Delegação da OCDE se reúne com Comissão de Desburocratização da Fiesp e do Ciesp

Agência Indusnet Fiesp

Irène Hors, chefe da Divisão de Parcerias Estratégicas e Novas Iniciativas da OCDE, e Edwin Lau, chefe da Divisão de Reforma do Setor Público da entidade, participaram nesta quarta-feira (27/4) de reunião com a Comissão de Desburocratização da Fiesp e do Ciesp. Rafael Cervone Netto, primeiro vice-presidente do Ciesp, e Abdo Antonio Hadade, vice-presidente da entidade e coordenador da comissão, participaram da reunião, junto com Matheus Palucci de Campos, especialista em desburocratização da comissão, Vinicius Neves dos Santos, analista de relações internacionais do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) e Fernando Momesso Pelai – especialista em competitividade e tecnologia do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec).

O encontro dá prosseguimento ao trabalho conjunto das entidades, que tem como marco o seminário Uma agenda positiva para o Brasil, organizado pela Fiesp, pelo Ciesp e pela OCDE em 5 de novembro de 2015. O foco da cooperação está na desburocratização e na melhora da gestão do setor público.

A OCDE (Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico) é referência mundial em promoção de políticas públicas para a melhora econômica e o bem-estar social.

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Reunião entre OCDE e a Comissão de Desburocratização da Fiesp e do Ciesp. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Entrevista: Rafael Cervone fala sobre os desafios da indústria neste mês de comemoração

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Por Karen Pegorari Silveira

No mês em que a indústria comemora seu aniversário, conversamos com o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) para relembrar os principais desafios já enfrentados por este segmento e os que ainda estão por vir, em sua opinião.

Para ele, alguns dos principais entraves enfrentados hoje pelos industriais são a falta de previsibilidade do país e a crise de valores, que precisa ser encarada de frente.

Veja na íntegra a entrevista:

Como primeiro vice-presidente do Ciesp, o senhor vivenciou muitos momentos marcantes da indústria paulista, como a necessidade de uma gestão mais sustentável dos recursos naturais, a mecanização da mão de obra e as grandes inovações tecnológicas. Pode nos contar qual fase mais marcou sua permanência no mercado industrial e por que?

Rafael Cervone – Em todos esses anos, passamos realmente por muitas fases, porém em todas elas, o que mais me marcou, e ainda continua a me incomodar, é a falta de previsibilidade no Brasil. E isso remonta de lá de trás, dos anos 60 aos nossos dias. Essa é a maior dificuldade do empresário porque se você tem uma crise econômica, uma crise política, ou escassez de recursos naturais como a falta de água e a crise energética, que estamos vivenciando agora, você consegue superar se houver um planejamento para isso, se o governo direcionar com honestidade quais os caminhos que serão tomados. O problema é quando essas coisas acontecem de surpresa, quando o caminho que o governo apontou não se realiza, ou, pior, quando ele volta atrás e altera o que tinha prometido. Nessa situação, você não tem condições de planejar a médio e a longo prazo. Os problemas foram mudando, mas a forma do governo enfrentar, de orientar, não muda e ao longo das décadas convivemos com essa falta de previsão. Na época da hiperinflação você não conseguia planejar nem o dia seguinte. Hoje, esse problema foi superado, mas você não tem previsibilidade jurídica, tributária, trabalhista, de recursos naturais como a água, de energia. Aliás, o problema de energia tem duas questões: se vai haver e a que preço. Veja as ações recentes do governo em relação a dois temas que são importantes à indústria, como a desoneração da folha de pagamento e o reintegra. Quem, em 1º de dezembro, acreditou na perenização da desoneração da folha ou da perenização do reintegra e fechou um contrato de exportação de 1 ano, três semanas depois o que era permanente virou indefinido de novo. Isso é um caos pra indústria, um caos que os nossos concorrentes lá fora não têm. Os concorrentes europeus, os norte-americanos, os asiáticos gozam de todas as garantias possíveis para produzir, levando muita vantagem em relação a nós. Então, esses sãos os grandes problemas: a falta da previsibilidade e a insegurança que isso causa nas pessoas jurídicas. Um Plano de País, que não se tem desde a época dos militares, é outro fator estratégico que nos falta, uma visão estratégica de longo prazo projetando o que o Brasil deseja ser daqui a 30 ou 40 anos e determinando com clareza e bom senso ações factíveis para a realização da mesma. Outro enorme problema é a gestão, tanto na esfera municipal, estadual quanto federal. A má gestão que desperdiça recursos, permite uma brutal corrupção, encarece obras e permite no Brasil o absurdo de 23.000 cargos comissionados no Governo. E compensa toda esta brutal incompetência e ineficiência com uma carga tributária impossível de suportar.
São inconsistências como essas que fazem eternamente do Brasil o país do futuro, slogan que escuto desde que eu nasci.

Com estes momentos, muitos desafios também existiram, como a baixa oferta de água e energia, a falta de mão de obra qualificada e a entrada da mulher mais fortemente no mercado. Qual foi o principal deles enfrentado pelas indústrias em sua opinião e como o senhor acredita que as indústrias devam se preparar para os futuros desafios?

Rafael Cervone – O principal desafio hoje é a enorme ausência de lideranças políticas capazes de conduzir a nossa sociedade às mudanças imediatas (repito : imediatas) que corrijam o rumo do nosso país e resgatem os valores que estão sendo brutalmente banalizados, como ética, moralidade, altruísmo, dignidade e respeito ao ser humano e às coisas públicas.
E a mulher tem papel preponderante neste contexto, pois hoje elas ocupam cargos de destaque nas empresas, muitas delas presidem grandes grupos empresariais. Na entidade em que atuo, no setor têxtil, 70% dos trabalhadores são mulheres, sendo que 40% são chefes de suas famílias. Isso mostra a relevância do seu papel. A começar pela presidente do Brasil, que é mulher, isso veio para ficar e muda também o papel do homem nas empresas, que tem que compartilhar o poder e isso é algo que nunca foi muito fácil para os homens. Porém, eles vão ter que se acostumar com isso. Outro grande desafio para o Brasil e para as indústrias é mudar a crise de valores que estamos vivendo hoje, onde a ética, a responsabilidade e o trabalho não são mais encarados como algo em condição sine qua non para os negócios. Haja vista os escândalos de corrupção que estamos enfrentando e todo mundo achando que isso é normal. Corrupção não é normal, incompetência não é normal, decapitar as pessoas na TV não é normal. Então esta crise de valores precisa ser revertida rapidamente. A sociedade civil tem que reagir a essa inércia. A corrupção invade o dia a dia das empresas e inviabiliza negócios, aumenta o custo e isso não é normal. Nós temos que combater com toda a nossa energia este problema.

