Momento no cenário externo para o Brasil é de desafios

Roseli Lopes, Agência Indusnet Fiesp

Conduzir a política externa brasileira neste momento não é algo simples. O movimento de volta do protecionismo econômico em alguns mercados externos, os desafios para negociações dentro do Mercosul e a nova ordem econômica que despontará da sua aproximação com a União Europeia, ou a crise na vizinha Venezuela, estão entre os fatores que podem interferir, de maneira negativa, no comércio externo do País. Na segunda-feira (24 de julho) o Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp (Coscex) colocou o tema em debate. O objetivo, mais uma vez, foi o de analisar o atual cenário mundial e, a partir dele, identificar os desafios que o Brasil tem de superar hoje para elevar seu fluxo comercial.

“O momento atual é delicado nas relações externas e nas negociações comerciais”, admitiu o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Coscex. A responsabilidade do Brasil será grande nos próximos seis meses, quando estará à frente do Mercosul, avalia. No último dia 21, o Brasil assumiu a presidência rotativa do bloco, na 50ª Reunião do Conselho do Mercado Comum e Cúpula do Mercosul e Estados Associados, em Mendoza, na Argentina. “Teremos de completar negociações de contas governamentais dentro do Mercosul, e essa agenda de 21 pontos de barreiras comerciais terá de ser enfrentada”, explica. Mas o maior desafio, em sua avaliação, será a questão da Venezuela.

Em dezembro de 2016, o Mercosul suspendeu a Venezuela do bloco após o país governado por Nicolás Maduro descumprir normas. Barbosa conta que o Mercosul está enviando uma carta à Venezuela como primeira etapa dentro do procedimento previsto nessa situação, mas, pelas declarações de Nicolás Maduro, diz não saber como o país receberá o documento. “Isso deverá criar uma situação muito delicada para o Brasil”, confessa.

O embaixador Marcos Galvão, secretário-geral de Relações Exteriores, diz que o Itamaraty é uma das instituições brasileiras que continuam funcionando bem e que a política externa tem pressa em apresentar resultados. O Brasil tem mostrado resiliência durante a crise, apesar dos desafios externos e internos que afetam, também, a política externa. A recessão econômica, da qual o país está se recuperando, afetou capacidades essenciais para a presença do Brasil na economia internacional.

De todo modo, a despeito do cenário menos favorável, Galvão é enfático ao garantir que a política externa brasileira não tem perdido prestígio no plano externo, diferentemente do que se possa alardear a respeito. Apresenta números para reforçar sua avaliação. Dados da Associação de Comércio Exterior do Brasil (AEB) apontam que o país tem hoje o quinto maior saldo positivo do mundo em comércio, superado apenas por China, Alemanha, Coreia do Sul e Rússia. Na semana passada, a AEB revisou para cima a projeção de superávit da balança comercial brasileira para um recorde de US$ 63,2 bilhões. Em 2016, as exportações superaram as importações em US$ 47 bilhões.

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Reunião do Conselho Superior de Comércio Exterior da Fiesp. Helcio Nagamine/Fiesp


Retomada dos embarques

Dados do comércio exterior brasileiro indicam forte retomada das exportações neste e no próximo ano. No primeiro semestre de 2017, houve significativo avanço das exportações brasileiras. Nesse período, o Brasil exportou 19,3% mais na comparação com igual período de 2015.  No ano, o Ministério de Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC) projeta crescimento de 12,8% das vendas externas. Em ritmo menor, o crescimento das importações até agora foi de 7,3%, “ou seja, um terço da velocidade do aumento das exportações”, diz Galvão.  Por fim, nas informações da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) a média de aumento dos embarques nos países do G-20 – Grupo das 20 economias mais desenvolvidas do mundo – foi de 3%, enquanto no Brasil chegou a 21,5% no último ano.

“O Mercosul não perdeu a relevância como querem fazer crer alguns”, diz Galvão. A Argentina, por exemplo, responde hoje por 50% do crescimento previsto nas exportações brasileiras de manufaturados e se projeta na ordem de 6,8% em 2017. Nos primeiros seis meses deste ano, de todo o volume de manufaturados embarcado pelo Brasil, 20% tiveram como destino final o mercado argentino, e 19,2%, o norte-americano. “A Argentina se tornou o mercado número um das exportações brasileiras de manufaturados”, ressaltou.

