Conheça os filmes que integram a mostra ‘Cinema e trabalho’ do Sesi-SP

Agência Indusnet Fiesp 

A mostra “Cinema e Trabalho”, do Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP), exibe 12 produções, entre longas e curtas. A iniciativa vai de 10 de junho a 18 de agosto, em 47 municípios.

Conheça mais sobre os nove longas:

 ‘Metrópolis’ (‘Metropolis’) – Alemanha, 1927  

Metrópolis, no ano 2026, é uma cidade dividida em duas: o Jardim dos Prazeres, na superfície, onde vivem poderosos e pensadores, e a Cidade dos Operários, bem abaixo desse paraíso, habitada por trabalhadores em regime de escravidão. Freder, filho único de Joh Fredersen, criador e governador dessa metrópole, leva uma vida idílica, desfrutando dos maravilhosos jardins. Um importante cientista cria um robô à imagem do homem, que nunca se cansa ou comete erros, e diz que, a partir de então, não haverá necessidade de trabalhadores humanos, pois haverá um autômato que ninguém conseguirá diferenciar de um ser vivo. Direção: Fritz Lang | Elenco: Alfred Abel, Gustav Fröhlich, Rudolf Klein-Rogge e Brigitte Helm.

‘Tempos Modernos’ (‘Modern Times’) – Estados Unidos, 1936    

O filme é uma sátira à vida em uma sociedade industrial e consumista. Trump (Chaplin) confronta-se com todas as invenções desumanas de uma fábrica. A crítica não é só à mecanização, mas também a outras questões sociais da época: ele é preso a toda hora, confundido com comunistas, grevistas ou por qualquer motivo tolo; seu romance com uma jovem órfã é impedido pelas autoridades; para todo esforço parece haver um empecilho por parte do governo ou da sociedade. O filme foi um grande sucesso, mas, na época de seu lançamento, foi proibido na Itália e na Alemanha. Direção: Charlie Chaplin | Elenco: Charlie Chaplin, Paulette Goddard, Henry Bergman e Chester Conklin.

‘São Paulo Sociedade Anônima’ – Brasil, 1965  

A instalação de indústrias automobilísticas estrangeiras no Brasil durante a euforia desenvolvimentista, no final dos anos 1950, trouxe grandes mudanças na sociedade e na organização do trabalho. Carlos (Walmor Chagas), um jovem da classe média paulistana, começa a trabalhar numa grande empresa e depois aceita um cargo numa fábrica de autopeças, na qual é promovido a gerente. Carlos torna-se um típico chefe de família da sociedade industrial: trabalha muito, ganha bem, consome bens da indústria, mas, sem um projeto de vida que o satisfaça, vive insatisfeito e quer desistir. Direção: Luiz Sérgio Person | Elenco: Walmor Chagas, Eva Wilma, Darlene Glória, Otelo Zeloni e Ana Esmeralda.

‘A Classe Operária Vai ao Paraíso’ (‘La Classe Operaia Va in Paradiso’) – Itália, 1971

Lulu Massa, o operário-padrão de uma fábrica, trabalha duro para conseguir bônus e, assim, desperta a antipatia dos colegas. Após sofrer um acidente de trabalho, ele, que era consumido pelo capital e deixava-se consumir pelo trabalho, passa a questionar o sistema de produção da indústria e envolve-se com grupos políticos e revolucionários. Subir na carreira, garantir o básico e almejar pequenas tentações da sociedade de consumo ou arriscar-se na luta por um mundo com menor desigualdade social? Esse impasse ideológico de muitos trabalhadores é o mote do premiado A Classe Operária Vai ao Paraíso, uma das obras mais importantes do cinema político italiano, vencedor da categoria Melhor Filme no Festival de Cannes de 1972. Direção: Elio Petri | Elenco: Gian Maria Volontè, Mariangela Melato, Salvo Randone, Gino Pernice, Luigi Diberti, Flavio Bucci, Mietta Albertini, Donato Castellaneta, Renata Zamengo e Giuseppe Fortis.

‘Eles não Usam Black-Tie’ – Brasil, 1981    

Além de seu valor artístico e estético, o filme registra — através da história fictícia de Otávio, líder sindical, e seu filho Tião, jovem operário — o cotidiano da classe trabalhadora e a greve dos metalúrgicos de São Paulo em 1979, no período final da ditadura militar no Brasil (1964-1985). A velha contradição entre o Capital e o Trabalho — mostrando vidas em que o trabalho é pesado e o dinheiro é escasso — dá base para a história, que gira em torno da relação conflituosa entre os dois personagens. Direção: Leon Hirszman | Elenco: Paulo José, Fernanda Montenegro, Nelson Xavier e Milton Gonçalves.

‘Boleiros — Era uma Vez o Futebol’ – Brasil, 1998

Em um bar de São Paulo, como acontece em quase todas as tardes, está reunido um grupo de ex-jogadores de futebol que se encontram para relembrar antigas glórias e histórias curiosas do tempo em que ainda eram profissionais desse esporte.
Direção: Ugo Giorgetti | Elenco: Lima Duarte, Otávio Augusto, Rogério Cardoso, João Acaiabe, Marisa Orth, Cássio Gabus Mendes, Denise Fraga, Flávio Miggliaccio, Adriano Stuart e André Abujamra.

 

 

‘Domésticas — O Filme’ – Brasil, 2001  

No meio da nossa sociedade existe um Brasil notado por poucos. Um país formado por pessoas que, apesar de morarem dentro de sua casa e fazerem parte de seu dia a dia, é como se não estivessem lá. Cinco das integrantes dessa nação são mostradas em Domésticas — O Filme: Cida, Roxane, Quitéria, Raimunda e Créo. Uma quer se casar, a outra é casada mas sonha com um marido melhor. Uma almeja ser artista de novela, a outra acredita que tem por missão na Terra servir a Deus e a sua patroa. Todas têm sonhos distintos, mas vivem a mesma realidade: trabalhar como empregada doméstica. Direção: Fernando Meirelles e Nando Olival | Elenco: Cláudia Missura, Graziella Moretto, Lena Roque, Olivia Araújo, Renata Melo, Robson Nunes e Tiago Moraes.

‘Sábado’ – Brasil, 1994

Sábado na cidade de São Paulo. Uma equipe de publicidade ocupa o saguão do antigo Edifício das Américas, no centro da cidade, para a gravação de um comercial. Mas um elevador quebrado obriga o grupo e os moradores a dividirem o mesmo espaço. Desse convívio forçado surgem pequenos incidentes que tornam esse dia diferente de qualquer outro. Direção: Ugo Giorgetti | Elenco: Giulia Gam, Otávio Augusto, Mariana Lima, Jô Soares, Maria Padilha, Tom Zé, André Abujamra, Renato Consorte, Cláudio Mamberti, Wandi Doratiotto e Décio Pignatari.

 

‘O Fim do sem Fim’ – Brasil, 2000  

No documentário de Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi, o foco é o iminente desaparecimento de certos ofícios e profissões no Brasil. Rodado em 16mm, Super-8 e DV em dez estados – Minas Gerais, Espírito Santo, Rio de Janeiro, São Paulo, Bahia, Alagoas, Sergipe, Pernambuco, Paraíba e Ceará –, o filme retrata a inventividade e resistência do brasileiro diante das mudanças tecnológicas e culturais. Partindo do debate entre a finalidade e o fim das coisas, as evoluções são discutidas pelos próprios indivíduos retratados. Direção: Beto Magalhães, Cao Guimarães e Lucas Bambozzi.