No PAC 3 é fundamental parceria com o setor privado, diz secretário do programa

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

O Programa de Aceleração do Crescimento (PAC) colocou o investimento público como motor do crescimento do País, afirmou o secretário do programa federal de desenvolvimento, Maurício Muniz. Segundo ele, no período de 2011 a 2014, o governo federal investiu R$ 110 bilhões em logística, R$ 459 bilhões no setor energético e R$ 458 bilhões no setor de desenvolvimento urbano, superando um montante de R$ 1 trilhão.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540204756

Mauricio Muniz: “É fundamental a parceria com o setor privado”. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp


Muniz foi um dos convidados da reunião do Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) realizada na manhã desta terça-feira (11/11), na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Segundo o secretário, o PAC 2 já superou em 41% a execução total do PAC 1, cujo investimento total foi de R$ 657 bilhões.

Para o próximo período, com o lançamento do PAC 3, Muniz afirma que é preciso manter um conjunto de investimentos públicos e privados. “Em áreas onde é possível passar para o setor público, nós vamos transferir. É fundamental a parceria com o setor privado”, disse.

Além disso, Muniz informou que, no futuro, haverá reforço de concessões em logística e na área energética, com amplo programa de desonerações tributárias e aprimoramento de mecanismos de seguros e financiamento de longo prazo. “O PAC melhora o ambiente de negócios e investimentos”, concluiu.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540204756

Presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima: maior fonte de geração de crescimento e emprego é a indústria da infraestrutura e da habitação. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na visão do presidente do Consic, José Carlos de Oliveira Lima, o Brasil tem um déficit “muito grande” nas áreas habitacionais. “Necessitamos de uma atenção especial, o governo sabe disso. A maior fonte de geração de crescimento e emprego é a indústria da infraestrutura e da habitação”, afirmou.


11º ConstruBusiness

Em seguida, o diretor titular do Departamento da Indústria da Construção (Deconcic), Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio, apresentou a evolução dos investimentos em construção.

Segundo Auricchio, as discussões da 11ª edição do evento, programado para início de 2015, estarão baseadas em dois eixos: desenvolvimento urbano e desenvolvimento da infraestrutura economia. “São setores que precisamos atacar, para enfrentar gargalos que têm inibido os investimentos”, afirmou o dirigente.

Imagem relacionada a matéria - Id: 1540204756

Carlos Eduardo Pedrosa Auricchio: ConstruBusiness terá como eixos os desenvolvimentos urbano e da infraestrutura. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

Na visão de Auricchio, a ampliação de investimentos federais no setor é fundamental, “para não acarretar retração do setor, algo que prejudicaria a economia nacional”.

Para o consultor Fernando Garcia, os patamares de investimentos em infraestrutura ainda estão abaixo do recomendável. “Nos últimos quatro anos, saltamos para 3,8% do Produto Interno Bruto (PIB) em investimentos, ainda aquém dos países desenvolvidos. Precisamos crescer, expandir o setor de petróleo e gás, com avanços na área de telecomunicação”, analisou.

Na visão de Manoel Carlos de Lima Rossitto, diretor titular adjunto do Deconcic, o setor da construção precisa de planejamento com previsibilidade. “Obra acabando no prazo é o grande objetivo”, disse.