Olhando para esses números, cresce a aposta de sucesso nas negociações entre a União Europeia e o Mercosul. O embaixador Ronaldo Costa Filho, diretor do Departamento de Negociações Comerciais Extrarregionais do Itamaraty, ressaltou o empenho do Mercosul e da UE em fechar o acordo até dezembro. “A União Europeia parece hoje realmente comprometida com a negociação com o Mercosul, sendo que isso nunca esteve claro no passado”, diz Costa Filho, avaliando que, do lado do Mercosul, há um grande interesse em avançar em uma agenda externa agressiva. Basta lembrar que as conversas em torno de um acordo se arrastam por quase 20 anos.

A percepção é compartilhada pelo embaixador Affonso Emilio de Alencastro Massot, secretário adjunto da Secretaria Municipal de Relações Internacionais de São Paulo e conselheiro do Coscex. Para ele, nunca houve uma conjunção de fatores tão favorável para que as negociações avancem quanto a vista no atual cenário. “O momento é de pressionar para se obter mais do que se procura, ampliando a vontade de conseguir concessões, em especial na parte de serviços e na digital”, diz. O embaixador Ronaldo Costa lembra que a reunião mais recente, em julho, “foi bastante positiva, com a aprovação dos textos normativos e três capítulos das propostas apresentadas concluídos, concorrência, facilitação de comércio e cooperação aduaneira”. O desafio do Brasil, e do Mercosul, estará nas áreas de propriedade intelectual e regras de origem, temas que, avalia, serão mais complicados de serem negociados.

Thomaz Zanotto, diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da Fiesp (Derex) e vice-presidente do Coscex, diz que a Aliança do Pacífico é prioritária nas negociações do Brasil, mas as normas de origem são hoje a maior preocupação, ou seja, as leis e os regulamentos estabelecidos pelo importador. O ministro Celso Lafer diz que os próximos meses serão de pressão para o Brasil e assim, avalia, “o desafio está em não se subestimar”.

Deputados venezuelanos pedem ajuda humanitária à Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp vai estudar formas de mobilizar a indústria farmacêutica do Brasil, a fim de amainar a crise provocada pela falta de medicamentos na Venezuela. O pedido foi feito pelo presidente da entidade, Paulo Skaf, depois de ouvir apelo por ajuda humanitária de deputados venezuelanos de oposição nesta terça-feira (23/2).

“Solicitamos ao presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e ao corpo diretivo que intervenham junto aos laboratórios brasileiros para que consigamos ajudar a tantos enfermos que estão morrendo por falta de medicamentos em nosso país”, declarou o deputado federal venezuelano, Luis Florido (Partido Voluntad Popular), após reunião na sede da entidade.

Acompanhado por Williams Dávila (Partido Acción Democratica), também oposicionista ao governo do atual presidente Nicolás Maduro, Florido expôs que a crise na Venezuela vai além do aspecto político e ideológico, chegando a uma crise social e humanitária.

Segundo os congressistas, a oferta de até 85% dos principais remédios é afetada pela atual crise, e a população sofre, sobretudo, com a falta de medicamentos para hipertensão, diabetes e quimioterapia além de antirretrovirais, anticonvulsivos e antibióticos.

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Paulo Skaf com os deputados venezuelanos Luis Florido e Williams Dávila. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

“Está chovendo sopa e estamos de garfo na mão”, diz especialista sobre Brasil e acordos de livre comércio

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresários brasileiros receberam nesta quarta-feira (1/7) a vice-ministra e secretária de Estado de Economia da Suíça, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleisch, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). O tema do encontro foi inovação e acordos de livre comércio.

Presente no debate, o especialista em Relações Econômicas e Políticas Internacionais do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea) Renato Baumann afirmou que apesar de recentes sinais de um esforço em se aproximar de mercados estrangeiros, o Brasil ainda amarga um “baixíssimo grau de integração produtiva com países vizinhos”.

“Temos pouquíssimos acordos comerciais, de preferências comerciais, e certamente não iremos participar dos megaacordos que estão sendo negociados hoje. Costumo usar a imagem de que está chovendo sopa e estamos de garfo na mão. Não estamos nos beneficiando em nada de um mundo que está mudando de forma muito rápida”, alertou Baumman ao esclarecer a situação brasileira referente a inovação e competitividade.

