Autor fala sobre ‘Manual do Gestor da Indústria Gráfica’, lançamento da Senai-SP Editora

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Flávio Botana, professor de graduação e pós-graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica

As transformações na indústria gráfica mudaram a essência dos negócios, segundo Flávio Botana, professor da graduação e pós-​graduação da Faculdade Senai de Tecnologia Gráfica desde 1999.

Durante o lançamento do livro de sua autoria Manual do Gestor da Indústria Gráfica, publicado pela Senai-SP editora, Botana explicou que as empresas hoje têm gestão e produtos diferentes dos existentes quinze anos atrás.

Entre dedicatórias e assinaturas no estande do Senai-SP na 22ª Bienal Internacional do Livro, nesta quarta-feira (15/08), Botana falou com a reportagem sobre o volume.

“Durante esses anos, percebi que existia uma carência não de livros de gestão, mas de gestão focada para a indústria gráfica. Escrevi artigos para algumas publicações e notei através dos alunos ou dos empresários, de uma forma geral, que boa parte dos administradores deste segmento não são pessoas com grande formação acadêmica, eles têm muito conhecimento prático e baixo conhecimento de gestão”, ilustrou Botana.

Convicto de que havia um espaço a ser preenchido com informações e treinamento, decidiu escrever o livro. “E isso inclui um direcionamento dos alunos que estão se formando agora, para aspectos de gestão focados na indústria gráfica. Então, a ideia é cobrir essa carência que existe no mercado fornecendo um material com boa base teórica, para ajudar tanto no conhecimento dos empresários como dos alunos”, explicou o autor do livro.

Segundo Botana, no Brasil existem 20 mil gráficas, das quais 99% têm menos de 20 funcionários. E esse foi um dos pontos que o motivou a escrever o livro. “Como são pequenas indústrias, a administração fica muito focada no aprendizado prático. Então usamos no título o termo “manual” para que o livro seja fonte de consulta desses empresários para quando eles tiverem uma dúvida que envolve administração de pessoas e novas tecnologias e assim poderem trabalhar melhor.”

Estratégia, talento e gestão

O gestor da área gráfica, segundo Flavio Botana, deve ter a visão estratégica de que sempre existirão nichos diferentes, responsáveis por novos produtos e novos meios. “A indústria gráfica não vai acabar, mas precisará ser mais bem gerida. O repensar deve passar por modelos de gestão e aplicar conceitos básicos em sua essência”, afirmou o professor do Senai-SP.

Segundo Botana, estratégia, talento e inteligência de gestão configuram três tópicos importantes para as empresas gráficas. “Estrategicamente, a evolução não está somente na compra de novas máquinas. Como as mudanças acontecem rápido, o retorno dos investimentos tem que ser também mais acelerados.”