SEMINÁRIO É POSSÍVEL REDUZIR A TAXA BÁSICA DE JUROS (10/2016)

José Ricardo Roriz Coelho apresentou um estudo sobre o assunto na abertura do evento “É possível reduzir a taxa de juros”, na sede da federação, na manhã desta segunda-feira (03/10)

O custo é alto para a sociedade e para o crescimento econômico. Para debater a problemática dos juros no Brasil, foi realizado, na manhã desta segunda-feira (3/10), na sede da Fiesp, em São Paulo, o seminário “É possível reduzir a taxa de juros”. O evento foi aberto pelo vice-presidente da federação e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da instituição, José Ricardo Roriz Coelho, que apresentou um estudo sobre o assunto.

“A taxa real de juros do Brasil é muito alta”, disse. “Entre 2005 e 2015, foi, em média, de 5,63%. Nos demais países da América Latina, a média foi de 1,7%”.

E porque a taxa é tão elevada? “O descontrole fiscal influencia a taxa de juros real”, explicou Roriz. “E mais: resultado primário insuficiente, elevado nível da dívida pública e elevada parcela da dívida pública atrelada à Selic”.

Segundo Roriz, a “Fiesp entende que se ajuste fiscal não for feito de forma contundente, teremos mais uma década perdida”.

“Países como Uruguai, Índia e Egito têm dívida bruta do governo maior do que a brasileira, mas taxas de juros reais mais baixas”, explicou Roriz. “São R$ 4,21 trilhões de dívida pública no Brasil, o que equivale a 69,5% do PIB”.  E tem mais: “43% da dívida pública é atrelada à Selic, isso afeta e eficácia da política monetária”.

O prazo da dívida pública é outro ponto a ser debatido, com elevado percentual da dívida concentrado no curto prazo no País. “Hoje, temos 18,4% da dívida sendo rolada em um ano, há um esforço de rolagem com juros no Brasil”.

Skaf afirma que é possível fazer muito com o muito que se arrecada em impostos

Agência Indusnet Fiesp

Em entrevista a Paulo Lopes, na Rádio Capital AM, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse nesta sexta-feira (19/2) que é possível fazer muito com o valor arrecadado todo ano em impostos. “Não é pouco não. O muito é muito”, afirmou. “R$ 2 trilhões. Como é que pode faltar dinheiro?”, perguntou, criticando a ladainha dos Governos (Federal, de Estados e municípios), que alegam falta de recursos como desculpa para não oferecer educação de qualidade para as crianças, atendimento decente na saúde, transporte público adequado, segurança pública.

Em sua opinião, o que falta é eficiência e seriedade. “Por essa razão não podemos aceitar o aumento de impostos. Temos que ser contra a CPMF, qualquer aumento de impostos, como o ICMS em São Paulo“, afirmou. “Quanto mais impostos nós dermos para os Governos, mais desperdício, mais falta de controle vai haver nas coisas. Tem que segurar a mesada, fazer que os Governos ofereçam qualidade nos serviços à população.”

Skaf lembrou que a sociedade paga uma barbaridade de impostos. “Quando a gente vê os escândalos dos governos a conclusão é que falta vergonha na cara, falta gestão, governança. Chega num ponto de haver problemas na merenda escolar, em remédios. Se o Brasil não fosse um grande país, se São Paulo não fosse um grande Estado, não aguentaria toda essa falta de eficiência, somada à falta de seriedade e desperdícios.”

13º Encontro Internacional: ex-presidentes do STF debatem legalidade das concessões do setor elétrico

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

O vencimento dos contratos do setor elétrico abriu uma importante discussão sobre o futuro das concessões de serviços públicos. Com o objetivo de contribuir com este debate, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) terá como ponto alto do seu encontro anual de Energia, uma conversa entre três ex-presidentes do Supremo Tribunal Federal (STF), Ellen Gracie, Nelson Jobim e Sydney Sanches.

O debate acontece nesta segunda-feira (06/08), às 11h, no Hotel Unique, em São Paulo. E “deve permear a segurança jurídica, pelo atendimento à Constituição Federal, essencial ao desenvolvimento brasileiro, principalmente para os investimentos de infraestrutura, para os quais ao respeito às regras e aos contratos deve prevalecer sobre decisões arbitrárias ou demagógicas”, afirma o diretor do Departamento de Infraestrutura da Fiesp, Carlos Cavalcanti.

Embora o governo federal tenha anunciado recentemente a eliminação de encargos e tributos do setor elétrico, a Fiesp reitera que não se pode confundir encargos da conta de luz com o preço da energia. A carga tributária do setor de energia é próxima a 50%, percentual similar ao que incide sobre a maioria dos produtos industriais brasileiros.

A revisão, anunciada pelo governo, é bem-vinda, mas a Fiesp defende que somente os leilões das concessões do setor elétrico que vencem a partir de 2015 derrubariam substancialmente o preço da energia, sobre o qual incidem os encargos. Com a realização de leilões, estima-se que a economia para os consumidores poderá chegar a 20%, que somados aos 10% dos encargos, pode trazer uma redução ainda maior na conta de luz de todos os brasileiros.

Serviço
13º Encontro Internacional de Energia da Fiesp
Data/horário: 6 e 7 de agosto de 2012, das 8h30 às 18h
Local: Centro de Convenções do Hotel Unique
Endereço: Av. Brigadeiro Luis Antonio, 4700, Jardim Paulista, capital