Iniciativas Sustentáveis: Aché – Responsabilidade e Saúde

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Por Karen Pegorari Silveira

De acordo com a Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS), cerca de 45% da população mundial e cerca de 58% da população acima de 10 anos de idade faz parte da força de trabalho. O trabalho desta população sustenta a base econômica e material das sociedades que por outro lado são dependentes da sua capacidade de trabalho. Desta forma, a saúde do trabalhador e a saúde ocupacional são pré-requisitos cruciais para a produtividade e são de suma importância para o desenvolvimento socioeconômico e sustentável.

Sendo assim, organizações que investem em saúde organizacional têm probabilidade de ter retorno financeiro até três vezes maior do que aquelas que não adotam as mesmas práticas, segundo estudos da Mckinsey.

Por isso diversas empresas investem na saúde e bem-estar dos seus colaboradores, como o Aché, ganhador da certificação-ouro, na categoria Grandes Empresas, do Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV), promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV).

Os projetos que levaram a farmacêutica a garantir o prêmio foram: Desafio Boa Forma, Campanha Antitabagismo, Corridas e campeonatos de futebol, além da inclusão de temas relacionados à saúde emocional nos Treinamentos de Gestão e Programas de Sucessão; e de saúde e qualidade de vida como parte da temática das reuniões em ambiente operacional. O projeto Cada Vida Vale Muito, que visa a integração das áreas de segurança, saúde e sustentabilidade nas atividades de conscientização e mudança comportamental também foi abordado.

Segundo Cristiane Arango, enfermeira e analista de benefícios do Aché, a empresa deseja se empenhar ainda mais em 2019, “oferecendo uma gestão de indicadores ainda mais integrada, com projetos direcionados de acordo com as tendências globais e continuando sua contribuição aos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável, criados pela ONU”, diz.

Além do estímulo à saúde dos colaboradores, a empresa contribui com a saúde da população, por meio da Política de Doação de Medicamentos Aché, destinando mais de 12 mil unidades de medicamentos à Instituição Amigos do Bem, que beneficiou mais de nove mil pessoas de 115 povoados de Pernambuco, Ceará e Alagoas. Outras duas mil unidades de medicamentos foram encaminhadas ao Instituto Floravida, parceiro do Aché, que realiza o projeto Mais Saúde, de prevenção e combate a doenças, no município de Parnaíba, no Piauí.

Outras iniciativas de Responsabilidade Social também estão na atuação da empresa, como as ações de voluntariado, em que colaboradores reservam algumas horas para ministrar aulas aos atuais aprendizes do Aché sobre atendimento ao cliente, técnicas de venda e como se tornar um consultor em dermocosméticos, entre outros tópicos.

Investimento Social Privado também faz parte do escopo de atuação responsável da empresa, com aportes para projetos de instituições como o Hospital do Amor, de Barretos (SP); Pelo Direito à Vida, do Complexo Pequeno Príncipe, em Curitiba (PR); e Música nos Hospitais, da Associação Paulista de Medicina. No ano de 2018 foram investidos R$ 12,3 milhões, aumento de 8% em comparação com 2017, quando o volume correspondeu a R$ 11,7 milhões. Ações de filantropia, organizadas pelas equipes de Forças de Geração de Demanda e Vendas, arrecadam alimentos, brinquedos e outros itens para levar às casas de acolhimento de crianças e idosos.

Para a gerente de Comunicação e Responsabilidade Social, Marcia Tedesco Dal Secco, “o Aché se preocupa em promover saúde e bem-estar aos seus colaboradores e à sociedade desde a sua fundação. Temos orgulho em desenvolver projetos de responsabilidade social em diversas frentes como educação, cultura e esporte, levando mais vida às pessoas onde quer que elas estejam”, diz.

Sobre o Aché

Aché é uma empresa 100% brasileira, que emprega 4.700 colaboradores, com 52 anos de atuação no mercado farmacêutico e três complexos industriais: em Guarulhos (SP), São Paulo (SP) e Londrina (PR).


Entrevista: Promoção da Saúde no Ambiente de Trabalho

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Por Karen Pegorari Silveira

Conversamos com Paulo Itapura de Miranda, membro do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, médico do trabalho e diretor de Sustentabilidade da indústria Clariant, para entender a conexão da Sustentabilidade com a Saúde do Trabalhador.

Para ele, ações de promoção de saúde e prevenção de doenças são um papel social que as empresas podem desempenhar.

Leia mais na íntegra da entrevista:

Por que é importante que as empresas promovam a saúde no ambiente de trabalho?

Paulo Itapura – A promoção de saúde nas empresas tem um impacto bastante interessante para os empregados e para as empresas. As ações são peças de atração e retenção de talentos dentro das organizações porque evidenciam um cuidado e atenção por parte das empresas para com seus funcionários. Isso humaniza o ambiente de trabalho fazendo com que as pessoas se sintam cuidados. Para as empresas, estas ações previnem impactos em performance e desengajamento de seus funcionários. A promoção de saúde previne ocorrências que impactam em tempo de disponibilidade para o trabalho ou custos com tratamento. Ações de promoção de saúde e prevenção de doenças são, um papel social que as empresas podem desempenhar o que reverte em um impacto positivo em sua reputação.

Quais ações não podem faltar em um plano de promoção da saúde do trabalhador?

Paulo Itapura – Para a boa implantação de um plano é muito importante que se inicie com um engajamento da liderança sobre a importância deste tópico. A seguir fazer um diagnóstico do perfil de saúde da população com coleta de dados sobre a população de interesse, desde idade, sexo, distribuição geográfica e condições de saúde pré-existentes. A conexão e engajamento dos trabalhadores nas ações do plano é muito importe, assim, o plano deve ser ajustado à cultura da empresa e dos funcionários.

Para empresas de pequeno e micro porte também é possível incluir práticas que melhorem a saúde de seus colaboradores? Quais ações você indica?

Paulo Itapura – Para as pequenas e microempresas a promoção de saúde também é muito importante levando-se em conta o diagnóstico e características da população de interesse, conforme já explorei anteriormente. É importante ressaltar que para as pequenas e microempresas, o impacto de um problema de saúde entre seus funcionários pode ser proporcional muito mais relevante em perda de disponibilidade do funcionário, assim como, custos associados a um possível tratamento de saúde.

Quais os desafios para as empresas e para os colaboradores?

Paulo Itapura – Os benefícios de um programa de promoção de saúde são percebidos no médio e longo prazos, porém existe um investimento de tempo, dedicação e de recursos desde o início. Assim, o maior desafio é manter o programa pôr o programa como algo sustentado ao longo do tempo, tanto para as empresas como para os colaboradores.

Como medir os resultados e o impacto das ações?

Paulo Itapura – Para medir os resultados o ideal é estabelecer os indicadores que façam sentido para a organização de acordo com os achados encontrados na fase de diagnóstico. Por exemplo: número de fumantes; número de sedentários; número de obesos; número de hipertensos.

Quais as tendências mundiais na área de saúde ocupacional? O Brasil está alinhado com estas iniciativas?

Paulo Itapura – Entre as tendências da área de saúde ocupacional é importante destacar ações de abordagem integral da saúde de colaboradores. É uma forma de fazer gestão de saúde com dados oriundos de diversas fontes como exames ocupacionais, dados de utilização de planos de saúde, dados de recursos humanos. Este conjunto de dados proporciona um conjunto valioso de informações que servirá de base para a montagem de programa de promoção de saúde e tem sido cada vez mais utilizado pelas empresas para a gestão deste assunto. O Brasil está alinhado com esta tendência ainda que temos várias oportunidades e desafios pela frente.

Sindicato Responsável: Sinaemo

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Conheça as iniciativas de Responsabilidade Social do Sindicato da Indústria de Artigos e Equipamentos Odontológicos, Médicos e Hospitalares do Estado de São Paulo

Por Karen Pegorari Silveira

O setor engloba hoje, em sua maioria, empresas de pequeno e médio porte, onde para as atividades fim há forte regulação, por isso o Sinaemo desenvolve ações nas áreas de Direitos Humanos – informando sobre o DECRETO Nº 9.571, DE 21 DE NOVEMBRO DE 2018, que estabelece as Diretrizes Nacionais sobre Empresas e Direitos Humanos; Práticas Trabalhistas – oferecendo orientação jurídica gratuita para diversos ramos do direito, entre os quais o Trabalhista e oferecendo curso para que as suas representadas aprimorem o relacionamento com os sindicatos laborais. Comportamento ético – oferecendo um Código de Ética próprio, em versão especial para as empresas associadas. Educação – a entidade premia, semestralmente, alunos da Escola SENAI Mariano Ferraz, formandos da especialidade de Equipamentos Biomédicos.

De acordo com o diretor administrativo da entidade, José Augusto Queiroz, “o Sinaemo entende a pertinência da sua responsabilidade e está atento às oportunidades que a sua participação no ambiente patronal têm proporcionado, no sentido de orientar e fornecer subsídios às suas representadas”, diz.

