São Paulo encabeça ranking de exportações do Ciesp

O volume de exportações da Região Metropolitana de São Paulo, no acumulado de 2009, a coloca na 1ª posição do ranking elaborado pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), sobre a participação de 39 regiões paulistas nos US$ 46,5 bilhões da pauta exportadora estadual, responsáveis por 30,4% do montante vendido pelo Brasil no mercado global no período.

As vendas externas da RMSP, no entanto, caíram 41,7% sobre o acumulado de 2008, passando de US$ 10,3 bilhões para US$ 6 bilhões. A Região, que inclui os municípios de Caieiras, Embu-Guaçu, Franco da Rocha, Francisco Morato, Itapecerica da Serra, Juquitiba, São Lourenço da Serra e São Paulo, foi responsável por 12,9% da pauta exportadora paulista.

Em 2° lugar aparece a região de São José dos Campos, cujo volume exportado por seus oito municípios representou 11,7% das vendas estaduais ao mercado externo. Na comparação com o ano anterior, houve queda de 38,2% no volume exportado – de US$ 8,8 bilhões para US$ 5,4 bilhões.

A 3ª colocação ficou com a região de Santos, onde a diretoria do Ciesp é composta por seis cidades. Apesar da queda de 10% na remessa de produtos, em relação a 2008, os US$ 3,5 bilhões vendidos ao mercado externo em 2009 representaram 7,6% de tudo o que o estado negociou no período.

A DR de Santos ainda detém o 1º lugar no saldo da balança comercial paulista, porém, este valor foi reduzido de US$ 2,9 bilhões para US$ 2,8 bilhões no acumulado de 2009.

A lista foi elaborada pelo Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) em conjunto com o Departamento de Relações Exteriores (Derex) do Ciesp e da Fiesp, a partir de dados do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC).

Melhor taxa de crescimento

Já as exportações dos sete municípios que compõem a Regional do Ciesp em Sertãozinho aumentaram consideravelmente em 2009, apesar da 18ª colocação em participação na pauta exportadora estadual (1,6%).

O montante passou de US$ 493,1 milhões para US$ 741,3 milhões no período de um ano. O salto de 50,3% se deve, em grande parte, às vendas de açúcar e álcool, que correspondem a 53,1% da pauta exportadora local.

A corrente de comércio exterior da região subiu 40,3% em 2009 (de US$ 546,7 milhões, em 2008, para US$ 766,9 milhões). No caminho inverso, as importações caíram 52,3%, de US$ 53,6 milhões para US$ 25,6 milhões. A variação levou a um aumento de 62,9% no superávit comercial, que passou de US$ 439,4 milhões para US$ 715,8 milhões, na comparação dos períodos.

O ano de 2009 também foi favorável às exportações nas regiões de Franca, que aumentou as vendas externas em 16,9% sobre 2008; Araçatuba (8%) e Jaú (1.751,8%), neste caso, devido à transferência de uma usina de Piracicaba para Barra Bonita.

Produtos, destinos e origens SP

Entre os itens enviados ao exterior, destaque para o complexo de soja (US$ 1,4 bilhão), para a venda de açúcar e álcool (US$ 1,2 bilhão), e celulose e papel (US$ 480,4 milhões).

A presença do complexo de soja e demais produtos agro se deve ao critério de classificação da Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do MDIC, que considera o domicílio fiscal da empresa exportadora e não o local de produção. Destacam-se como destino das exportações: China (13,4% do total exportado), Estados Unidos (8,3%) e Holanda (8,1%).

Já entre os produtos importados, tiveram peso maior os equipamentos e produtos médico-hospitalares (US$ 705,1 milhões), aviões e suas partes (US$ 393,8 milhões) e óleo diesel (US$ 114,1 milhões). Os Estados Unidos responderam por 22,3% do total importado, seguidos pela China com 15% e Alemanha (12,6%).

São José dos Campos

O município deteve 89,6% das exportações da região, com destaque para: aviões e suas partes (US$ 3,9 bilhões), automóveis e suas partes (US$ 393,1 milhões) e pensos adesivos (US$ 75,3 milhões). Os principais destinos foram: Estados Unidos (22,5% do total), China (7,3%) e Alemanha (7,2%).

Com relação às importações, a cidade contribuiu com 41,7% do total da região, com destaque para: aviões e partes (US$ 938,3 milhões), produtos químicos (US$ 140,7 milhões) e aparelhos para regulação/controle (US$ 114,1 milhões). Os principais países de origem das mercadorias foram: Estados Unidos (57,6% do total), França (6,5%) e Alemanha (4,4 %).

Santos

A cidade que abriga o maior Porto da América Latina concentrou quase 100% do volume regional exportado, com destaque para o açúcar e álcool (US$ 1,1 bilhão), o complexo de soja (US$ 934 milhões), itens de consumo de bordo (US$ 685,2 milhões). Os principais destinos dos produtos exportados foram Provisão de Navios (19,3% do total exportado), China (18,4%) e Emirados Árabes Unidos (6,8%).

Os principais itens comprados no mercado externo pelo município foram: produtos químicos (US$ 465,7 milhões), cujo peso na pauta importadora foi de 67,9%; trigo e farinha de trigo (US$ 156,4 milhões); e máquinas autopropulsoras (US$ 13,1 milhões). As principais origens dos produtos importados foram Argentina (36,3%), Estados Unidos (10%) e a Argélia (8,5%).

Sertãozinho

O município concentrou 39,2% do volume regional exportado. Na cesta de produtos da cidade, os principais itens foram: açúcar, álcool e máquinas para fabricação (US$ 154,6 milhões), caldeiras e turbinas a vapor (US$ 48,1 milhões) e carnes e subprodutos bovinos (US$ 16,4 milhões). Os principais destinos das exportações da cidade foram Angola (10,4%), Peru (8,1%) e Rússia (8,0%).

No que tange às importações, a cidade de Sertãozinho deteve 92% do total comprado pela regional. Em destaque, a importação de produtos de ferro e aço (US$ 12,1 milhões) e subprodutos bovinos (US$ 3,3 milhões). As principais origens dos produtos foram Alemanha (27,1%), Estados Unidos (21,5%) e Holanda (10,2%).