Redes sociais são desafio para manter segurança de informações

Agência Indusnet Fiesp,

Uma informação aparentemente ingênua em um site de relacionamento pode ser tudo o que uma pessoa mal-intencionada precisa para cometer um crime. Redes sociais como Orkut, Facebook, Linkedin, entre outras, que deveriam servir para melhorar a comunicação entre as pessoas, têm se tornado verdadeiras armadilhas para quem torna públicas informações estratégicas.

A posição foi defendida nesta terça-feira (28) pelo oficial de inteligência da Abin, Robertzon Frizero Barros, um dos palestrantes do seminário “Segurança da Propriedade Imaterial da Indústria”, realizado pelo Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp.

As redes sociais integram o que Barros classificou de engenharia social, um dos quatro tipos de ameaça ao conhecimento sensível. “A Abin reconhece que o Brasil detém conhecimentos que precisam ser preservados, como a biotecnologia”, exemplificou.

A proteção de informações tornou-se essencial para o desenvolvimento econômico. Entretanto, segundo o oficial, há um impasse a ser resolvido: o conhecimento precisa estar disponível para gerar produção. “Na medida em que se aumenta a disponibilidade, diminui a segurança das informações.”

O investigador da Polícia de Imigração e Alfândega da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, Aristides Moura, disse que há muitas razões para se preocupar com a segurança das informações.

Ele salientou que é “fundamental” proteger a indústria nacional para não perder competitividade, resguardar a saúde (evitando a entrada de medicamentos falsos, como já ocorrido) e não contribuir com o financiamento de atividades de organizações criminosas.


Direito
A coordenadora-geral de Articulação Institucional, do Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi), Rita Pinheiro Machado, lembrou que a proteção é uma garantia ao direito.

O Inpi é o órgão governamental responsável por registros de marcas, concessão de patentes, averbação de contratos de transferência de tecnologia e de franquia empresarial, e por registros de programas de computador, desenho industrial e indicações geográficas.

A advogada e ex-presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual, Juliana Viegas, contou que “há 50 anos era impensável que marcas pudessem se tornar mais valiosas que seu patrimônio físico”. E citou como exemplos a esportiva Nike (que não possui fábricas) e o site Google, atualmente as marcas mais valiosas do mundo.

O diretor do Deseg, Cássio Vecchiatti, disse que o Brasil precisa adotar uma cultura de proteção dos conhecimentos estratégicos.

Indústria discute como manter integridade de informações

Agência Indusnet Fiesp,

As Informações de pesquisa e desenvolvimento, estratégias, designs industriais e marcas são verdadeiros patrimônios empresariais e precisam estar bem protegidos. Com intuito de apresentar técnicas, meios investigatórios e recursos legais de salvaguarda, especialistas se encontrarão na Fiesp, nesta quarta-feira (28), às 9h, para discutir a “Segurança da Propriedade Imaterial da Indústria”.

A Agência Brasileira de Inteligência (Abin) apresentará o seu Programa de Proteção ao Conhecimento Sensível (PNPC), que tem como objetivo sensibilizar a indústria brasileira sobre as ameaças ao desenvolvimento e à segurança nacional, representadas pelas ações de espionagem em alvos econômicos, industriais e científico-tecnológicos.

O Instituto Nacional da Propriedade Intelectual (Inpi) também estará representado para dar um panorama sobre a evolução do sistema de patentes no Brasil e os benefícios para competitividade da indústria.

“Vamos discutir técnicas de proteção das informações de pesquisa e desenvolvimento, conhecimento estratégico, designs industriais e marcas. Isso tudo com foco na geração de empregos e competitividade em uma economia crescente”, afirma o diretor-titular do Departamento de Segurança (Deseg) da Fiesp, Ricardo Lerner.

Para falar sobre o assunto, foram convidados os seguintes especialistas:

  • Júlio do Amaral Büschel, oficial de inteligência da Abin;
  • Aristides Moura, investigador da polícia de imigração e alfândega, da embaixada dos Estados Unidos no Brasil, que falará sobre a Investigação de Crimes Relacionados à Propriedade Imaterial – Uma Perspectiva Internacional;
  • Rita de Cássia Machado, coordenadora geral de Articulação Internacional do Inpi;

Juliana Viegas, advogada e ex-presidente da Associação Brasileira de Propriedade Intelectual.


Serviço:
Seminário Segurança da Propriedade Imaterial da Indústria
Dia: 28 de julho, das 9h às 12h30
Local: Avenida Paulista, 1313, São Paulo/SP
Informações: (11) 3549-4495.