Sobre o Sinaemo

O SINAEMO atualmente conta com 143 empresas associadas contribuintes, o que garante a sua sustentabilidade. Atua em estreita parceria com a ABIMO, que é a associação co-irmã de alcance nacional e tem relacionamento próximo com outras diversas entidades relevantes no setor, entre as quais a ANVISA-Agência Nacional de Vigilância Sanitária e o COMSAÚDE- Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia, da FIESP.


Iniciativas Sustentáveis: P&G – Água potável para todos

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Por Karen Pegorari Silveira

Escolher uma causa pela qual lutar tem sido a aposta de companhias pelo mundo todo, são os chamados negócios com propósito – o propósito de uma empresa define quem e o quê a empresa é para si mesma, para seus membros, seus consumidores e sua comunidade. Essa tendência está inserida na 4ª Revolução Industrial, segundos estudiosos, e é uma nova oportunidade para o engajamento de colaboradores, segundo afirma um relatório recente da consultoria norte americana PWC. Empresas com propósito estão sempre buscando uma maneira de se conectar com os consumidores para tornar a vida deles melhor, enquanto também procuram inovações para promover impacto social e ambiental em larga escala.

Atenta às novas demandas sociais, a P&G escolheu sua causa – levar água pura para crianças e ajudar a reduzir mortes causadas por diarreia pela ingestão de água contaminada em países em desenvolvimento, onde 800 milhões de pessoas ainda não têm acesso à água potável.

No Brasil, o programa Água Pura para Crianças foi implantado em 2014 e já atende mais de 36 mil pessoas nas comunidades ribeirinhas do Amazonas, Vale do Jequitinhonha e comunidades no extremo sul da Bahia. Atualmente, a empresa realiza uma campanha em comemoração aos 30 anos chamada “1 clique = 1 dia de água pura”, em que convidam consumidores a doarem gratuitamente um dia de água pura para uma família beneficiada pelo programa.

Este é um dos principais programas de responsabilidade social da P&G e permitiu transformar 15 bilhões de litros de água suja em água pura, em âmbito global, para pessoas sem acesso à água potável, desde 2004. A intenção da companhia é acelerar os esforços para oferecer água pura a um número ainda maior de pessoas no mundo – 25 bilhões de litros – equivalentes a mais de 100 bilhões de copos de água em todo o mundo, até 2025.

A P&G tem como um dos seus pilares de gestão a Cidadania, que engloba a Responsabilidade Social Corporativa, Diversidade, Igualdade de Gênero e a Sustentabilidade Ambiental como um dos seus focos. O principal desafio é pensar em ações que envolvam cada um desses pilares e sigam beneficiando cada vez mais as comunidades que estamos inseridos.

Um dos pilares da cidadania na P&G é o Impacto na Comunidade, em que globalmente a escolha estratégica da empresa é focar no desenvolvimento integrado da infância, através de programas de educação, saúde e bem-estar. No Brasil, a empresa conta com dois parceiros que viabilizam as metas de educação por meio do programa P&G pela Educação: United Way Brasil e Instituto Ayrton Senna. O programa integra todas as ações sociais feitas pelas duas instituições em parceria com a P&G.

Diversidade e inclusão também são outras questões do pilar de cidadania. Para eles, a obrigação e o compromisso de fazer a diferença para tornar o mundo um lugar mais tolerante e igualitário também faz parte do negócio. Toda contratação ou promoção conta uma candidata mulher e um candidato homem, que são avaliados igualmente pelo perfil, experiência e conhecimento. Hoje, 42% do time de liderança é composto por mulheres.

A companhia reconhece que ainda há muito a ser feito, mas trabalha para estimular a diversidade e inclusão, não apenas dentro da empresa, como fora. Algumas das iniciativas da companhia, por exemplo, incluem a parceria com a Faculdade Zumbi dos Palmares, para levar maior capacidade para o recrutamento de pessoas negras, parcerias com os coletivos negros das universidades.

A Sustentabilidade Ambiental é outro foco da Cidadania da P&G, que tem o objetivo de promover mudanças positivas nas áreas de clima, água e resíduos. Para isso, estabeleceram uma série de metas de curto prazo que garantirão a sustentabilidade da companhia a longo prazo. Com um plano intitulado “Ambição 2030”, querem tornar isso possível e inspirar um impacto positivo no meio ambiente e na sociedade, criando valor para a companhia e para os consumidores.

No Brasil, todas as fábricas da companhia já são zero resíduo para o aterro sanitário e tiveram avanços significativos no consumo de energia e gestão sustentável do consumo de água. Hoje, a P&G está em compliance com a Política Nacional de Resíduos Sólidos, por meio do programa “Dê a mão para o futuro”, criado pela ABIHPEC (Associação Brasileira da Indústria de Higiene Pessoal, Perfumaria e Cosméticos) em parceria com outras associações. O programa arrecada recursos e investe em cooperativas de catadores selecionadas através de treinamentos e capacitação, compra de equipamentos e veículos e na estrutura necessária para que elas possam operar. Essas cooperativas recolhem as embalagens pós-consumo.

De acordo com a gerente de Comunicação Corporativa, a Responsabilidade Social é fundamental para o negócio da P&G e na construção de sua cultura. “Todos os dias trabalhamos para ser uma força para o bem e uma força para o crescimento. Nossa aspiração é impactar positivamente todos os nossos stakeholders em cada área do nosso trabalho de cidadania. Em todas as nossas marcas, funcionários, operações e parceiros de negócios, fazemos diferenças significativas na vida das pessoas em todo o mundo”, completa.

 Sobre a P&G Brasil

A P&G emprega 3.300 pessoas no Brasil, incluindo seus escritórios administrativos e 4 fábricas e atua com 14 marcas: Always, Ariel, Aussie, ClearBlue, Downy, Gillette, head&shoulders, Herbal Essences, Metamucil, OldSpice, Oral-B, Pampers, Pantene, Vick.


Artigo: Custo da Saúde dos Trabalhadores: Desafio para atingir a sustentabilidade

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Flávia Souza e Silva de Almeida

Os Acidentes e Doenças do Trabalho podem ser nossa primeira referência ao pensar em custo da saúde dos trabalhadores. Mas se ampliarmos nossa visão podemos assentir que todas as doenças têm alguma relação com o trabalho, ora ocasionadas ou agravadas por ele e em outras ocasiões gerando alguma repercussão para o mesmo, como o absenteísmo ou até mesmo o presenteísmo. Consequentemente, todas as doenças oneram os custos relacionados à saúde dos trabalhadores.

Primeiramente as Doenças Relacionadas ao Trabalho vem mudando o seu perfil no Brasil, devido a mudança da economia dos setores primários e secundários para o terciário. Desta maneira, das “tradicionais” Doenças Relacionadas ao Trabalho (intoxicação por metais, silicose, perda auditiva) passamos para o aumento da importância dos transtornos mentais relacionados ao trabalho. No ano de 2018 houve um aumento de 12% de benefícios concedidas pelo INSS por transtornos mentais adquiridos no trabalho em relação a 2017. Muitos fatores contribuíram para este perfil de adoecimento, como longos períodos de deslocamento, jornadas extensas, falta de tempo para cuidar da saúde, além da pressão por resultado.

Além de repensar esta cultura de controle das empresas, estendendo a concepção do gasto com a saúde, as empresas deverão também considerar mudanças nas práticas de qualidade de vida, que poderão prevenir, por exemplo, diabetes, uma Doença Crônica Não Transmissível (DCNT). O foco deverá ser tanto o comportamento do indivíduo, como a organização do trabalho, esta, visando uma melhor comunicação, maior transparência nas ações, além da percepção de estabilidade no trabalho. Ou seja, esta abordagem mais global deverá abordar indicadores que foquem não só em sinistros e afastamentos, mas também em aspectos relacionados a hábitos de vida, lazer e estabilidade financeira.

Os gastos com saúde estão crescendo num ritmo mais acelerado que o restante da economia global, representando 10% do produto interno bruto (PIB) mundial. No Brasil, atualmente, o gasto total em Saúde é de cerca de 8% do PIB; 4,4% do PIB é de gastos privados (55% do total) e 3,8% PIB de gastos públicos (45% do total).

A assistência à saúde no Brasil envolve o Sistema Único de Saúde (SUS) e o Sistema de Saúde Suplementar, como citado anteriormente ambos os casos tiveram aumento do custo, estimado, em média, 10,9% ao ano entre 2016-2018. O aumento do custo com a saúde envolve o envelhecimento da população, custo com internações e impacto do uso de novas tecnologias, não podendo deixar de citar a dedução de gastos de saúde no Imposto de Renda. As novas tecnologias podem abranger desde exames genéticos, aperfeiçoamento das órteses e próteses, e até mesmo os quimioterápicos ministrados por via oral, a imunoterapia, as cirurgias com auxílio de robôs, implante de stents.