Atualmente, muitas indústrias perceberam que ser sustentável e socialmente responsável pode oferecer perenidade e diferencial competitivo. O senhor acredita que essa estratégia de gestão pode ser um meio eficaz para que a indústria se mantenha competitiva perante as indústrias europeias e asiáticas?

Rafael Cervone – Eu não vejo como um problema a competição com as empresas norte americanas e europeias. Com elas a gente pode competir de igual para igual. Claro que com a desvantagem do custo Brasil, falta de gestão e de planejamento dos governos, que nas últimas décadas fizeram com que esse custo fosse fato preponderante na perda de competitividade e, consequentemente, de produtividade. Então, hoje, temos que fazer o Brasil voltar a ser competitivo e ainda fazer com que a indústria recupere sua produtividade. Agora, com relação às empresas asiáticas o jogo é outro, pois temos que enfrentar uma competição desleal, porém, sejamos justos, muito bem planejada. A China, por exemplo, tem uma estratégia de longo prazo, com plano de país que é muito bem executado, até porque lá não é necessariamente uma democracia. O governo estadista, militar, impõe sua vontade e faz a coisa acontecer. Numa democracia isso às vezes não é tão simples, não é na mesma velocidade. E fora isso, os chineses mantêm sua economia artificialmente competitiva, dando uma série de subsídios, remunerando mal, controlando a moeda, etc. Portanto, com esses produtores asiáticos temos que nos proteger contra o dumping cambial, trabalhista e ambiental que eles claramente praticam. Agora, gestão de sustentabilidade pode sim ser um diferencial de produto, de País, agregando valor e buscando nichos que fujam da competição asiática das commodities. O Brasil não vai conseguir exportar e alcançar o mundo competindo com asiáticos nas commodities. Até porque os asiáticos já estão até saindo das commodities, buscando agregação de valor. Então esse é um desafio que a indústria precisa superar.

Sua experiência industrial lhe permite observar os erros e acertos das pequenas, médias e grandes indústrias. Qual conselho o senhor daria para um empresário da indústria obter sucesso nos negócios, independente do porte da empresa?

Rafael Cervone – Buscar diferenciação, adaptar-se rapidamente à velocidade das mudanças que ocorrem em escala global, entender a inserção da sua empresa, do seu negócio e do seu produto nas redes globais de valor, o que inclui o gerenciamento da informação. A informação é essencial não somente para a tomada de decisão quanto para a adaptação do modelo de negócio, que hoje inclui o setor de serviço como algo que agrega valor e fideliza o cliente. Atualmente, se fala de empresas na nuvem, onde se usa a informação desde o consumidor, do comércio eletrônico, do comercio físico, etc., interagindo na cadeia produtiva dele. O que eu estou dizendo é o seguinte: a informação junto ao cliente fica imediatamente disponível para o gerenciamento dos dados, de forma global e se ajusta ao processo produtivo online do empresário. Essa nova sistemática industrial permitirá a produção customizada e com valor agregado e, ao mesmo tempo, em grande escala. É uma revolução na indústria. Produtos quase individualizados, numa estratégia de produção em massa. É a máquina se ajustando à individualidade na cadeia produtiva, integrando com outras cadeias produtivas. Essa última etapa traz também uma outra revolução, como por exemplo as ações do setor têxtil interagindo e integrando-se com calçados, joias, couro, gastronomia, arte, maximizando resultados e otimizando recursos.

No mês em que é comemorado o Dia da Indústria e o mercado tem sofrido uma forte crise, como o sistema indústria tem ajudado os industriais a serem mais inovadores e sustentáveis?

Rafael Cervone – O sistema indústria ajuda integrando os elos da cadeia, trazendo informações globais para o empresário, conectando-o ao que acontece de mais moderno no mundo, ajudando a enxergar oportunidades em outras esferas produtivas, integrando vários segmentos com os maiores centros mundiais de inovação. Muitos desses centros internacionais continuam produzindo tecnologia, inovação e design, porém muitas vezes nos países desenvolvidos onde eles estão inseridos, não é mais possível implantar essa inovação porque esses países se desindustrializaram, principalmente na união europeia, EUA e Japão. O desafio que nós temos agora é de conseguir transferir esse know-how lá de fora para cá, talvez por meio de joint venture com grandes produtores, produzindo aqui no Brasil junto com empresas brasileiras. Sem falar o papel que o sistema indústria tem em defender o País dos nossos próprios governos, que tantas vezes aumentam gastos, impostos, tributos, energia, burocracia, tornando o ambiente de negócios hostil ao empreendedorismo. A defesa tem sido feita no Governo e no Congresso Nacional, como o atual debate sobre a terceirização.

Governo precisa criar uma política industrial de longo prazo, diz vice-presidente do Ciesp

Agência Indusnet Fiesp

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Vice-presidente do Ciesp, Rafael Cervone: Brasil não consegue recuperar a força sem recuperar a indústria. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp (Arquivo)

Estabelecer uma política industrial de longo prazo deve ser uma das prioridades do governo federal, defendeu o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone Netto, em entrevista à radio CBN de Campinas, na manhã desta sexta-feira (16/01).

“Falta no Brasil um plano de governo, uma agenda de estado, com visão de longo prazo. O Brasil é um dos países que têm uma das maiores imprevisibilidades”, disse ele ao falar de mudanças constantes em leis que impactam os custos das empresas.

Cervone defendeu uma simplificação urgente da agenda tributária, o fim da guerra fiscal entre os estados e a manutenção da taxa cambial em níveis competitivos para os exportadores, sem tantas oscilações.

