Festemp promove debate sobre formas de investimento

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

O Festival de Empreendedorismo (Festemp) reuniu, na tarde desta quarta-feira (25/09), três tipos de investidores para dar orientações e esclarecer dúvidas do público sobre o tema. Rafael Prado de Moraes, da Garan Ventures, falou sobre o investimento-anjo; Walter Elias Furtado, do banco BDMG, sobre investimento público e banco de desenvolvimento e João Antonio Lopes, do Portbank, sobre fundo de investimento privado.

O Festemp é uma iniciativa da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP), sendo coordenado pelo Comitê de  Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp. Aberto nesta quarta-feira (25/09), no Anhembi, em São Paulo, o evento segue até esta quinta-feira (26/09).

Os palestrantes falaram sobre suas trajetórias e experiências e também deram orientações aos empreendedores, inclusive sobre temas como sucesso e fracasso. “Não conheço nenhuma grande empresa brasileira que não tenha passado por vários fracassos e crises. Ninguém consegue construir uma empresa sólida sem ter passado por adversidades”, afirmou Lopes.

“No Brasil, não faltam dificuldades. Não é fácil implantar e desenvolver um negócio com o nível de burocracia e com a carga tributária que temos no Brasil”, disse. “Não é demérito nenhum fracassar. Mas não pode desistir. Quando eu estou analisando um projeto, se ele tiver um caso de fracasso, isso não muda em nada a nossa avaliação.”

Como investidor-anjo, Moraes falou sobre os setores nos quais está investindo no momento. “Da mesma forma que não faço restrições geográficas, também não invisto em setores específicos. No meu pipeline atual, tenho três empresas digitais de educação, uma de São Paulo, uma de Cuiabá e uma de Goiânia”, contou. “Isso não quer dizer que eu não esteja olhando para outros setores.”

Moraes também contou sobre o seu investimento na Hotelle Corporate, plataforma com hotéis de última hora e pacotes com preço corporativos. “O investimento aconteceu porque a empresa tem um empreendedor diferenciado, que já conhecia o setor, porque veio do Hotel Urbano. Quando a gente fala de start-up, o mais importante ainda é o empreendedor. É o que faz a diferença.”

Já Furtado comentou o atual momento do empreendedorismo brasileiro. “Quando você tinha a taxa de juros em 20, 30%, qualquer investidor colocava seu dinheiro na poupança e ficava na praia”, lembrou. “Mas, quando temos taxas de juros mais baixas, o investidor precisa fazer alguma coisa para rentabilizar esse dinheiro. Também é natural que as pessoas comecem a querer empreender”, afirmou. “Acredito que daqui para a frente, esse movimento de empreendedorismo vai crescer.”

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