INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS: COTEMINAS – DESENVOLVIMENTO E BEM-ESTAR

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com relatório da Confederação Nacional da Indústria será necessário formar e capacitar, até 2020, cerca de 13 milhões de trabalhadores. Para dar uma ideia, segundo a CNI, as maiores demandas serão na construção e nas áreas de ambiente e produção, vestuário e calçados, alimentos, tecnologia da informação, energia, petroquímica e química, madeira e móveis, mineração, design e desenvolvimento.

Pensando nesta questão a Coteminas, indústria têxtil mineira, decidiu investir no bem-estar de seus colaboradores através da qualificação profissional e pessoal com o Programa Indústria do Conhecimento, que em parceria com o SESI, envolve várias ações. Trata-se de um centro equipado e dedicado para captar, tratar, desenvolver, armazenar e disseminar o conhecimento produzido pelos colaboradores e também o conhecimento necessário para desempenharem cada vez melhor suas atividades. Dentre os programas que compõe o portfólio de atividades da indústria do conhecimento, podemos ressaltar os seguintes: Projeto Tecendo o Saber – voltado para o crescimento do nível de escolaridade dos funcionários e qualificação profissional a partir da integração inovadora das práticas de educação de Jovens e Adultos (EJA) na modalidade EAD (Ensino a Distância), em conjunto com o Telecurso Profissionalizante de Mecânica e Eletroeletrônica. Projeto ganhador do Prêmio Sesi de Qualidade de Vida na modalidade educação e desenvolvimento. Projeto Inclusão Digital – tem como objetivo principal, oferecer aos colaboradores, familiares e dependentes cursos de informática com vistas ao desenvolvimento de competências básicas e específicas nas áreas de conhecimentos gerais, saúde e lazer. Ao longo destes anos este projeto formou mais de 1300 participantes/unidade. Educação de Jovens e Adultos (EJA) também é uma das ações do programa. Funciona na modalidade semipresencial e ao longo dos seus 18 anos de existência já contribuiu para a formação educacional e profissional de mais de 10 mil colaboradores.

Além deste programa a Coteminas investe ainda no bem-estar de seus colaboradores com o Programa Social FORMARE, que oferece Ginástica Laboral; Inclusão Digital; Programa Minha Ideia Criativa; Programa de Gestão de Resíduos Sólidos; Programa de Prevenção à Saúde do Homem; Programa de Voluntariado Coteminas; Programa Diagnóstico da Indústria Saudável; Curso de Gestantes/Cegonha à Vista; Melhoria da Escolaridade (EJA, técnico, graduação e Pós); Semana da Cultura e Comunicação, Semana da Saúde, Semana da Cidadania; Horta/Mudas Participativa; Comissão Antidrogas, Álcool e Tabagismo; Tecendo o Saber; Programa Sol Mulher; Caminhada Ecológica; Coral Inclusivo; Programa Inclusivo de Qualidade de Vida; Pilates; Creche; Centro Educacional Coteminas; Campeonatos Esportivos; Mente Sã; Além de Clínicas Médicas e Odontológicas.

Sobre a Coteminas

A Coteminas, com mais de 13 mil colaboradores, opera 11 plantas localizadas no Brasil que formam uma indústria integrada de fiação, tecelagem, preparação, tinturaria, estamparia, acabamento, e confecção de produtos têxteis para o lar. A Coteminas é dona das marcas Santista, Artex, MMartan e Casa Moysés.

Iniciativas Sustentáveis: Ambev – Treinamentos técnicos para todas as áreas

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Por Karen Pegorari Silveira

Em 1952, nascia em Nova York, nos Estados Unidos, a primeira universidade corporativa do mundo: Crotonville Hill, o centro de treinamento de uma multinacional de tecnologia e serviços. Pelas salas de aula americanas passaram alunos renomados, presidentes da empresa e executivos muito admirados do mundo.

Universidade corporativa é um tipo de instituição de ensino técnico e superior, em nível de graduação e pós-graduação, vinculada a empresas privadas e públicas. Seu objetivo é oferecer cursos customizados para os colaboradores da organização, reduzir custos com treinamentos externos e obter rapidez na formação da mão de obra.

Muitas empresas também utilizam esta estratégia no Brasil, como é o caso da companhia de bebidas Ambev, que oferece a Universidade Ambev (UA) a funcionários de todos os níveis hierárquicos.

Criada há 20 anos, inicialmente como Universidade Brahma, a UA oferece hoje 42 programas, em módulos presenciais e online, com treinamentos técnicos para todas as áreas funcionais da companhia.

