Secretária nacional da Habitação fala de desenvolvimento urbano e qualidade de vida

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

Inês Magalhães, secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades. Foto: Julia Moraes

Durante o Construbusiness 2012 – 10º Congresso Brasileiro da Construção, que aconteceu na manhã desta segunda-feira (03/12), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), a secretária nacional da Habitação do Ministério das Cidades, Inês Magalhães,  enfatizou que os números apresentados na abertura do evento expressam fortemente o esforço que o governo federal vem fazendo em relação à questão da habitação no Brasil.

De acordo com o ministro das Cidades, Aguinaldo Ribeiro, o programa Minha Casa, Minha Vida completou a entrega de um milhão de moradias este ano e o governo deve superar a meta de três milhões de moradias até 2014.

Inês Magalhães explicou que, uma vez atingida a meta de contratação do programa, este passa a focar no tema da sustentabilidade na indústria da construção: “Olhamos para esse assunto como a qualidade de vida urbana”.

Segundo a secretária, o grande desafio do Ministério das Cidades é fazer com que o Minha Casa, Minha Vida se torne mais do que um instrumento importante do direito a moradia.

“O programa deve ser um instrumento da qualidade de vida urbana e da melhoria da sustentabilidade nas nossas cidades”, enfatizou. Para tanto, citou a importância da iniciativa privada: “Estamos trabalhando junto com o setor privado e as respostas têm sido muito positivas”.

Além disso, a secretária destacou a importância do poder público municipal, que em sua visão, tem um papel fundamental. “É o município que tem a obrigação e a competência constitucional de legislar sobre o uso do solo. Construir o Minha Casa, Minha Vida sem o apoio da Prefeitura é impossível”, afirmou.

Qualidade de vida

No desafio de construir uma agenda socioambiental, o Ministério enxerga a questão da habitação como um instrumento fundamental para diminuição da desigualdade social, visando melhoria da qualidade de vida.

Inês Magalhães destacou o investimento da indústria da construção em capacitação da mão de obra e melhoria da capacidade. “A oferta de habitação do Minha Casa, Minha Vida, em termos da contribuição daquilo que é gerado de moradia todo ano, corresponde a quase 30% da oferta de moradia regular no país”, disse.

De acordo com a secretária, é possível vislumbrar a possibilidade de que, através do programa, o Brasil atenda a uma parte muito expressiva de sua demanda, gerada por seu crescimento e pela formação de novas famílias. “O programa se consolida como um componente fundamental para essa oferta”, concluiu.