São João da Boa Vista recebe cursos do programa Alimente-se Bem

Agência Indusnet Fiesp 

De 04 a 25 de junho, o Serviço Social da Indústria (Sesi-SP) promove, em São João da Boa Vista, cursos educativos do programa Alimente-se Bem, em parceria com a prefeitura da cidade, com 30 vagas disponíveis.

No curso Alimente-se Bem serão ensinadas receitas do livro Frutas e Hortaliças, com preparações como sopa de cará com talos de brócolis, arrumadinho de berinjela, beijinho de batata, pastel assado de brócolis e cenoura nhoque de abacate, entre outras.

Ao final do curso o aluno concluinte poderá adquirir o livro com as receitas dos programas, desenvolvidas pela equipe de nutricionistas do Sesi-SP, e terá direito a um certificado.

Os alunos também receberão orientações alimentares para controle e prevenção de hipertensão arterial, diabetes, colesterol e obesidade. Na programação está prevista uma turma com aulas nos dias 4, 11, 18 e 25 de junho, com 2h30 cada.

Os cursos do Alimente-se Bem são teóricos e práticos com o objetivo de ensinar preceitos de uma alimentação saudável, econômica e sem desperdício, com aumento do consumo de vegetais e utilização integral dos alimentos.

Todas as aulas são ministradas por nutricionistas do Sesi-SP, que desenvolvem preparações balanceadas, nutritivas, econômicas e com ingredientes de fácil acesso. Os calendários são elaborados visando atender um número máximo de alunos e respeitando o horário de trabalho da equipe técnica.

Clique aqui para mais informações sobre o programa Alimente-se Bem.


Conselho de Meio Ambiente da Fiesp discute o papel da universidade na preservação ambiental

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Realizada na manhã desta terça-feira (22/01), a primeira reunião do ano do Conselho Superior de Meio Ambiente (Cosema) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) contou com a presença do pró-reitor de pós-graduação da Universidade de São Paulo (USP), Vahan Agopyan, que ministrou a palestra O papel da Universidade de São Paulo (USP) diante dos desafios do meio ambiente, em parceria com o superintendente de Gestão Ambiental da USP, Welington Braz Carvalho Delitti.

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Durante reunião do Cosema/Fiesp, pró-reitor de pós-graduação da USP, Vahan Agopyan, ressalta a necessidade de se melhorar o diálogo entre universidade, sociedade e governo. Foto: Everton Amaro

Agopyan alertou para o fato de que o diálogo entre a universidade e sociedade não está fluindo de maneira adequada. “Mesmo com o governo, nós não falamos a mesma linguagem e precisamos transpor essa barreira”, afirmou. Na visão dele, a USP também busca diálogo com a indústria. “A universidade percebeu que só a pesquisa e o ensino acadêmico não eram mais suficientes. É necessário passar a atuar em prol do meio ambiente, efetivamente, para colocar em prática os pontos de vista que nós defendemos”, explicou.

Agopyan disse que USP atua, basicamente, em três frentes: acadêmica e cientifica; aplicação desses conhecimentos em políticas públicas; e aplicação desses conhecimentos internamente na universidade para servir de exemplo à sociedade. “Não podemos esquecer o ser humano dentro do meio ambiente”, sublinhou o pró-reitor.

Iniciativas bem-sucedidas

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Welington Delitti, superintendente de Gestão Ambiental da USP: 'A universidade é um modelo que deve ser observado pela sociedade'. Foto: Everton Amaro

O superintendente de Gestão Ambiental explicou mais detalhadamente cada uma dessas frentes e citou algumas iniciativas que surgiram na USP e que serviram de exemplo para toda a sociedade.

“A universidade é um modelo que deve ser observado pela sociedade, porque não basta apenas o que é ensinado nas salas de aula, mas deve colocar em prática as ideias que defende”, afirmou Welington Delitti.

Além dos diversos cursos de graduação que têm uma interface direta com a questão ambiental, como ciências biológicas, oceanografia, geociências, entre outros, o superintendente citou os cursos na pós-graduação, mestrado e doutorado que contemplam a temática do meio ambiente, como ecologia, ciências ambientais, energia e construção sustentável, e os cursos de extensão e de curta duração. “Todos os cursos da USP deveriam ter essa vertente para atuar mais diretamente na sociedade”, salientou Delitti.

Ele destacou alguns programas colocados em prática dentro dos campi da universidade e que tiveram sucesso. Entre eles:

  • Programa de Uso Racional da Água (Pura), que surgiu em 1997 e gerou uma economia de 39% de água;
  • Programa de Uso Eficiente de Energia (Pure), que gerou uma economia de 29%;
  • Centro de Descarte e Reúso de Resíduos de Informática (Cedir), no campus de São Carlos, que permite o sustento de algumas famílias de baixa renda, um exemplo claro de intervenção com a sociedade;
  • USP Recicla, que permite uma reflexão complexa e crítica sobre a geração de resíduos.

Além disso, Delitti destacou que houve redução de até 90% do consumo de copos descartáveis em restaurantes universitários nos campi do interior; a adoção de impressão frente-verso de monografias e possível adoção do formato eletrônica, a fim de reduzir o consumo de papel; e redução de 50 a 70% do desperdício de alimentos ao solicitar que os alunos pesassem a bandeja ao jogar fora os restos de alimentos.

“O foco de atuação da universidade é a educação ambiental junto à comunidade universitária e externa, com encontros educativos, palestras e aulas; projetos de cultura e extensão em parceria com a sociedade; formação de agentes locais de sustentabilidade, ações estratégicas junto a parceiros internos e externos”, enfatizou o superintendente de Gestão Ambiental.

Capivaras

Com o objetivo de alertar a sociedade sobre o perigo da febre maculosa, em outubro de 2012 a USP organizou um workshop sobre a doença. “Essa é uma questão tétrica, mas academicamente muito interessante”, observou Delitti ao explicar que, com o aumento de plantio de cana-de-açúcar em torno dos campi da USP em Ribeirão e Piracicaba, houve uma explosão populacional de capivaras, o que causou infestação de carrapatos, principal transmissor da febre maculosa.

Esse cenário tornou-se caso de estudo para a USP. “De alguma maneira, precisamos educar tanto a população quanto a universidade e o governo”, ressaltou Welington Delitti.

Na opinião do presidente do Cosema, Walter Lazzarini, essa é uma questão de saúde pública. “É necessário ter mais divulgação daquilo que a USP faz com excelência para aproximar a sociedade dessas questões”, afirmou.

Para Delitti, as questões ambientais são mais complicadas do que se imagina, por isso é preciso sempre ter a base de pesquisa. “É no campo da pesquisa que a universidade tem uma participação eloquente no tema a preservação, com milhares de teses, muitas de nível internacional e que podem até se tornar políticas públicas. O papel da universidade é analisar os quadros, formar as políticas e permitir o conhecimento para a sociedade”, concluiu.

Programa de investimentos em logística será apresentado na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

O Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra)) da Fiesp recebe nesta quinta-feira (13/9) o diretor presidente da Empresa de Planejamento e Logística (EPL), Bernardo Figueiredo, na sede da entidade.

Durante a reunião, Figueiredo apresentará o programa de investimentos em logística e o novo arranjo institucional do setor de transportes no Brasil.

Serviço
Data/horário: 13 de setembro de 2012, das 10h às 12h30
Local: sede da Fiesp – Av. Paulista, 1313, 15º andar, capital

Abicab apoia Sesi-SP no Programa Alimente-se Bem para as Festas Juninas

Durante junho e julho, o Sesi-SP promove o programa Alimente-se Bem – Amendoim, o sabor da festa junina, com cursos gratuitos em 42 unidades da instituição. Neste ano, a Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) firmou parceria com o Sesi-SP por meio da Divisão de Nutrição e Responsabilidade Social, coordenada pela Dra. Tereza Watanabe, para a criação de pratos inspirados em sabores tradicionais juninos. Além do paladar, as receitas que serão ensinadas ressaltam as propriedades nutricionais do amendoim, recentemente divulgadas após pesquisas desenvolvidas pela assessora técnica da Abicab, Dra. Vanderli Marchiori.

Os estudos comprovam que a semente é rica em proteínas, cálcio, ferro, vitamina E, além de grande quantidade de antioxidantes que podem proteger as células e ajudar na redução de riscos de doenças cardiovasculares e alguns tipos de cânceres. Porém, antes da compra, é fundamental verificar se o produto possui o Selo Amendoim de Qualidade Certificada, implantado pela Abicab.

Como resultado, foi criado um cardápio com oito pratos com preparações doces e salgadas que agradam diferentes tipos de paladar. Para os fãs de salgados, serão ensinadas Torta Caipira, Barquete de Legumes com Amendoim e Broinha de Amendoim.  As receitas Praliné Junino, Batida da Roça, Torteleta de Arroz Doce e Rosca de Chuchu com Amendoim foram desenvolvidas especialmente para os apreciadores de preparações doces.

O curso Alimente-se Bem tem carga horária de dez horas e após o término o aluno será presenteado com folder de receitas com ilustrações das preparações ensinadas.

Sobre a Festa Junina – A festa junina brasileira tem origem nas celebrações portuguesas realizadas em homenagem aos santos Antônio, João e Pedro. Trazidas ao país durante a colonização, a festividade foi rapidamente incorporada às tradições dos povos indígenas e afro-brasileiros, já adaptados aos costumes e à cultura dos europeus.

A comemoração tornou-se tradição na Região Nordeste, mas também se popularizou nos estados de São Paulo, Paraná, Minas Gerais e Goiás.

Sobre o Selo Amendoim de Qualidade Abicab

O Selo Amendoim de Qualidade foi criado e implantado em agosto de 2002, pela Abicab, durante a segunda fase do Programa Pró-Amendoim para o fortalecimento da imagem positiva da semente enquanto alimento e garantia de fabricação segura de seus produtos derivados. O selo surgiu com o objetivo de assegurar a qualidade do alimento, que deve ser incorporado na dieta alimentar do brasileiro pelo seu elevado valor proteico, energético e funcional. Mais informações sobre as propriedades funcionais do amendoim e o Selo de Qualidade podem ser encontradas no site www.proamendoim.com.br.

Sobre o Sesi-SP

Precursor de ações de responsabilidade social empresarial, o Sesi-SP iniciou suas atividades em 25 de junho de 1946 para promover o bem estar e a qualidade de vida do trabalhador da indústria e seus dependentes. Desde então oferece serviços de educação, saúde, esportes e lazer, cultura e nutrição para esse público.

Na área de nutrição, a entidade estimula a adoção de práticas saudáveis em várias frentes, seja fornecendo alimentação balanceada a seus alunos, seja por meio de programas de prevenção à obesidade infanto-juvenil (Prazer de Estar Bem), aproveitamento integral dos alimentos (Alimente-se Bem) e combate e controle de doenças como diabetes, colesterol, hipertensão e obesidade (Sabor na Medida Certa).

Sobre a Abicab

A Associação Brasileira da Indústria de Chocolates, Cacau, Amendoim, Balas e Derivados (Abicab) foi fundada em 1957 com o objetivo de responder pela política do setor junto às esferas públicas e privada, tanto no Brasil quanto no exterior. Suas diretrizes são voltadas para a valorização destas indústrias, que são responsáveis pela geração de 31 mil empregos diretos e 62 mil indiretos. Atualmente, a ABICAB engloba a cadeia produtiva brasileira, representando 92% do mercado de chocolates, 70% do mercado de balas e confeitos, 80% do mercado de amendoim e 100% do mercado de cacau.

Dentre as principais atividades desenvolvidas em prol do fortalecimento e desenvolvimento do setor, destaca-se o Programa Sweet Brasil, criado em março de 1998, que tem por objetivo promover os produtos brasileiros no mercado externo.

Serviço:
Alimente-se Bem – Amendoim, o sabor da festa junina
Unidades: Interior: Americana, Araçatuba, Araraquara, Bauru, Birigui, Botucatu, Bragança Paulista, Campinas (Amoreiras e Santos Dumont), Diadema, Franca, Guarulhos, Indaiatuba, Itapetininga, Itu, Jacareí, Jaú, Jundiaí, Limeira, Marília, Mauá, Mogi das Cruzes, Mogi Guaçu, Osasco, Piracicaba, Presidente Prudente, Ribeirão Preto, Rio Claro, Santa Bárbara D’oeste, Santo André, Santos, São Bernardo do Campo, São Caetano do Sul, São Carlos, São José dos Campos, São José do Rio Preto, Sorocaba e Tatuí.

Capital: A. E. Carvalho, Catumbi, Ipiranga e Vila Leopoldina.
Cursos: Gratuito
Período: junho e julho de 2012
Inscrições: diretamente nas unidades de interesse do usuário ou pelo site www.sesisp.org.br
Informações: (11) 3528-2000 (capital) ou 0800551000 (outras localidades).

Comsaude/Fiesp discute parceiras público-privadas

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Especialistas e empresários discutem Parcerias Público-Privadas no setor hospitalar

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

O ciclo de palestras do Programa de Gestão Hospitalar promovido pelo Comitê da Cadeia Produtiva da Saúde (Comsaude) da Fiesp, realizado na quinta-feira (29/03) na sede da federação, recebeu especialistas e empresários para discutir as Parcerias Público-Privadas (PPP) no setor.

O evento contou com as apresentações de Mariana Baleeiro Martins Carrera e Ana Maria Malik (ambas da Fundação Getúlio Vargas), Nacime Salomão Mansur (Associação Paulista para o Desenvolvimento da Medicina), Mara Souza (Secretaria de Estado da Saúde da Bahia), Eduardo Portella (Comsaude) e Wladimir Taborda (USP).

A palestra, didática e rica em informações e dados sobre o desenvolvimento no Brasil da modalidade de PPPs para gestão de organizações públicas, mostrou as diferentes vantagens na adoção do modelo pela simplificação dos processos, o que eleva a qualidade dos serviços e a otimização dos recursos disponíveis.

No entendimento de alguns participantes, a incorporação da PPP na prática da gestão hospitalar é muito lenta. Palestrantes manifestaram que os avanços são animadores e que o tempo necessário para a maturação é apropriado, apesar de apenas uma organização sob este modelo funcionar no Estado da Bahia, por meio da gestão do Hospital do Subúrbio da Secretaria da Saúde. De acordo com as informações apresentadas por Mara Souza, representante do secretário de Saúde daquele estado, o governo baiano está satisfeito com os resultados.

Público presente ao ciclo de palestras do Programa de Gestão Hospitalar, realizado pelo Comsaude/Fiesp. Foto: Helcio Nagamine

Público presente ao ciclo de palestras do Programa de Gestão Hospitalar, realizado pelo Comsaude/Fiesp

O modelo em estudo pela prefeitura de São Paulo a ser adotado na área da saúde foi criticado e recebido com ceticismo, já que a proposta pela qual a administração municipal se inclina a adotar prevê a entrega da gestão em PPP para as atividades de apoio e acessórias e às atividades assistenciais pela administração direta.

De acordo com Genésio Antonio Korbes, coordenador adjunto do Comsaude e organizador do evento, certamente este modelo caminhará para o fracasso, pois serão dois comandos independentes a gerir a organização. “Peter Drucker, o pai da administração, cunhou esta situação: o monstro de duas cabeças, quando a organização tem o seu comando pulverizado”, analisou Korbes.

Para o coordenador, ficou evidenciado nos debates que o modelo precisa ser mais bem discutido e avaliado. Entretanto, a sua prática com informações e dados apresentados, com a participação da iniciativa privada na gestão, são incontestáveis e certamente quando adotado em larga escala gerará retornos econômicos, financeiros e principalmente de resolutividade e de qualidade importantes.

Acabar com a miséria até 2014 é meta do governo de São Paulo

Rosângela Bezerra, Agência Indusnet Fiesp

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Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Social de SP, durante reunião do Consocial/Fiesp

No Brasil, cerca de 16 milhões de pessoas vivem na extrema pobreza. Esta situação também é crítica no estado de São Paulo, onde mais de 100 mil pessoas fazem parte deste cenário. Para solucioná-la, o governo estadual vai lançar um programa para acabar com a miséria até 2014.

Rodrigo Garcia, secretário de Desenvolvimento Social de São Paulo, disse que o programa será destinado para famílias cuja renda mensal por pessoa não atinge o piso de R$ 70. “Queremos alcançar efetivamente uma política social de inclusão das famílias que são mais vulneráveis”, explicou nesta sexta-feira (28), durante a reunião do Conselho Superior de Responsabilidade Social (Consocial) da Fiesp.

Para Maria Helena Guimarães de Castro, presidente do Consocial, o programa poderá se beneficiar muito através dos empresários e entidades que atuam na Fiesp porque é uma política pública estadual, de erradicação da miséria, articulado e integrado ao governo federal.

Parceria com a sociedade

“É um programa que depende de uma parceria permanente entre o poder público e a sociedade para desenvolver as ações, inicialmente em 100 municípios. Depois, a expansão das ações para todas as cidades, para acabarmos com a situação de miséria absoluta. Precisamos ter uma ação entre os setores na habitação, saúde, educação, assistência social e alimentação”, disse.

Maria Helena ressaltou que a Fiesp, o Sesi-SP e as entidades ligadas a ambas poderão dar um grande apoio operacional para que as ações do programa tenham sustentabilidade. “Nós ouvimos, aqui, presidentes de entidades que se interessaram muito em poder colaborar. Creio que, se esta ação for expandida com apoio da Fiesp, a política terá possiblidade de se tornar mais sustentável.”

O programa será implantado nos 100 municípios paulistas de menor Índice de Desenvolvimento Humano (IDH) e deve estar em funcionamento a partir de março de 2012. Terá três etapas: Busca Ativa – Retrato Social, Agenda da Família e finalmente, a Transferência de Renda, por meio do cartão único.

Produtos de Limpeza: setor fecha 2009 com crescimento acima do PIB

Agência Indusnet Fiesp

O setor de produtos de limpeza tem motivos para comemorar o encerramento de 2009 e a chegada de 2010. As indústrias de produtos de limpeza tiveram efeitos positivos durante a crise econômica, de acordo com a Associação Brasileira das Indústrias de Produtos de Limpeza (Abipla), que lançou em 2009 o Programa Movimento Limpeza Consciente, voltado ao desenvolvimento sustentável.

Até o final deste ano, o setor movimentará mais de R$ 12 bilhões, o que significa um crescimento no faturamento entre 6,5% a 7,0% em comparação com o ano passado (2008). Já em volume de vendas, o crescimento será mais de 8%. Mais uma vez, o saldo do ano é positivo com crescimento em faturamento e volume de vendas acima do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro.

Este crescimento demonstra a essencialidade dos produtos de limpeza na cesta de compras do brasileiro tanto do ponto de vista de saúde pública quanto do bem-estar da população. Durante o período de crise econômica, as pessoas ficaram mais tempo em casa por conta da diminuição das atividades de lazer e, por isso, mais atentas à limpeza da casa.

Outro fator que contribuiu com a preocupação com a limpeza em 2009 foi a percepção do consumidor diante da relação do uso de produtos de limpeza com a prevenção de doenças, a exemplo da disseminação do vírus A (H1N1).

“O setor tem grande potencial de crescimento, haja vista os resultados que apresentamos num ano de crise, como 2009, o que demonstra que os produtos de limpeza são itens essenciais de higiene com relevância para a saúde pública e presença importante no dia a dia do consumidor”, comenta Maria Eugenia Proença Saldanha, diretora executiva da Abipla.

Balança comercial

A balança comercial do setor deve fechar o ano com déficit menor do que no ano passado. O saldo entre a diferença de exportações e importações deve cair dos US$ 199,2 milhões, registrados em 2008, para US$ 149,8 milhões.

Com dados estimados para os meses de novembro e dezembro, as exportações devem voltar aos patamares de 2007 com cerca de U$ 270,2 milhões em 2009. No entanto, este valor foi 12,6% menor do que o ano passado, tendo em vista os reflexos da crise financeira internacional. Já as importações tiveram uma redução de 17,5% quando comparado ao ano passado.

  • U$ milhões 2009 2008 (*) 2007
  • Exportação 270,2 -12,6% 309,3 14,2% 270,8
  • Importação 420,0 -17,4% 508,5 27,2% 399,8
  • Saldo -150,0 -24,8% -199,2 54,4% -129,0
  • Corrente de Comércio 690,2 -15,6% 817,8 22,0% 670,6
    (*) Revisão dos dados de 2008 devido a inclusão de nova Nomenclatura Cimum do Mercosul (NCM)

Desafio Sustentável

Muito mais do que a crise econômica que distinguiu 2009, o setor foi marcado neste ano pelos desafios da sustentabilidade. Por isso, a Abipla lançou no mês de junho o Programa Movimento Limpeza Consciente, iniciativa do setor ao inadiável desafio de viabilizar no futuro um sistema socialmente justo, ambientalmente equilibrado, culturalmente aceito e economicamente próspero.

Para a elaboração do programa, a Abipla se inspirou nas mais modernas tendências globais sobre o tema, fixando algumas áreas nas quais é possível melhorar o perfil ambiental do setor de indústria que representa no Brasil: a redução de produtos químicos em geral, a redução da geração de embalagens, a redução da emissão de CO2, a diminuição do consumo de energia e a otimização do uso da água.

O pontapé inicial do programa, no entanto, compreendeu duas frentes de trabalho. A primeira delas está logo no início da cadeia produtiva: a regularização da fabricação dos produtos de limpeza. Composto em sua maioria por micro, pequenas e médias empresas, o setor apresenta números altíssimos de informalidade.

Por isso foi firmada uma parceria nacional com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) e o Serviço de Apoio às Micro e Pequenas Empresas (Sebrae), o Programa de Mobilização para Regularização de Empresas no Setor de Saneantes, que tem por objetivo viabilizar o processo de regularização, apresentando os benefícios e desafios de micro e pequenos empresários nesta empreitada.

A outra frente de trabalho do programa está situada no final da cadeia: a destinação adequada das embalagens no pós-consumo com o Projeto Dê a Mão para o Futuro. A ideia, com projeto implantado em cidades do estado do Rio de Janeiro, é criar formas de devolver as embalagens às empresas geradoras, para seu reaproveitamento nos processos produtivos sempre que possível.

Para isso, a Abipla e o Sipla defendem a responsabilidade compartilhada entre a sociedade – na correta separação dos resíduos, o poder público – na coleta seletiva e as indústrias – na viabilização de sistemas reciclagem.

Para Luiz Carlos Dutra, presidente da Abipla, a iniciativa do Programa Movimento Limpeza Consciente demonstra ser possível a mobilização articulada da sociedade, do poder público e das indústrias, com o objetivo comum de promover cada vez mais a longevidade da vida no planeta.

“Acreditamos que a sustentabilidade deve ser entendida pelas empresas de forma perene, como estratégia para a sustentação dos negócios, gerando valor a longo prazo”, conclui.