Considerando que aproximadamente 67% dos beneficiários de planos de saúde privados no Brasil têm planos coletivos empresarias, resulta na elevação dos gastos com a saúde dos trabalhadores das empresas. Desta maneira é essencial que haja investimento na melhoria da saúde, caso esta gestão sustentável e populacional de saúde não seja incentivada poderá repercutir nas empresas não conseguindo mais ofertar este benefício aos trabalhadores.

Além de implementar alterações nas configurações dos planos, as empresas devem se esforçar para que consigam identificar e encaminhar de forma proativa doenças complexas e onerosas.

A oportunidade de analisar os dados de forma agregada, considerando dados de prontuários eletrônicos, sociodemográficos e laboratoriais, além dos dados das contas médicas pode gerar uma melhor qualidade e eficiência dos cuidados com a saúde.

Estas necessidades estão em concordância com as definições da Organização Mundial de Saúde (OMS) na qual, dentre suas 10 prioridades, inclui, Doenças Crônicas Não Transmissíveis (diabetes, câncer e doenças cardiovasculares), Pandemia de Gripe, Atenção Primaria à Saúde e Relutância em Vacinar. Todas estas ações podem estar integradas com o planejamento da Saúde do Trabalhador promovido pelo Serviço Especializado em Engenharia de Segurança e Medicina do Trabalho (SESMT) gerenciado pelo Médico do Trabalho, exercendo desta maneira o papel de Gestor da Saúde, uma das competências desta Especialidade Médica.

A atenção primária à saúde é o atendimento inicial, cujo principal objetivo é a prevenção de doenças, diagnóstico precoce, tratamento de agravos simples e o direcionamento de casos graves para outros níveis de complexidade. Esta Atenção pode ser incluída nos próprios Serviços Médicos das Empresas, existem diversos Modelos para esta implantação. Um deles, é realizá-lo juntamente com o exame médico periódico, ou mesmo implantar um Serviço específico de Assistência à Saúde.  Por meio de ações integradas e estratégicas, este Modelo é considerado mais eficiente que o de livre escolha adotado majoritariamente pelas operadoras, o qual é mais caro e ineficiente. Segundo as empresas do setor privado, o foco no atendimento primário reduz entre 20% e 30% as despesas.

A solução é investir em programas de Gestão de Saúde, em vez de, somente, custear tratamentos. Nesse campo, a Atenção Primária à Saúde é uma importante aliada para diminuir custos com planos de saúde. Uma vez que são estimulados hábitos saudáveis com consequente redução da incidência de doenças, além de promover tratamento precoce e menos invasivo.

Concluindo, um programa moderno de gestão deve ter foco na Saúde em vez da doença!

* Flávia Souza e Silva de Almeida é presidente da Associação Paulista de Medicina do Trabalho (APMT), professora Faculdade de Ciências Médicas de São Paulo e médica do Trabalho do SESI/Vila Leopoldina.


REFERÊNCIAS

CORDILHA, Ana Carolina; LAVINAS, Lena. Transformações dos sistemas de saúde na era da financeirização. Lições da França e do Brasil. Ciênc. saúde coletiva,  Rio de Janeiro ,  v. 23, n. 7, p. 2147-2158,  Julho  2018 .

SALDIVA, Paulo Hilário Nascimento; VERAS, Mariana. Gastos públicos com saúde: breve histórico, situação atual e perspectivas futuras. Estud. av.,  São Paulo ,  v. 32, n. 92, p. 47-61,  Abr.  2018 .

Secretaria do Tesouro Nacional. Aspectos Fiscais da Saúde no Brasil. Out. 2018.

ANAMT. Competências essenciais requeridas para o exercício da medicina do trabalho: revisão 2018 / [equipe de trabalho] Elizabeth Costa Dias [coordenadora]…[et al.]. – 3. ed. – São Paulo, SP: ANAMT – Associação Nacional de Medicina do Trabalho, 2018.




Iniciativas Sustentáveis: Enerpeixe – Qualidade de vida em foco

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Por Karen Pegorari Silveira

Os países do BRICS, bloco econômico composto pelo Brasil, Rússia, Índia, China e África do Sul, perdem anualmente mais de 20 milhões de vidas produtivas por ano para doenças crônicas não transmissíveis, como as cardiovasculares, respiratórias, câncer, obesidade e diabetes. Essas doenças são decorrentes, entre outros fatores, de um estilo de vida com alta prevalência de inatividade física, alimentação de alto valor calórico, tabagismo, além de fatores de risco intermediários como obesidade, hipertensão arterial e altas concentrações de colesterol e glicemia. No caso de adultos trabalhadores, soma-se a esses fatores de risco a necessidade de adaptação ao modelo de trabalho atual, caracterizado por alta competitividade, demanda psicossocial e pressão por desempenho, segundo relata Alberto Ogata, diretor adjunto do Comitê de Responsabilidade Social da Fiesp, no livro Temas Avançados em Qualidade de Vida.

Com este crítico cenário muitas empresas notaram a necessidade de mudar o quadro incluindo programas de promoção da qualidade de vida para seus colaboradores, melhorando seu bem-estar e consequentemente a produtividade e competitividade do seu negócio.

A Enerpeixe, usina hidrelétrica do grupo EDP, localizada na cidade de Peixe, no Tocantins, é uma dessas empresas que enxergou na prevenção de doenças e na promoção da saúde e bem-estar uma forma de ajudar seus trabalhadores e ainda atingir melhores resultados. Para isso, adotaram o Sistema de Gestão Integrada e Sustentabilidade (SGIS), o qual é certificado nas normas ISO 9.001 (Qualidade), ISO 14.001 (Meio Ambiente) e OHSAS 18.001 (Saúde e Segurança Ocupacional) e cultura organizacional baseada nos seguintes princípios: A vida sempre em primeiro lugar; Respeito Incondicional; Ética e busca do melhor para todos; Responsabilidade pelo todo; Coerência no falar e no fazer; Justiça na igualdade e na diferença; Foco em soluções e no propósito maior; Busca da excelência pelo humano; Espírito de equipe e companheirismo; Conhecimento compartilhado; Inovação Constante; Cliente: a nossa razão de ser.

Baseados neste modelo de gestão, eles desenvolveram diversas iniciativas como, avaliações com uso de balança de bioimpedância; ginástica laboral; gincana de integração na equipe; sala de descanso; dormitório; sala de jogos; dia para visita dos filhos; encontro anual de famílias; apoio à família com descontos em academias, escolas de idioma, farmácias e outros; comemoração de dias sem acidentes de trabalho; palestras motivacionais, de educação financeira, prevenção de doenças, e segurança no trabalho; Código de Ética; Voluntariado; atividades de relacionamento com a comunidade do entorno; campanhas de vacinação, entre outras ações.

Tais programas conferiram à empresa o reconhecimento do Prêmio Nacional de Qualidade de Vida, promovido pela Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), na Categoria Empresa de Pequeno Porte – Certificação Bronze.

O gerente de Operação e Manutenção, Eduardo Bess Ferraz, comenta que a empresa acredita que “a adoção de uma cultura empresarial focada na valorização do ser humano traz melhorias significativas em diversos aspectos, desde o clima organizacional até o desempenho da empresa. Através da promoção da saúde e qualidade de vida de seus colaboradores há uma consolidação dos valores e princípios organizacionais e, por sua vez, maior engajamento e satisfação dos colaboradores com consequente melhoria nos resultados técnicos e financeiros”.

Sobre a Enerpeixe

A Enerpeixe é uma concessionária de serviços públicos de energia elétrica, constituída pelos acionistas EDP Energias do Brasil S.A. – de capital particular com 60% das ações, e Eletrobras Furnas – de capital estatal com 40% das ações. A Enerpeixe possui 49 colaboradores, sendo 39 na UHE Peixe Angical (Peixe–TO) e 10 na Sede Social (São Paulo–SP).

publicado em 03 de abril de 2018

Iniciativas Sustentáveis: Lubrasil – Promoção da saúde biopsicossocial

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Por Karen Pegorari Silveira

O modelo de saúde biopsicossocial é um conceito amplo que estuda a causa ou o progresso de doenças utilizando-se de fatores biológicos (genéticos, bioquímicos, etc), fatores psicológicos (estado de humor, de personalidade, de comportamento, etc) e fatores sociais (culturais, familiares, socioeconômicos, médicos, etc). O modelo biopsicossocial é o contrário do modelo biomédico atual, o qual atribui a doença apenas a fatores biológicos como vírus, genes ou anormalidades somáticas.

Este conceito, se usado dentro das organizações, pode promover a saúde, bem-estar, qualidade de vida e produtividade dos colaboradores e apesar de poucas empresas utilizarem, algumas já notam os benefícios da adoção desse modelo, como a Lubrasil, empresa do setor industrial de rerrefino de óleo lubrificante da cidade de Piracicaba, no interior paulista.

