Talentos do Senai-SP disputam campeonatos de sorvetes e doces em evento na Itália

Agência Indusnet Fiesp

Os talentos do Senai-SP não vão ficar de fora da Feira Internacional de Sorvetes Artesanais, Confeitaria, Padaria e Mundo do Café, a Sigep, a ser realizada em Rimini, na Itália, entre os próximos dias 24 e 28 de janeiro. Isso porque um funcionário e uma aluna da Escola Senai Horácio Augusto da Silveira, na Barra Funda, em São Paulo, especializada em alimentos, foram convidados a participar, respectivamente, do Gelato World Cup, torneio mundial de sorvetes, e da The Pastry Queen, disputa de confeitaria.

A Sigep é uma das mais importantes feiras do mundo em sorveteria e doces artesanais, sendo uma referência no lançamento de matérias-primas, ingredientes diversos, sistemas e equipamentos, decoração e serviços.

Os convidados a participar do evento foram o funcionário Abner Colombati Pereira (do Gelato World Cup) e a aluna Thais Freitas Lima (The Pastry Queen).

UpLab: incubadora do Senai-SP prepara empresas e abre as portas para o mercado em São Caetano do Sul

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Incubadoras de empresas existem muitas. De todos os tipos. Mas incubadora na qual o canal com a indústria está sempre aberto e onde é possível desenvolver o negócio a partir de uma infraestrutura completa à disposição dos empresários só no Senai-SP. É assim no Uplab, espaço de inovação e empreendedorismo instalado na escola Senai Armando de Arruda Pereira, em São Caetano do Sul, na Grande São Paulo.  A iniciativa teve início em agosto de 2017 e conta hoje com duas empresas que desenvolvem os seus produtos e modelos de negócios na unidade.

“São projetos de negócios voltados para a indústria, um trabalho com viés de aceleração”, explica o supervisor de Inovação do Senai – SP, Carlos Coelho. “Questionamos todos os pontos dos projetos das empresas, em seis meses é estabelecido um modelo de negócios e definido um produto”.

Após esse prazo, as empresas podem ficar até dois anos tendo o suporte do Senai-SP. “Pode ser um tempo para ganhar mercado, vender, fazer networking”, diz Coelho.

Segundo ele, o Senai-SP “abre portas”. “Os empresários contam com a experiência dos profissionais da instituição em gestão, design, tecnologia”, conta. “Além de usar toda a nossa infraestrutura de laboratórios e máquinas para desenvolver seus produtos: temos um playground caprichado à disposição”.

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O UpLab na escola do Senai-SP em São Caetano do Sul: espaço de empreendedorismo e inovação. Foto: Divulgação

Isso com direito à fabricação do primeiro lote de produtos da empresa na própria escola do Senai-SP. “Depois a empresa paga um pequeno percentual sobre as vendas desses produtos, quando começar a vender”.

Em breve, a incubadora terá mais empreendedores em suas instalações. Os 15 mais bem classificados do Acelera, concurso de empreendedorismo da Fiesp, serão convidados a receber suporte por quatro meses no local.

No futuro, está prevista a ampliação do projeto Uplab para outras unidades do Senai-SP. E a oferta de atendimento virtual para interessados que moram longe da Grande São Paulo.

Totalmente conectados

Trabalhando ao lado dos empreendedores em São Caetano do Sul, o especialista técnico do Senai-SP Paulo Inoue explica que, na incubadora, a conexão dos participantes do Uplab com as empresas já estabelecidas no mercado é um dos pontos fortes do trabalho. “Eles estão totalmente conectados conosco e recebem todo o suporte para fechar negócios com as indústrias da região”, diz.

De acordo com ele, outro diferencial do trabalho de incubação oferecido é a qualidade dos laboratórios da escola. “Outras incubadoras não conseguem oferecer infraestrutura igual para que eles desenvolvam seus produtos”.

Diante desse ambiente de apoio à inovação, um dos empresários participantes do Uplab, Elias Aoad Neto, se diz apoiado para desenvolver seu negócio e se relacionar com a indústria. “Ter o carimbo do Senai-SP faz toda a diferença”, afirma. “Essa divulgação do nosso produto é muito importante para entrar no mercado”.

A empresa de Neto é a AutomatSmart, de desenvolvimento de soluções de gestão de manutenção industrial a partir de inteligência artificial. Ou seja, faz a análise da manutenção com foco na redução de custos e aumento da produtividade de modo diferenciado, já atraindo a atenção do mercado. “Uma empresa grande de manutenção industrial procurava exatamente uma solução com inteligência artificial e já entrou em contato conosco”, diz Inoue.


Sindicato Responsável: Sindirepa-SP, parcerias pela qualificação

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Por Karen Pegorari Silveira

O Sindirepa-SP firmou parceria com Senai para que seus associados tenham condições diferenciadas de pagamento em cursos da instituição e para que possam melhorar seus processos operacionais. Para ser beneficiada, a empresa precisa ter Classificação Nacional de Atividades Econômicas (CNAE) específico de reparação de veículos.

O curso tem duração de 40 horas e a programação oferece ensinamentos sobre fluxograma de processos na oficina automotiva; como potencializar a eficiência com o uso de ferramentas como TPMO (Tempo Padrão de Mão de Obra Automotiva), check list, ordem de serviço, orçamento de peças e mão de obra.

Também são abordados o processo de garantia de produtos e serviços; a importância do conhecimento do Código do Consumidor; organização e limpeza; e segurança do trabalho.

Além disso, o Sindirepa-SP também realizou convênio com TecDoc e Partlinks para dados e informações de peças e aplicações. Tem ainda o Programa Empresa Amiga da Oficina que conta com mais de 40 empresas, entre fabricantes de autopeças e equipamentos e prestadores de serviços que promovem uma série de ações aos associados da entidade, entre elas, palestras técnicas que são muito importantes para promover o conhecimento dos profissionais e estreitar relacionamento.

