Eficiência energética que otimiza o uso e não desliga a máquina fica em primeiro lugar no Inova Senai

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

A energia elétrica é um dos insumos no cálculo do custo da produção, mas a indústria, por falta de informação, associa a redução do gasto com energia ao desligamento de maquinário, avaliou o professor Maurício Gati Amaral. Ele é orientador de Práticas Profissionais da Escola Senai Frederico Jacob, no Tatuapé, zona leste de São Paulo.

A pesquisa sobre o assunto rendeu o primeiro lugar na categoria Serviço Inovador no Inova Senai 2013, realizada em setembro, no Anhembi, durante o São Paulo Skills, maior campeonato do ensino profissionalizante do estado.

“Eficiência energética é usar melhor a energia disponível para produzir determinado produto, ou seja, reduzir o desperdício”, explica. “Muitas empresas dizem ter um plano de redução, mas, quando apresentamos as nossas propostas, ficam surpresas sobre como é possível otimizar o uso”, afirma Amaral.

Ele e o colega, o professor Edson Pereira, especialista em eficiência energética, prestaram um serviço de análise e diagnóstico de eficiência energética para a Casa da Moeda. No trabalho, os professores do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) analisaram os insumos energéticos (água, eletricidade e gás) da planta industrial e identificaram oportunidades de redução do consumo de energia.

“É um conjunto de soluções. Por exemplo: o sistema de iluminação dos galpões e da área de fabricação deles é relativamente antigo e, com um novo tipo de lâmpada, eu reduzo o número de lâmpadas mais antigas mantendo a eficiência luminosa da área”, explica Amaral.  Ele afirma que “é possível encontrar no mercado nacional” as luminárias e demais equipamentos propostos.

O trabalho é fruto de uma parceria do Senai-SP com a Federação das Indústrias do Estado do Rio de Janeiro (Firjan). Ele foi compilado, organizado e enviado para edição de 2013 do Inova Senai por Wilker Iassia, interlocutor da escola do Senai-SP do Tatuapé com a organização do prêmio.

Da esquerda para a direita: Pereira, Amaral e Iassia: trabalho em parceria com a Firjan. Foto: Arquivo Pessoal

Da esquerda para a direita: Pereira, Amaral e Iassia: trabalho em parceria com a Firjan. Foto: Arquivo Pessoal

 

“A Firjan prestava serviço para a Casa da Moeda para uma produção mais limpa, mas na época eles não tinham um setor desenvolvido para energia”, lembra o professor. O trabalho para a empresa, que tem pelo menos 3 mil funcionários, foi prestado em 2010.

No Rio de Janeiro

Os professores ficaram ao menos quatro dias no Rio de Janeiro, sede da Casa da Moeda, criada há mais de 300 anos e responsável pela fabricação de cédulas e moedas no país.

“Foi feita toda a análise em produção e administrativo”, diz. “Fizemos todos os levantamentos dos pontos de medição e, no final dos trabalhos, fizemos a apresentação para o superintendente de energia da empresa”, conta.

Desde a apresentação do diagnóstico, pelo menos seis empresas procuraram por Maurício Amaral e Edson Pereira. “As empresas ainda estão entrando em contato conosco”, diz Amaral.

Ele acrescentou que a Análise e Diagnóstico em Eficiência Energética cumpre as normas da ISO14001 e ISSO 50001 – regras para garantir a eficiência energética.