O vice-presidente do Ciesp pediu ainda um restabelecimento da agenda de comércio exterior com Estados Unidos e Europa e a retomada de negociações com o Mercosul em condições mais favoráveis.

Segundo Cervone, o país não aguenta mais observar o processo de desinsdustrialização. “Brasil não consegue recuperar a força sem recuperar a indústria, até porque a indústria paga melhores salários. O Brasil pode crescer rapidamente. O que a gente tem ouvido é que esse ajuste passa por aumento de impostos. Isso não se justifica”, ponderou.

“O grande problema, hoje, é que nunca enfrentamos o ambiente de negócios tão hostil ao trabalho, ao emprego. Precisamos ter um retorno de produtividade urgente”, reforçou Cervone.

>> Ouça a entrevista na íntegra no site da rádio CBN Campinas 

Petróleo e Gás: potencial paulista pode ser convertido em riquezas

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp, de Campinas (SP)

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Vice-presidente do Ciesp, Rafael Cervone, participa da abertura do congresso. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


A cada bilhão de reais investidos na cadeia do Petróleo e Gás no país, o estado de São Paulo captura de forma direta e indireta R$ 400 milhões, resultando na geração de nove mil postos de trabalho no estado.

Mas o verdadeiro potencial paulista, de acordo com o vice-presidente da Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, só poderá ser aproveitado plenamente se houver uma articulação legítima de empresas e instituições envolvidas no setor.

Cervone abriu o congresso Campetro – Campinas Oil & Gas, na cidade do interior, sobre oportunidades de negócios e investimento no setor. A iniciativa é do Ciesp e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), por meio do Comitê da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás (Competro) desta entidade.

“Todo esse potencial pode ser convertido em riquezas e desenvolvimento de tecnologia se houver uma excelente articulação”, disse Cervone.

Segundo ele, o Ciesp apoia as ações do Competro, criado em 2011, ao atender mais de 42 diretorias regionais e fazer interlocução dessas regiões com a Petrobras no que diz respeito a oportunidades de investimento e negócios.

Para José Nunes Filho, diretor do Ciesp Campinas, encontros como o Campetro estão em linha com a vocação da cidade em inovação e tecnologia.

“Temos a maior refinaria, que é a Replan, e demanda por serviços e produtos. Vemos grande oportunidade de gerar riquezas, emprego, desenvolvimento regional”, afirmou Nunes.

Até esta quarta-feira (05/11), o Campetro conta com palestras sobre novas tecnologias e perspectivas para o setor de Petróleo e Gás, além de rodadas de negócio e salas de crédito.

A diretoria do Ciesp-Campinas prevê que a rodada de negócios movimente cerca de R$ 20 milhões em um período de seis meses. O evento conta ainda com uma feira de exposições de produtos e uma demonstração da escola móvel de Robótica Subaquática do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

O diretor do Ciesp Campinas acrescentou que o objetivo do Campetro é estimular a cadeia com troca de experiências sobre tecnologias e discussões sobre as principais demandas do setor.

‘Sacoleiros de luxo causam prejuízo à indústria nacional’, afirma Rafael Cervone

Agência Indusnet Fiesp

Em artigo publicado nesta sexta-feira (31/10) no portal UOL, o vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, falou sobre os prejuízos causados à indústria nacional pelo comércio ilegal de roupas feito pelo que ele classifica como “sacoleiros de luxo que se disfarçam de turistas”.

“O ingresso de roupas por meio dos turistas equivale ao faturamento anual estimado das quatro maiores redes varejistas do setor no Brasil”, relata Cervone, que também critica a compra de vestuário pela internet. Por chegarem ao país via Correio, observa ele, muitas dessas mercadorias entram sem pagar impostos.

“Nosso país tem a quarta maior indústria do mundo produtora de vestuário e a quinta maior em termos têxteis, que também inclui tecidos, fios e aviamentos. Trata-se de um setor constituído por 32 mil empresas, numerosas delas pequenas e médias, empregadoras de 1,61 milhão de pessoas diretamente. Estamos falando de um patrimônio da economia nacional que, a exemplo dos demais setores de atividade, não pode ser corroído pela concorrência de produtos que sequer pagam impostos para entrar no Brasil e chegar ao consumidor final”, completa.

Confira o texto na íntegra no site do UOL.

Seminário da Micro e Pequena Indústria apresenta estratégias para vender mais e melhor

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp) realizam, em sua sede nesta terça-feira (07/10), o Seminário da Micro e Pequena Indústria (MPI). Durante todo o dia, estão programadas palestras com diversas especialistas da área de vendas, estratégias e inovação.

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Rafael Cervone:"recisamos de simplificação, desoneração e previsibilidade, que nos afeta nas questões trabalhistas e tributárias”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A abertura do seminário contou com a presença de Rafael Cervone Netto, presidente do Ciesp, e Milton Bogus, diretor titular do Departamento da Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi).

Cervone destacou a necessidade de simplificar o dia a dia das empresas e de melhorar o ambiente de negócios. “Nunca vi um ambiente de negócios tão hostil ao empreendedorismo”, lamentou.

Citando o estudo realizado pelo Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, o presidente do Ciesp comparou o tempo gasto para calcular, preencher e pagar impostos no país. No Brasil são gastas 2.600 horas por ano, em média. O número representa R$ 26 bilhões por ano. Em países desenvolvidos, no entanto, são gastas apenas 179 horas, nos países em desenvolvimento 250 horas e na China, 300 horas.

Para Cervone, o Brasil necessita de mudanças urgentes e a Fiesp e o Ciesp já estão em contato com os dois candidatos à Presidência para solicitar que, nos primeiros 90 dias de governo, os principais problemas da indústria sejam atacados, para retomar a competitividade.

“O Brasil está complicado demais. Precisamos de simplificação, desoneração e previsibilidade, que nos afeta nas questões trabalhistas e tributárias”, afirmou. “A micro e pequena empresa tem um poder de recuperação grande, basta que o sistema pare de atrapalhar.”

