Fiesp – nota sobre o PIB

O Ministério da Fazenda começou o ano com uma estimativa de crescimento de 0,8% para a economia, e os números do PIB divulgados hoje (28/8) mostram que o país deve sofrer uma queda de 2,5% a 3%.

“O ministro da Fazenda, Joaquim Levy, erra na condução da política econômica ao aumentar impostos, elevar os juros e restringir o crédito, o que só piora a recessão e amplia o desemprego”, diz Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

“A criação de um imposto sobre a circulação financeira ou de qualquer outro será rejeitada por todos os setores da sociedade”, afirma.

Federação das Indústrias do Estado de São Paulo

Centro das Indústrias do Estado de São Paulo 

Skaf fala em paralisação se governo não der atenção ao emprego

Agência Indusnet Fiesp

Depois de se reunir com empresários nesta sexta-feira (28/8) em Rio Claro, o presidente da Fiesp e do Ciesp, Paulo Skaf, disse que se o Governo continuar a negligenciar a manutenção dos empregos, a indústria vai parar em outubro. Para preservar o nível de emprego, explicou, é preciso corrigir o rumo da política econômica, com diminuição da taxa de juros, redução dos impostos e aumento da oferta de crédito. “Se continuar esta falta de atenção com o emprego, vamos, sim, organizar uma paralisação no final de outubro. Eu espero que não precise disto.”

CPMF

Ao comentar possível recuo do Governo em relação à volta da CPMF, Skaf disse que isso seria “muito bom”, mas ressalvou que nenhum aumento da carga tributária será aceito pela sociedade. “Caso se tente a volta da CPMF, vamos fazer movimento muito forte no Congresso Nacional para derrubar, não permitir que seja aprovada. E se for necessário, vamos fazer movimento de rua.”

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O presidente da Fiesp e do Ciesp, durante reunião com empresários em Rio Claro. Foto: Ayrton Vignola/Fiesp

Nota Oficial: Economia brasileira entra em recessão

Agência Indusnet Fiesp

A divulgação do PIB do segundo trimestre de 2014, apontando contração de 0,6% em relação ao trimestre imediatamente anterior, mais a revisão do resultado do primeiro trimestre, de ligeira alta de 0,2% para recuo de igual magnitude, confirma o quadro de recessão da economia brasileira.

O caso da indústria de transformação é ainda pior, já que a queda de 2,4% no segundo trimestre foi a quarta consecutiva, acumulando perdas de 5,5% nesses quatro trimestres. “Infelizmente, acreditamos que não há perspectiva de reversão desse quadro recessivo do setor num horizonte de curto prazo”, afirma Paulo Francini, diretor do Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon), da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

Adicionalmente a esse cenário, também ocorreu forte queda dos investimentos Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF) entre abril e junho, na ordem de 5,3%, em relação ao primeiro trimestre deste ano. Com isso, os investimentos sofreram o quarto recuo consecutivo. De acordo com Francini, esses resultados, combinados com a contínua deterioração dos fundamentos econômicos, não permitem vislumbrar recuperação expressiva da economia brasileira nos próximos trimestres.

“Que o ano em curso será um desastre para a nossa economia, já sabemos. Queremos ter visão sobre urgência de medidas capazes de, a partir do próximo ano, alterar este cenário de queda”, conclui Francini.

Presidente da Fiesp diz que empresários querem investir, mas falta confiança

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Campinas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, participou na noite de terça-feira (26/08) de um encontro com empresários da região de Campinas, na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) local.

Ao lado do presidente do Ciesp, Rafael Cervone, ele defendeu a união dos empresários para que suas demandas sejam ouvidas. “As dificuldades que nós, empresários, passamos no dia a dia estão muito mais ligadas ao entorno da produção do que a realidade da produção”, disse Steinbruch. “O tempo que se perde com coisas que não voltadas ao nosso negócio é completamente absurdo.”

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Steinbruch: muitas das sugestões e demandas dos empresários paulistas são convergentes. Por isso, observou, é fundamental a união. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Fiesp fez uma análise do quadro econômico atual. E a perspectiva, segundo ele, é ruim. “O que a gente está vendo e se acostumando não está certo. A gente tem que reagir. Melhoramos nos últimos 20 anos. Mas poderia melhorar muito mais. Vamos nos conformar em voltar para trás?”, questionou.

Na análise de Steinbruch, 2015 será um ano difícil, independentemente do presidente eleito. “Se o governo fizer tudo certo agora, a gente teria uma recuperação de mercado só depois do carnaval. Mas como vamos fazer até o carnaval? A gente não tem prazer nenhum em diminuir a produção, não investir. Pelo contrário. Mas é preciso ter confiança. E ninguém tem confiança hoje. Não faz sentido para ninguém, em sã consciência, investir hoje no Brasil.”

