Colaborar com a competitividade é um dos focos do Programa de Ciclo de Vida de produtos

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

No último encontro da Câmara Ambiental da Indústria Paulista, realizado dia 8, na Fiesp, especialistas debateram sobre o ciclo de vida do produto. Na oportunidade, a assessora da presidência do Inmetro, Elizabeth Cavalcanti, apresentou o Programa Brasileiro de Ciclo de Vida (PBACV), um comitê gestor composto por 29 representantes de setores diversificados.

Ela explicou que o programa poderá ser revisto anualmente e se elaborou um Plano de Ação Quadrienal (2012/2015). A arquitetura do PBACV abriga cinco comissões técnicas: Captação, Recursos/Inventários, Avaliação de Impactos, Difusão e Formação e Capacitação.

Para Elizabeth, a comissão de inventários é a que precisa de maior participação da indústria para sensibilizar os mais diversos setores produtivos. Já existem grupos de trabalho constituídos: construção, metais, energia, eletroeletrônicos, combustíveis e agropecuária, por exemplo. A academia igualmente estará representada por conta da adoção de metodologias, validação e reconhecimento, informou a assessora.

O diretor do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp, Mario Hirose, disse que um dos objetivos do programa é colaborar com a competitividade nacional. Mas pontuou: “Em contrapartida, não deveríamos receber produtos importados inadequados, que desrespeitem o esforço brasileiro no campo ambiental”.

Também presente ao debate, Eduardo Daniel, do Sindicato da Indústria de Condutores Elétricos, Trefilação e Laminação de Metais Não Ferrosos do Estado de São Paulo (Sindicel), fez um relato dos trabalhos da Comissão de Inventário e reforçou que a Avaliação do Ciclo não é tema novo. Conforme ele, há modelos de avaliação adotadas no exterior, mas que têm especificidades. “O importante é disponibilizar especialistas para o setor produtivo e auxiliar na disseminação e divulgação”, refletiu.