Segundo ele, a relação entre inovação e competitividade é clara. Mas quando se trata de acordos de livre comércio e inovação, essa ligação pode ser “menos imediata”.

“Em um ambiente de livre comércio não se observa necessariamente a transferência tecnológica. São decisões políticas maiores. Um livre comércio pode desestimular a inovação se as condições internas do país não estão dadas para estimular e viabilizar esse esforço”, explicou.

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Encontro na Fiesp entre empresários brasileiros e a vice-ministra e secretária de Estado de Economia da Suíça, Marie-Gabrielle Ineichen-Fleis. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Na avaliação de Baumann, o país precisa de uma condição básica para que os esforços de inovação alcancem resultados. Segundo ele, é preciso um Sistema Nacional de Inovação, “que é basicamente o indicador de um país desenvolvido ou subdesenvolvido. Se você tem o sistema, você é rico, se não tem, não, é tão simples quanto isso”.

O Sistema Nacional de Inovação consiste, segundo o especialista do Ipea, em instituições, legislação, estruturas de incentivo e financiamento.

Durante o debate, Marie Gabrielle destacou a importância da educação no processo de desenvolvimento de um país. No entanto, Baumann alertou que somente o investimento na formação da população não é suficiente para tornar um país inovador e competitivo.

“Se apenas educar, corre-se o risco de ter PhD dirigindo táxi. É preciso algo mais. É preciso pensar de uma forma abrangente, viabilizar um ambiente a favor do esforço de inovação. Se esses esforços forem em um ambiente de concorrência de produtos importados, tanto melhor”, defendeu.

Intenções da Suíça

Na Fiesp para estudar meios de chegar a um acordo de livre comércio entre Brasil e Suíça, Marie Gabrielle afirmou que o país é o mais importante na América Latina para os suíços.

“O Brasil não está apenas na lista dos nossos atletas, mas na lista dos nossos formuladores de política. Estou aqui porque quero encontrar empresários, quero falar com autoridades do governo e, claro, saber sobre o país e suas condições de negócios”, disse a ministra.

Ela listou algumas condições que acredita serem fundamentais para desenvolver a competitividade: educação, flexibilidade do mercado de trabalho, estabilidade e previsibilidade macroeconômica e um ambiente que encoraje o investimento.

Abertura da indústria

O encontro com a Suíça foi conduzido pelo diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Thomaz Zanotto. Segundo ele, a indústria está aberta para acordos de livre de comércio.

Nos últimos anos, a Fiesp vem distribuindo a Proposta de Integração Externa da Indústria. Um documento de posição elaborado pelo Derex, em parceria com o Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da entidade, com o objetivo de sintetizar os assuntos de maior relevância para a integração econômica internacional do Brasil.

“A Fiesp, ao contrário do que afirmam sobre a indústria ser protecionista, colocou na mão do governo essa agenda. Neste segundo mandato da presidente Dilma Rousseff, o governo se engajou bastante também nesse tema”, afirmou Zanotto.

Foto: Governador da Geórgia (EUA) visita Fiesp e fala sobre oportunidades de negócios

O governador do Estado da Geórgia (EUA), Nathan Deal, visitou nesta terça-feira (16/6) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Deal falou sobre oportunidades nas áreas de agronegócio, bebidas, educação e saúde e ressaltou que Brasil e Geórgia têm muito em comum. Segundo o governador, um trunfo de seu Estado é a área da educação. Em sua delegação estavam representantes dos colégios técnicos do Estado e o chefe do Conselho de Regentes, órgão diretor das universidades da Geórgia. Deal foi recebido por Guilherme Ometto, vice-presidente da Fiesp, que lembrou que Brasil e Geórgia têm relacionamento de longa data. “Tenho certeza de que hoje teremos oportunidade de explorar novos segmentos e abrir um caminho ainda mais amplo para o futuro”, disse Ometto.

