Setor do agronegócio paulista finaliza projeto com reivindicações aos presidenciáveis

Agência Indusnet Fiesp, 

Representantes de associações e entidades ligadas ao agronegócio encontraram-se nesta segunda-feira (12), em reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Fiesp, para debater detalhes e concluir documento com propostas relevantes de desenvolvimento e sustentabilidade para o setor.

Denominado “Agronegócio – Desenvolvimento e Sustentabilidade: Plano de Ação 2011/2014/2020”, o material será entregue às assessorias dos três principais candidatos à Presidência da República – José Serra (PSDB), Dilma Rousseff (PT) e Marina Silva (PV) – ainda esta semana, segundo o presidente do Cosag, Roberto Rodrigues.

“Essa discussão pública é o último passo desse documento antes de chegar ao conhecimento dos presidenciáveis. Junto com o plano, cada um dos candidatos receberá seis perguntas que serão respondidas durante o 9º Congresso Brasileiro de Agribusiness, no dia 9 de agosto”, informou Rodrigues.

De acordo com o ex-ministro, a ação será oportuna para avaliar o candidato que melhor representará os interesses ambientais, sociais e econômicos do agronegócio.

Para o economista da Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa), Elísio Contini, o plano foi desenvolvido com macroestratégias, tais como:Sob cinco temas centrais – garantia de renda ao produtor; infraestrutura e logística; comércio exterior; pesquisa, desenvolvimento e inovação; defesa agropecuária e institucionalidade do poder público –, o estudo pretende mostrar ao futuro governante que o setor tem se preparado para um futuro próspero e responsável.

  • Produção para o desenvolvimento sustentável;
  • Aumento da eficiência produtiva;
  • Redução da pobreza rural;
  • Abastecimento do mercado interno;

Crescimento das exportações
O material também define metas para 2020 em algumas produções, como: cana-de-açúcar, que pode crescer até 78%; carnes, 71%; e etanol, com 223% de aumento.

Entre as metas no campo social para o mesmo período, seria esperada a inclusão de 800 mil pequenos produtores ao mercado, capacitação de filhos de agricultores (tanto para aqueles que resolverem seguir a profissão no campo quanto para os que não fizerem esta opção) e negociação com movimentos sociais.

O meio ambiente também é pauta no documento e tem como objetivo para daqui a dez anos: a recuperação de cerca de 15 milhões de hectares, controle do desmatamento, sistemas conservacionistas e de baixo carbono entre outros.


Sem desculpas
Questionado quanto à semelhança das reivindicações com as já apresentadas pelo setor na última eleição, Roberto Rodrigues respondeu que nesse projeto há avanços muito importantes no tema de sustentabilidade e institucionalização.

“Não estamos mais dizendo, de maneira genérica, que queremos melhorar a renda rural, por exemplo. Estamos afirmando que precisamos de uma reforma da lei do crédito rural, especificando cada item para que não haja forma de fugir da discussão”, concluiu.