Em fase piloto há também o Programa de Incentivo à Qualidade (PIQ), em parceria com o Sindirepa Nacional e o Instituto da Qualidade Automotiva (IQA). Nesta iniciativa, seis oficinas de funilaria e pintura do Estado de São Paulo foram certificadas:

As entidades desenvolveram um roteiro que permite ao empresário avaliar a empresa nos estágios atual e desejável. “Usamos metodologia apropriada com pesquisa de campo e avaliação 360º. Os indicadores de performance guiam as ações e as melhorias a serem alcançadas”, explica José Nogueira, vice-presidente do Sindirepa-SP.

Por meio do programa, as empresas recebem o acompanhamento de avaliador especializado, que orienta as oficinas e entre os principais objetivos a serem obtidos seria melhoria na infraestrutura (layout), melhoria nos processos de trabalho (cliente x fornecedor interno), a criação de indicadores de qualidade, a interpretação de índices de satisfação do cliente da empresa, a visão de Recursos Humanos da empresa e oportunidade de melhoria da mão de obra com treinamentos específicos.

Para Nogueira, a expectativa é atrair mais adeptos para a cultura da qualidade. “Este programa visa a excelência no segmento de reparação automotiva, um caminho sem volta. Foi cuidadosamente estudado em bases reais, sendo assim uma escada que permite superar um degrau em cada etapa”, afirma o vice-presidente.

Para conhecer mais ações do Sindirepa-SP, acesse – portaldareparacao.com.br



Skaf participa em Santos da Onda Digital, de conversão de TVs analógicas

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP, Paulo Skaf, participou neste sábado (28 de outubro) do trabalho da Onda Digital em Santos. Para orientar a população sobre a transição do sinal analógico para o digital, 65 alunos voluntários do Senai-SP visitaram residências do bairro Areia Branca. “Neste sábado de sol todo mundo está animado”, disse Skaf. “Agora não se trata só de ter sinal de qualidade. A partir de 29 de novembro vai ser cortado o sinal analógico”, explicou.

“Tivemos uma grande desafio. Na Baixada 74 mil das 660 mil residências ainda precisam da instalação do conversor.” Os alunos do Senai-SP vão ajudar a população, orientando os moradores sobre os procedimentos necessários para instalar conversores digitais em tevês que só recebem o sinal analógico.

As famílias cadastradas nos programas sociais do Governo Federal receberam um kit, composto por conversor digital, cabo e antena. A Patrulha Digital, nome dado ao grupo de voluntários do Senai-SP, também vai orientar moradores que não estejam inscritos nos programas sociais, mas que tenham televisores analógicos em casa.

A Patrulha Digital está mobilizando cerca de 45 mil voluntários do Senai-SP em todo o interior de São Paulo para realizar o trabalho. Em Santos serão 1.350 alunos voluntários, sendo 2.450 em toda a Baixada Santista. A ação faz parte da parceria entre a Associação Brasileira de Emissoras de Rádio e Televisão (Abert), a Seja Digital, empresa responsável pela migração para o sinal digital em todo o Brasil, e o Senai-SP.

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Paulo Skaf com alunos do Senai-SP participantes da Onda Digital de Santos. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


Investimentos

“Aquela região vai ter o antes e o depois do Sesi e do Senai”, disse Skaf a respeito das novas unidades dos serviços da indústria em construção no Vale do Ribeira. No sábado, ele também inaugurou uma nova sala de lutas e um ginásio no Centro de Atividades Sesi Décio de Paula Leite Novaes, de Cubatão. O presidente do Sesi-SP também denominou como patrono do campo de futebol da unidade o ex-jogador Mengálvio, que brilhou no ataque do Santos na década de 1960.

Catarinense, Mengálvio Pedro Figueiró, nascido em Laguna (17/12/1939), chegou ao clube da Baixada em 1960 e participou das campanhas históricas do alvinegro praiano de 1962 e 1963, quando conquistou a Libertadores e o Mundial Intercontinental de Clubes. Até hoje seu nome é lembrado entre aqueles que integraram uma das melhores linhas de ataque de todos os tempos, ao lado de Dorval, Coutinho, Pepe e Pelé.

Além dos títulos internacionais, também conquistou seis títulos de campeão paulista e cinco da Taça Brasil, todos pelo Santos, clube que defendeu em 371 partidas, marcando 28 gols. Também foi campeão do mundo com a Seleção Brasileira de 1962, sendo o reserva de Didi. Atualmente o ex-jogador, de 77 anos, vive em Santos.

Sesi de Cubatão

Com modernos ambientes pedagógicos, a escola oferece Ensino Fundamental em tempo integral do 1° ao 5º ano, o que permite que os alunos permaneçam nos períodos da manhã e da tarde na escola realizando vivências de esporte, arte, cultura e tecnologia e recebendo refeições diárias compostas de café da manhã, almoço e lanche da tarde. Dos 627 estudantes atendidos, 463 estão no Ensino Fundamental e 164 no Ensino Médio.

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Skaf com Mengálvio, ex-jogador do Santos que se tornou patrono do campo de futebol do Sesi de Cubatão. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Iniciativas Sustentáveis: Colorado Máquinas – Transformando resíduo em renda

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Por Karen Pegorari Silveira

Os resíduos de indústrias podem, muitas vezes, representar um problema para o negócio caso a empresa não tenha intenção de reaproveitá-los e decida pelo descarte. Porém, muitos desses resíduos estão sendo desperdiçados sem que as companhias percebam a sua utilidade para seu próprio negócio e até mesmo para a comunidade no seu entorno.

Os paletes, por exemplo, são o principal resíduo da Colorado Máquinas, empresa de Ribeirão Preto, interior da capital paulista, que resolveu desenvolver uma grande parceria para reaproveitá-los e solucionar o problema.