Para o presidente da Fiesp, muitas das sugestões e demandas dos empresários paulistas são convergentes. Por isso é fundamental a união. “Se a gente tiver uma discussão no sentido de pensar o que precisa ser feito para o Brasil melhorar, todos temos sugestões. E provavelmente muitas delas são convergentes. Se cada um se posicionar e convergir para uma bandeira maior, a gente certamente vai ser ouvido”, declarou.

“Precisamos da vontade e da disposição de todos vocês, de se unir à Fiesp no sentido de ter uma bandeira única, de ter convergência dentro dos ideais, e começar a trabalhar.”

Rafael Cervone: crítica à ‘imprevisibilidade’

Em sua participação, o presidente do Ciesp também ressaltou a necessidade de mudanças.

“Ninguém aguenta mais esse ambiente onde, em vez de gastar o nosso tempo empreendendo e melhorando os nossos negócios, a gente tem que lidar com a imprevisibilidade econômica e jurídica, enquanto nossos principais concorrentes [em outros países] não têm que lidar com nada disso”, disse Cervone.

“Este ano o crescimento vai ser pífio e o ano que vem, qualquer seja o candidato [eleito], será um ano de arrocho. Mas o Brasil tem solução. Deixar a indústria livre para crescer sem amarra, sem burocracia, com desoneração, com simplificação dos nossos processos e consciência plena da importância da indústria para a economia nacional.”

Para Benjamin Steinbruch, falar de risco de recessão não é semear o pessimismo

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Mais Feliz!”, publicado no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (29/07), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, rebate a crítica de um leitor de que ele estaria no coro de pessimistas quanto à situação econômica do País.

Benjamin concordou que há pessimismo exagerado da opinião pública, porém, explica que o leitor talvez desconheça os dados que mostram que a economia, de fato, caminha para uma fase de crescimento negativo. “Alguns analistas já acham que o PIB poderá registrar queda no segundo e no terceiro trimestres, o que já indicaria um quadro de recessão técnica”.

Steinbruch  afirma, no entanto, que a recessão não é inevitável e que algumas medidas poderiam mudar essa tendência. E, segundo ele, isso será possível, ainda que o país necessite de reformas mais amplas para aumentar a competitividade geral da economia e permitir crescimento sustentável.

Para o empresário e presidente da Fiesp, tanto quanto a inflação, a recessão é uma doença que precisa ser combatida com todas as armas, inclusive as preventivas. E aponta duas medidas urgentes: “a redução da taxa básica de juros e o afrouxamento das restrições ao crédito -esta última já começou a ser ensaiada na semana passada”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do Jornal Folha de S.Paulo (acesso restrito para assinantes e cadastrados).


‘Agora é hora de olhar para a economia’, afirma Benjamin Steinbruch

Agência Indusnet Fiesp

No artigo “Enquanto a bola rolava”, publicado no jornal Folha de S.Paulo desta terça-feira (15/07), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, faz vários alertas à opinião pública, após o término da Copa do Mundo da Fifa.

Um deles é que “a bola parou e é hora de encarar uma realidade nada agradável, a de que o país caminha para uma recessão”.

Segundo Steinbruch, enquanto todos os olhos estavam voltados para os jogos do campeonato mundial, vários indicadores confirmaram o esfriamento da atividade em vários setores, inclusive no comércio, que deveria ser beneficiado pelo movimento de compras da Copa. Ele destacou as quedas sucessivas na produção industrial, sentidas nos últimos meses, que provocam reflexos claros no nível de emprego.

Outro fato alarmante, na opinião do presidente da Fiesp, é a ideia conservadora de que a solução única é o corte de gastos públicos, sejam eles correntes ou de investimentos, e de uma rigorosa política monetária. Benjamin também aponta como “aberração” as elevadas taxas de juros adotadas no Brasil (11%), enquanto, a Europa e nos EUA tais taxas estão próximas a zero.

Na opinião de Steinbruch, os olhos devem se voltar rapidamente à economia do país e às eleições e sugere que, em pleno período de campanha eleitoral, será útil aprofundar a discussão em relação a pontos cruciais da condução econômica, como juros, câmbio, crédito, política fiscal e de desenvolvimento, incentivo ao capital nacional e à inovação tecnológica. Em conclusão, ele afirma: “Não bastam discursos teóricos, que muitas vezes expõem uma clara contradição com outras posições conservadoras de assessores e apoiadores. E há providências que nem podem esperar as eleições”.

Para ler o artigo na íntegra, acesse o site do jornal Folha de S.Paulo (sujeito a paywall).