Governador da Geórgia (EUA), Nathan Deal, durante visita à Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Visita do governador da Geórgia (EUA), Nathan Deal, à Fiesp. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Foto: Fiesp recebe comitiva da Tailândia

Agência Indusnet Fiesp

A Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) recebeu na tarde desta terça-feira (30/10) a visita do diretor-geral de Assuntos Americanos e do Pacífico-Sul do Ministério das Relações Exteriores da Tailândia, Songsak Saicheua, acompanhado de representantes da embaixada de seu país no Brasil e da Comissão Tailandesa de Investimentos, além de delegação empresarial.

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Songsak Saicheua liderou comitiva tailandesa. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O encontro, coordenado pelo Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, foi agendado com o objetivo de discutir oportunidades de negócios e investimentos entre Brasil e Tailândia, com ênfase no desenvolvimento econômico e inovação.

Participaram da reunião empresários dos setores petrolífero, siderúrgico, cosmético, alimentício e bancário.

O Derex/Fiesp foi representado pelo diretor Harry Chiang.

Fiesp recebe vice-ministra de Comércio e Indústria da África do Sul

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Após participar de um seminário sobre oportunidades de negócios na África do Sul, organizado pela representação diplomática sul-africana em São Paulo, a vice-ministra do Comércio e Indústria da Elizabeth Thabethe visitou a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) na manhã desta quarta-feira (23/10).

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Vice-ministra Elisabeth Thabethe. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

No encontro, conduzido pelos diretores titulares adjuntos do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, Eduardo Ribeiro e Newton de Mello, as autoridades sul-africanas discutiram oportunidades de parceria em projetos de educação profissional com o Serviço Nacional de Aprendizagem de São Paulo (Senai-SP).

O diretor de relações externas do Senai-SP, Roberto Monteiro Spada, participou do encontro e falou sobre a participação da instituição em projetos educacionais na África.

Em agosto, o Senai-SP formou ao menos 10 gestores de departamentos técnicos pelo programa Nigeria Industrial Revolution Plan, fruto de uma cooperação entre a escola e autoridades nigerianas para realinhar a educação profissional no país africano.

“Estamos totalmente abertos para discutir oportunidades na África do Sul, como fizemos na Nigéria”, afirmou Spada.

O diretor do Senai-SP deve se reunir com a cônsul geral da África do Sul em São Paulo, Mmaikeletsi M. Dube, na próxima semana para discutir maneiras de colocar a parceria em prática.

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Roberto Monteiro Spada, Newton de Mello e Eduardo Ribeiro na reunião com comitiva sul-africana liderada pela vice-ministra Elisabeth Thabethe. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

Câmara de Comércio e Indústria de Londres apresenta legado dos Jogos Olímpicos

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

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Thomaz Zanotto disse que caminho para ser competitivo passa pela inovação. “Por isso, a Fiesp está fomentando o contato com os países da União Europeia.” Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Em mais um Road Show de investimentos, nesta terça-feira (15/10) o Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) convidou a Câmara de Comércio e Indústria de Londres (London Chamber of Commerce and Industry – LCCI) para falar sobre o legado dos Jogos Olímpicos de 2012.

Para abrir o evento, o diretor-titular adjunto do Derex, Thomaz Zanotto, fez uma breve apresentação sobre a Fiesp aos empresários ingleses e também destacou a importância do intercâmbio entre o Brasil e a Europa – em especial, a Grã-Bretanha.

“Se tivesse que definir a missão da Fiesp hoje, em uma palavra, ela seria competitividade. E o caminho para ser competitivo passa pela inovação. Por isso, a Fiesp está fomentando o contato com os países da União Europeia, que estão entre os primeiros no ranking da inovação.”

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Willie Walsh: britânicos têm muito a contribuir em ecnologia, serviços e desenvolvimento global de negócios. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

O presidente da LCCI, Willie Walsh, colocou o Brasil como um importante parceiro de negócios, em especial por causa dos grandes eventos que vão acontecer no país. “A Grã-Bretanha é o segundo maior parceiro comercial do Brasil. E, apesar de sermos pequenos, se comparados ao Brasil, temos muito o que contribuir com relação à tecnologia, serviços e desenvolvimento global de negócios.”

Walsh lembrou que os olhos do mundo todo estão voltados para o Brasil agora, por causa da realização da Copa do Mundo e dos Jogos Olímpicos, o que exige muito trabalho.