Em um trabalho conjunto com o Sesi-SP a empresa implantou o Sustent’ARTE, uma oficina completa para criação de produtos provenientes de resíduos de madeiras, que gera outros benefícios além do reaproveitamento: a qualificação profissional e a possibilidade de inserção de mais pessoas no mercado de trabalho.

As aulas acontecem no Núcleo Municipal de Formação Profissional Antônio Scaff, espaço cedido pela Prefeitura da cidade vizinha, Orlândia, e os produtos elaborados neste projeto, através dos paletes doados, vão desde porta-retratos e fruteiras, até prateleiras e baús em madeira.

A primeira fase do projeto foi concluída por 42 alunos. Eles receberam o certificado de conclusão em uma cerimônia que teve a presença de seus familiares, amigos e dos parceiros promotores do Projeto, como o Instituto Oswaldo Ribeiro de Mendonça e da Prefeitura Municipal de Orlândia.

Entre os 42 alunos que participaram das aulas nos últimos seis meses, 16 também fizeram especialização em manuseio de máquinas para madeira no SENAI-SP e receberam certificados correspondentes ao curso.

O investimento da Colorado Máquinas foi de aproximadamente R$ 100 mil, destinados a contratação de especialistas e montagem da oficina. O curso é oferecido gratuitamente pelo período de 15 meses e ensina pessoas de ambos os sexos a produzirem artesanato, peças decorativas e móveis em madeira.

A iniciativa foi reconhecida como uma das cinco melhores práticas socioambientais do país na categoria Resíduos, modalidade sênior do XV Prêmio Benchmarking Brasil.

Para a supervisora de Comunicação e Responsabilidade Social do Grupo Colorado, Maria Inês Marcório Guedes de Carvalho, “esta premiação simboliza o reconhecimento, respeito e confiança de públicos especializados e formadores de opinião em sustentabilidade para o trabalho conjunto desenvolvido”, declarou a profissional.

Sobre a Colorado Máquinas

A Colorado Máquinas, fundada em 1999, faz parte do Grupo Colorado, um dos maiores grupos brasileiros do setor agroindustrial, que emprega cerca de 7.000 pessoas, está presente em quatro regiões do Brasil, atende a dezenas de municípios e exporta para quatro continentes. Na concessionária são comercializadas máquinas agrícolas da marca John Deere, e esta empresa do grupo conta com 199 colaboradores diretos – sendo que as áreas produtivas contam com 50 vendedores de máquinas e peças e uma equipe de 60 técnicos mecânicos.

ENTREVISTA: RAFAEL LUCCHESI FALA SOBRE JOVENS, EDUCAÇÃO E MERCADO DE TRABALHO

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Foto de José Paulo Lacerda

Por Karen Pegorari Silveira

Rafael Lucchesi, diretor-geral do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (SENAI), sugere como é possível contribuir com a inclusão de jovens no mercado de trabalho e na educação, e ajudar a atingir a meta 8.6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS).

Para ele, o Brasil precisa eleger a educação profissional como política de Estado, entre outras ações.

Leia Mais na íntegra da entrevista:

A meta 8.6 dos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) sugere que é preciso reduzir a proporção de jovens sem emprego, educação ou formação. Como o Senai, em parceria com as indústrias, têm contribuído com esta meta do ODS?

Rafael Lucchesi – Temos um grande desafio, já que o desemprego entre os jovens no Brasil chega a quase 30%. Com a recente aprovação da reforma do ensino médio, esse cenário poderá se reverter nos próximos anos, a fim de ampliar o acesso à educação profissional, já que apenas 9,3% dos estudantes brasileiros estavam no ensino médio em 2016. Apesar disso, o SENAI vem contribuindo significativamente com grande parte da formação profissional dos jovens brasileiros. A instituição é o maior complexo de educação profissional da América Latina e, desde que foi criado, há 75 anos, formou 71 milhões de brasileiros em 28 áreas da indústria brasileira, da iniciação profissional até a pós-graduação tecnológica. Pesquisa de egressos aponta que a cada dez estudantes formados pelo SENAI, sete conseguem vaga no mercado de trabalho no primeiro ano de formado. Em 2016, o SENAI formou 2,6 milhões de profissionais e esse número deve se expandir nos próximos anos, sobretudo, pelo crescimento da oferta da educação a distância.

Qual a importância da inclusão desses jovens para o crescimento econômico do país?

Rafael Lucchesi – Os jovens bem preparados e com formação sólida são fundamentais para a competitividade das indústrias e para o crescimento econômico por serem uma força de trabalho criativa, com grande capacidade de trabalho, de absorção de conhecimentos e novas tecnologias. É no mercado de trabalho que os profissionais se desenvolvem e adquirem experiência para se tornarem ainda mais qualificados e produtivos. Além disso, a convivência de várias gerações no ambiente de trabalho permite a troca de experiências e conhecimentos indispensáveis à inovação e ao aumento da produtividade nas empresas. No entanto, é importante destacar que só a formação de mão de obra não é suficiente. O desafio é fazer com que o país retome o crescimento econômico para criar empregos. Nesse sentido, é preciso uma agenda mais ampla, que torne o país mais competitivo, com menor custo de financiamento, melhoria da infraestrutura, entre outros fatores.

Quais ações, na sua opinião, são necessárias para diminuir o número de jovens sem emprego e sem formação e atingir esta meta até 2020?

Rafael Lucchesi – O fundamental para o Brasil é eleger a educação profissional como política de Estado, uma forma de oferecer oportunidades de carreira e de renda aos jovens e aumentar a competitividade das empresas. O país gasta cerca de 6% do PIB em educação, acima de alguns países desenvolvidos. Então, não se trata de uma questão de recursos, mas de inserir a educação profissional como projeto de Estado e trabalhar para atingir a meta prevista no Plano Nacional de Educação (PNE).