O diferencial da UA é seu modelo de formação, que conta com a participação ativa de líderes de diversos setores ministrando treinamentos, identificando lacunas e elaborando propostas educacionais para suprir as necessidades dos colaboradores em todos os níveis organizacionais. A coordenação da universidade é feita por uma equipe corporativa, que conta com um gerente e um especialista, além de uma equipe do Centro de Serviços Compartilhados formada por um coordenador e quatro analistas de gente e gestão.

Atualmente, a UA é dividida em três eixos temáticos – Liderança e Cultura, Funcional e Método – e os treinamentos abrangem as áreas de vendas, fabril, marketing, logística, administrativo e financeiro.

O eixo Liderança e Cultura promove o perfil do líder e tem como premissa utilizar exemplos de liderança e de funcionários que trabalham dentro das diretrizes da Cultura Ambev, com foco nos pilares Sonho, Gente e Cultura. Além de oferecer dicas práticas, ferramentas e conceitos a respeito dos temas, os programas utilizam ferramentas que ajudam o líder e o funcionário a conhecer e entender seu próprio perfil e, a partir daí, buscar a evolução constante.

O eixo Funcional procura desenvolver e aprimorar o conhecimento técnico em todas as funções da companhia, tendo como base melhorias no desempenho operacional, comercial, produtivo e em áreas de suporte. Já o eixo Método está focado em disseminar as práticas e ferramentas de gestão por meio da visão sistêmica do negócio.

Os cursos são presenciais ou realizados por meio de ferramentas como e-learning (UA on-line) e televisão corporativa (TV AmBev), transmitida via satélite, que tem as funções de veículo de comunicação e de transmissão de conhecimento para todas as unidades da empresa. Em 2014 a empresa iniciou um projeto piloto com o Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai) que contempla cursos profissionalizantes de 180 horas, mais de 1450 funcionários se formarão em 21 unidades da cervejaria.

Por ano, a instituição capacita mais de 1450 mil técnicos e só em 2015 o investimento foi de R$ 40 milhões, com treinamento de mais de 5.600 mil pessoas. Em 2016, a meta é atingir até 1600 colaboradores.

A gerente de desenvolvimento de gente e engajamento, Fabíola Higashi Overrath, diz que o investimento em gente é contínuo. “Ele integra todos os programas de treinamento e aprendizagem da companhia e atinge todos os níveis hierárquicos. Todo esse trabalho fez com que fôssemos reconhecidos pela Fundação Instituto de Administração (FIA) como uma empresa ‘fábrica de líderes’”, diz.

Sobre a Ambev

Nascida no ano 2000, com a fusão das centenárias cervejarias Brahma e Antarctica, a Companhia de Bebidas das Américas foi sucedida pela Ambev. Hoje opera em 16 países das Américas e está entre as maiores cervejarias globais. Sua marca de cerveja Skol é a 3ª mais consumida no mundo e seu refrigerante Guaraná Antarctica é líder histórico no mercado brasileiro do segmento de guaraná.

Iniciativas Sustentáveis: Ford – Formação técnica e comportamental

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Por Karen Pegorari Silveira

A cidade de Camaçari (BA) é um dos municípios mais ricos do Nordeste do Brasil. Fundado em 1758, conheceu grandes modificações populacionais na década de 70 com a implantação do polo petroquímico e, em 2000, com a chegada da Ford, que gerou empregos, demandou maior oferta de serviços e, em troca de benefícios e subsídios, qualificou e formou a mão-de-obra local.

Para isso, a empresa lançou um programa de educação para jovens da rede pública municipal de ensino, com foco no ingresso no mercado de trabalho. Ele faz parte das ações de responsabilidade social da empresa e é financiado pela Ford Fund, braço filantrópico da montadora, em parceria com o SESI e o SENAI.

Foram selecionados estudantes da rede estadual de ensino que apresentaram melhor histórico escolar (foco em português e matemática) e boa performance na entrevista pessoal. Todas as escolas de ensino médio de Camaçari foram envolvidas na seleção.

As aulas são de segunda à sexta-feira, 4h por dia, com frequência mínima obrigatória de 75% das aulas. Também é oferecido lanche e transporte e a execução é feita pelo Sesi, instituição parceira da Ford na operação de projetos sociais. 

Na fase 1, há aulas de comportamento no ambiente de trabalho, Comunicação escrita; matemática e lógica; inglês básico; informática; segurança e proteção da saúde no ambiente do trabalho; 5S; 3R; higiene pessoal; gerenciamento do tempo; administração do seu dinheiro; ética; relacionamento interpessoal; formação social e pessoal. Além de palestras de executivos da empresa sobre carreira; visita à fábrica da Ford; atendimento odontológico; e teste de aptidão para a fase 2.

