Serra Leoa incentiva entrada de capital estrangeiro

Agência Indusnet Fiesp

O governo de Serra Leoa está facilitando o acesso para investimento de capital estrangeiro no país, com a intenção de desenvolver frentes econômicas pouco exploradas e acelerar seu crescimento.

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Fiesp recebe empresários de Serra Leoa

Agronegócio, infraestrutura, mineração e pesca são alguns dos setores que a Agência de Promoção Comercial e de Investimentos (Sliepa) busca ampliar por meio de negociações internacionais.

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Patrick Cauker, de Serra Leoa

“Auxiliamos empresas estrangeiras em todas as etapas de consolidação de negócios. Somos a porta de entrada para investimentos e a garantia de crescimento interno”, destacou o CEO da instituição, Patrick Caulker, durante reunião nesta terça-feira (30), na sede da Fiesp.

Ele ressaltou o grande potencial não explorado da agricultura: são 5,4 milhões de hectares disponibilizados, sendo que a prioridade é o investimento no segmento sucroalcooleiro. Segundo Caulker, toda a estrutura para a exploração já está montada e o plantio é barato. “O arrendamento para terras produtivas custa entre US$ 5 e US$ 20 por ano, cada hectare”.


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Oluniyi Robbin-Coker, assessor da presidência da República de Serra Leoa

Para contemplar o crescimento esperado nos próximos anos, estima-se a geração de 1.200 MW de energia por hidrelétricas.A infraestrutura é outra área de alta prioridade para o governo. De acordo com o CEO, um montante de US$ 500 milhões foi revertido à construção de estradas.

Oluniyi Robbin-Coker, assessor da Presidência da República de Serra Leoa, lembrou da atividade pesqueira do país e da região, onde há uma demanda de mais de US$ 700 milhões.

Além disso, garantiu, todas as oportunidades de investimento oferecidas não sofrem nenhum tipo de tributação. “Nossa política fiscal isenta os investidores estrangeiros de qualquer taxa, pois este é o caminho para crescermos”, enfatizou.


Defasagem logística

Nesse sentido, intensificar o comércio com Serra Leoa é um aporte estratégico à relação com o continente.Para o Brasil seria interessante fortalecer o comércio com a África Ocidental, principalmente no agronegócio, cuja troca seria favorecida pelo clima similar, afirmou o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Roberto Giannetti.

Na avaliação do diretor, atualmente as trocas entre Brasil e Serra Leoa ficam comprometidas devido à falta de transporte aéreo direto entre os países, principalmente de voos comerciais.

A pequena quantidade de linhas marítimas também prejudica a logística e encarece os fretes. “É uma verdadeira epopeia viajar daqui para lá e vice-versa; gastamos muito tempo e dinheiro no processo”, explicou Giannetti.
“Este Seminário com Serra Leoa é muito significativo, porque marca o esforço mútuo de fomentar um promissor relacionamento para os dois lados”, pontuou Giannetti.O diretor do Derex/Fiesp informou que a entidade da indústria e o Governo Federal estão empenhados em melhorar a eficiência do acesso à África Ocidental, para que as trocas entre as regiões sejam viabilizadas.

O secretário do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC), Ivan Ramalho, também ressaltou a importância do encontro, pois enxerga boas oportunidades comerciais com a nação africana.

“Hoje, junto com a Fiesp, abrimos neste Seminário um espaço importante ao Brasil e aos representantes de Serra Leoa, já que temos muitas empresas prontas para investir em produtos e serviços necessários ao desenvolvimento de sua economia”, concluiu Ramalho.


Veja a apresentação da Agência de Promoção Comercial e de Investimentos  de Serra Leoa (Sliepa) em arquivo PDF (versão em inglês): Sierra Leone – It´s Time do Think Again