Países industrializados, como a Alemanha por exemplo, têm aproximadamente 50% de jovens cursando o ensino técnico, enquanto no Brasil apenas 9,3% estão matriculados neste tipo de curso. O senhor acredita que o sistema alemão é o caminho para que o Brasil alcance a meta 8.6 dos ODS? Como este sistema poderia ser aplicado no país?

Rafael Lucchesi – O SENAI foi criado com base no modelo alemão e suíço de educação profissional, inclusive com o modelo de financiamento e institucional semelhantes. É uma experiência que deu certo no Brasil e que, inclusive, colocou o país no topo do ranking mundial no WorldSkills, o torneio de educação profissional do mundo, ficando à frente de países que são referências na área, como a Coreia do Sul e a própria Alemanha. Por isso, acredito que o sistema alemão é uma boa inspiração para construirmos o sistema no país. O maior desafio aqui seria estruturar as escolas levando-se em conta as especificidades desse tipo de formação. É preciso ter escolas de educação profissional que fluam no tempo nas competências que se modificam. Todos os principais estudos mostram que governos em todo o mundo têm dificuldade de responder aos desafios da educação profissional, que possui uma questão fundamental: formar pessoas com a habilitação exigida pelo mercado de trabalho, que se modifica muito rapidamente.

Sul-africanos pedem aproximação com Brasil em visita à Fiesp

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover uma cooperação mais intensa entre o Brasil e a África do Sul, o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) recebeu em 8 de junho uma delegação sul-africana para identificar novas oportunidades de intercâmbio.

Segundo o diretor titular adjunto do Derex Newton de Mello, ambos os países possuem raízes multiculturais fortes e mais pontos em comum do que divergências, o que facilita a perspectiva de novos acordos.

Na visão do embaixador da África do Sul no Brasil, Ntshikiwane Mashimbye, é importante que as duas economias encontrem negócios de benefício mútuo. “Já temos uma boa interação com brasileiros, seja para estudos ou turismo; temos em comum nações bonitas e vibrantes. Além disso, a África do Sul é a economia mais sofisticada de seu continente, sabemos que podemos oferecer parcerias interessantes e queremos estar mais próximos”, afirmou.

O diretor titular adjunto do Derex Antonio Fernando Bessa, por sua vez, apresentou os dados econômicos brasileiros dos últimos anos, destacando as preocupações da Fiesp com uma agenda de integração regional consistente.

Do Ministério da Agricultura da província de Northern Cape, a mais extensa de sua região, Norman Shushu elencou seus principais setores industriais. São mineração, fabricação e desenvolvimento de equipamentos automotivos, desenvolvimento de cidades e processamento agropecuário focado em segurança alimentar no longo prazo, conectando os produtores e os mercados, por exemplo.

Já Saki Zamxaka, da agência de desenvolvimento da província de Gauteng, falou da possibilidade da África do Sul usar serviços e companhias brasileiras como um complemento para sua indústria. Nesse sentido, o gerente de relações institucionais da Associação Brasileira da Indústria de Máquinas e Equipamentos (Abimaq), Casemiro Taleikis, introduziu representantes de mais dez empresas brasileiras do segmento de maquinário agrícola, interessadas em obter novas oportunidades de negócios com o país.

Para além dos acordos comerciais, o diretor de Relações Externas do Senai-SP, Roberto Spada, detalhou as experiências de cooperação técnica do serviço de formação profissionalizante da indústria no exterior. De acordo com Spada, um novo projeto do Senai, desenvolvido especialmente para sul-africanos, irá receber novos alunos no Brasil para trabalhos com duração de até 10 meses.

Atualmente, a África do Sul figura como principal indústria e economia da região, é responsável por 24% do Produto Interno Bruto (PIB) do continente e possui 11 línguas oficiais, com o inglês para negócios. O país também faz parte da cúpula dos países em desenvolvimento, os chamados Brics, e figura como único país africano no grupo das 20 maiores economias do mundo, o G20.

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Newton de Mello: África do Sul e Brasil possuem raízes multiculturais fortes (Foto: Everton Amaro/Fiesp)

App gratuito da Fiesp traz oportunidades de negócios com Sesi, Senai e Aeronáutica

Mayara Baggio, Agência Indusnet Fiesp

A fim de promover e ampliar o campo de negócios para pequenas, médias e grandes empresas, o Departamento de Ação Regional da Fiesp (Depar) criou o sistema “Ponte de Negócios”. Com a nova plataforma, composta por site e aplicativo, companhias e profissionais autônomos têm acesso aos processos de licitação de compra do Sesi, Senai-, Centro Logístico da Aeronáutica e demais parceiros.

As oportunidades estão concentradas nas áreas de obras, serviços, materiais e equipamentos, aluguéis e locações, setor médico e odontológico e setor bélico e de defesa. Além disso, os processos de compra publicados pelas entidades estão separados por lotes de diferentes quantidades, de modo a contemplar também os pequenos e médios fornecedores do Estado.

Na avaliação do diretor Depar, Sylvio de Barros, o objetivo da nova ferramenta é divulgar com transparência novas oportunidades de negócios para o maior leque de empresas possível, permitindo a multiplicação de parceiros e potenciais compradores. “A ideia é criar um novo mercado para a indústria”, explica.

Os interessados podem baixar gratuitamente o app, disponível na App Store, Google Play e Microsoft, basta realizar um cadastro com nome, CPF, e-mail e senha. O app envia semanalmente alertas personalizados sobre as novas oportunidades aos participantes. Mais informações no site da iniciativa: www.fiesp.com.br/pontedenegocios.

Iniciativas Sustentáveis: Votorantim – Parcerias estratégicas para qualificar

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Por Karen Pegorari Silveira

Cada vez mais empresas fazem parcerias com instituições de ensino e governo para oferecer programas de aprendizagem industrial, voltados aos jovens entre 14 e 24 anos, que tenham terminado o ensino fundamental ou estejam cursando o ensino médio. Esses cursos de qualificação técnica, com aulas teóricas e práticas nas salas de aula e ainda atividades dentro das empresas, têm carga de 6 a 8 horas diárias e não podem atrapalhar os estudos regulares. São programas de curta duração, que levam de um ano e meio a dois anos para serem concluídos e formam profissionais mais capacitados para as indústrias brasileiras com o objetivo de melhorar a competitividade.