Na fase 2, os cursos técnicos capacitam para os cargos de auxiliar de eletricista; auxiliar de mecânico de automóveis; auxiliar de mecânico de máquinas industriais; e auxiliar administrativo.

Na fase 3 é a seleção para o Programa Jovem Aprendiz da Ford com 30 vagas, o que inclui 9 meses de curso no Senai e mais 8 meses de experiência prática na fábrica.

Este programa teve início em 2013 e, desde então, já foram atendidas 90 escolas, 2855 alunos e 263 professores. No ano passado, 40 escolas participaram e mais de 1200 alunos e 122 professores foram beneficiados.

Para o presidente da Ford na América do Sul, Steven Armstrong, o programa vai além de premiar os alunos com melhor desempenho. “O seu propósito é incentivar todos os estudantes a se desenvolver, com uma perspectiva de futuro focada nas competências para a inserção no mercado de trabalho. Além disso, tem um grande poder de multiplicação, com um modelo que pode ser replicado por outras empresas”, disse.

Sobre a Ford

A Ford do Brasil começou seus primeiros investimentos em 1919, sendo a primeira produtora de automóveis a se instalar no Brasil. Possui atualmente fábricas nas cidades paulistas de São Bernardo do Campo, Taubaté e sede na cidade baiana Camaçari (BA), além de um campo de provas na cidade de Tatuí – SP.


Entrevista: Ricardo Terra, diretor técnico do SENAI-SP, fala sobre educação profissional e empregabilidade no Brasil

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Por Karen Pegorari Silveira

Conversamos com o diretor técnico do SENAI-SP para entender o cenário da qualificação profissional e a responsabilidade da instituição na contribuição para a melhoria da competitividade da indústria brasileira e da formação de mão de obra qualificada, visando à melhoria de qualidade de emprego no país. Assim, conhecemos um pouco mais sobre o trabalho de uma das maiores redes de educação profissional do mundo, o SENAI – Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial, criado em 1942 para atender às necessidades de formação de trabalhadores para a indústria. Atualmente está em 2,7 mil municípios do país e já formou 65 milhões de brasileiros nesses mais de 70 anos.

Pesquisas mostram que cerca de 80% dos técnicos de nível médio formados pela instituição são contratados no ano seguinte após o término das aulas.

O diretor fala ainda sobre a intensa competitividade do capital humano exigido pelo mercado industrial.

Leia mais na íntegra da entrevista:

Como o senhor avalia a qualificação profissional no Brasil?

Ricardo Terra – O Brasil conta hoje com instituições muito sérias e competentes na área de formação profissional, principalmente na formação básica e de nível técnico, a exemplo do SENAI e SENAC, reconhecidas mundialmente.

Desde a sua criação, o SENAI-SP atua de forma articulada com as indústrias, estudando as demandas de mercado e envolvendo os técnicos das empresas na concepção de perfis profissionais de conclusão do curso para atendimento das suas necessidades.

O maior desafio atualmente é a melhoria da Educação Básica e a articulação dela com a educação profissional. Nos últimos anos avançamos na universalização, um aspecto quantitativo e não qualitativo.

A melhoria da qualidade da mão de obra pressupõe a necessidade de uma formação geral sólida que sirva de base para a formação profissional, como ocorre no SESI e no SENAI, que proporcionam aos seus alunos a Educação Básica e a Profissional articuladas.

Como a educação profissional pode ajudar na empregabilidade?

Ricardo Terra – A educação profissional pode ajudar na empregabilidade desde que bem planejada e aplicada com foco na demanda. Em processo contínuo o SENAI-SP acompanha o mercado de trabalho e atualiza a sua oferta.

E como está a empregabilidade desses jovens atualmente?

Ricardo Terra – Nossas pesquisas demonstram que mais de 80% dos egressos em cursos técnicos são inseridos no mercado de trabalho. O levantamento é realizado um ano após a conclusão do curso, por meio de entrevistas com alunos e supervisores das empresas.

No que se refere às formações nos cursos superiores de tecnologia, este índice chega a 93%.

O levantamento revela ainda que, do total de pessoas empregadas, 71,9% atuavam na área de formação escolhida – sendo que 39,2% cumpriam a função aprendida no curso e 32,7% trabalhavam em áreas relacionadas.

Quais conselhos o senhor daria para o jovem que deseja se destacar no mercado de trabalho? Alcançar sempre níveis mais elevados de formação, adquirindo uma visão sistêmica de sua área de atuação, por meio da educação continuada. As pessoas aprendem ao longo da vida.

