Cresce o número de aprendizes contratados pelas empresas no Brasil

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Em palestra no Fórum Sou Capaz, iniciativa da Federação e do Centro das Indústrias de São Paulo (Fiesp e Ciesp) realizada nesta segunda-feira (31/03), na sede das entidades, em São Paulo,  a coordenadora do Projeto de Fiscalização – Inserção de Aprendizes da Superintendência Regional do Trabalho, Alice Grant Marzano apresentou a evolução da contratação de aprendizes por empresas desde 2010, quando o órgão iniciou um trabalho de fiscalização por meio de projetos. E destacou a importância da iniciativa.

“Desde 2010 trabalhamos com projetos porque entendeu-se que, no âmbito do Ministério do Trabalho, não iríamos mais caminhar tão somente em função da demanda. Então decidimos otimizar nossa força de trabalho, criar projetos com metas, seguir, acompanhar e conseguir resultados”, contou Alice.

Segundo a auditora, em abril de 2010, início da adoção de projetos, foram inseridos 4.979 aprendizes no quadro de funcionários das empresas. Em 2011, 11.459 aprendizes foram inseridos, seguidos por 23.483 em 2012 e 29.647 em 2013. Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal.

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas inseriram 2.483 aprendizes em seus quadros de pessoal. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Alice: Até fevereiro deste ano, empresas contrataram 2.483 aprendizes. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Alice ponderou, no entanto, que “esses números eu retirei dos resultados de fiscalização, não são os números gerais que a empresa demonstra na RAIS e no Caged. Eles englobam todas as inserções que a empresa fez, não apenas aquelas obtidas por meio da ação fiscal”.

Ela acrescentou que o Ministério do Trabalho “deu um grande passo” ao criar o Cadastro Nacional de Aprendizagem, um banco de dados com informações de todas as instituições de formação profissional. O objetivo do cadastro é também analisar os cursos propostos para validá-los, ou não, explicou a auditora.

“A portaria 723, a mais recente sobre o cadastro, institui um itinerário formativo mínimo para qualquer aprendizado. Por exemplo, na parte teórica básica ela traz comunicação expressão, raciocínio logico matemático, noções de direito do trabalho, noções de cidadania. Então qualquer itinerário formativo dessas entidades formadoras tem de passar por isso”, alertou.

Sobre o Sou Capaz 

O  Sou Capaz tem como finalidade oferecer a equivalência de oportunidade a todos os cidadãos por meio da capacitação técnica de pessoas com deficiência e aprendizes.

Por meio de fóruns e cursos em modelo itinerante, que percorrem diferentes regiões do estado de São Paulo, bem como da ação contínua do Depar, o programa aborda assuntos legais, jurídicos e institucionais com a finalidade de obter resultados positivos nos níveis de empregabilidade, possibilitando também que instituições de formação profissional otimizem sua oferta de pessoas com deficiência e aprendizes para a indústria.

Acompanhe a programação completa da iniciativa, que prevê ações em Jundiaí, Sorocaba e Marília, entre outras cidades, no site do programa: http://hotsite.fiesp.com.br/soucapaz/#home.

O Sou Capaz é organizado pela Fiesp e pelo Ciesp, com patrocínio da Bayer e da Eaton.