Embaixador do Brasil na Hungria: ‘rodada de negócios na Fiesp vai gerar frutos’

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

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Embaixador Sérgio Moreira Lima. Foto: Junior Ruiz

O Encontro Empresarial Brasil-Hungria, que acontece ao longo desta quarta-feira (13/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), é parte importante da agenda entre os dois países, de acordo com o embaixador do Brasil na Hungria, Sérgio Moreira Lima.

Segundo o diplomata, depois que os governos dos dois países firmaram uma comissão mista bilateral em Brasília, com o objetivo de promover as relações comerciais, científicas, econômicas e tecnológicas, faltava uma aproximação comercial.

“O presidente Paulo Skaf generosamente ofereceu o espaço da Fiesp para realizar esse encontro de negócios. Isso é bastante positivo porque permite que os empresários húngaros conversem com os brasileiros dentro de um ambiente bastante importante como o da Fiesp. Isso vai gerar frutos porque o que falta efetivamente são contatos empresariais”, disse o embaixador em entrevista ao Portal Fiesp.

“Embora o comércio venha aumentando, ele parte de uma base muito baixa”, complementou – em 2011, o fluxo comercial entre Brasil e Hungria foi de US$ 417,2 milhões.

“A Hungria é um país que tem um fluxo de comércio bilateral de 200 bilhões. O potencial é enorme”, acrescentou Sérgio Moreira Lima.

Aproximação bilateral

O embaixador do Brasil na Hungria mencionou acordos firmados recentemente pelos governos dos dois países: o de consultas políticas entre as duas chancelarias, a inclusão de universidades húngaras no programa “Ciência sem Fronteiras”, a troca de experiências e de pesquisa para produtos orgânicos e no segmento vitivinícola, além do acordo entre a Apex-Brasil e a agência de comércio exterior do país.

“O próximo passo deveria ser a ida de uma missão comercial brasileira à Hungria para reciprocar essa vinda”, disse Moreira Lima.

“Seria interessante”, acrescentou o embaixador, “que houvesse uma organização da câmara de comércio que existe aqui em São Paulo e a criação de uma Câmara de Comércio lá [em Budapeste] e que arregimentasse os empresários interessados no dinamismo e nas oportunidades do mercado brasileiro.”

O grande objetivo do Brasil, segundo o embaixador, é a inserção na economia do crescimento. E a Hungria é um parceiro importante no leste europeu. “É um país distinto porque tem inserções em diversos países. O que você faz na Hungria repercute”, afirmando que o Brasil ainda tem presença muito modesta no país.

“Espero que com essa visita outras empresas nos ajudem a explorar o potencial desse relacionamento, não só com a Hungria, mas em todo o leste europeu”, concluiu.