INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS – TECNISA

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127256

Por Raquel Corrêa Sajonc

A habitação adequada é condição fundamental para o ser humano exercer plenamente a sua cidadania. Mas a questão da moradia, como ressaltam vários instrumentos internacionais, não se restringe apenas à presença de um abrigo ou um teto, engloba uma concepção mais ampla, que tem a ver com o acesso a uma habitação provida de infraestrutura básica e outros recursos que se relacionam ao acesso adequado. Este tópico integra os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS) e está presente, especificamente, na meta que trata de “Cidades e Comunidades Sustentáveis”.

A Tecnisa, uma das maiores construtoras e incorporadoras do país, considera em suas estratégias de negócios conceitos relacionados à sustentabilidade, acessibilidade e bem-estar há mais de dez anos. Um exemplo é o programa desenvolvido pela empresa chamado “Consciência Gerontológica”, responsável pela infraestrutura integrativa que fornece pisos podotáteis, piscina adaptada para usuários de cadeiras de roda e com escadas fixas de alvenaria (mais seguras que os degraus de alumínio que ficam na borda), além de uma série de outros cuidados técnicos a fim de oferecer segurança e bem-estar aos idosos.

Itens de acessibilidade como rampas, suporte para cadeiras de roda, equipamentos de ginástica e até serviços de geriatria já fazem parte de alguns condomínios, mas o empreendimento mais inovador da história da empresa é o Jardim das Perdizes, um bairro planejado com base em preceitos ambientais e sociais, localizado na zona oeste capital paulista. Construído em um terreno de 250 mil metros quadrados e um parque central com 44 mil metros quadrados, o bairro conta com três praças, espaços infantis de brinquedos, pista de caminhada, ciclovia, gramado, espaço de jogos de tabuleiro, bebedouros, banheiros, uma área especial para cães e um bosque para piquenique, com livre acesso ao público.

A incorporadora chegou a contratar uma equipe de gerontologia, geriatria e arquitetos especializados, que analisaram aspectos de inclusão técnicos e sociais a fim de possibilitar a socialização e integração dos públicos de diferentes gerações, especialmente os idosos. Todas as áreas comuns do bairro e dos prédios são adaptadas para atender as necessidades de idosos e pessoas com deficiência. O presidente da Tecnisa, Joseph Nigri, ao iniciar o projeto, deu sinal verde aos diretores técnicos da companhia para incluir todos os preceitos ambientais e sociais possíveis. “A ideia que nos empolgava era a possibilidade de criar algo inovador, algo que ninguém ainda criou em termos de sustentabilidade e infraestrutura”, relata.

As primeiras unidades residenciais foram entregues no início de 2016.  As obras do projeto, que prevê a construção de 25 torres residenciais, duas comerciais, um hotel e um mix de lojas. Todos os edifícios do Jardim das Perdizes incorporam conceitos gerontológicos e, além disso, os clientes podem fazer a personalização dos acabamentos de acordo com as necessidades dos moradores. O presidente conta que a inspiração veio do conceito “senior living”, que tem foco na arquitetura inclusiva voltada para a terceira idade, e no “economy silver”, conhecido como economia da longevidade.

O presidente explica que, além da adaptação da parte física, o empreendimento agregará um conjunto de serviços e atividades para o corpo e para a mente, além de serviços de saúde emergenciais. “Queremos com isso que os moradores vivam mais e melhor. Hoje, é difundido o conceito de envelhecimento ativo, que ajuda as pessoas da terceira idade a viverem de forma independente e autônoma”. Joseph Nigri ainda destaca: “Essas iniciativas às vezes são indiferentes para quem não precisa, mas para quem precisa são fundamantais”.

Devidos às boas práticas ambientais e sociais adotadas no Jardim das Perdizes, o bairro foi o primeiro da América Latina a conquistar a certificação AQUA. O empreendimento conta ainda com as certificações PROCEL EDIFICA (primeiro empreendimento de São Paulo a receber este selo) e o LEED (Leadership in Energy and Environmental Design). Por combinar de maneira exemplar os preceitos de Sustentabilidade, este ano, a empresa recebeu, pela terceira vez consecutiva, o Prêmio Valor Inovação Brasil 2017, uma iniciativa do jornal Valor Econômico e do Grupo PwC, como a empresa mais inovadora do setor de Engenharia e Infraestrutura.

O presidente da companhia ressalta que a inovação e sustentabilidade integra os valores da empresa, independentemente do contexto ou da percepção do mercado.  “Acreditamos que a empresa tem alma, ou seja, um conjunto de crenças e valores que guiam o nosso trabalho. Temos claro que nosso propósito de vida é gerar um impacto positivo e deixar um legado. Isso faz parte dos nossos valores e vamos continuar trabalhando neste sentido”, finaliza Joseph Nigri.

Sobre a empresa:

A Tecnisa é uma empresa brasileira do setor imobiliário, que atua de forma integrada – incorporação, construção e vendas, há mais de 40 anos no mercado. Com sede em São Paulo (SP), atua hoje com foco na região metropolitana, mas conta com projetos entregues ou em finalização em estados como Amazonas, Bahia, Ceará, Distrito Federal e Paraná. A força de trabalho soma 1.795 colaboradores, incluindo profissionais administrativos e de áreas de suporte, equipes de obras e assistência técnica, corretores associados e terceiristas. Também compõe a cadeia da Companhia um grupo de cerca de 400 fornecedores de equipamentos, materiais, mão de obra e serviços. Mais informações em www.tecnisa.com.br

INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: SCHNEIDER ELETRIC

Proporcionar acesso à energia para que comunidades possam ser tornar mais conectadas, seguras, ambientalmente responsáveis e eficientes faz parte do propósito da empresa. 