Na globalização dos mercados e na internacionalização dos processos produtivos terá melhor oportunidade aquele mais bem preparado, mais adaptado, dotado de flexibilidade, resiliência e capacidade de convergência para acompanhar as tendências e saber inovar, contribuindo para a superação de problemas e apresentando-se como “indispensável” num mercado tão competitivo.

Iniciativas Sustentáveis: MPD – Treinamento interno

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo pesquisa do Senai (Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial), profissionais qualificados em cursos técnicos têm grandes chances de conquistar um bom emprego logo após o primeiro ano de formação e ganham salários até 25% mais altos. Além disso, dentre os três setores econômicos do país, o da indústria é o que paga os maiores salários. Mesmo com esse cenário positivo, os índices da educação profissional no Brasil são baixíssimos: a mesma pesquisa mostra que apenas 8% dos estudantes cursam o ensino técnico, enquanto em países desenvolvidos esse indicador passa de 60%.

Esta situação tem estimulado muitas empresas a investirem na qualificação interna de seus colaboradores, como fez a MPD Engenharia. Em 2008, a empresa percebeu a necessidade de investir na alfabetização de seus profissionais e criou o projeto Construindo Letras. Com ele, os colaboradores têm acesso ao curso de alfabetização, que tem 6 meses de duração, e para os alunos do 5º ao 9º ano, a duração de 18 meses. Depois de preparados, os alunos são encaminhados para provas em escolas estaduais e, se aprovados, recebem o certificado de conclusão emitido pelo MEC. Posteriormente, todos podem continuar seus estudos, fazendo cursos de formação e aperfeiçoamento técnico do Senai. O projeto é aberto também para colaboradores dos prestadores de serviço da MPD e, para incentivar a frequência nas aulas, os alunos recebem vale transporte e uma cesta básica.

Paralelo a isso, a construtora firmou uma parceria com as subprefeituras da região oeste de São Paulo, para disponibilizar cursos de formação e qualificação profissional, ministrados pelo Senai e realizados em seus canteiros de obras. Até o momento, mais de 500 colaboradores finalizaram a formação como pedreiros, armadores, carpinteiros e mestres de obras.

Com a implementação dos cursos de alfabetização e os de formação profissional, a empresa percebeu que os colaboradores se tornavam mais preparados e assim, conseguiam manter a qualidade das obras e a satisfação dos clientes. Prova disso, foi o registro de 95% de aprovações dos clientes durante vistoria dos imóveis no momento da entrega.

A colaboradora da MPD, Lucile Silva de Sousa, relata que foi muito gratificante participar de um dos cursos promovidos pela empresa. “Eu não sabia escrever nada e agora já consigo ler. Eu não pensava que fosse capaz de ir tão longe. Me abriu muitas portas”, conta Lucile.

Para o diretor técnico da empresa, Antônio Jambeiro, estes cursos têm um aproveitamento muito grande. “As pessoas ficam realizadas de conseguirem fazer coisas que antes não faziam e são importantes para a evolução social. Após a implementação dos projetos podemos contar com colaboradores mais motivados e qualificados para realizar suas tarefas e assim, a empresa consegue reter seus profissionais”, relata Jambeiro.

Sobre A MPD Há 32 anos no mercado de construção e incorporação de empreendimentos de alto padrão, seu portfólio concentra obras comerciais, industriais, hospitalares, escolares, residenciais e públicas, com princípios de sustentabilidade. Possui mais de 4 mil colaboradores e por dois anos consecutivos, 2013 e 2014, fez parte do “Guia das 150 Melhores Empresas Para Você Trabalhar no Brasil”, publicado pela revista Você S.A.

Iniciativas Sustentáveis: OJI Papéis – qualificação profissional

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Por Karen Pegorari Silveira

Nos países desenvolvidos os empregadores investem ativamente na educação profissional de seus funcionários. De acordo com um estudo do Banco Mundial, nos países membros da Organização para a Cooperação Econômica e Desenvolvimento (OCDE), mais de metade de todas as empresas oferecem aos seus funcionários educação continuada de algum tipo.

Este cenário também tem inspirado empresas pelo Brasil, como a OJI Papéis Especiais, que desde 2012, investiu em diversos programas de formação profissional, como por exemplo o Bolsa de Estudos, e já concedeu 41 bolsas e 36 cursos de idiomas.