“Desde o começo, quando Londres foi escolhida a sede dos Jogos, tivemos grandes desafios e fomos muito questionados com relação ao orçamento, a infraestrutura e a segurança. Mas com planejamento rigoroso e muito esforço conseguimos realizar uma das mais bem-sucedidas edições dos Jogos Olímpicos. E queremos compartilhar o que aprendemos.”

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Colin Stanbridge: ingleses avaliam que valeu a pena receber os Jogos Olímpicos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Colin Stanbridge, diretor-executivo da LCCI, afirmou que “vale a pena” receber um evento como os Jogos Olímpicos. “Depois da euforia de ter sido escolhida como cidade-sede dos Jogos, muitos ingleses se perguntaram se os gastos e o trabalho para realizar um evento de tanto impacto valeriam a pena. Tenho certeza que se essas pessoas fossem questionadas hoje diriam que valeu”, afirmou. “É um grande impulso para a economia do país-sede. Mas é importante não desperdiçar a oportunidade.”

Empresas

Quatro empresas se apresentaram no Road Show. A primeira foi Timebased, representada pelo seu diretor criativo Richard Dodgson, que falou sobre a indústria de eventos. O executivo falou sobre os desafios em um evento da dimensão dos Jogos Olímpicos, mas destacou o legado, que, na área de eventos, alcança até a habilidade das equipes de trabalho – aperfeiçoada com a experiência.

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Jeff Johnson: tecnologias para garantir a segurança do público durante evento. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Para falar sobre segurança, participaram do encontro o diretor da Recpro Services, Jeff Johnson, e o diretor da ATG Access, Gavin Hepburn. Ambos apresentaram algumas das tecnologias utilizadas nos Jogos Olímpicos para garantir a segurança do público e até mesmo equipamentos para evitar ataques terroristas.

Encerrando as apresentações, a responsável pelos patrocínios e eventos da British Airways, Louise Fernandez, que mostrou uma série de ações de marketing realizadas pela empresa no período olímpico – e paraolímpico – para maximizar os investimentos do patrocínio.

‘Brasil tem capacidade de transformar o Haiti’, diz primeiro-ministro do país na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Skaf: "É compromisso das empresas brasileiras e da Fiesp formar mão de obra qualificada para a indústria haitiana". Foto: Ayrton Vignola

Visando fomentar as relações bilaterais e atrair investimentos para o Haiti, que ainda procura se reconstruir após o terremoto de 2010, o primeiro-ministro do país, Laurent Lamonthe, visitou nesta quinta-feira (23/05) a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Depois de um encontro no gabinete com o presidente da entidade, Paulo Skaf, Lamonthe participou de uma reunião com autoridades e empresários dos dois países.

Segundo o primeiro-ministro, o Brasil tem capacidade de ajudar a transformar e reconstruir o Haiti.

“O povo brasileiro ajuda o Haiti há 10 anos. Temos ótimas relações politicas e econômicas. As relações bilaterais são as melhores possíveis. Mas podemos ainda mais”, disse Lamonthe.

Durante a reunião, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, propôs uma parceria entre empresas haitianas, brasileiras e o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP) para a formação de profissionais da indústria têxtil e da construção civil para alimentar a demanda do Haiti. “A formação profissional é a maneira mais rápida de criar desenvolvimento”, disse Skaf.

“É compromisso das empresas brasileiras e da Fiesp formar mão de obra qualificada para a indústria haitiana”, encerrou.

Oportunidades

No encontro, o primeiro-ministro expôs as razões que fazem do Haiti um atraente polo de investimento para a indústria brasileira.

“Temos vários desafios a superar, e o Brasil pode nos ajudar. Precisamos deixar de receber apenas ajuda estrangeira e começar a receber investimentos privados. Existem ótimas oportunidades de investimentos no Haiti para empresas brasileiras”, garantiu o mandatário.

Custo razoável e proximidade com os mercados estadunidense, canadense e europeu são os principais atrativos existentes no país, segundo o ministro.

Lamonthe disse também que as empresas haitianas já trabalham e fornecem serviços para grandes corporações americanas.

“O caminho está pronto para as empresas brasileiras trilharem”, disse.