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540127256







Por Raquel Corrêa Sajonc

Tornar as cidades e os assentamentos humanos inclusivos, seguros, resilientes e sustentáveis é uma das metas globais das Nações Unidas para promover o desenvolvimento sustentável até 2030. Neste movimento, está o grupo multinacional francês Schneider Eletric, especializado em produtos e serviços para distribuição elétrica, controle e automação industrial. A empresa se posiciona como uma especialista global em gestão de energia e automação e, segundo a Sustaintability and Innovation Manager da Schneider Electric para a América do Sul, Regina Magalhães, é intrínseco ao negócio tornar as cidades e comunidades mais sustentáveis. “Na Schneider Electric, temos como core business a sustentabilidade, sempre pensando no mundo que queremos construir para as próximas gerações. Ela fala que uma das prerrogativas é atuar além do discurso e de forma estruturada. “Nós buscamos trabalhar em ações e projetos com impactos reais e mensuráveis, isso inclui colaborar no desenvolvimento de cidades e comunidades para que elas possam ser mais conectadas, digitalizadas, seguras, ambientalmente responsáveis e eficiente”, relata.

Essas soluções permeiam diversos setores da economia, com impacto na vida de quem mora em áreas urbanas, periurbanas – que se localiza além dos subúrbios das cidades – e rurais.  Para populações de baixa renda e moradoras de regiões rurais e isoladas, a empresa conta com uma iniciativa específica, que é o Programa de Acesso à Energia. Hoje, praticamente 1,1 bilhão de pessoas – quase 1 em cada 5 pessoas no planeta – não têm acesso à energia. Um levantamento inédito da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), realizado este ano, mostrou que o Brasil ainda possui 1 milhão de residências sem luz, sobretudo nas áreas rurais.

 O Programa de Acesso à Energia da Schneider Eletric foi criado em 2009 com o nome de BipBop (Business, Innovation & People at the Base of the Pyramid), destinado a levar energia renovável, segura e confiável para áreas sem acesso ou com acesso precário, além de promover treinamento em competências relacionadas ao setor de energia para comunidades de baixa renda. Até 2025, a meta global da companhia é levar energia para 50 milhões de pessoas e treinar um milhão. Até o momento, a empresa atingiu 5 milhões de pessoas e treinou mais de 100 mil. Os números são expressivos, inclusive no Brasil, onde já foram treinadas mais de 30 mil pessoas. Regina comenta que o Programa ganhou força com a criação do departamento de Sustentabilidade no país, em 2011, e já no ano seguinte foi realizada a primeira eletrificação na Amazônia. De lá para cá, a empresa vem amadurecendo seus projetos e parcerias para eletrificação em comunidades isoladas, com o fortalecimento de competências locais. Para se ter uma ideia da evolução, este ano, a empresa apoiou a instalação de mais de 30 sistemas de energia solar em comunidades indígenas e extrativistas na região amazônica, beneficiando espaços de uso comunitário e atividades produtivas. Com isso, o Projeto manteve sete parcerias educacionais ativas em diferentes estados.

As metas de acesso à energia e de treinamento tem sido reportadas no Barômetro Planeta & Sociedade, ferramenta criada pela própria empresa para medir a evolução da companhia em suas principais metas de sustentabilidade, sendo que essas metas estão relacionadas aos indicadores de desempenho dos executivos, que podem ser bonificados com os seus resultados. E o Programa de Acesso à Energia tem alcançado, a cada ano, mais resultados e positivos impactos. É possível perceber que o êxito da iniciativa está ligado ao fato de que o desenvolvimento social e a promoção de energia limpa estão na estratégia da empresa, e não às margens de sua gestão. “Levar energia para quem não tem não se trata de um projeto social acessório, mas de um compromisso ético da organização e de um objetivo de negócio”, relata a Sustaintability and Innovation Manager da Schneider Electric para a América do Sul, Regina Magalhães.

Nos próximos anos, a companhia pretende investir em novas formas de promover este direito humano básico, que é o acesso à energia. Regina cita algumas ações que deverão ser realizadas, além daquelas que já estão em prática.  “Além de desenvolver projetos de maior impacto e replicáveis, queremos aperfeiçoar nossa metodologia de treinamento para comunidades isoladas, ampliar o apoio a empreendedores sociais e estimular iniciativas inovadoras que estejam conectadas a desafios da empresa e da sociedade”.

Para a Schneider Electric, o acesso à energia é só o começo de uma onda de transformações na educação, na saúde, na economia local, nas comunicações e em toda a organização social de uma comunidade. Ou seja, a empresa acredita que o acesso à energia facilita o acesso a outros direitos fundamentais, como um círculo virtuoso. “Diante de tamanho impacto, temos a responsabilidade de conduzir os projetos de forma estruturada, com respeito às características e potenciais locais. É um trabalho que demanda sensibilidade e uma boa dose de criatividade”, finaliza a gestora da área.

Sobre a empresa:

A Schneider Electric é especialista mundial em gestão de energia e automação, reúne conhecimentos e soluções para garantir aos seus clientes uma energia segura, confiável, eficaz, durável e conectada. Conta com 144.000 colaboradores em mais de 100 países, sendo 2.942 no Brasil, onde atua há 70 anos. Possui no país cinco fábricas, dois escritórios administrativos em São Paulo, um centro de distribuição em Cajamar e mais 7 mil pontos de vendas.