A empresa promove de forma integral a saúde de seus colaboradores por meio de ações que envolvem a saúde biológica, psicológica e comportamental. As atividades desenvolvidas na empresa vão desde as Sipat (Semana Interna de Prevenção de Acidentes no Trabalho), passando por consultas com psicólogos e workshops para sensibilização, inclusão e acolhimento de pessoas com deficiência.

De acordo com a supervisora de Recursos Humanos da Lubrasil, Vivian R. Lanzoni Menichetti, notou-se a necessidade de desenvolver uma cultura inclusiva entre os colaboradores a partir da dificuldade que eles apresentavam em relação a convivência e relacionamento com as pessoas com deficiência. “O principal desafio foi trabalhar a empatia, fazendo com que os mesmos se colocassem no lugar da pessoa com deficiência e se sensibilizassem para o respeito às suas necessidades e potencialidades”, relata.

Para dar vida ao desenvolvimento de uma cultura inclusiva, a Lubrasil teve o apoio do SESI com o Programa de Inclusão de Pessoas com Deficiência na Indústria. O objetivo do projeto é o de desenvolvimento de lideranças e gestores sobre conceitos básicos relacionados à promoção da diversidade e gestão de inclusão como valores estratégicos para o negócio e parte da Responsabilidade Corporativa. Foram realizados workshops de sensibilização e capacitação com lideranças e colaboradores.

Vivian conta ainda que após esta participação foi possível perceber mudanças no comportamento dos colaboradores, no sentido de ampliar a reflexão sobre as barreiras enfrentadas no dia a dia pelas pessoas com deficiência e com isso conseguiram incentivar a adoção de novas atitudes na convivência e relacionamento dos mesmos.

As atividades, segundo a supervisora de RH, proporcionaram melhora no relacionamento, engajamento e aproveitamento das pessoas com deficiência tornando-as parte do todo. Em sua percepção, os colaboradores estão com um novo olhar sobre a Inclusão.

Com relação a saúde psicológica dos colaboradores, a empresa implementou o Projeto Plantão Psicológico, que consiste no atendimento individual através de acolhimento, escuta e intervenção de uma psicóloga. Segundo Vivian, de um modo geral, as demandas observadas eram referentes a conflitos de relacionamento dentro da empresa, problemas com dependência química e problemas familiares.

A atenção à saúde e bem-estar físico dos colaboradores também é trabalhada na empresa através de conscientização. São realizadas palestras com temas de ergonomia, prevenção de câncer, saúde bucal, prevenção de acidentes, proteção auditiva, entre outros temas relevantes. Mais de 100 colaboradores participaram das últimas iniciativas em favor da saúde.

Para o presidente da Lubrasil, Nilton Torres de Bastos, as ações de Responsabilidade Social ajudam as empresas a engajarem seus colaboradores em temas importantes para sua competitividade, como saúde, qualidade de vida e inclusão. “A atividade da Lubrasil envolve riscos de uma refinaria e de transporte de resíduo perigoso e havia uma resistência por parte dos nossos colaboradores em colocar pessoas com deficiência no quadro. Para conscientizar e sensibilizar esses profissionais foi preciso um trabalho especializado como o do SESI, o que garantiu o bom relacionamento profissional e a aceitação desses trabalhadores”, relata Bastos.

Sobre a Lubrasil

A Lubrasil Lubrificantes, tem como principal atividade a coleta e o rerrefino de óleo lubrificante usado e ou contaminado (OLUC), a matriz está localizada em Piracicaba (SP) e possui filiais (pontos de coleta de oluc) distribuídas nas cidades de Santos (SP); Ribeirão Preto (SP); Serra (ES); Feira de Santana (BA); Rio Largo (AL); Araucária (PR); e Betim (MG). Atualmente possui 192 pessoas em seu quadro de colaboradores e possui certificações das normas NBR ISO 9001:2008, ISO 14001-2004 e OHSAS 18001:2007.

publicado em 03 de abril de 2018

Seminário traz experiências corporativas em qualidade de vida e sustentabilidade

Agência Indusnet Fiesp

Em mais um encontro para compartilhar experiências em responsabilidade corporativa, o Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp realizou na última quarta-feira (6) seu II Seminário de Qualidade de Vida e Sustentabilidade.

No encontro, que também promoveu a entrega do 20º Prêmio Nacional de Qualidade de Vida (PNQV), a diretora titular do Cores, Gracia Fragalá, o diretor titular adjunto do Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde e Biotecnologia (ComSaúde) da Fiesp, Eduardo Perillo, e o presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), Edilson Simm, falaram sobre a importância das iniciativas sociais desenvolvidas dentro das empresas brasileiras e seus reflexos no cotidiano de seus colaboradores e das comunidades em que as companhias estão inseridas.

Em um painel totalmente voltado para a discussão dos impactos da hepatite C na saúde das pessoas, com mediação do diretor titular do Cores, Alberto Ogata, o professor de Gastroenterologia e chefe do setor de Doenças Hepáticas da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp), Edison Roberto Parise, detalhou como a doença evoluiu no país e seus principais efeitos. “A grande marca da hepatite é sua piora silenciosa. Ela pode passar de uma cirrose para um câncer de fígado em um período de 25 a 30 anos”, afirmou.

Sobre o cenário da hepatite C no Brasil e as estratégias de enfrentamento da doença utilizadas pelo governo, o representante do Ministério da Saúde, Eduardo Carreiro, contou que o número exato de pessoas infectadas pela doença no país ainda não é conhecido. “Sabemos que a quantidade pode chegar a 2,5 milhões de pessoas e acompanhamos a doença pelo número de pedidos de transplantes solicitados no SUS”, explicou.

De acordo com Carreiro, a ideia é que não se espere até este estágio da doença para tratar do assunto na esfera pública, principalmente porque em mais de 90% dos casos o paciente pode ser curado antes da necessidade de um transplante.

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Seminário de Qualidade de Vida e Sustentabilidade, promovido pelo Cores. Foto: Everton Amaro

Artigo: Como as empresas podem ajudar a atingir as metas globais para desenvolvimento sustentável focalizado na saúde, qualidade de vida e bem-estar

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Os artigos assinados não necessariamente expressam a visão das entidades da indústria (Fiesp/Ciesp/Sesi/Senai). As opiniões expressas no texto são de inteira responsabilidade do autor

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*Por Rosimeire Simprini Padula

O Programa da Organização das Nações Unidas para o Desenvolvimento (PNUD) lançou em 2014 relatório de síntese dos avanços obtidos com os Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM), a partir do qual propôs em 2015 uma agenda mundial com 17 objetivos, para o Desenvolvimento Sustentável (ODS).  A agenda global para o Desenvolvimento Sustentável (DS) inclui 169 metas a serem alcançadas até 2030, e que estimulam ações integradas entre os setores público e privado, exigindo parcerias, e alinhamento das esferas de governo, sociedade civil e empresas.

O plano de ação global para o desenvolvimento sustentável das pessoas e do planeta tem como propósito na ODS 3 “Assegurar uma vida saudável e promover o bem-estar para todas e todos, em todas as idades”. Neste sentido, inclui como metas redução das taxas de mortalidade nas diferentes etapas do ciclo da vida (infância, adolescência, idade adulta, velhice), acabar com as epidemias (AIDS, hepatite, tuberculose), reduzir a carga de doenças (transmissíveis e não transmissíveis), garantir o acesso aos serviços de saúde, a prevenção e o tratamento adequado às doenças. Aumentar o financiamento, intersetoriais.   Por fim, promover a saúde física, mental, a qualidade de vida, e o bem-estar à população.

Embora as metas da ONU sejam corajosas e desafiadoras, é possível observar avanços conquistados pelo Brasil nos últimos anos.

Houve uma importante redução da mortalidade infantil, avançou na saúde Materna, e no combate a AIDS e outras doenças (IBGE).  Muito embora, ganhos significativos têm sido conseguidos, a maior parte das metas atreladas aos Objetivos de Desenvolvimento do Milênio (ODM) não foram atingidas, ou foram de maneira incipiente. O Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) do Brasil, que é um dos mais importantes marcadores de desenvolvimento humano está estagnado desde a 2014 em 0,754 pontos (que inclui – Renda, Educação, e Expectativa de vida). Por isso, o Brasil e, por conseguinte as empresas Brasileiras precisarão se unir para melhorar esses indicadores globais, que já demostram influenciar no ambiente de negócios.

As metas arrojadas do plano de ação para o Desenvolvimento Sustentável para atingir os objetivos de saúde e bem-estar (ODS 3) reforçam a necessidade de uma gestão estratégica das empresas com responsabilidade social.  Ainda que necessária, a legislação é um meio, mas não o gerador de mudanças de comportamento de pessoas e organizações.  Por isso, a consciência das empresas sobre a relevância de seu papel como gerador de mudanças e promotor de saúde, devem ser amplamente estimuladas pelos gestores.  Neste contexto, as empresas, têm um importante papel na promoção da saúde, e na mudança do comportamento das pessoas, e iniciativas voltadas a ambientes de trabalho saudáveis.

