Em Guarulhos, Paulo Skaf inaugura quadra poliesportiva e celebra aniversário e ampliação do Try Rugby

Felipe Agne, Agência Indusnet Fiesp

Criar novos espaços para a prática esportiva, homenagear um grande atleta e comemorar a ampliação de um projeto esportivo que atende 10 mil jovens e crianças. Assim foi a manhã deste domingo (06/10) no Centro de Atividades do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) “Morvan Dias de Figueiredo”, em Guarulhos, na Grande São Paulo.

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, inaugurou a nova quadra poliesportiva na unidade. O patrono é Carlos Domingos Massoni, o “Mosquito”, ex-jogador de basquete que se destacou com diversas conquistas em jogos de campeonatos mundiais e olimpíadas defendendo o Brasil.

“Hoje estamos inaugurando uma quadra nova, com o nome do ‘Mosquito’, que é um atleta que foi campeão várias vezes, foi medalhista olímpico, e vamos homenageá-lo”, afirmou Skaf.

Atletas, treinadores e profissionais do Sesi-SP Esporte acompanharam o evento em Guarulhos. Foto: Beto Moussalli/Fiesp

“É uma grande honra receber esta homenagem. Eu sou um homem de poucas palavras. Desejo que assim como meu nome ficará marcado neste ginásio, que o meu exemplo de amor ao esporte também permaneça vivo no coração de todos os jogadores e atletas deste país”, declarou “Mosquito”.

Try Rugby será ampliado para 14 mil alunos

“O rugby é mais um esporte olímpico a partir de 2016. Por isso nós decidimos implantar um programa para 10.000 alunos na rede Sesi-SP que deve se encerrar agora, em dezembro de 2013. E para o próximo ano nós vamos ampliar para mais 4 mil alunos, ou seja, teremos 14 mil alunos treinados em rugby. Hoje temos aqui o campeonato das 12 escolas com quase mil alunos que treinaram rugby”, afirmou Paulo Skaf.

O presidente explicou a importância de investir na divulgação de outros esportes no Brasil. O Sesi-SP tem hoje 20 modalidades de esporte de rendimento. Informou que mais sete escolas serão incluídas na ampliação do programa de rugby, que teve neste ano investidos R$ 1,4 milhão. “Isso não aconteceu só por vontade do Sesi-SP ou só por vontade do presidente do Sesi-SP, nem só pela vontade dos nossos alunos. Isso aconteceu pela dedicação e pela competência dos nossos professores”, lembrou o presidente.

“O Sesi-SP é um grande parceiro nosso. Temos de agradecer ao presidente Skaf pelo apoio tanto na área cultural quanto no esporte. É um grande prazer estar aqui pelo British Council. Há mais de 100 anos, o brasileiro Charles Muller trouxe um esporte britânico para para o Brasil, o futebol, mas ele também jogava rugby, que não decolou naquela época. A ideia e que agora decole”, disse Eric klug, diretor sênior de parcerias do British Council de São Paulo.

Igor Rogério, 15 anos, é aluno do Sesi-SP e começou a treinar rugby desde o início do proejto. “Estou achando muito legal. Comecei com os meus amigos, porque a gente não conhecia nada e se interessou pelo esporte. Acho que esta iniciativa está ajudando a divulgar e o rugby ainda vai ser grande no Brasil”, declarou.

Projeto Try Rugby prevê intercâmbio esportivo e cultural entre ingleses e brasileiros

Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf e Samy Arap, presidente da CBRu. Foto: Junior_Ruiz

Vasta experiência em clubes do Reino Unido. Esta é a característica dos 12 técnicos britânicos selecionados pela Premiership Rugby para desenvolver aulas de rúgbi em 12 unidades do Sesi-SP, atendendo a 10 mil crianças no período de dez meses.

Como parte de suas funções, além dos treinamentos, eles desenvolverão atividades de rúgbi com a comunidade. Têm ainda a missão de atuar no desenvolvimento e capacitação dos professores de educação física do Sesi-SP, possibilitando a continuidade do programa após os 10 meses iniciais.

Os objetivos principais do projeto Try Rugby são democratizar o acesso ao esporte e aumentar sua popularização no país, promover intercâmbio cultural, esportivo e educacional entre as crianças e jovens participantes, construindo um legado de desenvolvimento do rúgbi no Brasil.

Intercâmbio cultural

Wayne Morris, chefe da Comunidade da Premiership Rugby. Foto: Julia Moraes

De acordo com o chefe da Comunidade da Premiership Rugby, Wayne Morris, o projeto proporcionará um intercâmbio cultural entre professores britânicos e os estudantes da instituição.

“Nós acreditamos que o esporte é uma ferramenta de mudança social. E não queremos aumentar apenas o número de praticantes de rúgbi, mas desejamos que estes jovens tenham por intermédio do esporte uma vida mais próspera de feliz, mostrando que o esporte pode ser um grande catalisador cultural”, afirmou Morris.

Opinião compartilhada pelo presidente da Confederação Brasileira de Rugby (CBRu), Sami Arap. “A importância deste programa está nos valores educacionais que o rúgbi traz com a camaradagem, o espírito de equipe e a transparência. Então eu acho que será uma experiência fantástica para esses doze técnicos britânicos e para estas crianças, que terão contato com a bola ovalada e, quem sabe, alguns deles cheguem até a seleção brasileira”, avaliou.

O técnico do Centro de Atividades (CAT) do Sesi São Carlos, Joe Walk, não escondeu o seu entusiasmo em participar do projeto. “Estou muito animado de participar deste projeto e quero começar o mais rápido possível”, destacou.

Paulo Skaf: Try Rugby SP é contribuição da indústria paulista ao Brasil para Rio-2016

Edgar Marcel e Flávia Dias, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Sesi-SP, fala por que a indústria paulista abraçou o projeto Try Rugby

 

No evento de lançamento do Projeto Try Rugby, cooperação do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) em parceria com o British Council e a Premiership Rugby (liga do esporte na Inglaterra), o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf, explicou por que a indústria paulista abraçou o programa.

“O rúgbi no Brasil ainda está engatinhando e o Sesi-SP dará esta contribuição, até porque nos Jogos Olímpicos de 2016 [Rio de Janeiro] esta modalidade esportiva estará de volta. E os atletas brasileiro competirão com atletas de todo o mundo. Então, o Sesi-SP e a indústria paulista pretendem ajudar o Brasil com o maior número possível de atletas para defender as cores brasileiras nas Olímpiadas de 2016”, afirmou o presidente das instituições.

Skaf incentivou os técnicos britânicos a conhecer a rede de ensino do Sesi-SP e do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial de São Paulo (Senai-SP). “Acho fundamental que vocês passem pelas unidades do Sesi e do Senai do nosso Estado para que saibam o que essas entidades fazem pelas pessoas”, afirmou Skaf, destacando as 12 modalidades de esporte de rendimento mantidas pelo Sesi-SP.