Este também é o caso da indústria Votorantim, que utiliza o Pronatec (Programa Nacional de Acesso ao Ensino Técnico do Governo Federal) com a finalidade de ampliar o alcance e a eficácia das suas ações. A parceria já garantiu a formação de quase 4,5 mil profissionais em 178 cursos identificados como prioritários para a Votorantim. Os cursos são financiados pelo Governo Federal e oferecidos gratuitamente à população.

Além do Pronatec, o Instituto Votorantim também estabeleceu parceria com o Serviço Nacional de Aprendizagem Rural (Senar) para a realização de 17 cursos profissionalizantes no estado de São Paulo, de acordo com as necessidades identificadas pela Citrosuco, empresa do grupo – do ramo do agronegócio. As duas iniciativas somadas alcançam 40 municípios e quase 4,9 mil profissionais.

De acordo com Tatiana Capitanio, gestora de programas do Instituto Votorantim, a articulação do Instituto Votorantim com o Pronatec, do Governo Federal, está alinhada à estratégia do Instituto. “Dessa forma conseguimos estabelecer parcerias que ampliem o alcance e a eficácia das ações. Em conjunto com as empresas do Grupo, o Instituto trabalhou para identificar as demandas das unidades por profissionais e intermediou o processo de solicitação dos cursos ao Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC)”, relata Tatiana.

Cerca de metade dos cursos solicitados foram homologados, e coube as empresas fazer a articulação com escolas e empresas do Sistema S que ofertam a formação – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai), Serviço Social do Comércio (Sesc), Serviço Social da Indústria (Sesi) e Serviço Nacional de Aprendizagem do Comércio (Senac).

Segundo dados divulgados pela empresa, 60 cursos já foram realizados em 12 municípios, totalizando 1.442 vagas. E mais 32 cursos em outros 4 municípios, totalizando 847 vagas. No ano de 2012 mais de 2.290 pessoas foram beneficiadas, em 2013 o número chegou a 1.432 pessoas e em 2014 o volume saltou para mais de 5.940 beneficiados.

Sobre a Votorantim

A Votorantim é um dos maiores conglomerados empresariais privados da América Latina. Fundado em 1918, possui 40 mil empregados e operações em mais de 20 países – na América Latina, América do Norte, Europa, Ásia e África. O Grupo atua nos setores de cimento e concreto, metais e mineração, siderurgia, celulose, suco de laranja e energia,

Iniciativas Sustentáveis: Ford – Formação técnica e comportamental

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Por Karen Pegorari Silveira

A cidade de Camaçari (BA) é um dos municípios mais ricos do Nordeste do Brasil. Fundado em 1758, conheceu grandes modificações populacionais na década de 70 com a implantação do polo petroquímico e, em 2000, com a chegada da Ford, que gerou empregos, demandou maior oferta de serviços e, em troca de benefícios e subsídios, qualificou e formou a mão-de-obra local.

Para isso, a empresa lançou um programa de educação para jovens da rede pública municipal de ensino, com foco no ingresso no mercado de trabalho. Ele faz parte das ações de responsabilidade social da empresa e é financiado pela Ford Fund, braço filantrópico da montadora, em parceria com o SESI e o SENAI.

Foram selecionados estudantes da rede estadual de ensino que apresentaram melhor histórico escolar (foco em português e matemática) e boa performance na entrevista pessoal. Todas as escolas de ensino médio de Camaçari foram envolvidas na seleção.

As aulas são de segunda à sexta-feira, 4h por dia, com frequência mínima obrigatória de 75% das aulas. Também é oferecido lanche e transporte e a execução é feita pelo Sesi, instituição parceira da Ford na operação de projetos sociais. 

Na fase 1, há aulas de comportamento no ambiente de trabalho, Comunicação escrita; matemática e lógica; inglês básico; informática; segurança e proteção da saúde no ambiente do trabalho; 5S; 3R; higiene pessoal; gerenciamento do tempo; administração do seu dinheiro; ética; relacionamento interpessoal; formação social e pessoal. Além de palestras de executivos da empresa sobre carreira; visita à fábrica da Ford; atendimento odontológico; e teste de aptidão para a fase 2.

Na fase 2, os cursos técnicos capacitam para os cargos de auxiliar de eletricista; auxiliar de mecânico de automóveis; auxiliar de mecânico de máquinas industriais; e auxiliar administrativo.

Na fase 3 é a seleção para o Programa Jovem Aprendiz da Ford com 30 vagas, o que inclui 9 meses de curso no Senai e mais 8 meses de experiência prática na fábrica.

Este programa teve início em 2013 e, desde então, já foram atendidas 90 escolas, 2855 alunos e 263 professores. No ano passado, 40 escolas participaram e mais de 1200 alunos e 122 professores foram beneficiados.

Para o presidente da Ford na América do Sul, Steven Armstrong, o programa vai além de premiar os alunos com melhor desempenho. “O seu propósito é incentivar todos os estudantes a se desenvolver, com uma perspectiva de futuro focada nas competências para a inserção no mercado de trabalho. Além disso, tem um grande poder de multiplicação, com um modelo que pode ser replicado por outras empresas”, disse.

Sobre a Ford

A Ford do Brasil começou seus primeiros investimentos em 1919, sendo a primeira produtora de automóveis a se instalar no Brasil. Possui atualmente fábricas nas cidades paulistas de São Bernardo do Campo, Taubaté e sede na cidade baiana Camaçari (BA), além de um campo de provas na cidade de Tatuí – SP.