Cervone também comentou que conversou sobre a globalização dos meios de produção com Roberto Azevedo, na Organização Mundial do Comércio (OMC). “Se o mercado é globalizado, os meios de produção também têm que ser globais. Propus a ele que a OMC trabalhe com a Organização Internacional do Trabalho (OIT) nessas questões da isonomia competitiva da produção.”

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Milton Bogus: “Precisamos investir constantemente na inovação e na gestão visando o crescimento da micro para a pequena, da pequena para a média e desta para a grande”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Muito além da inovação

O diretor titular do Dempi/Fiesp, Milton Bogus, concordou com a necessidade de mudança de cenário econômico para estimular as MPIs. “Para sobreviver não basta inovar, produzir mais e reduzir custos, as indústrias devem também vender mais e melhor em um mercado cada vez mais competitivo”, ressaltou.

Para auxiliar nessa busca pela sobrevivência e excelência, o diretor destacou as ações desenvolvidas pelo Dempi/Fiesp para levar propostas e soluções aderentes à realidade das empresas. Segundo ele, foram realizados mais de 48 eventos, além da atuação junto ao poder federal, estadual e o poder legislativo, para buscar a melhoria do ambiente, com bons resultados como a aprovação da revisão da lei geral das MPs.

Bogus destacou ainda a necessidade de inovação, para estar conectado com o mercado de forma global. “Precisamos investir constantemente na inovação e na gestão visando o crescimento da micro para a pequena, da pequena para a média e desta para a grande.”

Presidentes da Fiesp e do Ciesp visitam escolas do Sesi-SP e do Senai-SP de Jundiaí

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Jundiaí (SP)

Nesta terça-feira (16/09), os presidentes da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone, estiveram em Jundiaí (SP), município a aproximadamente 60 quilômetros da capital.

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Steinbruch com alunos do CAT do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Depois de encontro com empresários da região, ambos visitaram as obras de uma nova unidade do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), vistoriaram a reforma no Centro de Atividades (CAT) da instituição e passaram pela escola do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP).

Na escola que está sendo construída, no bairro do Jardim Hortolândia, Steinbruch e Cervone conversaram com engenheiros e operários. A escola está prevista para ser entregue em outubro de 2015.

Em seguida, os dois presidentes foram ao CAT do Sesi-SP em Jundiaí. Eles começaram a visita pela quadra poliesportiva, onde foi realizada uma apresentação do ballet Stagium para os alunos, que faz parte da programação da divisão de Educação e Cultura do Sesi-SP. Steinbruch posou para fotos e conversou com as crianças, aproveitando para perguntar sobre as refeições e a estrutura da escola.

Eles também participaram de um encontro com os funcionários do CAT para ouvir sugestões de melhoria da escola. O presidente da Fiesp comprometeu-se a avaliar os pedidos e usar como base para desenvolver todas as escolas da rede Sesi-SP.

Formação profissional

A última parada na cidade de Jundiaí foi na escola do Senai-SP Conde Alexandre Siciliano, que completou 70 anos de atividades em maio. Por ano, a escola de formação profissional recebe quase 11 mil matrículas.

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Steinbruch e Cervone conversaram com engenheiros e operários que trabalham na obra de nova escola do Sesi-SP. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


A visita começou pela oficina de plástico, segmento em que a escola é especializada. De acordo com o diretor Alexandre Barreto Rodrigues, dos R$ 6,5 milhões investidos nessa unidade, cerca de R$ 3,3 milhões foram destinados para equipamentos e estrutura para a área do plástico.

Os dois presidentes estiveram ainda nas oficinas de metalmecânica, ferramentaria e de automobilística. No final, eles receberam um porta-cartões, brinde desenvolvido na escola, envolvendo diversos materiais e habilidades.

‘Situação chegou ao limite’, diz presidente da Fiesp a empresários de Jundiaí

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Jundiaí (SP)

Em encontro com empresários da região de Jundiaí nesta terça-feira (16/09), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, afirmou que tem como missão alertar o empresariado para reverter a situação do setor industrial no país.

“A gente está em um momento muito difícil, tendo dificuldades que nunca teve, com um ano eleitoral recessivo”, diagnosticou Steinbruch. “O setor industrial caiu de 25% de participação no Produto Interno Bruto para 12%. Mas temos que persistir”, disse o presidente da Fiesp no evento em que foi acompanhado pelo presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone.

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Benjamin Steinbruch: medidas anunciadas por Guido Mantega são “uma luz no fim do túnel”, mas ainda não são motivo de comemorar.Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para o presidente da Fiesp, é preciso haver união do setor. “Estamos aceitando coisas que não são para ser aceitas. Trabalhamos para pagar juros, que são os mais caros do mundo e sem razão de ser. E impostos, com uma das cargas fiscais mais pesadas do mundo, e ainda tendo prejuízo. Tem alguma coisa que está errada. Chegou ao limite e estamos esperando muito para reagir.”

Steinbruch comentou ainda as medidas anunciadas pelo ministro da Fazenda, Guido Mantega, na véspera (15/09), de incentivo às exportações. Para ele, é “uma luz no fim do túnel”, mas ainda não é motivo de comemorar. “Houve uma certa flexibilidade para entender os problemas da indústria, para que a gente possa retomar um clima positivo para o nosso negócio.”

Como incentivo aos pequenos e médios empresários, o presidente da Fiesp dividiu sua história profissional e lembrou os momentos em que conseguiu crescer. “Meu pai começou a Vicunha com 14 teares manuais em São Roque (SP) e chegou até 3 mil teares, em um setor competitivo. Foi em cima de muito trabalho e dedicação que eu me fiz, vendo o sacrifício que foi a vida do meu pai. Foi o que me fez aceitar desafios maiores e ser forte para vencer as dificuldades que todos temos.”

Entre os desafios que enfrentou, Steinbruch relembrou as conversas com o pai, que, segundo ele, colaboraram muito para construir o homem que ele é hoje. “Competir com alguém melhor que você te dá muita musculatura. E meu pai era muito melhor do que eu.”

Cervone: falta vontade política

Ao lado de Steinbruch, o presidente do Ciesp, Rafael Cervone, também comentou a situação econômica do país.