A promoção da saúde, é muito mais do que o foco na ausência de doenças. Visa os cuidados integrais a saúde, a formação e capacitação de equipes e da comunidade, de forma a que sejam capazes de transformar sua realidade (Carta de Ottawa,1986).   Não a única, mas uma das principais ações para promover saúde é a educação em saúde, que visa modificar comportamentos de saúde de pessoas e organizações, visando a qualidade de vida, e gerando bem-estar. As mudanças de paradigmas do processo saúde – doença, que já vem sendo amplamente debatido na formação profissionais de saúde, e efetivado pelo Sistema de Saúde (SUS), tanto no âmbito da saúde pública como suplementar. O amplo entendimento pelas pelos gestores empresariais desta da visão ampliada de saúde, contribui para definição da visão estratégica da gestão.

A dificuldade das empresas em atingir estas metas as quais se propõe está evidenciada em pesquisa realizada pela A Associação Paulista de Recursos Humanos e Gestão de Pessoas (AAPSA). Uma pesquisa com 100 empresas sobre saúde corporativa, questionou sobre a importância de promover saúde, e a respeito dos programas existentes. Os resultados permitiram identificar um crescente aumento de gastos com os programas, entretanto, muitos deles voltados para a oferta de planos de saúde, gestão odontológicos, e outros benefícios, muito embora sejam importantes, não promovem de fato saúde, mas auxiliam na gestão de doenças. Além disso, possuem foco individual, não coletivo, participativos e contextualizados.

O que as empresas podem fazer para ajudar a atingir as metas de desenvolvimento sustentável focalizado na saúde, qualidade de vida e bem-estar – Criar negócios sustentáveis, inclusivos, que promovam o desenvolvimento das pessoas, e crie oportunidades.  Estimular a verdade, a ética, e o comprometimento com a saúde, trará além de uma grande satisfação para todos, grande prosperidade aos negócios.

*Rosimeire Simprini Padula – É docente do Programa de Mestrado e Doutorado em Fisioterapia (UNICID) orienta pesquisas nas áreas de Saúde Coletiva, Saúde do Trabalhador, Qualidade de Vida, e Ergonomia. É autora de diversos artigos científicos na área; Atualmente é membro da Diretoria do Comitê de Responsabilidade Social da FIESP (CORES); Membro do Corpo editorial do Brazilian Journal of Physical Therapy. Tem pós-doutorado pela Northeastern University (Boston-EUA), Mestrado e Doutorado em Fisioterapia pela Universidade Federal de São Carlos (UFSCar).


Investimento em qualidade de vida pode garantir mais produtividade, afirma médico

Bernadete de Aquino, agência Indusnet Fiesp

As empresas precisam apostar em programas de qualidade de vida para evitar afastamentos e perda de força produtiva, afirmou nesta quinta-feira (23/4) o médico Alberto Ogata, membro do Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ele palestrou durante o Encontros Fiesp Sustentabilidade – Conectando Pessoas, Compartilhando Valores, realizado pelo Cores na sede da federação nesta manhã.

“Mais de um quarto da população adulta brasileira têm doenças musculoesqueléticas. A maioria não procura ajuda médica e perde, pelo menos, oito horas de trabalho por semana por estar com o problema”, disse Ogata ao citar uma pesquisa do Ibope.

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De acordo com Alberto Ogata, empresas precisam apostar em programas de qualidade de vida para evitar afastamentos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Segundo ele, dores lombares, na coluna cervical ou fibromialgia (dores em todo o corpo por longos períodos), são exemplos de males que podem afastar o trabalhador de suas atividades.

“É preciso fazer alguma coisa para reduzir esse indicador, para ter menos gente afastada ou com problemas por esses distúrbios”.

As empresas de pequeno em médio porte são as que mais sofrem com afastamentos de trabalhadores doentes, segundo Ogata. A sugestão do médico para superar essa dificuldade é a criação de redes entre empresas menores para compartilhar serviços de qualidade de vida, conhecer os recursos oferecidos no entorno da sede e buscar parcerias que permitam pouco ou nenhum investimento.

Alberto Ogata é médico, mestre em medicina e economia da saúde pela USP, além de diretor de saúde e benefícios do Tribunal Regional Federal (TRF). Ele também é coordenador do Laboratório de Inovação Assistencial da Organização Pan-Americana da Saúde (OPAS).


Retrospectiva 2014 – Indústria investiu em ações preventivas para a saúde

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773Atividade física, alimentação saudável, menos estresse no dia a dia e cuidados constantes com a saúde. Com bases nesses pilares, o Departamento de Qualidade de Vida (DQV) do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) desenvolveu uma série de atividades em 2014.

Logo no começo do ano, a DQV lançou um aplicativo para estimular os usuários a buscarem a vida saudável, com calculadora do IMC.

As campanhas de saúde começaram em março, com o foco na saúde auditiva. Em seguida, vieram campanhas de vacinação contra a gripe (abril), saúde da voz (abril), alerta contra a dengue (junho), câncer de mama (outubro), câncer de próstata (novembro) e Aids (dezembro).

A Galeria Digital também trouxe os símbolos das campanhas da epilepsia – totalmente “pintado” de roxo em março e setembro – além do laço rosa contra o câncer de mama em outubro e o laço azul contra o câncer de próstata em novembro.

Incentivando a prática esportiva, a DQV/Sesi-SP promoveu os Circuitos Sesi-SP de Corrida de Rua e Lazer e Aventura e os Jogos do Sesi. Na área de nutrição, a unidade móvel do Sesi-SP levou o curso Alimente-se Bem para muitas cidades do interior, como Miracatu, Sete Barras, Cajamar, Cruzeiro e Rio Claro.

A DQV/Sesi-SP também promoveu e participou de eventos que buscaram incentivar o investimento em saúde do trabalho e qualidade de vida corporativa.

NOTÍCIAS DE DESTAQUE EM 2014


DEZEMBRO

A partir de 1º de dezembro, foi realizada a campanha de combate à Aids. >> Leia mais

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Circuito teve trechos nas areias de Maresia. Foto: Sesi-SP Divulgação

No dia 7 de dezembro, na praia de Maresias, no litoral norte do Estado, o Sesi-SP reuniu um total de mil participantes na sexta e última etapa do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura. Cem equipes competiram de uma corrida de aventura, disputa composta por modalidades de aventura como trekking, mountain bike, escalada, botes e desafios na praia, no rio e no morro de Maresias e Paúba. Já a trilha ecológica atraiu 500 inscritos para uma caminhada recreativa. >> Leia mais


NOVEMBRO

Desde o mês de novembro, o curso Alimente-se Bem, começou a ensinar receitar para a ceia de Natal. >> Leia mais

Sétima unidade móvel odontológica do Sesi-SP começa a funcionar em novembro. >> Leia mais

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Percurso na etapa 2014 foi nos arredores do estádio Arena Corinthians. Foto: Sesi-SP

Na manhã do dia 16/11, o Sesi-SP realizou  a quarta e última etapa do Circuito Sesi-SP Corrida de Rua na temporada 2014. O evento foi realizado no bairro de Itaquera, na zona leste do município de São Paulo, com um total de 5. 803 inscritos. Foram 1.344 inscritos nos cinco quilômetros de caminhada, 2.033 na corrida de 10 quilômetros e 2.426 na corrida de cinco quilômetros. A etapa contou com representantes de 71 empresas. >> Leia mais


OUTUBRO

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Veralucia Machado Nígula, gestora do Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida: “Cerca de 95% dos casos de câncer de mama detectados precocemente tem cura”. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Campanha do Outubro Rosa toma conta das unidades do Sesi-SP de todo Estado. No Sesi-SP Catumbi, a enfermeira do trabalho e gestora do Diagnóstico de Saúde e Estilo de Vida, Veralucia Machado Nígula, falou sobre HPV, importância do Papanicolau, da mamografia e outros exames, a história do Outubro Rosa, além dos fatores de risco e tratamento de câncer de colo do útero e de mama. >> Leia mais

O Grupo de Estudos de Saúde Corporativa promoveu encontro para estimular empresas a investirem em qualidade de vida. >> Leia mais


SETEMBRO

Araçatuba recebe uma das etapas do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura. >> Leia mais

JULHO

Mil pessoas participaram da etapa em Santa Bárbara D’Oeste do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura, em atividades como trekking ou da trilha ecológica. >> Leia mais


JUNHO

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773Sesi-SP entra na luta contra dengue e organiza evento com atividades na Avenida Paulista. >> Leia mais

Uma das etapas do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura é realizada em Paranapiacaba. >> Leia mais

ABRIL

Saúde de voz é o tema da campanha promovida pelo Sesi-SP no mês de abril. >> Leia mais

MARÇO

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Orelha gigante inflável mostra o funcionamento de ossos do ouvido. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Para alertar sobre a importância da saúde auditiva, o Sesi-SP promoveu os dias 27 e 28 de março a Campanha de Saúde Auditiva, com palestras e a instalação de uma orelha gigante na Avenida Paulista. Dentro dela, as pessoas podem conhecer mais sobre o funcionamento da audição. Ao entrar no túnel, os visitantes serão recebidos por um fonoaudiólogo que vai mostrar as partes que formam a orelha, a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, estribo e bigorna) e a condução do som da cóclea até o cérebro, além de tirar dúvidas sobre o assunto. >> Leia mais

FEVEREIRO

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773Sesi-SP lança aplicativo para aparelhos móveis, que incentiva usuários a buscar melhor qualidade de vida.