Entrevista: Ricardo Terra, diretor técnico do SENAI-SP, fala sobre educação profissional e empregabilidade no Brasil

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Por Karen Pegorari Silveira

Conversamos com o diretor técnico do SENAI-SP para entender o cenário da qualificação profissional e a responsabilidade da instituição na contribuição para a melhoria da competitividade da indústria brasileira e da formação de mão de obra qualificada, visando à melhoria de qualidade de emprego no país. Assim, conhecemos um pouco mais sobre o trabalho de uma das maiores redes de educação profissional do mundo, o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, criado em 1942 para atender às necessidades de formação de trabalhadores para a indústria. Atualmente está em 2,7 mil municípios do país e já formou 65 milhões de brasileiros nesses mais de 70 anos.

Pesquisas mostram que cerca de 80% dos técnicos de nível médio formados pela instituição são contratados no ano seguinte após o término das aulas.

O diretor fala ainda sobre a intensa competitividade do capital humano exigido pelo mercado industrial.

Leia mais na íntegra da entrevista:

Como o senhor avalia a qualificação profissional no Brasil?

Ricardo Terra – O Brasil conta hoje com instituições muito sérias e competentes na área de formação profissional, principalmente na formação básica e de nível técnico, a exemplo do SENAI e SENAC, reconhecidas mundialmente.

Desde a sua criação, o SENAI-SP atua de forma articulada com as indústrias, estudando as demandas de mercado e envolvendo os técnicos das empresas na concepção de perfis profissionais de conclusão do curso para atendimento das suas necessidades.

O maior desafio atualmente é a melhoria da Educação Básica e a articulação dela com a educação profissional. Nos últimos anos avançamos na universalização, um aspecto quantitativo e não qualitativo.

A melhoria da qualidade da mão de obra pressupõe a necessidade de uma formação geral sólida que sirva de base para a formação profissional, como ocorre no SESI e no SENAI, que proporcionam aos seus alunos a Educação Básica e a Profissional articuladas.

Como a educação profissional pode ajudar na empregabilidade?

Ricardo Terra – A educação profissional pode ajudar na empregabilidade desde que bem planejada e aplicada com foco na demanda. Em processo contínuo o SENAI-SP acompanha o mercado de trabalho e atualiza a sua oferta.

E como está a empregabilidade desses jovens atualmente?

Ricardo Terra – Nossas pesquisas demonstram que mais de 80% dos egressos em cursos técnicos são inseridos no mercado de trabalho. O levantamento é realizado um ano após a conclusão do curso, por meio de entrevistas com alunos e supervisores das empresas.

No que se refere às formações nos cursos superiores de tecnologia, este índice chega a 93%.

O levantamento revela ainda que, do total de pessoas empregadas, 71,9% atuavam na área de formação escolhida – sendo que 39,2% cumpriam a função aprendida no curso e 32,7% trabalhavam em áreas relacionadas.

Quais conselhos o senhor daria para o jovem que deseja se destacar no mercado de trabalho? Alcançar sempre níveis mais elevados de formação, adquirindo uma visão sistêmica de sua área de atuação, por meio da educação continuada. As pessoas aprendem ao longo da vida.

Na globalização dos mercados e na internacionalização dos processos produtivos terá melhor oportunidade aquele mais bem preparado, mais adaptado, dotado de flexibilidade, resiliência e capacidade de convergência para acompanhar as tendências e saber inovar, contribuindo para a superação de problemas e apresentando-se como “indispensável” num mercado tão competitivo.

Câmara de Itatiba apresenta moção de repúdio à proposta de corte de recursos no Senai e no Sesi

A Câmara de Vereadores de Itatiba, a 90 quilômetros da capital, apresentou, no dia 30 de setembro, uma moção de repúdio à proposta do Governo Federal de reduzir recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi).

A iniciativa foi encaminhada pelo vereador Valdir Franciscon (PSD) e é baseada em argumentos como o fato de que o chamado Sistema S “emprega, ensina e promove o desenvolvimento do país” e que “toda essa atividade é feita somente com a ajuda dos empresários”.

O documento destaca ainda a existência, no município, de “480 alunos que frequentam cursos de aprendizagem e técnicos inteiramente gratuitos e com 93% de empregabilidade na indústria”.

Em artigo na Folha de S.Paulo, Arnaldo Niskier defende o Sistema S

Agência Indusnet Fiesp

Arnaldo Niskier, membro da Academia Brasileira de Letras e presidente do Centro de Integração Empresa-Escola (CIEE) do Rio de Janeiro, chama de estapafúrdia a proposta do governo federal de “sequestrar os recursos financeiros do Sistema S” (que inclui Sesi e Senai) para “colocar nas contas baleadas do governo”.

Niskier elogia o Senai e argumenta que prova de sua competência é o fato de mais de 60% de seus alunos estarem empregados, apesar da crise. “Só mesmo um gênio do mal para mexer no setor”, escreve Niskier, citando a reação indignada do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, contra a ideia.

“A se confirmar a pretensão oficial, haverá uma série de perdas nos programas hoje vigentes de educação –sobretudo a construção de creches–, saúde, cultura e esporte.”

A defesa que Niskier faz do Sesi, do Senai e de outras entidades bancadas pelas empresas brasileiras está em artigo publicado neste domingo (5/10) na página 3 do jornal Folha de S.Paulo, com o título “Tiro no Sistema S”.

Clique aqui para ler o artigo (liberado para assinantes da Folha e do portal UOL).


Nota oficial – Sesi e Senai

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) vê com extrema preocupação os movimentos do presidente da CNI, Robson Andrade, para aceitar supostos acordos com o governo em que o Sesi e o Senai abririam mão de recursos que custeiam seus importantes serviços.

Consideramos ser nossa obrigação defender nossos alunos, seus familiares, professores, funcionários, atletas e artistas do Sesi e do Senai, assim como os trabalhadores da indústria e os importantes serviços que essas entidades prestam à sociedade brasileira.