“Já cansamos de dar solução para o governo. O problema do Brasil não é falta de diagnóstico. É falta de vontade política em resolver. E a sociedade está muito amortecida. Tudo é muito normal para nós”, afirmou Cervone, para quem a sociedade precisa reagir.

“Violência, burocracia, corrupção, carga tributária, nada disso é normal, temos que reagir. Enquanto estamos esperando que o Brasil seja o país do futuro, nossos concorrentes fizeram do futuro o presente.”

Como medidas imediatas, o presidente do Ciesp diz ser urgente diminuir com a burocracia e fazer a reforma tributária. “Hoje o ambiente de negócio está muito hostil ao desenvolvimento e ao empreendedorismo. É preciso desonerar e desburocratizar, para simplificar o dia a dia das empresas.”

Presidente da Fiesp diz que empresários querem investir, mas falta confiança

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Campinas

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, participou na noite de terça-feira (26/08) de um encontro com empresários da região de Campinas, na sede do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) local.

Ao lado do presidente do Ciesp, Rafael Cervone, ele defendeu a união dos empresários para que suas demandas sejam ouvidas. “As dificuldades que nós, empresários, passamos no dia a dia estão muito mais ligadas ao entorno da produção do que a realidade da produção”, disse Steinbruch. “O tempo que se perde com coisas que não voltadas ao nosso negócio é completamente absurdo.”

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Steinbruch: muitas das sugestões e demandas dos empresários paulistas são convergentes. Por isso, observou, é fundamental a união. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

O presidente da Fiesp fez uma análise do quadro econômico atual. E a perspectiva, segundo ele, é ruim. “O que a gente está vendo e se acostumando não está certo. A gente tem que reagir. Melhoramos nos últimos 20 anos. Mas poderia melhorar muito mais. Vamos nos conformar em voltar para trás?”, questionou.

Na análise de Steinbruch, 2015 será um ano difícil, independentemente do presidente eleito. “Se o governo fizer tudo certo agora, a gente teria uma recuperação de mercado só depois do carnaval. Mas como vamos fazer até o carnaval? A gente não tem prazer nenhum em diminuir a produção, não investir. Pelo contrário. Mas é preciso ter confiança. E ninguém tem confiança hoje. Não faz sentido para ninguém, em sã consciência, investir hoje no Brasil.”

Para o presidente da Fiesp, muitas das sugestões e demandas dos empresários paulistas são convergentes. Por isso é fundamental a união. “Se a gente tiver uma discussão no sentido de pensar o que precisa ser feito para o Brasil melhorar, todos temos sugestões. E provavelmente muitas delas são convergentes. Se cada um se posicionar e convergir para uma bandeira maior, a gente certamente vai ser ouvido”, declarou.

“Precisamos da vontade e da disposição de todos vocês, de se unir à Fiesp no sentido de ter uma bandeira única, de ter convergência dentro dos ideais, e começar a trabalhar.”

Rafael Cervone: crítica à ‘imprevisibilidade’

Em sua participação, o presidente do Ciesp também ressaltou a necessidade de mudanças.

“Ninguém aguenta mais esse ambiente onde, em vez de gastar o nosso tempo empreendendo e melhorando os nossos negócios, a gente tem que lidar com a imprevisibilidade econômica e jurídica, enquanto nossos principais concorrentes [em outros países] não têm que lidar com nada disso”, disse Cervone.

“Este ano o crescimento vai ser pífio e o ano que vem, qualquer seja o candidato [eleito], será um ano de arrocho. Mas o Brasil tem solução. Deixar a indústria livre para crescer sem amarra, sem burocracia, com desoneração, com simplificação dos nossos processos e consciência plena da importância da indústria para a economia nacional.”

Foto: presidentes da Fiesp e do Ciesp têm encontro com empresários

Agência Indusnet Fiesp

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Steinbruch e Cervone: conversa com empresários sobre cenário econômico. Foto:Tâmna Waqued/Fiesp


Os presidentes da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp), Benjamin Steinbruch e Rafael Cervone, respectivamente, tiveram na noite desta terça-feira (26/08), na regional do Ciesp em Campinas, um encontro com empresários do interior paulista. Em pauta, a desindustrialização no Brasil e o cenário econômico com baixo crescimento.

Sesi-SP leva o Programa Atleta do Futuro para Cosmópolis e Nova Odessa

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp, de Americana

A partir desta terça-feira (26/08), as cidades de Cosmópolis e Nova Odessa passam a integrar o Programa Atleta do Futuro (PAF), criado pelo Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) para estimular a prática esportiva e a cidadania.

Os convênios foram formalizados em cerimônia realizada na escola Mendel Steinbruch, em Americana. O evento teve a presença do presidente do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, filho do patrono da escola, e do presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), Rafael Cervone.

Steinbruch mostrou estar emocionado por visitar a escola que leva o nome de seu pai, se considerando apenas “a continuação piorada do que ele foi”. “Casualmente, essa é a primeira visita que faço como presidente da Fiesp, do Sesi-SP e do Senai-SP. Vim antes para inaugurar a escola e tenho muito orgulho de estar aqui novamente”, contou. “Além de ter esse nome, a escola fica na região em que eu me criei. Meu pai era empresário do setor têxtil e a base dele era em Americana, onde eu passei a maior parte da minha infância.”

Steinbruch (de terno, ao centro), Cervone (à esquerda) e autoridades de Nova Odessa: 305 alunos atendidos na cidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Steinbruch (de terno, ao centro), Cervone (à esquerda) e autoridades de Nova Odessa: 305 alunos atendidos na cidade. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


O presidente também afirmou estar feliz pelos convênios do Programa Atleta do Futuro. “Estamos hoje fazendo a assinatura de duas parcerias importantes. Acreditamos que a melhor forma de educar as crianças, além de oferecer a educação tradicional, é o esporte. Para que depois, como cidadãos, eles possam ter noções de responsabilidade e companheirismo, além de despertar o espírito de competição, do querer fazer bem feito, do aprimoramento.”

O impossível

Ele lembrou que pensou em seguir carreira profissional no futebol, quando tinha 16 anos. Acabou desistindo por causa de uma sequência de fraturas no pé, mas continuou sendo fã do esporte.