O aplicativo para Android oferece Calculadora de Índice de Massa Corporal(IMC) e o Pentáculo do Bem Estar, além de Programação, conteúdos informativos sobre segurança, saúde e qualidade de vida e vídeos.

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Em dezembro, Sesi-SP entra na campanha contra a Aids

Agência Indusnet Fiesp

Em adesão ao movimento mundial de luta contra a Aids, que tem como marco mundial a data de 1º de fezembro, o Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) promove, durante todo o mês, ações educativas de prevenção à doença em seus 55 Centros de Atividades no Estado de São Paulo.

Dados recentes do Ministério da Saúde apontam aumento de 33% de adolescentes contaminados pelo vírus, além do aumento na incidência de mortes em decorrência da doença. Com base nestas informações, a campanha busca alertar sobre a importância da prevenção e a necessidade de diagnóstico precoce a aids que é considerada um dos maiores problemas da atualidade pelo seu caráter pandêmico e sua gravidade.

O teste rápido de HIV está disponível, gratuitamente, em todos os Postos de Saúde do Estado de São Paulo, sendo realizado por meio de uma simples gota de sangue da ponta do dedo, em tempo inferior a 30 minutos para leitura do resultado.

Saiba mais sobre as ações do Sesi-SP em dezembro:

– Distribuição de preservativos masculinos aos funcionários do Edifício Sede, por meio da parceria com o Departamento de DST Aids e membros da CIPA do prédio.

– Distribuição de 2 mil preservativos a cada um dos 55 Centros de Atividades do Sesi-SP, para favorecer as ações locais, auxiliando na disseminação de informações por meio da mobilização e incentivo à população na prevenção e diagnóstico precoce da Aids, além estimular a participação da população, indústrias, entidades e professores da rede Sesi-SP de Ensino na abordagem do tema proposto pela campanha.

– Mobilização dos 55 Centros de Atividades do Sesi-SP na adesão a Campanha, por meio de atividades vinculando o tema da campanha, como caminhadas e atividades educativas com os alunos da rede Sesi-SP de ensino.

Acompanhe e participe das ações na sua região. E clique aqui para fazer o download do material informativo da campanha.

Iniciativas Sustentáveis: Cristal Pigmentos – Qualidade de Vida em Primeiro Lugar

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Por Karen Pegorari Silveira

É cada vez mais crescente o interesse das empresas pela saúde e qualidade de vida de seus colaboradores, principalmente devido ao alto custo da assistência médica, as constantes pressões por melhorias na produtividade, o envelhecimento da força de trabalho e a necessidade de reter talentos.

De acordo com o estudo ‘Relações Causais entre Bem-estar e Resultados de Elementos da Vida, do Trabalho e da Saúde’, publicado pelo Instituto Gallup, em 2012, as organizações que rastreiam, gerenciam e promovem o bem-estar de seus funcionários, controlam de forma mais eficiente os custos com a saúde, estimulam o melhor desempenho dos funcionários e conseguem atrair e reter os melhores profissionais. Ao visar ao bem-estar profissional, social, financeiro, físico e comunitário dos colaboradores, os líderes podem transformar suas organizações em locais de trabalho de alto desempenho nos quais os funcionários se desenvolvem.

Argumentos como estes convenceram muitas empresas, inclusive a Cristal Pigmentos, que criou um Programa de Qualidade de Vida (PQV) completo. Segundo a médica líder de Medicina Ocupacional da empresa e criadora do projeto, Márcia Cersosimo de Lucena, a empresa instituiu um círculo virtuoso que faz com que os empregados estejam engajados nas atividades propostas. “Ao perceberem a melhora nos seus indicadores de saúde, a mudança de hábitos alimentares e o estímulo à prática de atividade física, os empregados acabam se conscientizando a participar do programa visando manter suas conquistas”, avalia.

O reflexo do engajamento dos funcionários pode ser percebido no aumento da procura pelas atividades de quiropraxia, pilates, RPG, hidroginástica e o acompanhamento nutricional.  Hoje, 100% dos funcionários participam do programa e a empresa conseguiu reduzir os afastamentos em 33%; além da  redução de custos, que baixou para aproximadamente R$ 500 mil por ano (despesas com planos de saúde e encargos de folha de pagamento).

Segundo o diretor administrativo da empresa, Paulo Dantas, o trabalho da médica Marcia e sua equipe, com o suporte da área de Recursos Humanos, é a ‘mola central’ de sucesso do programa. “Foi com ela que nasceu a semente de tudo que vemos hoje na empresa”, reconhece Dantas.

O sucesso a que o diretor se refere foi a premiação concedida à organização na pesquisa As Melhores Empresas Para Você Trabalhar, realizada pela revista Você S/A, no ano passado, que elegeu a Cristal Pigmentos como a melhor do setor Químico e Petroquímico e uma das 10 melhores empresas de todo o país para se trabalhar.

Para a líder de Recursos Humanos, Cecília Thiers, o reconhecimento é importante para valorizar o trabalho coletivo. “Temos um esforço mundial da empresa para que os valores de cuidado, colaboração, paixão e profissionalismo sejam uma realidade no dia a dia de todas as unidades. Na Cristal Pigmentos, tem muita gente se dedicando diariamente, em diversas áreas para que tenhamos um ambiente produtivo e com bons índices de qualidade de vida”, relata.

O técnico de Manutenção e Mecânica, Fernando Leite, conta que trabalha na empresa há 12 anos e que se encantou pelo Programa Qualidade de Vida por sua facilidade e oportunidade de cuidar da saúde e bem-estar dentro da própria empresa. “Faço parte do Clube de Corrida, uso os serviços de quiropraxia, massoterapia – que deixa a gente novo -, faço acompanhamento nutricional, ginástica laboral, participo das caminhadas e estou sempre presente nas campanhas de vacinação e exames médicos”, diz Leite.

Sobre a Cristal

A Cristal é a segunda maior produtora de pigmento de Dióxido de Titânio (TiO2) do mundo. Conta com sete fábricas de TiO2 distribuídas em cinco continentes, sendo duas plantas nos Estados Unidos, uma na Inglaterra, uma na França, uma na Arábia Saudita, uma na Austrália e uma no Brasil. No Brasil, a Cristal conta com três unidades: a Mina do Guajú, em Mataraca, na Paraíba; a fábrica em Camaçari, na Bahia; e o escritório comercial em São Paulo, que atende à demanda de toda a América Latina.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773 VEJA OUTRAS INICIATIVAS SUSTENTÁVEIS 

Iniciativas Sustentáveis: Boehringer – Inovação no ambiente de trabalho

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Por Karen Pegorari Silveira

A Organização Mundial da Saúde (OMS) dimensiona a saúde, o bem-estar e a segurança no trabalho como aspectos de fundamental importância na produtividade, competitividade e sustentabilidade das organizações. Para eles, a adesão aos princípios dos ambientes de trabalho saudáveis evita afastamentos e incapacidades para o trabalho, minimiza os custos com saúde e os custos associados com a alta rotatividade, e aumenta a produtividade a longo prazo.

Levando em consideração este conceito, a farmacêutica Boehringer Ingelheim, há 128 anos no mercado, se comprometeu a promover o bem estar de seus funcionários colocando em prática uma dinâmica de trabalho diferente: no ambiente físico do escritório que mantêm em São Paulo não há diferenciação hierárquica de layout, o que proporciona às equipes de diversas áreas melhor integração, mais eficiência no cumprimento de tarefas em equipe e proximidade.

Nesse escritório também existe uma área de 50 metros quadrados para a pausa do café. É um lounge com piso feito de PET reciclado que simula madeira, jardins suspensos que filtram o gás carbônico e ajudam a resfriar o ambiente, pufes e poltronas, TVs de LCD que transmitem comunicados internos, rede Wi-Fi e computadores com acesso livre à internet. Há ainda um espaço de massagem, que oferece o serviço por um valor que é debitado em folha de pagamentos e também uma biblioteca com acervo de mais de 1000 títulos patrocinada por uma livraria.

