Benjamin Steinbruch: país precisa de menos radicalismo e mais moderação nos prognósticos econômicos

Agência Indusnet Fiesp

Em sua coluna quinzenal no jornal Folha de S. Paulo, o 1º vice-presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch, fala da repercussão nos meios econômicos sobre o resultado do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro no segundo trimestre, uma expansão de 1,5%, segundo apontou o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

“Foi uma boa surpresa, sem dúvida, mas será que esse ritmo deve se manter? Vivemos o terceiro trimestre, que mostra indicadores muito ruins para a indústria, uma queda de produção de 2% em julho, decorrente em grande parte da atividade fraca no setor de veículos. Há um comportamento irregular na indústria, com alternância de meses bons e ruins”, comenta Steinbruch.

“Da boa surpresa do PIB do segundo trimestre e da observação das previsões de um ano atrás, tira-se pelo menos uma lição, a de que ninguém pode se considerar dono da bola de cristal, especialmente num cenário influenciado por grandes e imprevisíveis interferências da crise global”, acrescenta o 1º vice-presidente da Fiesp.

Steinbruch encerra o texto afirmando que o país precisa de menos radicalismo e mais moderação. “Não faz sentido, por exemplo, incorporar torcida a favor ou contra crescimento ou inflação em prognósticos econômicos.”

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