Deconcic da Fiesp comemora prorrogação do IPI para materiais de construção

Agência Indusnet Fiesp

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Da esq. p/ dir.: Paulo Godoy (ABDIB), Paulo Sérgio Moreira da Fonseca (BNDES), José Sérgio Gabrielli (Petrobras) e José Carlos de Oliveira Lima (Deconcic/Fiesp). Foto: Nereu Leme

O diretor-titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic) da Fiesp, José Carlos de Oliveira Lima, comemorou a notícia da prorrogação da redução do Imposto sobre Produtos Industrializados (IPI) para materiais de construção, anunciada pelo governo, nesta quinta-feira (15).

“Notícia nova e boa a gente tem que dar logo: o IPI foi prorrogado até o dia 31 de dezembro e, nesta sexta-feira (16) em que o ministro [da Fazenda, Guido] Mantega estará aqui, é importante parabenizá-lo por essa importante decisão”, declarou Oliveira Lima, no mesmo dia, ao abrir sua palestra no Congresso do Aço, no Transamérica Expo Center, em São Paulo.

Também estavam presentes ao evento o presidente da Petrobrás, José Sérgio Gabrielli, e do presidente da Associação Brasileira da Infraestrutura e Indústrias de Base (ABDIB), Paulo Godoy, o diretor do Departamento da Indústria da Construção.

Além de falar sobre os diagnósticos, tendências e gargalos do setor, o diretor da Fiesp apontou medidas emergenciais que requerem agilidade de um acordo entre governos e iniciativa privada.

“Um ponto que nos preocupa muito é o déficit habitacional, que ainda é muito alto e hoje está em 6 milhões de moradias. Exemplo disso, temos o ocorrido na última semana no Rio de Janeiro devido as chuvas. Isto sinaliza a necessidade de agilidade e eficiência dos governos”, explicou.

“A cadeia da construção é de extrema relevância para o Brasil, pois representamos quase 12% do PIB do País. Por esse motivo, trabalhando de maneira coordenada com os governos, ela tem alcançado importantes resultados por meio dos Construbusiness na Fiesp”, completou.

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José Carlos de Oliveira Lima, diretor-titular do Deconcic da Fiesp. Foto: Nereu Leme

Mão de obra

De acordo com Oliveira Lima, a Fiesp tem unido esforços entre as iniciativas privada e pública para capacitar e qualificar a mão de obra, a curto e médio prazo, em âmbito nacional, para atender à demanda crescente da cadeia da construção.

Atraso

Durante a palestra no Congresso do Aço, o diretor do Deconcic apresentou um exemplo dos entraves burocráticos no momento da obtenção do alvará para obras.

“No caso da cidade de São Paulo, é necessário passar por trinta e cinco etapas até se aprovar um projeto. O tempo médio no Brasil para obtenção do alvará é de 411 dias. Um absurdo”, ressaltou.

Além desse exemplo, Oliveira Lima chamou a atenção para a demora na implementação de um empreendimento rodoviário no Brasil, que tem um tempo médio total de cinco anos e meio – três anos apenas em burocracia e os outros dois anos e meio para a execução das obras.

Congresso

Organizado pelo Instituto Aço Brasil, entidade que representa as empresas produtoras do material no Brasil, a 21ª edição do Congresso Brasileiro do Aço ocorre nos dias 14, 15 e 16 de abril, no Transamérica Expo Center, Av. Dr. Mário Villas Boas Rodrigues, 387, Santo Amaro, em São Paulo.