Em 2014, quatorze profissionais foram beneficiados com a bolsa de idiomas; mais seis profissionais receberam bolsa de graduação; quatro bolsas de pós-graduação, além de três com bolsa de pós-graduação em Celulose e Papel – que faz parte de outro programa da empresa. Este segundo programa tem o curso 100% pago pela empresa aos profissionais para os quais os conhecimentos são necessários no desenvolvimento de suas atividades. Dois profissionais já estão formados e outros três em fase de conclusão do curso.

Através destes cursos, um dos profissionais utilizou o Trabalho de Conclusão do Curso (TCC) para desenvolver um projeto de melhoria em um dos processos de produção da OJI e ajudou a empresa a reduzir o consumo de vapor em mais de 3% e a economizar cerca de R$600 mil por ano, sendo que o projeto ainda tem potencial para atingir uma diminuição total de até 5%.

Segundo o vice-presidente da empresa, Agostinho Monsserocco, a formação interna é uma alternativa viável e rentável. “Quando encontramos um bom profissional, temos que valorizá-lo. Hoje, a nossa taxa de rotatividade é baixíssima e quase 80% dos profissionais dizem que querem continuar trabalhando aqui pelos próximos cinco anos. Isto reflete também na qualidade dos nossos produtos e no índice de satisfação de nossos clientes, que está acima de 90%”, aponta.

Ainda segundo Monsserocco, a empresa, que possui quase 600 profissionais e produz mais de 70 mil toneladas de papel por ano, conta com um processo produtivo de alta tecnologia, com operações e monitoramentos feitos, em sua maioria, por softwares. Por isso a necessidade de um profissional com capacidade analítica e capacitação técnica.

Sobre a OJI Papéis Especiais

Líder do mercado de papéis térmicos na América Latina, o Grupo OJI Holdings Corporation, fundado em 1873 no Japão, atualmente conta com mais de 26 mil profissionais e atua em quatro continentes com mais de 300 subsidiárias e unidades fabris. Em setembro de 2011 o grupo japonês assumiu o controle da fábrica de papéis especiais de Piracicaba, iniciando suas operações no setor de papel no Brasil. A OJI PAPÉIS ESPECIAIS tem como princípios a proteção ao Meio Ambiente, a promoção da Cultura, a Geração de Trabalho e Renda e o incentivo ao Esporte.

 

Iniciativas Sustentáveis: Alpargatas – Curso técnico para formar mão de obra qualificada

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Por Karen Pegorari Silveira

Segundo dados divulgados no “Projeto Educação Para o Mundo do Trabalho”, da Confederação Nacional da Indústria (CNI), 69% das empresas consultadas enfrentam dificuldades com a falta de trabalhador qualificado e 78% delas lidam com o problema capacitando o profissional dentro da própria empresa.

Essa também é uma iniciativa do Grupo Alpargatas, que através do seu instituto, investe na qualificação educacional e profissional de jovens e crianças no estado da Paraíba, região nordeste do Brasil.

Um dos cursos oferecidos pelo Grupo, na cidade de Santa Rita (PB), foi o de eletricista, ministrado pelos próprios funcionários da empresa em parceria com a Secretaria de Educação e o SENAI da Paraíba. Segundo a assessoria de imprensa, os alunos receberam todo o material necessário e em três meses estavam aptos para atuar no mercado de trabalho. Cerca de 80%, dos mais de 360 formados, já estão empregados e alguns deles na própria fábrica da Alpargatas.

Para o diretor executivo do Instituto Alpargatas, Berivaldo Araújo, é muito importante ver os colaboradores se entregando e participando do programa de voluntariado. “O curso de Eletricidade Básica vem mudando a cara da região, pois muitos jovens que antes ficavam ociosos aprenderam uma atividade e acabaram o curso preparados para o mercado de trabalho. Em Campina Grande começou a primeira turma em 2014, inspirados no exemplo Santa Rita. No que depender do Instituto Alpargatas, vamos incentivar essa prática em todas as cidades em que atuamos”, conta o executivo.

A partir dos resultados do projeto em Santa Rita, os voluntários da fábrica de Campina Grande também apoiaram o curso de eletricista na cidade e em fevereiro desse ano formaram sua primeira turma com 10 alunos. O trabalho com a segunda turma terminou no final de maio, foram 25 alunos formados e a terceira turma começa em agosto.

Líder no setor de calçados na América Latina, a Alpargatas é detentora das Havaianas, Dupé, Topper, Rainha, Sete Léguas e Meggashop, além das licenças de Mizuno e Timberland no Brasil e ações da Osklen. Sua receita líquida, em 2013, ultrapassou R$ 3 bilhões e suas fábricas no Brasil e na Argentina e as 583 lojas em todo o mundo exportam para 106 países.

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