“Queria ter me tornado esportista, representado o Brasil, ter sido o melhor da categoria. Isso ajudou a criar dentro de mim essa vontade de querer atingir sempre o impossível. Porque o possível é obrigação da gente”, declarou Steinbruch, que ressaltou a importância do Programa para o futuro das crianças e jovens.

Assinaturas

Em Cosmópolis, o convênio vai atender 305 alunos nas modalidades futsal e futebol. A medida foi assinada pelo prefeito, Antônio Fernandes Neto.

Na cidade de Nova Odessa, participam 200 alunos, que vão praticar futsal. O prefeito Benjamin Vieira de Souza esteve no evento para firmar a parceria.

Também participaram da cerimônia atletas de rendimento da equipe de Atletismo de Piracicaba, que realizaram uma clínica da modalidade com os alunos presentes.

Alexandre Pflug, diretor de Esporte e Qualidade de Vida do Sesi-SP, explicou como funciona o PAF. “Hoje, o Programa Atleta do Futuro é dividido em três grandes pilares: o envolvimento da família, as aulas de esporte propriamente ditas e os temas transversais. Isso faz do PAF um programa completo”, afirmou.

Jornal Nacional destaca pesquisa da Fiesp e do Ciesp sobre racionamento de água

Agência Indusnet Fiesp

O principal noticiário da Rede Globo, o Jornal Nacional, apresentou, na edição desta segunda-feira (28/07), uma reportagem sobre as medidas que as indústrias paulistas estão adotando para diminuir o consumo de água, evitando que a produção seja afetada.

A matéria destacou pesquisa realizada pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e pelo Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), na qual 67% das indústrias do estado se dizem preocupadas com a possibilidade de racionamento do recurso hídrico.

Segundo a reportagem, o que é medo para muitos empresários virou realidade em Guarulhos, na grande São Paulo. “Desde março, na cidade, tem água dia sim, dia não depois que a companhia estadual de saneamento, a Sabesp, reduziu o volume de água que entrega diariamente a Guarulhos”, destacou a narrativa do repórter Walace Lara.

Em entrevista, o presidente do Ciesp, Rafael Cervone, disse que, diante da crise de abastecimento, o setor está sendo obrigado “na marra, a fazer mais, com menos”.

Cervone em entrevista ao Jornal Nacional: fazendo mais com menos. Foto: Reprodução TV

Cervone em entrevista ao Jornal Nacional: práticas diferenciadas sendo adotadas pela indústria. Foto: Reprodução TV

“A indústria vem trabalhando no uso racional da água, com práticas mais limpas. Isso gerou uma mudança da escala e da metodologia de produção, de forma que você produza mais com menor consumo de água”, explicou Cervone.

Para ver a reportagem no portal G1, só clicar aqui.

Ciesp vai convidar todos os candidatos a governador para debater crise hídrica

Agência Indusnet Fiesp

O Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp) vai convidar todos os candidatos a governador nas eleições deste ano para debater a escassez de água no Estado. O anúncio foi feito pelo presidente da entidade, Rafael Cervone, em seminário realizado pelo Ciesp na manhã desta quinta-feira (17/07) em Campinas.

“Incrível que a gente esteja discutindo falta de planejamento estratégico para um recurso tão escasso como a água˜, disse Cervone. ˜Não é surpresa, não é uma seca desenfreada. Estamos vivendo o problema há mais de 10 anos˜, acrescentou.

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Cervone: "indústria tem feito a sua parte. Estamos fazendo projetos de produção mais limpa". Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Segundo Cervone, é preciso fazer dessa crise uma oportunidade.

˜Vamos planejar. A indústria tem feito a sua parte. Estamos fazendo projetos de produção mais limpa. O que a gente não pode é dizer que o problema não existe. Porque é esse o problema. Como os dados não são transparentes? A gente quer discutir e não tem dados. Ou os dados são contestados˜, argumentou.

Cervone destacou que a região de Campinas sempre foi indutora de desenvolvimento e de tecnologia. “Estamos comprometendo o nosso futuro. Não podemos aceitar que sejamos vítimas de algo que já se sabia que iria acontecer˜, afirmou, informando que o Ciesp costuma receber consultas de empresas internacionais interessadas em projetos de joint ventares ou investimentos na região e que a maioria delas mostra preocupação com a (in) disponibilidade de água.

˜Vamos chamar todos os candidatos a governador, todos, porque queremos de todos os candidatos um compromisso de que isso não volte a ocorrer.”

Integração entre a indústria e o varejo é debatida em seminário na Fiesp

Isabela Barros, Agência Indusnet Fiesp

Hora de promover a integração entre a indústria e o varejo. Com esse objetivo, está sendo realizado, na manhã desta terça-feira (15/04), na sede da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp), o seminário “A Indústria e seu Mercado Consumidor”. O evento reúne empreendedores e especialistas para debater temas como a reinvenção das lojas e o comportamento do consumidor, entre outros. Isso além do lançamento da atualização do aplicativo “Inteligência de Mercado da Indústria 2014”.

A abertura do evento foi feita pelo primeiro vice-presidente do Ciesp, Rafael Cervone, e pelo vice-presidente da Fiesp e diretor titular do Departamento de Competitividade e Tecnologia (Decomtec) da Fiesp, José Ricardo Roriz Coelho. Estiveram presentes ainda o diretor titular da Central de Serviços (Cser) da federação, Paulo Schoueri, e o diretor do Decomtec Manoel Canosa.

“É preciso estimular a interação entre a indústria e o varejo”, afirmou Cervone. “É uma estratégia importante para a indústria interligar as cadeias produtivas de ponta a ponta: dos fornecedores de fibras às vitrines das lojas, no caso do setor têxtil, por exemplo”.

Cervone: interligação das cadeias produtivas de ponta a ponta é estratégica. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Cervone: interligação das cadeias produtivas de ponta a ponta é estratégica. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


De acordo com Cervone, nos últimos anos, o Brasil vem ganhando espaço como mercado “número um” do varejo internacional. “Essa é uma faca de dois gumes, afinal, esses varejistas podem manter seus próprios fornecedores ou usar fornecedores nacionais”.