Brasil é exemplo de desenvolvimento industrial a ser seguido, afirma presidente do Egito

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Morsi: Buscamos aprender com a experiência social e econômica que o Brasil possui. Foto: Hélcio Nagamine

O Brasil é um exemplo de desenvolvimento industrial e comercial, um modelo que serve de exemplo. A afirmação é do presidente do Egito, Mohamed Morsi, em reunião com empresários brasileiros nesta quinta-feira (09/05) na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“A indústria é a base para qualquer projeto de desenvolvimento econômico. Buscamos aprender com a experiência social e econômica que o Brasil possui”, disse o chefe de estado no Encontro Empresarial Brasil-Egito.

O presidente egípcio afirmou que há vontade por parte de seu país em se aproximar e estreitar laços comerciais entre as duas nações. A visita de Morsi é a primeira de um chefe de estado egípcio ao Brasil.

“Buscamos atrair investimentos que gerem frutos para as duas nações e que favoreçam os pobres e a sociedade. Temos comprometimento com projetos que gerem desenvolvimento, tanto nos campos da agricultura e construção, como no campo de transporte”, disse.

Entre os projetos em andamento no país africano, Morsi destacou a implantação de uma via férrea de mil quilômetros que ligará o Egito ao sul da África.

Morsi fez questão de afirmar que a situação política egípcia já está equilibrada e que o país se abre para investimentos internacionais, garantindo segurança para qualquer empresário.

“Nossa atual situação nos dá esperança de que é possível aprofundar os investimentos entre Brasil e Egito”, garantiu.

Segundo o chefe de estado, o Egito vive um renascimento social, econômico e político. “Gostaria de ver mais projetos de intercâmbio entre os países. Afinal, há grande horizonte para cooperação mútua. Gostaríamos de uma linha aérea entre Cairo e São Paulo ou Brasília  – para facilitar e encorajar os negócios”, disse.

“O Egito é destino para investimentos seguros, um país de posição estratégica. É também a porta de entrada para um mercado de 500 milhões de pessoas”, encerrou.

Visita é divisor de águas, diz Skaf

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, mostrou satisfação em receber o chefe de estado egípcio. “É com muito prazer que vejo o interesse brasileiro em se aproximar do Egito. A visita é um divisor de águas na relação entre os dois países”, disse Skaf.

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Skaf: Egito é um mercado importante que se abre aos nossos investimentos. Foto: Hélcio Nagamine

De acordo com o presidente da instituição, o encontro aumentará a corrente de comércio entre os países. “Podemos comprar do Egito e vender mais, além de realizar investimentos em muitas áreas”, afirmou.

Segundo Skaf, o Egito tem baixos custos de produção, além de energia e mão de obra competitivas. “É um mercado importante que se abre aos nossos investimentos”, disse. “Podemos ter uma relação ampla, não apenas na esfera dos negócios”, encerrou.

Após o encontro entre os dois presidentes, Elias Miguel Haddad, vice-presidente da Fiesp,  e Antônio Bessa, diretor titular adjunto do Departamento de Relações Exteriores (Derex) da Fiesp, falaram para membros da comitiva egípcia sobre as oportunidades existentes na economia brasileira. “O Egito está descobrindo o Brasil. Que a visita seja o inicio de uma relação proveitosa entre as duas nações”, disse Haddad.

Macedônia é melhor porta de entrada para mercado europeu, garante primeiro-ministro do país

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Nikola Gruevski disse que país tem boa infraestrutura e posição geográfica estratégica (foto: Everton Amaro)

Visando demonstrar as vantagens competitivas existentes na Macedônia e chamar a atenção para os benefícios dos investimentos na região, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sediou  nesta terça-feira (23/04) o encontro “Macedônia, seu destino para investimentos na Europa”.  O evento contou com a presença do primeiro-ministro do país, Nikola Gruevski.

“A Macedônia deve ser entendida pela indústria brasileira como o melhor portão de entrada para o mercado europeu – para um mercado de 660 milhões de pessoas”, disse o primeiro-ministro, que foi agraciado com a Ordem do Mérito Industrial de São Paulo durante o evento.

“Temos acordos de livre-comércio com todos os países europeus, sendo eles membros da União Europeia ou não. Fazer negócios na Macedônia é barato. Temos infraestrutura e posição geográfica estratégica”, acrecentou Gruevski.

