Skaf volta a pedir ações de defesa comercial contra produtos chineses

Fábio Rocha, Agência Indusnet Fiesp

Imagem relacionada a matéria - Id: 1539786799

Da esq. p/dir.: ministro Antônio Patriota, Paulo Skaf e Benjamin Steinbruch


Em almoço com o ministro das Relações Exteriores, Antônio Patriota, com a presença da diretoria titular da Fiesp e empresários de diversos setores, o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, voltou a pedir maior atenção do governo nas ações de defesa comercial no combate à concorrência desleal provocada pela China.

Skaf ressaltou a preocupação da Fiesp em o governo brasileiro reconhecer o país asiático como economia de mercado. De acordo com a federação, esse reconhecimento poderá atrapalhar qualquer medida de defesa comercial, como a aplicação de direitos antidumpings – quando um país exporta um produto abaixo do preço praticado em seu mercado doméstico. “Não somos protecionistas, somos contra as importações ilegais”, enfatizou.

“Apesar de manter um superávit comercial de US$ 4,5 bilhões com a China, ainda amargamos um déficit em manufaturados de US$ 25 bilhões. Nosso saldo positivo se vale pela alta dos preços das commodities”, explicou o presidente a Fiesp.

O chanceler brasileiro tentou amenizar a pressão dos empresários. E informou que, dentre as medidas de defesa comercial aplicadas pelo governo brasileiro e mais precisamente nas ações antidumpings, quase a metade é contra a China: “Quero deixar claro que não há nenhuma negligência do governo em relação à China”.

Patriota explicou que estará no país, no início de março, para preparar a visita da presidente Dilma, em abril, e que a concorrência desleal no comércio estará em pauta.

Argentina e Doha

Sobre o imbróglio comercial entre Brasil e Argentina, Antônio Patriota esclareceu que já vem mantendo diálogo com sua contraparte e que os problemas serão solucionados.

O ministro ressaltou que os brasileiros não podem ignorar a Argentina, pois a maior parte da pauta exportadora que o Brasil mantém com o país vizinho é formada por produtos manufaturados. “A relação com a Argentina, e com outros países emergentes, deve ser pragmática e não ideológica”, finalizou o chanceler.