Segundo Roriz, é preciso discutir ainda a  “necessidade de viver uma verdadeira cultura de planejamento empresarial”.  “Se não há a disseminação do planejar e depois realizar, aspectos como integrar os canais de venda e conhecer o consumidor-alvo ficam em segundo plano e isso possivelmente impacta negativamente a competitividade empresarial”, afirmou.

Novos caminhos   

A primeira palestra do seminário foi feita pelo sócio-sênior da consultoria GS&MD – Gouvêa de Souza, Luiz Goes. Especializado em varejo, Goes destacou os “novos caminhos” do setor.

Partindo da necessidade de “reinvenção”das lojas, ele explicou que, hoje, uma “loja vencedora” precisa ter como objetivo a “oferta de valor”. “O consumidor tem que saber que, se comprar naquele lugar, vai sair ganhando. O ponto de venda precisa ser relevante na cabeça do cliente”, disse.

Para Goes, além do “valor”, é preciso manter o foco em pontos como a consistência do negócio, ou seja, em “entregar esse valor para o consumidor todos os dias”. “Há os aspectos ligados à emoção, como o estilo de vida e a experiência de consumo, e aqueles relacionados à razão, como preço, sortimento e conveniência”, explicou. “Não adianta só apresentar os produtos, tem que emocionar”.

Goes: “O consumidor tem que saber que, se comprar naquele lugar, vai sair ganhando”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Goes: “O consumidor tem que saber que, se comprar naquele lugar, vai sair ganhando”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

E isso sem perder o foco no mundo digital, claro. “Tudo tem que ter integração com os canais digitais”, afirmou o consultor. “Pensar no varejo sem pensar na internet é decretar falência”.

Pimentão América

Entre os exemplos de inovação no varejo citados por Goes em sua apresentação estão iniciativas como a criação do personagem “Pimentão América” pela rede Hortifruti, de frutas e verduras, presente nos estados de São Paulo, Rio de Janeiro e Espírito Santo. “O que pode ser mais commodity do que isso? É um jeito novo de apresentar o produto”, destacou.

Nessa linha, foram apontadas ainda empresas como a Livraria Cultura e as redes de magazines de roupas que convidam estilistas famosos para assinar coleções, como a Riachuelo. “A Cultura oferece uma experiência inigualável no ponto de venda. Às vezes, o consumidor entra só para passar o tempo e termina saindo com um livro na mão”, disse. “Já a Riachuelo oferece o conceito de moda a preço acessível”.

A indústria que ensina o varejo

Os casos em que a indústria ajuda o varejo não ficaram de fora do debate. “A Apple oferece, além dos produtos, serviços nas lojas. Quem quiser, pode aprender a mexer nos artigos vendidos”, disse. “Veio para ensinar o varejo a vender melhor”.

Presidente da Abit defende competitividade em reunião plenária do Comtextil na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O setor têxtil brasileiro perdeu a competitividade interna e precisa agir o quanto antes para recuperar sua força, analisou na tarde desta terça-feira (18/03) o presidente da Associação Brasileira da Indústria Têxtil e de Confecção (Abit), Rafael Cervone, em reunião plenária do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecção e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), em encontro na sede da entidade.

Para o dirigente, também vice-presidente do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp), é necessária a busca pela sinergia entre todos os estados da federação, para que o setor consiga se reerguer.

Entre as principais metas de Cervone à frente da Abit estão a criação de uma linha do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) que possa atender o setor no âmbito de fusões e aquisições.

Além disso, Cervone julga fundamental a inclusão da área no programa federal “Minha Casa Melhor”.

Da esquerda para a direita: Pimentel, Cervone e Haddad: sinergia em nome do setor. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Da esquerda para a direita: Pimentel, Cervone e Haddad: sinergia em nome do setor. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Negociações internacionais com blocos como Mercosul e União Europeia, o combate a produtos estrangeiros e a redução de energia também fazem parte da agenda de Cervone.

Regime tributário mais competitivo

Para Fernando Pimentel, superintendente da Abit, o setor precisa urgentemente receber do governo federal um regime tributário mais competitivo, que possa reforçar e devolver a competitividade à indústria nacional.

Outro assunto que “aflige os dirigentes da cadeia produtiva”, segundo Cassius Zomignani, diretor do Departamento Sindical (Desin) da Fiesp, á a chamada Norma Regulamentadora 12 (NR 12).

Um dos expositores do encontro, Zomignani explicou que a norma, publicada em dezembro de 2010, gera altos custos para as indústrias e empresas. E não respeita as demandas do setor.

“(A norma) impede a inovação e criação dos maquinários da cadeia”, disse.

Para ele, a saída é uma reformulação ampla da norma, que leve em consideração as reais demandas dos agentes da cadeia produtiva.

Segundo Elias Miguel Haddad, coordenador do Comtextil, o objetivo principal da reunião foi “estreitar o relacionamento com a Abit, que atua em nível federal, procurando convergir as forças do setor”.

Fiesp é da pequena e média empresa, afirma Ometto na abertura do VII Congresso da MPI

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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João Guilherme SabinoOmetto, 2º vice-presidente da Fiesp.

Ao contrário do senso comum, a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pertence mais às micro e pequenas empresas do que a grandes corporações, afirmou o 2º vice-presidente da entidade, João Guilherme Sabino Ometto, ao participar nesta quarta-feira (10/10), em São Paulo, da abertura do VII Congresso da Micro e Pequena Indústria, evento que tem realização conjunta da Fiesp e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

“O maior número de empresários da Fiesp é de pequena e média empresa. Além do departamento que cuida especificamente dessa área, os outros departamentos estão alinhados para defender essa pequena e média indústria”, disse Ometto, que representou o presidente da entidade, Paulo Skaf, que cumpre agenda no exterior.
Ometto disse ainda que é preciso sabedoria em tempos de globalização. “Não podemos só vender a nossa terra, os nossos commodities. Temos que ter a inteligência de ter as nossas empresas”.O 2º vice-presidente da Fiesp assinou um termo de cooperação para estimular o desenvolvimento das pequenas e médias empresas por meio de linhas de crédito pela Agência de Desenvolvimento Paulista (Desenvolve SP).