O Sesi e o Senai são reconhecidos por sua eficiência e pelo ensino de qualidade que prestam a milhões de alunos de todo o país. Se concordarmos com essas iniciativas, estaremos sacrificando os melhores investimentos. Os investimentos nas pessoas.

Repudiamos, portanto, supostos acordos e esperamos o apoio dos companheiros das federações da indústria, do comércio, do transporte e da agricultura de todo o país para manter a integridade dos importantes serviços que o Sistema S presta ao Brasil.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Vereadores de Taubaté repudiam corte de recursos do Senai e do Sesi

A proposta do Governo Federal de reduzir recursos do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) e do Serviço Social da Indústria (Sesi) foi discutida e criticada pelos vereadores de Taubaté, no interior paulista. Tanto que eles aprovaram uma moção de repúdio em relação ao assunto. A iniciativa foi da vereadora Maria das Graças Gonçalves Oliveira (PSB), que apresentou a ideia no dia 28 de setembro.

De acordo com os vereadores, a redução de recursos do Senai e do Sesi pode causar o fechamento de mais de 1,8 milhão de vagas em cursos profissionais por ano, com mais de 300 escolas profissionais fechando suas portas e 735 mil alunos deixando de estudar nas unidades do Sesi, que enfrentaria o fechamento de 450 escolas.

Assinaram o documento Alexandre Villela e Carlos Peixoto, do PMDB, Diego Fonseca, José de Angelis “Bilili” e Rodrigo Luis Silva “Digão”, do PSDB, Douglas Carbonne (PCdoB), Jeferson Campos (PV), Joffre Neto e João Vidal, do PSB, Leandro Pato e Noilton Ramos, do PSD, Luizinho da Farmácia (PROS), Maria Gorete Toledo (DEM) e Nunes Coelho (PRB).

Skaf defende no Senado Sistema S e combate ao aumento de impostos

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, reuniu-se nesta terça-feira (29/9) com o presidente do Senado, Renan Calheiros (PMDB-AL). “O assunto basicamente foi a preocupação com possível aumento de impostos”, afirmou Skaf a jornalistas depois do encontro.” Discutimos bastante isso, batendo na tecla de que é necessário que o governo faça o ajuste reduzindo gastos e desperdícios, e não aumentando mais nas costas da sociedade os impostos, que já são muito elevados.”

Outro tema da reunião entre Skaf e Calheiros foi a proposta do Governo de confiscar verbas do Sistema S (que inclui o Sesi e o Senai). “Também conversamos sobre as escolas do Sesi, do Senai, que são de excelência, de educação de qualidade, de formação profissional, e não se deve tirar dinheiro de onde funciona bem para tapar buraco do governo.”

Skaf disse que o empresariado está “muito zangado” com os cortes do Sistema S, “uma coisa que funciona, e que o governo vai atrapalhar”. O empresariado, como toda a sociedade brasileira, está muito preocupado com o momento do Brasil, de aumento de desemprego, de aumento de inadimplência, de falta de crescimento – o momento pelo qual o país passa, de crise econômica e política gravíssima.

Skaf disse que pessoalmente é contra o Sistema S assumir despesas do Ministério da Educação. Explicou que o orçamento já terá perdido, de 2014 até o final de 2016, cerca de 30% – em razão por exemplo da mudança no teto do SuperSimples, da queda da arrecadação e de transferências, para outras finalidades, de recursos que antes iam para o Sistema S.

O Sistema S surgiu por iniciativa dos próprios empresários, que criaram uma taxa voluntária para permitir a formação profissional. “O Governo não tem nada com isso.” Skaf lembrou que depende de mudança constitucional a alteração no financiamento do Sistema S.

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Paulo Skaf é entrevistado no Senado. Foto: Jonas Pereira/Agência Senado

Programa de treinamento da cadeia do petróleo realiza 5o módulo de capacitação

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Empresários durante treinamento do Nagi PG, na sede da Fiesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


O programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi PG) realizou nesta quarta-feira (04/02) o quinto módulo de treinamento com empresários do setor. A iniciativa é uma parceria da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP) e da Universidade de São Paulo (USP). O objetivo do programa é estimular a criação de centros de inovação tecnológica para o segmento em todo o estado de São Paulo.

Durante o encontro desta quarta-feira, palestrantes convidados para o Nagi PG apresentaram as principais linhas de financiamento voltadas à inovação. Mauro Miranda, gerente de Negócios e Operações da Desenvolve SP, agência de fomento paulista ao investimento ligada ao Governo de São Paulo, apresentou o Fundo Inovação Paulista e as linhas de financiamento, entre elas a BNDES MPME Inovadora, voltadas a micro e pequena empresa.

Também esteve presente o coordenador de Inovação da Fundação da Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (Fapesp), Lúcio Angnes. Ele fez esclarecimentos sobre o Programa Fapesp Pesquisa Inovativa em Pequenas Empresas (PIPE), dedicado à execução de pesquisa científica e tecnológica em pequenas empresas sediadas no estado de São Paulo.

A Financiadora de Projetos (Finep), associada ao Ministério da Ciência, Tecnologia e Inovação (MCTI), também esteve presente. E o analista Renato Cislaghi apresentou as linhas de financiamento da instituição voltadas para micro, pequena e média empresa, entre elas o  Inovacred, operado no estado de São Paulo pela Agência Desenvolve SP.

Senai comemora 72 anos de compromisso da indústria com a educação profissional

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Não faltam motivos para comemorar. São 72 anos de trabalho dedicados à educação e ao desenvolvimento de São Paulo e do Brasil. Uma trajetória de comprometimento por parte da indústria iniciada em 22 de janeiro de 1942, quando o então presidente Getúlio Vargas, por meio do decreto-lei nº 4.048, criou o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai). O objetivo, desde sempre, foi organizar e gerenciar, em todo o país, escolas voltadas para a qualificação de mão de obra no setor.

O primeiro Departamento Regional da instituição surgiu na capital paulista: a Escola Senai “Roberto Simonsen”, localizada no bairro do Brás.