O país, segundo o chefe de governo, entendeu a importância de realizar investimentos na educação para garantir boa mão de obra. “Dobramos os investimentos no setor de educação e criamos inúmeras faculdades e instituições de ensino. Com isso, hoje temos uma mão-de-obra qualificada e pronta para trabalhar.”

Outros fatores que fazem da Macedônia uma ótima localidade para o recebimento de investimentos brasileiros, de acordo com Gruevski, são a inflação baixa e estável, que se mantém em torno dos 2%, a baixa taxa de juros e a rápida burocracia. ”Para se montar uma empresa na Macedônia bastam quatro horas”, afirmou o primeiro-ministro.

“Nosso cenário já começa a atrair grandes empresas multinacionais. Nos anos recentes muitas empresas globais passaram a instalar plantas industriais no país”, afirmou Zoran Staveski, ministro das Finanças da Macedônia.

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Ometto, à direita, afirmou que a Macedônia é um caso de sucesso (foto: Everton Amaro)

Presente ao encontro, João Guilherme Sabino Ometto, vice-presidente da Fiesp, falou sobre suas expectativas na aproximação entre os dois países. “Ampliar as relações com a Macedônia é uma excelente oportunidade. O Brasil tem muito a aprender. Eles diminuíram impostos e acabaram com a burocracia. E esse é o caminho. A Macedônia é um caso de sucesso”, opinou Ometto.

Nicolau Jacob Neto, primeiro diretor secretário da Fiesp , e Antônio Fernando Guimarães Bessa, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, também participaram do encontro.

Cônsul sul-africana vê crescimento consistente na relação comercial entre Brasil e África do Sul

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Foto: Helcio Nagamine

Uma delegação de ao menos 40 empresários e autoridades da África do Sul participou na manhã desta quarta-feira (03/10) de um seminário na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre oportunidades de negócios naquele país.

“Na área de negócios e comércio, nossa relação evolui de bases regulares para uma agenda positiva em que estamos experimentando um crescimento consistente”, afirmou a cônsul geral da África do Sul, Mmaikeletsi Dube.

Frederico Arana Meira, gerente do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, abriu o seminário e afirmou que “características em comum das empresas brasileiras e sul-africanas devem facilitar essa aproximação entre os setores” de ambos os países.

Para a cônsul sul-africana o desafio está em explorar ainda mais o comércio bilateral, beneficiando Brasil e África do Sul com investimentos.

Em visita à Fiesp, governador de Iowa apresenta benefícios de investir no estado dos EUA

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Paulo Skaf e governador do estado de Iowa, Terry Branstad.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, recebeu nesta segunda-feira (23/07), em seu gabinete, o governador do Estado norte-americano de Iowa, Terry Branstad.

Após o encontro, o governador reuniu-se com sua delegação e empresários para apresentar as possibilidades de investimentos nos Estados Unidos da América (EUA), e, principalmente, em Iowa (estado do centro-oeste norte-americano).

“As relações Brasil-Estados Unidos têm uma importância cada vez maior e uma visita dessas é essencial para abrir relações com o setor privado”, explicou o embaixador Rubens Barbosa, presidente do Conselho Superior de Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp.

Barbosa ressaltou que há espaço para aumentar a cooperação entre os dois países. “A vinda do governador mostra o interesse dos EUA e de Iowa em negociar com o Brasil.”

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Embaixador Rubens Barbosa (à esquerda) acompanha a apresentação de Terry Branstad, governador de Iowa (à direita), em encontro com empresários e diretores da Fiesp.

Terry Branstad revelou que esta visita ao Brasil é sua primeira à América do Sul e disse estar encantado com o que viu. De acordo com o governador, o estado de Iowa tem perfeita localização geográfica para a expansão das indústrias agrícola, pecuária e manufatureira, além de facilitar a exportação para os outros estados norte-americanos e outros países.

Branstad reconhece que os mercados brasileiro e de Iowa podem ser concorrentes em diversos pontos, mas disse acreditar que esse fator pode torná-los aliados.

“Trabalhar com o Brasil é uma grande oportunidade”, destacou.

De acordo com Deborah Durham, diretora do Departamento de Desenvolvimento Econômico de Iowa, o estado é o que tem menor custo para quem pretende fazer negócios nos EUA, fator que o coloca, ainda segundo a diretora, na posição de nono melhor estado nesse ranking em território norte-americano.