O presidente da Desenvolve SP, Milton Luiz de Melo Santos, também assinou o documento. “Iniciativas como a da Fiesp em realizar eventos dessa natureza é que permite aproximar entidades do governo com o empresariado brasileiro.”

Gargalo da inovação

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Rafael_Cervone, vice-presidente do Ciesp

Rafael Cervone Netto, vice-presidente do Ciesp , acredita que a principal dificuldade para o pequeno e médio empresário é o difícil acesso a inovação tecnológica em meio a uma complexidade tributária que exige muito mais tempo das empresas.

“Um dos gargalos que aflige o pequeno e médio empresário é o da inovação. As empresas usam muito mais tempo tratando as questões tributárias do que inovando”, afirmou Cervone Netto. Segundo levantamento da Latin Business Chronicle’s, empresas brasileiras gastam 2.600 horas por ano somente com trâmites tributários.

Milton Bogus, diretor-titular do Departamento de Micro, Pequena e Média Empresa (Dempi) da Fiesp, afirmou que o objetivo do VII Congresso é contribuir para que as empresas saiam da “sobrevivência para a excelência.”

“Que este congresso seja mais uma ferramenta para elevar as micro, pequena e médias empresas a um patamar de excelência.”

O deputado estadual Itamar Borges, coordenador da Frente Parlamentar do Empreendedorismo da Assembleia Legislativa do Estado de São Paulo, também participou da cerimônia.

O congresso

O VII Congresso da Micro e Pequena Indústria acontece ao longo desta terça (10/10) no hotel Renaissance, em São Paulo.

O congresso anual – realizado sempre em outubro, mês da micro e pequena indústria – é dirigido a empresários de diversos segmentos, com o objetivo de apresentar estratégias e perspectivas para o setor, além de proporcionar um espaço para networking e troca de experiências entre profissionais.

A programação desta sétima edição é composta por quatro painéis com debates e palestras sobre temas como gestão de pessoas, inovação, crédito, empreendedorismo, marketing e vendas digitais.

Feirão do Imposto alerta população sobre malefícios da alta carga tributária no país

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 70% da população brasileira não sabem que pagam impostos em itens de alimentação, remédios, veículos e bebidas e, muito menos, o seu impacto no custo do salário mínimo. Os dados foram divulgados pelo coordenador Nacional do Feirão do Imposto, Tiago Coelho, durante o lançamento da 10ª edição do Feirão do Imposto, realizado nesta terça-feira (11/09), na sede da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp).

O evento contou com a participação do presidente em exercício do Ciesp, Rafael Cervone; do ex-ministro de Infraestrutura e ex-presidente da Embraer e Petrobrás, Ozires Silva; do coordenador do Movimento Brasil Eficiente (MBE), Carlos Schneider; do presidente da Confederação Nacional dos Jovens Estudantes (Conaje), Marduk Duarte; do diretor do Núcleo Jovens Empreendedores do Ciesp (NJE), Tom Coelho; e do diretor-titular-adjunto do Comitê dos Jovens Empreendedores da Fiesp (CJE), Marcos Zekcer.

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Rafael Cervone: "Temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso". Foto: Everton Amaro

Rafael Cervone ressaltou o empenho da Fiesp e do Ciesp, por meio do presidente Paulo Skaf, na luta por uma carga tributária mais justa. Cervone parabenizou os representantes do Conaje e os membros do NJE e CJE por conscientizar a população sobre o quanto a carga tributária representa no dia a dia da sociedade brasileira.

“Esse evento é fundamental para esclarecer a população e, mais do que isso, reduzir esta carga tributária. Nós temos que trabalhar por uma desoneração forte e não podemos continuar aceitando isso”, afirmou Cervone.

De acordo com o presidente da Conaje, Marduk Duarte, a realização da 10º edição do Feirão do Imposto – marcada para este sábado (15/09) em 200 municípios de 18 Estados brasileiros; no Estado de São Paulo a mobilização acontecerá nesta sexta-feira (14/09), à partir das 9h, em frente ao prédio da Fiesp – só foi possível graças à mobilização das entidades de classes e representantes da indústria de todo o país.

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Marduk Duarte, presidente do Conaje. Foto: Everton Amaro

“Está na hora de abrir este debate para toda a população. Eu tenho certeza de que com o apoio da sociedade, das entidades da indústria e de outros setores, todos unidos, vamos conseguir um resultado mais rápido”, salientou Duarte.

Desoneração do ensino

O ex-ministro Ozires Silva lembrou que o Brasil é um dos únicos no mundo que concede tributos na área educacional. Para ele, esta “medida equivocada” contribui para que o país perca espaço no mercado internacional.

“É um disparate tão grande tributar a educação. O país dá um tiro no pé do cidadão no instante em que ele está sendo preparado para se tornar um grande cidadão, pagador de imposto; ele acaba sendo derrubado pela própria tributação”, avaliou Silva. “Com essa estrutura educacional e incapacidade que estamos transmitindo para cada brasileiro nós não vamos construir o país que sonhamos.”

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Ozires Silva, ex-ministro de Infraestrutura. Foto: Everton Amaro

O ex-ministro acredita que a mobilização dos jovens empreendedores contribuirá para a adoção de políticas de qualidade de vida para as próximas gerações. “Fico triste de ver que o Brasil está sem plano de futuro, sem projeto, sem saber para onde ir. Nós precisamos mudar este país para assegurar às próximas gerações uma qualidade de vida que nós, agora, não estamos podendo desfrutar”, disse.

Para Carlos Schneider, coordenador do MBE, o evento ajudará a conscientizar a população sobre os malefícios da carga tributária, que, por sua vez, cobrará do governo transparência a correta aplicação destes recursos.

“Se a população for esclarecida, ela pode ser parceira neste esforço”, ressaltou. E completou: “O Brasil não tem senso de urgência para entender os problemas e resolver no tempo certo. À medida que a gente consiga melhorar a eficiência da gestão pública, o governo precisará de menos recursos”.