Alunos do Sesi Rio Preto criam programa de ginástica que gera desconto no IPVA e no cinema

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

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Equipe do Sesi Rio Preto no 4º dia do Torneio de Robótica

Os alunos do Sesi de São José do Rio Preto viajaram pelo menos por oito horas até o Pavilhão de Exposições do Anhembi para competir com o robô de seu projeto Piaf (Programa de Incentivo a Atividade Física), na estadual do 3º Torneio Sesi-SP Robótica 2011. O grupo aliou tecnologia ao exercício físico para gerar benefícios em serviços públicos e privados.

O programa para estimular atividade física na cidade, há aproximadamente 450 quilômetros de capital paulista, se baseia na tecnologia de leitura biométrica para acumular horas em academias e centros esportivos. Essas horas ou créditos se convertem em descontos para serviços públicos, como o pagamento de IPVA e IPTU, e privados, como ingressos para cinemas.

“Percebemos que as pessoas estavam muito sedentárias na cidade. Então pensamos em uma forma de ganhar benefícios tanto no lado físico quanto no financeiro. Construímos um leitor que deve ser instalado em clubes, academias e outros lugares destinados a prática de atividades físicas”, conta Davi Lael, 13 anos e aluno da 6ª série do Sesi, membro da equipe.

Também integram o Sesi Rio Preto Robotic Team, os alunos Isabella Santos (13), Mauro Yoshio (12), Heitor Bastos (12), Luis Vinícius (12) e Henrique Xavier (13). Além de idealizar o programa e construir o robô, o grupo projetou um orçamento para o Piaf. Nele, seria necessário um investimento de aproximado de R$ 10 mil, incluindo a programação do equipamento de leitura biométrica, cadastro no servidor, implementação de serviço de Web e a instalação de um computador central.

Investimento

Ainda na perspectiva de orçamento, as academias investiriam a média de R$ 1.500, aplicados no leitor biométrico com software desenvolvido pela equipe, computador e custo de mão de obra do analista de implantação. O grupo trabalhou no projeto Piaf durante três meses e entrevistou professores de educação física e autoridades em saúde, como o secretário de Saúde da Prefeitura da cidade.

“Foi interessante porque, logo na primeira entrevista que fizeram com um professor de educação física, eles ouviram que não daria certo. O professor acabou com o projeto deles, mas eu expliquei que era bom passarem por isso para terem consciência de que nem todo mundo vai gostar do seu projeto”, conta Roberto Donaire, técnico da equipe, analista de suporte e informática e professor do Sesi-SP.

Na escola há três anos, Donaire acompanha a mesma equipe desde a edição 2010 do Torneio de Robótica com projetos de inovação tecnológica. “Eles amadureceram muito rápido e conseguem chegar sozinhos a um comum acordo sobre todas as ideias que cada um tem.”

A equipe de Rio Preto ficou em primeiro lugar na 3ª rodada da etapa estadual na manhã desta quinta-feira (10) e aguarda os resultados da classificação para as quartas de final.