Paulo Skaf cumpre agenda oficial em Cuba

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, cumpre agenda em Havana desde quinta-feira (31/05).

Skaf teve reuniões com duas autoridades cubanas: Antonio Luis Carricarte Corona, primeiro vice-ministro de comércio exterior, e Ricardo Cabrisas Ruíz, vice-presidente do conselho de ministros. Também encontrou-se com empresários locais.

Com a viagem, o presidente da Fiesp busca estreitar relações comerciais entre os dois países.

Veja as fotos dos encontros:

Conselho Superior de Estudos Avançados da Fiesp debate a inserção dos BRICs

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Adhemar Bahadian, Ruy Altendeldfer, Marcos Prado Troyjo e Celso Monteiro de Carvalho, durante reunião do Consea/Fiesp



A reunião do Conselho Superior de Estudos Avançados (Consea) da Fiesp, nesta segunda-feira (21), analisou o tema “O Brasil e a conjuntura internacional – A inserção dos BRICs” na série de palestras Repensando o Brasil. Convidado pelo presidente do Conselho, Ruy Altenfelder, o mestre em Sociologia das Relações Internacionais e conselheiro do Consea, Marcos Prado Troyjo, compôs a mesa diretora ao lado do vice-presidente do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema), Celso Monteiro de Carvalho, e do embaixador Adhemar Bahadian.

“Há vinte anos estive presente em um seminário, aqui na Fiesp, que tratava de um assunto semelhante. Acho interessante traçar um paralelo para mostrar em que medida, no período de uma geração, as coisas mudaram ou não”, contou Troyjo. Em 1978, por exemplo, Brasil possuía 100 milhões de habitantes e um Produto Interno Bruto (PIB) de US$ 200 bilhões. A China por sua vez, tinha um bilhão de habitantes e a soma de seus bens e serviços não ultrapassava os US$ 56 bilhões.

“[Ou seja], a China tinha uma população dez vezes maior que a nossa e seu PIB era três vezes menor que o brasileiro. Em apenas trinta anos, eles conseguiram aumentar sua economia em 89 vezes”, explicou Troyjo. Para ele, os chineses deixaram de ser uma sociedade de cópia, para ser uma sociedade de “adaptação criativa”, com inovações tecnológicas e investimentos certeiros.

Após traçar um histórico da situação econômica e política dos anos 1990 e citar as principais transformações advindas com o século 21, Troyjo alertou que, apesar de apresentarem rápido crescimento de suas economias, Brasil, Rússia, China e Índia possuem pensamentos políticos, humanos e econômicos muitos diferentes e que é possível entendê-los fazendo quatro perguntas:

  • O que sua elite quer para sua população?
  • O que sua elite quer para ela mesma?
  • O que o país quer do mundo?
  • O que o país quer para o mundo?

“Os países têm ambição. A Rússia, por exemplo, tem grandes dificuldades em definir a reposta para primeira pergunta. Eles têm um sistema híbrido, muito autoritário, mas é um sistema que não está definido”, e Troyjo.

Em sua análise, a elite indiana não sabe o que quer para sua população, uma vez que a mobilidade social – por questões religiosas – é praticamente proibida. Os chineses, por sua vez, querem formar uma gigantesca sociedade de classe média, mesmo que o ato democrático seja rarefeito. “E o que a China quer do mundo é a prolongação desse status de ser a planta industrial do mundo, até pra promover o acumulo de excedentes necessários que vão se tornar o colchão de recursos com o qual vai conseguir financiar a mudança de DNA de sua economia.”

Reflexões

Troyjo também acredita que a elite brasileira não sabe o que quer para a população, assim como o país não sabe com qual composição orgânica do PIB quer chegar em 2030. Tais indefinições atrapalham na hora de tecer planejamentos estratégicos econômicos e políticos. “O Brasil é como uma rocha esférica no topo de uma montanha e pode pender para os dois lados, isto é, as coisas podem dar muito errado, ou muito certo.”

Para o presidente do Conselho, Ruy Altenfelder, a discussão sobre os BRICs, incluindo África do Sul, é muito importante, pois proporcionará reflexões e sinalizará rumos para economias que vêm dando certo. A próxima reunião do Consea está marcada para 30 de janeiro de 2012 e continuará com a série “Repensando o Brasil”.