Fiesp participa da Conferência da ONU sobre Biodiversidade

Lucas Alves, Agência Indusnet Fiesp

O Comitê de Mudança do Clima da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) reuniu-se nesta terça-feira (06/11) para conhecer e avaliar os principais resultados da Conferência de Diversidade Biológica (COP11), realizada pela Organização das Nações Unidas (ONU), em outubro, na Índia.

Coordenado pelo 2º vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto (ao centro), Comitê de Mudança do Clima da entidade avalia resultados da COP11, realizada pela ONU na Índia

 

A equipe técnica que foi para Hyderabad destacou que a maior conquista da cúpula foi o anúncio da destinação de recursos financeiros, especialmente por parte dos países desenvolvidos, para a conservação da biodiversidade.

Há dois anos os países-membros da ONU se encontraram na cidade de Nagoya, no Japão, para discutir como a diversidade biológica deveria ser preservada. Nascia, naquele momento, o Protocolo de Nagoya, que estabelece um regime jurídico internacional para a repartição dos benefícios econômicos advindos do uso dos recursos genéticos, tanto para os provedores como para os que utilizam estes recursos.

O Brasil já assinou o Protocolo, que agora segue para ser ratificado pelo Congresso Nacional. Espera-se que o Protocolo entre em vigor a partir de 2014, com a ratificação de, no mínimo, 50 países.

“O setor produtivo faz uso de muitos recursos e a discussão sobre biodiversidade está diretamente ligada à forma como desenvolvemos nossos produtos. Portanto, acompanhar as negociações internacionais é importante para conhecermos quais são os riscos e oportunidades para o Brasil e para internalizarmos as discussões para as mais de 130 mil indústrias que a Fiesp representa”, afirmou o segundo vice-presidente da Fiesp e coordenador do Comitê, João Guilherme Sabino Ometto.

Outro tema da Conferência foi a implementação das 20 metas para conservar a biodiversidade do planeta, conhecidas como Metas de Aichi. A data limite para os países apresentarem suas estratégias nacionais de internalização é 2014, quando ocorrerá a COP12.

A Fiesp continuará acompanhando todos os desdobramentos nacionais e internacionais do Protocolo de Nagoya e da internalização das Metas de Aichi.

Universidades, Fiesp e empresas assinam protocolo de cooperação para produção limpa

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Empresas e universidades firmaram nesta quarta-feira (08/06) um acordo de cooperação no esforço de desenvolver produção mais limpa na indústria. Representantes de sete instituições e 14 companhias estiveram presentes no Teatro do Sesi São Paulo para formalizar a parceria testemunhada por pelo menos 400 convidados, entre eles empresários, especialistas em meio ambiente e estudantes.

O documento, resultado de uma ação dos departamentos de Meio Ambiente (DMA) e de Micro, Pequena e Média Indústria (Dempi) da entidade,  foi assinado durante a cerimônia de encerramento da XIII Semana Fiesp/Ciesp de Meio Ambiente pelo presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf.

Skaf assina protocolo de cooperação entre Fiesp, empresas e universidades no encerramento da XIII Semana Fiesp/Ciesp de Meio Ambiente

Nelson Pereira dos Reis, diretor-titular do DMA, e Marco Antonio dos Reis, diretor-titular adjunto do Dempi, também assinaram o protocolo de cooperação.

“Esses novos agentes que chegarão ao mercado de trabalho sem estarem viciados, no bom sentido, no antigo modelo de produção podem nos auxiliar com projetos de produção mais limpa”, disse Eduardo San Martin, diretor de Meio Ambiente do Ciesp e diretor-titular adjunto do Departamento de Meio Ambiente da Fiesp, sobre a contribuição dos estudantes para soluções de gestão ambiental na indústria.

As universidades que assinaram o protocolo são: Anhembi Morumbi, Centro Universitário Belas Artes de São Paulo, Faculdade Metropolitanas Unidas, Faculdades Rio Branco, Universidade Mackenzie, Universidade Santo Amaro e Universidade São Judas Tadeu.

“Essas faculdades começam a se apresentar aos seus universitários como uma universidade com postura diferenciada no mercado de trabalho em relação às questões ambientais”, avaliou San Martin.

Presidente da Fiesp, Paulo Skaf, empresários e representantes de universidades posam para foto após assinarem protocolo de cooperação

 

Indústria e academia

A aproximação de indústrias e universidades vem sendo estimulada pela Fiesp, desde 2009, com palestras sobre o tema Produção Mais Limpa em pelo menos 17 faculdades.

“Esse trabalho com relação a meio ambiente começou há três anos. É realmente algo concreto”, afirmou Paulo Skaf, acrescentando que a responsabilidade socioambiental da indústria “deixou de ônus para ser um bônus.”

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