Além disso, cada colaborador administra o próprio tempo conforme suas responsabilidades, com equipes multidisciplinares organizadas por projeto e orientadas para a entrega de resultados. Nesse escritório também não há mesas fixas, e o número de funcionários é maior do que o de estações de trabalho, o que incentiva o home office uma vez por semana. Desde 2009, a empresa incentiva a trabalhar de casa um dia por semana, amparados por tecnologias de comunicação de ponta.

A empresa também apoia a conscientização do uso do carro e do transporte público. Quando seus funcionários optam por utilizar a bicicleta, existe um local onde todos podem guardar a sua, além de um vestiário exclusivo para os ciclistas. Na fábrica, em Itapecerica da Serra (SP), também existe um local exclusivo para bicicletas e vestiários.

Segundo Odilon Medeiros, especialista em Psicologia Organizacional, em artigo escrito no site da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), com o home office, o colaborador fica livre do trânsito caótico e de todos os problemas decorrentes dos deslocamentos, está mais perto da família, foca na produtividade, economiza tempo com as conversas informais com os colegas, apresenta melhoria da qualidade de vida, poder de decisão para escolher melhor horário para desenvolver suas atividades, entre outras vantagens.

De acordo com informações da assessoria de imprensa, a Boehringer Ingelheim tem conhecimento de que o ambiente influencia diretamente na produtividade dos colaboradores. Com o surgimento de novas necessidades, a companhia percebeu que era o momento de reestruturar e ampliar seu escritório, oferecendo espaços flexíveis para propiciar aos colaboradores a integração durante o trabalho. Na área atual de space office, o conceito do trabalho sem divisórias pede um ambiente mais tranquilo para a concentração sem interrupções. Por isso, foram criadas áreas que permitem a interação e desenvolvimento de projetos sem que o grupo fique isolado em uma sala de reunião, permitindo assim, um ambiente de trabalho que favoreça o pensamento e a ação empreendedora, a expansão contínua de conhecimento, treinamento e aprendizado pela prática e pela discussão aberta.

E foi graças a essa filosofia que a companhia ganhou uma posição entre a 10 melhores indústrias do país pelo fator valorização no desenvolvimento profissional e qualidade de vida. A Boehringer foi também apontada oito vezes consecutivas como uma das 100 melhores empresas para trabalhar no Brasil, pelo Great Place to Work Institute. E é a primeira colocada entre as indústrias.

Sobre a Boehringer Ingelheim

O Grupo é uma das 20 principais farmacêuticas do mundo. Com sede em Ingelheim, na Alemanha, a companhia opera globalmente com 142 afiliadas e com um quadro de mais de 47.400 funcionários. Em 2013, a Boehringer Ingelheim obteve vendas líquidas de cerca de 14,1 bilhões de euros e investiu 19,5% do faturamento em pesquisa e desenvolvimento.

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Sesi-SP encerra temporada do Circuito de Corrida de Rua com 5.800 participantes

Agência Indusnet Fiesp

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) realizou na manhã de domingo (16/11) a quarta e última etapa do Circuito Sesi-SP Corrida de Rua na temporada 2014.

O evento foi realizado no bairro de Itaquera, ao lado do estádio Arena Corinthians, na zona leste do município de São Paulo, com um total de 5. 803 inscritos – três acima da meta (5.800).

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Percurso na etapa 2014 foi nos arredores do estádio Arena Corinthians. Foto: Sesi-SP


Foram 1.344 inscritos nos cinco quilômetros de caminhada, 2.033 na corrida de 10 quilômetros e 2.426 na corrida de cinco quilômetros.

Dos participantes, 30% foram pessoas da comunidade e 70% de beneficiários da indústria.

A etapa contou com representantes de 71 empresas.Foram premiadas as três que mais inscreveram funcionários: Volkswagen, com 363 inscrições; Equus, com 201; e Duratex, com 170.

Depois da corrida ou da caminhada, os participantes tiveram a oportunidade de relaxar no Espaço Atleta nas estações de quick massage com massoterapeutas.

Veja os nomes dos vencedores

Corrida – 5 km – Masculino
1 – Cesar Chagas Santos
2 – Ocelio Bento de Souza
3 – Gersildo de Freitas Ribeiro
4 – Fabio de Souza Silva
5 – Cicero Aparecido de Morais Silva

Corrida – 5 km – Feminino
1 – Marta Magna dos Santos
2 – Carmelita Maria da Silva Santos
3 – Amanda Ribeiro Ferreira
4 – Risoleide Pimentel da Silva
5 – Elisangela V.S. Almeida

Corrida – 10 km – Masculino
1 – Vagner da Silva Noronha
2 – Fernando Beserra da Silva
3 – Wilian de Souza Coelho
4 – Eduardo Ruiz
5 – Bartolomeu Romualdo da Silva

Corrida – 10 km – Feminino
1 – Jeane Queiroz Bezerra
2 – Maria Cristina Richter
3 – Joisse Silva
4 – Rita Monteiro de Queiroz Santos
5 – Rosangela Carlos do Nascimento

***

Além dos vencedores apontados, o Sesi-SP também premiou o atleta mais bem colocado em cada categoria por faixa etária e por sexo – tanto nos 10 km como nos 5 km.

Todos participantes poderão verificar seus resultados no site do Sesi-SP: www.sesisp.org.br/qualidade-de-vida/atividade-fisica/circuito-sesi-sp-de-corrida-de-rua

Circuito Sesi-SP Lazer e Aventura reúne mil pessoas em Araras

Agência Indusnet Fiesp

Realizado neste domingo (09/11) na cidade de Araras, a 5ª etapa do Circuito Sesi-SP de Lazer e Aventura reuniu cerca de mil pessoas, que participaram das modalidades trekking (90 equipes de até seis integrantes) e trilha ecológica (460 participantes).

Na disputa do trekking, as equipes percorrem trilhas em meio a natureza, previamente determinadas em planilhas de orientação. As três mais bem colocadas, pela ordem: Regulados Medley, da empresa Medley, seguidos pela equipe Osteomed Avengers, da Osteomed e a Dakarlot, da Usimoldes.

Já a trilha ecológica é uma caminhada recreativa realizada em meio a natureza, com desafios e obstáculos naturais como pedras, terrenos irregulares e os participantes levaram para casa uma muda de árvore característica região.

O evento contou ainda com diversas atrações como parede de escalada, bung trampolim, estação de massoterapia, tirolesa, espaço descanso, espaço para hidratação, oficina de arco e flecha e show com música ao vivo.

Do público presente no evento, 98,5% eram beneficiários da indústria os outros 1,5% eram funcionários do AEHDA (Associação de Educação do Homem de Amanhã), local onde ocorreu o evento. Participaram 32 empresas e foram premiadas as três que mais inscreveram funcionários na etapa Araras: Usimoldes (97 inscrições), SITI (72) e Soedil (63).

A próxima etapa do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura está programada para a praia de Maresias em São Sebastião (SP) no dia 07/12 e vagas já estão esgotadas.


Veja como foi a edição 2014 do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura em Araçatuba

Agência Indusnet Fiesp

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Largada do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura em Araçatuba. Foto: Divulgação


Um total de 1.200 pessoas participaram na manhã de domingo (28/09) do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura em Araçatuba (SP).

A iniciativa do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), voltada para estimular a qualidade de vida entre os industriários, teve duas modalidades: corrida e trilha ecológica.

Funcionários de 18 empresas da região – 17 delas indústrias – participaram do evento.

Na corrida, 380 inscritos foram divididos em 76 equipes de corrida, cada uma com cinco integrantes. No final, equipes da empresa Estaleiro de Araçatuba ficaram no pódio: a “KM Runner”, em primeiro, e a “Superando Assessoria e Treinamento de Corrida”, em terceiro. Na segunda posição ficou a“Julio Color Visão”, da Empresa Color Visão. Todas de Araçatuba.

Outros 820 inscritos foram participaram da trilha ecológica – uma caminhada de aproximadamente cinco quilômetros às margens do Rio Tietê. Ao longo do caminho, os participantes receberam informações sobre a vegetação local e orientações de preservação da natureza. Os interessados tinham ainda a opção de cumprir um circuito com provas desafiadoras no meio do percurso.

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Emoção e muita festa na chegada. Foto: Divulgação


Mais do que um percurso em meio à natureza, a corrida de aventura agregou elementos radicais e desafiadores: carregamento de toras, trecho percorrido com bicicleta, prova de tirolesa, circuito militar e muita lama pelo caminho. O trajeto totalizou 17 quilômetros.

O evento contou com um show musical e espaços temáticos: para descanso, saúde, quick massage, hidratação com mesa de frutas e prevenção da dengue.

Também estavam disponíveis atrações como cabine de fotos, bung trampolim, giro master, parede de escalada, oficina de arco e flecha e uma tenda do agito.

