Curso de Chaveiro abre caminhos para jovens e adultos experientes

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Luiz Antonio Gonçalves Neto, instrutor do Senai

Diferente de outros cursos profissionalizantes – geralmente extensos e que requerem especialização posterior –, ao concluir o aprendizado de chaveiro no Senai Pirituba, o aluno já sai apto a trabalhar. Outro detalhe importante: a diversidade do público não se limita à idade. E não raro, o Centro de Treinamento do Senai recebe inscrições de alunos vindos do interior, litoral e até de outros estados.

Luiz Antônio Gonçalves Neto, instrutor do curso de chaveiro do Senai há 10 anos, cita o caso de Francisco Moreira, vindo de Recife exclusivamente para se profissionalizar na área. Hospedado na casa de parentes em São Caetano do Sul, em dias de aula o pernambucano percorria cerca de 60 quilômetros (ida e volta) até Pirituba, atrás de seu sonho.

“Ele já havia planejado comprar o maquinário aqui em São Paulo após a conclusão do curso e voltar para sua cidade. Foi o que fez, e já está trabalhando em seu próprio negócio”, conta Neto, que já treinou pessoas com deficiência física. O Centro de Treinamento Senai Jorge Mahfuz oferece total acessibilidade a pessoas portadoras de mobilidade reduzida.

Serviços diversificados

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Dovilho Tosto Junior é chaveiro formado pelo Senai Pirituba e já trabalha em seu próprio negócio

Chaveiro formado em 2010 no Senai Pirituba, Dovilho Tosto Junior, de 42 anos, sempre gostou de mecânica automobilística e de motos. Após trabalhar em uma oficina de tratores e em uma farmácia, mudou de ramo e foi para a oficina do cunhado, também chaveiro, onde ficou por dois meses. Decidiu se inscrever no Senai e, após concluir o curso, ficou mais um ano em sociedade no comércio antes de decidir lidar por conta própria.

No momento, Junior ainda trabalha em casa. Seu objetivo é montar uma oficina móvel para atender chamados para manutenção domiciliares 24 horas por dia. Quer inserir o serviço de chaveiro entre outros que pretende oferecer, como pequenos reparos elétricos e hidráulicos.

O investimento inicial para começar a trabalhar gira em torno de R$ 5.000, suficiente para a compra da máquina de corte e das chaves básicas. “Mas, com o passar do tempo, o chaveiro naturalmente se vê obrigado a ampliar a oferta de chaves, pois a predominância dos modelos varia conforme a região da cidade”, revela.

O rendimento mensal de um chaveiro também depende da região onde trabalha, mas em geral a média é de R$ 2.500 a R$ 3.000. Em alguns casos, o ganho é bem maior. “Os especializados em code, que lidam com chaves automotivas codificadas em concessionárias, chegam a ganhar de R$ 15.000 a R$ 20.000”, assegura Junior, que pretende se especializar neste segmento que se moderniza constantemente.

Idades diferentes, propósitos semelhantes

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Bruno Miranda Junior, jovem aluno do Senai Pirituba

O objetivo do instalador de TV a cabo Bruno Miranda Ramos, de 21 anos, não é diferente. Atualmente, ele frequenta as aulas no Senai Pirituba, e acredita em novas possibilidades ao concluir o curso.

“Espero que novas portas se abram para melhores oportunidades, porque no futuro também quero administrar meu próprio negócio”, relata o aluno. Ele ainda elogia a boa estrutura da escola e a qualidade do ensino. “Aqui tenho tudo: apostila, uniforme, equipamento de proteção e a atenção total do professor”.

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Guilherme Aleixo Filho: gerações diferentes com o mesmo objetivo

Um de seus colegas de sala trabalha como socorrista de autos em uma seguradora. Guilherme Aleixo Filho, de 47 anos, que optou pelo curso para aperfeiçoamento profissional, divide além das ferramentas de aprendizado, o mesmo anseio.

“No momento quero adquirir novos conhecimentos para o dia a dia do meu trabalho, mas quero igualmente ser dono de meu próprio estabelecimento”, frisa Filho, ao atestar a grande demanda por chaveiros no mercado.

Próximos passos

Segundo Wagner Magalhães, coordenador de atividades técnicas do Senai Pirituba, foi iniciado o contato com empresas parceiras para a criação do módulo 2 do curso. A continuidade terá como objetivo promover o aprendizado na área de chaves codificadas e com tecnologia agregada, muito utilizadas no setor automotivo, em controles de acesso comercial e residencial.

“O módulo 2 ainda não foi implantado porque queremos reunir uma gama de profissionais formados e atuantes, pois teremos demanda dos próprios ex-alunos”, elucida o coordenador.

Curiosidade

Durante a última Ação Global Nacional, no Parque da Juventude em São Paulo, o Senai Pirituba colocou à disposição da população dois profissionais para realizar cópias de chaves gratuitamente. “A procura foi grande: foram feitas 540 chaves de 40 modelos diferentes. Para a próxima edição do projeto, está prevista a ampliação do atendimento em virtude da grande procura pelo serviço”, avisa Magalhães.

Para mais informações sobre o curso de chaveiro do Senai Pirituba, acesse o site da unidade.

Senai Pirituba forma novos empreendedores na área de serviços

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Centro de Treinamento Senai Jorge Mahfuz, em Pirituba

O Centro de Treinamento Senai Jorge Mahfuz, localizado no bairro de Pirituba (zona oeste de São Paulo), é um dos lugares onde os alunos podem se preparar para, literalmente, abrir as portas do sucesso. Entre os cursos com foco em manutenção elétrica de média tensão, cuja demanda é basicamente de empresas, a unidade é a única que oferece estrutura e treinamento para quem quer exercer a profissão de chaveiro.

No início do curso, em 2000, o Senai treinava apenas profissionais da área já empregados. Um ano depois abriu as portas para o público em geral, com aulas que totalizavam 60 horas. Desde 2008, quando o curso migrou da Escola Senai Mariano Ferraz (Vila Leopoldina) para o endereço atual, formaram-se cerca de 400 alunos.

Nesta mudança, a carga horária exigida aumentou para 72 horas, cumpridas atualmente por duas turmas de 10 pessoas que dividem a bem equipada sala de aula de segunda a sábado, em horários e dias alternados.

Muito além das chaves

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Wagner Magalhães, coordenador de atividades técnicas do Senai Pirituba

Segundo Wagner Magalhães, coordenador de atividades técnicas, a procura pelo curso é constante. “O crescente mercado de trabalho na área de serviços tem demandado estes profissionais, em especial as seguradoras. O chaveiro é muito requisitado no atendimento automotivo e residencial”, explica. Ele frisa que o aluno não se limita apenas a fazer chaves, mas também trocar segredos de portas,  fechaduras de carros, entre outros serviços.

Os interessados em frequentar o curso de chaveiro no Senai Pirituba devem ter o ensino fundamental completo e no mínimo 18 anos de idade, mas isso não significa que a maioria dos alunos esteja nesta faixa etária. Na sala de aula, aprendizes de diferentes gerações dividem bancadas e ferramentas com o mesmo objetivo: ingressar no mercado e empreender seus próprios negócios.

Por não exigir nenhuma outra formação anterior, o curso de chaveiro possibilita para o aluno mais jovem um início profissional. Já para os mais experientes, um meio de complementar a renda ou até mesmo a aposentadoria mensal. “Esse lado social do curso nos deixa contente, de inserir pessoas sem especialização e também reincluir aqueles que já tiveram muitas portas de trabalho fechadas por conta da idade avançada”, analisa Magalhães.