo jogo, pela liderança. Não vejo outra fazendo isso como ela faz. Ela é completa demais. E ainda é uma líder, o que faz muita diferença.”

Quem cresceu bastante com a presença de Fabiana no time foi sua parceira de posição Bia. Com as dicas que recebe e o fato de todo jogo poder olhar mais a craque atuando, a jovem central de 21 anos passou de promessa à realidade recém-convocada para a Seleção Brasileira principal.

“Ela é a melhor meio de rede do Brasil e talvez do mundo. É completa. Tem uma liderança que ajuda muito. Ela me dá muitas dicas, me ajuda bastante e eu tento absorver o máximo de informações que puder dela, sempre”, elogia Bia.

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Fabiana: 363 pontos na última edição da Superliga. Foto: Beto Moussalli/Fiesp


Outra quem não mede elogios à Fabiana é uma parceira de longa data, a levantadora Dani Lins. Companheiras de time e de seleção por muitos anos, Dani e Fabi formam uma das duplas mais letais do vôlei feminino mundial. Para Dani, o processo de liderança da amiga foi natural e desde sempre Fabiana chamou a atenção. Sua escolha como capitã da Seleção foi um consenso. E para a levantadora será assim até o dia em que ela parar.

“Ela sempre foi aquela que brincava como todos, chamava a atenção mesmo e com o tempo foi criando essa liderança positiva sobre todo mundo. Ela não queria ser capitã, mas a gente a escolheu por sua facilidade de falar com a comissão e com as demais atletas. Todo mundo escuta e respeita a Fabiana. Quando somos mais novas, nem pensamos muito nisso, mas com o tempo essa imagem de liderança foi crescendo e fomos percebendo. A capitã da Seleção era a Fofão, passou por mim – acho que não gostaram (risos) – e a capitã tem que ser escolha de todas. Quando ela virou a capitã, decidimos que seria ela. Porque alguém tem que puxar o time e ela faz isso”, completa Dani, que também não hesita em colocar a amiga no topo do vôlei.

“Ela e a Thaísa (Molico/Osasco) formam a melhor dupla de centrais que uma seleção pode ter. Elas se destacam demais. A Fabi é minha bola de segurança, sim. É ‘toca na Fabi que ela resolve’.”

No Mundial de Clubes, o Sesi-SP está no Grupo A, com Volero Zurich e Algeria GSP.

A fanpage oficial da equipe no Facebook acompanha os jogos com fotos e informações das partidas em tempo real. Acesse www.facebook.com/sesisp.volei