A próxima etapa do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura está programada para Araras (SP), no dia 9 de novembro.

>> Conheça a página com a programação do Circuito Sesi-SP Lazer & Aventura

Ação Fiesp – Membros do CORES participam do Prêmio Global Healthy Workplace Awards

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Por Karen Pegorari Silveira

O Global Healthy Workplace Awards (GHWAwards) é um prêmio de âmbito mundial que reconhece as melhores práticas no ambiente de trabalho. Foi criado para reconhecer as empresas que conseguem elaborar programas que integram as áreas assistencial, ocupacional e de qualidade de vida em torno do modelo de ambiente de trabalho saudável da Organização Mundial da Saúde (OMS) e reúne líderes globais em saúde e qualidade de vida.

Dois membros do Comitê de Responsabilidade Social (CORES) se envolveram efetivamente nessa premiação. Alberto Ogata, que também é presidente da Associação Brasileira de Qualidade de Vida (ABQV), foi o jurado representante da América Latina, e Grácia Fragalá, consultora técnica na área de Segurança e Saúde do Trabalho, representou a Telefônica do Brasil e esteve em Xangai, China, para receber o prêmio em nome da empresa.

A Telefônica (Vivo) foi finalista por desenvolver o seu próprio plano de seguro saúde na modalidade auto-gestão, com uma ampla cobertura em todo o Brasil e pelo Programa BEM PERTO, que integra as ações de segurança no trabalho, saúde ocupacional assistencial e qualidade de vida, no modelo de ambiente de trabalho saudável da OMS.

Ogata e Grácia são especialistas reconhecidos na área de Saúde e Qualidade de Vida do Trabalhador e há quase 8 anos desenvolvem ações, através do CORES, para levar informação e suporte às indústrias paulistas.

“Nós temos feito progressos significativos aqui no Brasil em relação ao aumento da conscientização sobre o investimento na saúde e qualidade de vida dos funcionários, e sentimos que isso tem se transformado em uma questão empresarial real. Nosso principal desafio continua sendo orientar a inovação e eficácia de programas com abordagens abrangentes e estratégicas”, disse Ogata.

O Global Healthy Workplace Awards é o único programa global de premiação dedicada exclusivamente ao reconhecimento de práticas e programas no local de trabalho e procura o local de trabalho mais saudável – onde as práticas e programas oferecem grande impacto na saúde e bem-estar dos empregados e suas comunidades.

A base dos critérios da premiação foi o Quadro da Saúde no Local de Trabalho da Organização Mundial da Saúde (OMS), direcionado aos funcionários no mundo inteiro com a finalidade de encorajar as empresas a utilizar modelos lógicos, permitindo que os programas ganhem escala e atinjam um maior número de empresas e trabalhadores. O modelo da OMS cobre quatro temas principais: ambiente físico de trabalho, ambiente psicológico de trabalho, recursos para a saúde pessoal e envolvimento entre empresa-comunidade. Os prêmios foram entregues em três categorias: grandes empresas, empreendimentos de pequeno e médio porte e empresas multinacionais.

Para mais informações, visite www.globalhealthyworkplace.com

Sesi-SP promove Campanha da Voz nos dias 25 e 26 de abril

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773Em comemoração ao Dia Mundial da Voz e buscando conscientizar a população sobre a importância da voz, orientando sobre a identificação de sintomas, o diagnóstico precoce e o tratamento de alterações vocais, O Sesi-SP promove a Campanha da Voz. Diversos eventos, gratuitos e abertos ao público, serão realizados nos dias 25 e 26 de abril, das 9h às 15h.

A abertura do evento será no dia 25 de abril, sexta-feira, das 9h às 12h, com uma mesa redonda para a discussão da temática “A Voz e o Esporte”.

Confira a programação:

“A Voz na minha vida como atleta”, com José Montanaro, gestor de vôlei do Sesi-SP, medalhista olímpico em Los Angeles (1984)

“Media Training Esportiva”, com a fonoaudióloga Glaucya Madazio, vice-coordenadora e professora do Curso de Especialização em Voz do Centro de Estudos da Voz (CEV), coach pela Results Coach System (RCS do Brasil) e consultora em comunicação humana

“A Voz no Jornalismo Esportivo”, com o jornalista Reinaldo Gottino, apresentador do telejornal SP Record, realizou a cobertura dos Jogos Panamericanos de Guadalajara em 2011

A coordenação do debate será da fonoaudióloga Mara Behlau, diretora do CEV, coach com especialização em executivos pela RCS do Brasil, consultora em Competência Comunicativa e professora do programa de pós-graduação em Distúrbios da Comunicação Humana da Universidade Federal de São Paulo (Unifesp) e nos programas Certificate in Business Admnistration e Certificate in Business Project do Insper – São Paulo.

As inscrições para os seminários estão abertas e os interessados podem confirmar presença enviando pelo e-mail saudevocalstoandre@sesisp.org.br o nome completo, RG, CPF, telefone e instituição.

Após a cerimônia de abertura, a Campanha seguirá com um circuito interativo, com triagem vocal, autoavaliação da voz, games de exercícios vocais, quiz de saúde vocal, dicas de higiene vocal e apresentação de corais, nos dias 25 (sexta-feira) e 26 (sábado).

Todas as ações são gratuitas e acontecem em frente ao prédio da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313, próximo a estação do metrô Trianon-Masp.

Sesi-SP promove campanha de saúde auditiva nos dias 27 e 28 de março

Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1555929773Conscientizar a população sobre os riscos do ruído e a importância dos cuidados com a audição. Este é o objetivo do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) com sua primeira campanha de saúde auditiva.

A iniciativa acontece nos dias 27 e 28 de março com diversas atividades , das 9h às 15h, no edifício-sede do Sesi-SP e da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), na Avenida Paulista, 1313.

Ao longo dos dois dias de campanha, o público em geral pode realizar uma visita monitorada a uma orelha gigante inflável que será montada no recuo em frente ao prédio da Fiesp e do Sesi-SP.

A instalação, um grande túnel interativo que simula uma orelha humana, permite entender o funcionamento da audição.

Ao entrar no túnel, os visitantes – orientados por um fonoaudiólogo – têm a chance de conhecer todas as partes que formam a orelha, sentir a vibração dos menores ossos do corpo (martelo, bigorna e estribo) e visualizar a condução do som da cóclea até o cérebro.

O evento também conta com a medição do efeito da poluição sonora na Avenida Paulista, em São Paulo, em tempo real, por meio de um mapa de ruído.

Debate com especialistas

Na cerimônia de abertura, no dia 27 de março, das 9h às 11h, os participantes podem assistir a uma mesa redonda técnica, mediada pela equipe da gerência executiva de Qualidade de Vida do Sesi-SP.

O debate tem a presença confirmada do professor e mestre Davi Akkerman, presidente da Associação Brasileira para Qualidade Acústica – ProAcústica, sobre o tema “Poluição Sonora Urbana”; da professora doutora Ana Cláudia Fiorini, professora do Departamento de Fonoaudiologia da Unifesp-EPM, trata das “Perdas Auditivas Induzidas por Níveis de Pressão Sonora Elevados”; e da professora doutora Alice Penna, fonoaudióloga do Cerest/SP e professora dos cursos de especialização em audiologia e saúde do trabalho do Cefac Saúde e Educação, sobre “Programas de Conservação Auditiva”.

O evento é aberto ao público em geral: funcionários do prédio, trabalhadores, graduandos e pós-graduandos da área e demais interessados.

As inscrições para a cerimônia de abertura já estão abertas. Interessados podem confirmar presença enviando uma mensagem para o e-mail jfarkas@sesisp.org.br com os seguintes dados: nome completo, RG, telefone e instituição. A participação é gratuita.

De acordo com a Organização Mundial da Saúde (OMS), o ruído é considerado um problema mundial de saúde pública e a segunda causa de poluição que mais afeta o planeta, atrás apenas da poluição do ar.

Com isso, vem crescendo, inclusive em crianças e adolescentes, a incidência da chamada Perda Auditiva Induzida por Níveis de Pressão Sonora Elevados (Painpse).

Conheça a programação

Dia 27/03/2014
1. Fórum de abertura
2. Visita monitorada à Orelha Gigante Inflável
3. Projeção do vídeo sobre Audição, do Projeto Homem Virtual, desenvolvido pela Telemedicina, da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (USP)
4. Medição de ruído e projeção do mapa sonoro local, em tempo real
5. Distribuição, aos participantes da Campanha, de pendrive, no formato da orelha humana, com orientações de Saúde Auditiva

Dia 28/03/2014

1. Visita monitorada à Orelha Gigante Inflável
2. Projeção do vídeo sobre Audição, do Projeto Homem Virtual
3. Medição de ruído e projeção do mapa sonoro local, em tempo real
4. Distribuição, aos participantes da Campanha, de pendrive, no formato da orelha humana, com orientações de Saúde Auditiva.