“Os nossos alunos são preparados com aulas práticas. E os cursos são montados em função das necessidades do mercado”, afirma o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Senai-SP, Paulo Skaf. “Se a indústria precisa de técnicos em eletrônica, nós formamos técnicos em eletrônica. Se o mercado precisa de pedreiros, nós formamos pedreiros. É por isso que os nossos alunos já saem daqui empregados”, explica.

Skaf na inauguração do núcleo de joalheria em São José do Rio Preto: alunos saem dos cursos empregados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Skaf na inauguração do núcleo de joalheria em São José do Rio Preto: alunos já saem dos cursos empregados. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp


De acordo com Walter Vicioni, diretor regional do Senai-SP e superintendente do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), a instituição é prova da visão de futuro dos empreendedores da indústria. “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”, diz. “Vemos o trabalho como fonte de riqueza e bem estar. É por ele que promovemos a riqueza e o desenvolvimento social”.

Vicioni: “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Vicioni: “O Senai é obra de empresários visionários e que romperam com o preconceito contra o trabalho feito com as mãos”. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Segundo Vicioni, o Senai-SP tem “uma cultura singular” e que “incentiva a valorização do trabalho bem feito”.

Saldo positivo

A instituição encerrou 2013 com 165 unidades em São Paulo, das quais 91 fixas e 74 móveis. Em média, o Senai-SP matricula 1 milhão de jovens e adultos em seus cursos todos os anos.

Foram inauguradas três escolas da rede nas cidades de Ourinhos, Pompeia e Mirassol, além de um núcleo de joalheria em São José do Rio Preto.

Isso para não falar da abertura, em junho, em Rio Claro, do Laboratório de Ensaios e Implantes da Escola Senai Manoel José Ferreira. O espaço foi criado para apoiar a competitividade do segmento e tem como objetivo oferecer ensaios físicos e químicos para as indústrias da região. Desde 2008, Rio Claro – município a aproximadamente 180 quilômetros da capital paulista – vem se projetando como polo de fabricação e desenvolvimento de implantes e instrumentais cirúrgicos para os setores de ortopedia, neurologia e bucomaxilofacial.

Em número de cursos, são 88 na área de aprendizagem industrial, 40 técnicos de nível médio e 40 de educação a distância. Isso além de 16 faculdades, 17 cursos de graduação tecnológica e 25 de pós-graduação lato sensu (especialização).

Alunos da Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro: foco nas necessidades do mercado. Foto: Julia Moraes/Fiesp

Alunos da Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro: foco no mercado. Foto: Julia Moraes/Fiesp


Em 2014 tem mais

Em 2014, o Senai-SP vai fazer muito mais. Com relação à abertura de novas escolas, estão previstas mais cinco unidades nas cidades de Araras, Bragança Paulista, Cruzeiro, Mauá e São Caetano do Sul.

Serão implantados ainda dois núcleos de design, um na capital e um no interior. Será oferecido ainda um curso superior de tecnologia de design de produto.

Outra novidade que virá para fazer a diferença: a abertura de mais três escolas móveis para o setor de aviação, nas áreas de célula (estruturas metálicas), motores e materiais compósitos.

Está prevista ainda a conclusão de dois centros: um de nanotecnologia, o Centro Senai-SP de Novos Materiais Avançados e Nanocompósitos, na Escola Senai Mario Amato, em São Bernardo do Campo, com investimentos de R$ 17,5 milhões, e o Centro Senai-SP de Manufatura Avançada e Microfabricação, na Escola Senai Suíço-Brasileira, em Santo Amaro, na capital paulista.

Todas essas ações são prova de que, como já vem acontecendo nos últimos 72 anos, não há de faltar trabalho e comprometimento por parte da indústria paulista em nome do crescimento do Brasil.


Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 09/09/2013 e 20/09/2013

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Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca a Pesquisa de Nível de Emprego do Estado de São Paulo, que apurou o fechamento de 14,5 mil postos de trabalho da indústria paulista.  Outro destaque foi a análise dos Coeficientes de Exportação e Importação (CE e CI) elaborada pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp. Segundo o levantamento, apesar de o coeficiente de exportação da indústria brasileira ter fechado o segundo trimestre do ano em 21%, a participação de produtos importados no consumo doméstico bateu novo recorde, atingindo 24,8%.

Na quinzena passada, a Fiesp recebeu ainda a visita da vice-secretária de Comércio dos Estados Unidos, Miriam Sapiro, do governador do Mississipi, Phil Bryan, e do Ministro dos Transportes, Cesar Augusto Rabello Borges.

Outros destaques do período foram a realização do 19o  Seminário de Operações de Comércio Exterior, e do Seminário Novo Decreto Antidumping.

Confira todos os acontecimentos de 09/09/2013 a 20/09/2013:

Vídeo: confira o INDestaque, resumo do que aconteceu na Fiesp entre 24/06/2013 e 12/07/2013

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Entre outros assuntos, o boletim da última quinzena destaca as visitas do presidente da Catalunha, Artur Mas i Gavarró, e da ministra do Meio Ambiente, Transportes, Energia e Comunicações da Suíça, Doris Leuthard, além da conquista inédita de sete medalhas por parte dos alunos do Senai-SP no WorldSkills 2013, na Alemanha.

Na última quinzena, os grupos de trabalho da Fiesp sobre direito ambiental, direito tributário e direito regulatório realizaram encontros  enquanto especialistas debateram a norma ISO 26000 durante reunião do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema).

O Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp trouxe para seu encontro na última quinzena a jornalista Ana Paulo Padrão e a empresária Patrícia Meirelles. Enquanto o programa Núcleo de Apoio à Gestão da Inovação na Cadeia de Petróleo e Gás (Nagi PG) realizou módulos de capacitação no interior de São Paulo.

Veja todos os acontecimentos da quinzena 24/06/2013 a 12/07/2013: