P&G: programa da Petrobras facilita acesso de fornecedores a linhas de crédito

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Segundo Gustavo Tauhata, as principais características do Programa Progredir são mais rapidez no acesso, custos menores e ajuda da Petrobras aos bancos para reduzir riscos. Foto: Everton Amaro

Um dos convidados do seminário Desafio São Paulo na Demanda do Pré-sal, Gustavo Tauhata, coordenador de Fomento a Cadeia de Fornecedores da Petrobras, apresentou nesta terça (27/11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o Programa Progredir.

A iniciativa integra o plano de ações estratégicas previstas no Plano de Negócios 2011-2015 para o fortalecimento e ampliação da cadeia produtiva da companhia.

O programa faculta às empresas que integram a cadeia de suprimentos da Petrobras a possibilidade de obter empréstimos junto aos seis bancos parceiros (Banco do Brasil, Bradesco, Caixa Econômica Federal, Itaú, HSBC e Santander), com base nos contratos de fornecimento de bens e serviços assinados com a empresa.

As empresas beneficiadas realizam todas as operações pela internet, por meio do portal (www.progredir.petronect.com.br), de forma rápida e segura, sem envolver recursos da Petrobras.

Segundo Tauhata, as principais características do programa são mais rapidez no acesso, custos menores e ajuda da Petrobras aos bancos para reduzir riscos.

“O banco pode oferecer taxas menores porque a Petrobras ajuda mitigar riscos de crédito através de dados e informações cadastrais. E, por meio do comprometimento da Petrobras, a depositar na conta predeterminada pelo fornecedor”, disse Tauhata.

Em 18 meses, o programa cedeu cerca de R$ 4 bilhões até novembro deste ano – a meta é de R$ 5 bilhões até dezembro – para 404 empresas. São empresas de diversas áreas de atuação, mas de um perfil homogêneo. “É basicamente um fornecedor de pequeno e médio porte que não tem muito acesso a linhas de crédito”, explicou o coordenador de Fomento a Cadeia de Fornecedores da Petrobras.

Estatais auxiliam fornecedores da área de Petróleo e Gás

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Aconteceu nesta terça-feira (8), na Fiesp, o seminário Programa Progredir: “Qualificar e Competir: Petróleo e Gás”. Organizado pelo Ciesp/Fiesp em parceria com a Petrobras e o Jornal Brasil Econômico, o evento contou com a participação do gerente geral de Gestão Financeira de Projetos Especiais da Petrobras, Roberto Alfradique.

Ele explicou os planos de investimento de US$ 224,7 bilhões da estatal até 2015 e sua intenção de apoiar, financeiramente, fornecedores nacionais para que estes planos sejam executados dentro das exigências de conteúdo nacional definidas pelo governo.

Com este objetivo, a Petrobras criou o Programa Progredir para viabilizar o acesso de mais de 250 mil empresas a linhas de crédito mais rápidas e mais baratas, garantidas em parte pela estatal. Entre essas 250 mil empresas estão fornecedores diretos (14 mil) e fornecedores de fornecedores, que também são elegíveis ao Progredir.

“Banco não produz Petróleo e petroleira não empresta dinheiro. O que fazemos é dar as garantias dos recebíveis futuros do contrato com nossos fornecedores, até o teto de 50% do crédito tomado por meio do programa, o que aumenta a segurança e facilita a obtenção dos recursos junto aos seis bancos credenciados no programa”, explicou Alfradique.

Segundo ele, desde janeiro deste ano a Petrobras garantiu empréstimos de mais de R$ 750 milhões. E a meta assegurar o total de R$ 1 bi até o final do ano. Os bancos participantes são: Banco do Brasil, Caixa, HSBC, Itaú, Santander e HSBC.

Acesso ao crédito

O chefe do Departamento da Cadeia Produtiva do Petróleo e Gás do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), Ricardo Cunha, detalhou o programa BNDES Petróleo & Gás, que visa flexibilizar o acesso de pequenas e médias empresas do setor ao crédito e reduzir os custos das linhas.

Para isso foi criada a figura da Empresa Âncora, que faz o contrato com um banco repassador de crédito do BNDES e, por meio dele, recebe o repasse. Uma vez na Empresa Âncora, este recurso é distribuído aos fornecedores conforme o contrato estabelecido com cada um.

Para ser uma Âncora, a empresa precisa ter faturamento superior a R$ 90 milhões anuais e possuir contratos na área de Petróleo e Gás. “O programa difere dos demais repasses do BNDES, porque, por meio dele, o banco de fomento assume o risco em relação à Empresa Âncora, tirando essa exposição do banco repassador”, disse Cunha, esclarecendo que dessa maneira as taxas de juros caem.

Segundo ele, o BNDES reservou R$ 4 bilhões para ser emprestado até 2015 por meio do programa.