‘Queremos aplicativos que tragam benefícios para a sociedade’, diz diretor-titular do CJE

Ariett Gouveia, Agência Indusnet Fiesp

Neste sábado e domingo, 26 e 27 de abril, a Federação das Indústria do Estado de São Paulo (Fiesp) realizada a segunda edição da maratona dos hackers, evento conhecido no mundo todo pela expressão hackaton. Neste ano, o objetivo é envolver programadores, designers e empreendedores na criação de aplicativos nas áreas de saúde, educação e segurança pública.

“O nome hacker costuma ser algo muito mal visto, mas, hoje em dia, existem hackers que estão se destacando, os programadores que estão fazendo aplicativos que realmente mudam o mundo”, afirma o diretor-titular do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Fiesp, Sylvio Gomide, responsável pela realização do Hackaton.

“O Waze (aplicativo de trânsito, com participação dos usuários, para criar rotas alternativas), por exemplo, foi criado por três pesquisadores de Israel e mudou a vida das pessoas no mundo todo, além de ter ajudado a pensar o trânsito de um modo diferente”, conta Gomide. “Nossa ideia com o Hackaton é apresentar algo assim que traga benefício para toda sociedade a brasileira.”

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

Gomide: ações que ajudem a melhorar áreas como saúde, educação e segurança pública. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp


Para Gomide, São Paulo é uma cidade criativa, mas falta infraestrutura para chegar ao mesmo patamar das grandes capitais do mundo. “Temos problema em vários setores, o que, infelizmente, vai contra o empreendedor. São Paulo está à frente das outras cidade brasileiras, mas infelizmente está muito atrás do mundo inteiro”, diz. “Temos muita criatividade, muita ideia boa e tenho certeza que estaríamos muito melhor se pudéssemos contar com serviços públicos, tecnologia, telefonia, energia, infraestrutura básica.”

Educação, saúde e segurança

Neste ano, a programação começa no sábado, dia 26 de abril, às 10h, com quatro palestras: cenário da educação brasileira, saúde, segurança pública e desenvolvimento social. Cada grupo vai poder analisar essas três imersões, escolher o tema e criar o seu desafio.

“Os aplicativos têm que ser gratuitos, interativos, fáceis de baixar. Os que tiverem viabilidade vão ser disponibilizados pela Fiesp”, afirma Gomide.

Outra diferença é que haverá mentores – tanto pessoas que entendem dos temas propostos quanto profissionais de programação – passando pelos grupos e orientando se o grupo está no caminho certo e dando um norte para esse projeto. Os programadores vão receber conteúdo durante o dia. E vão virar a noite na Fiesp para cumprir a missão. O evento começa às 10h de sábado e a entrega do prêmio será às 10h de domingo.

“Esse é o modelo de reunião de trabalho do Facebook. Os projetos são feitos no mesmo dia, com começo, meio e fim, sem intervalos. Por isso, durante o Hackaton, teremos toda a estrutura de alimentação, descanso e higiene, além de intervenções culturais, unindo arte com negócio. Não existe criatividade com fome, com frio e tédio. Então teremos tudo para que esses talentos consigam focar na criação”, explica o diretor do CJE.