Produção da pequena indústria paulista recua em setembro

Agência Indusnet Fiesp

O volume de produção da pequena indústria de São Paulo recuou 5,8 pontos em setembro, chegando a 48,0 pontos, contra 53,8 pontos em agosto. Nos dois meses anteriores o indicador tinha avançado 9,8 pontos. O dado é da Sondagem da Pequena e Média Indústria, feita por CNI e Fiesp e divulgada nesta quarta-feira (8 de novembro).

A pesquisa mostra retração também no volume de produção das médias empresas do setor. A queda, de 4,4 pontos, levou o indicador a 49,0 pontos no mês de setembro, sinalizando recuo na produção após uma alta de 5,3 pontos registrada em agosto.

Clique aqui para ter acesso ao levantamento na íntegra.

Panorama da Indústria de Transformação Brasileira

Qual a importância da indústria na economia brasileira? Como a indústria tem evoluído nos últimos anos? Quais são seus principais setores? E a indústria paulista, qual a sua importância? Quais são as instituições de representação e apoio à indústria paulista?

Estas e outras questões, que nos são frequentemente postas, nos motivaram a criar este trabalho que oferece um panorama da indústria brasileira e também, em particular, da indústria paulista.

O trabalho foi elaborado com dados de domínio público, de fontes como IBGE e Ministério do Trabalho e Emprego, além de informações institucionais, da FIESP e do CIESP. O objetivo é fornecer, de forma consolidada, um conjunto de informações sobre a indústria brasileira, a indústria paulista, a Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo.

Esta é a 15ª edição, atualizada em 01/11/2017

Para acessar o trabalho, utilize o menu ao lado.

Para ver os trabalhos por Diretoria Regional do Ciesp, utilize os links abaixo:

Os trabalhos por Diretoria Regional foram atualizados em 01/11/2017

Americana

Araçatuba

Araraquara

Bauru

Botucatu

Bragança Paulista

Campinas

Cotia

Cubatão

Diadema

Franca

Guarulhos

Indaiatuba

Jacareí

Jaú

Jundiaí

Limeira

Marília

Matão

Mogi das Cruzes

Osasco

Piracicaba

Presidente Prudente

Ribeirão Preto

Rio Claro

Santa Bárbara d’Oeste

Santo André

Santos

São Bernardo do Campo

São Caetano do Sul

São Carlos

São João da Boa Vista

São José do Rio Preto

São José dos Campos

São Paulo

Sertãozinho

Sorocaba

Taubaté

Vale do Ribeira

Em outubro, Encontro Fiesp de Sustentabilidade debate consumo e produção responsáveis

Agência Indusnet Fiesp

Empresários, lideranças sindicais e especialistas da indústria participaram na última quinta-feira (26 de outubro) de mais um Encontro Fiesp de Sustentabilidade em São Paulo.

No evento idealizado e organizado pelo Comitê de Responsabilidade Social (Cores) da Fiesp, os participantes debateram os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS), com foco na meta 12 do acordo, que detalha as ações referentes ao consumo e produção responsáveis no setor industrial.

Para o professor da Universidade de São Paulo (USP) Weber Neves do Amaral, o cumprimento dessa etapa dos ODS envolve o desenvolvimento de novos modelos de negócios associados à economia circular, inovação e competitividade, principalmente nas áreas que compreendem o agronegócio, florestas e bioeconomia.

O evento contou ainda com a apresentação do case da Colorado Máquinas, de Ribeirão Preto (SP), que capacitou a população próxima à empresa com habilidades necessárias para gerar renda, além de realizar projetos a fim de minimizar os resíduos da indústria na sociedade, em parceria com o Sesi-SP. Por meio da oficina Sustent’Arte, que teve duração de 15 meses, 42 alunos criaram produtos provenientes de resíduos de madeiras e outros 16 se especializaram em manuseio de máquinas para madeira no Senai-SP.

Do Sindicato das Indústrias de Beneficiamento e Transformação de Vidros e Cristais Planos do Estado de São Paulo (Sinbevidros), a gerente administrativa Milaine Vanderley Reis contou a experiência de implementação da companhia do chamado Selo Verde, que busca incentivar as empresas a terem posturas mais sustentáveis e que reduzam os impactos ambientais causados por suas atividades produtivas.

Pequena indústria aumenta produção, depois de 41 meses de queda

Agência Indusnet Fiesp

O volume de produção da pequena indústria paulista (10 a 49 funcionários) avançou 8,2 pontos em março e chegou a 52,2 pontos. Com isso, ultrapassou a linha dos 50,0 pontos, o que indica aumento de produção. É a primeira vez que isso acontece depois de 41 meses de queda na produção.

Entre as indústrias de porte médio (50 a 249 funcionários) o avanço no volume de produção foi ainda mais significativo. A variação positiva, de 13,4 pontos em março, levou o indicador ao patamar de 55,2 pontos, ultrapassando a linha divisória dos 50,0, sinalizando que a média indústria registrou aumento de produção. Esse resultado não era alcançado desde julho de 2010, quando o indicador registrou 57,6 pontos.

Os dados são da Sondagem das Pequenas e Médias Indústrias do Estado de São Paulo, feito pela Fiesp e pela CNI e divulgado nesta terça-feira (9 de maio).

Expectativas

Os indicadores de expectativas das pequenas indústrias para os próximos seis meses apontaram melhora em relação à demanda, à exportação e ao número de empregados. O indicador de demanda registrou avanço de 0,4 ponto, para 54,7 pontos, sinalizando que os pequenos empresários acreditam em aumento da demanda para os próximos meses. O indicador de número de empregados avançou 1,2 ponto e chegou no patamar de 50 pontos, alcançando a zona de estabilidade, o que significa que os empresários não pretendem demitir, mas também não pretendem admitir nos próximos meses. Já o indicador de exportação chegou no patamar 44,4 pontos, avanço de 1,9 pontos, porém continua abaixo da linha divisória, sinalizando que os empresários não pretendem ampliar as exportações nos próximos meses.

Entre as médias indústrias, os indicadores de março indicam expectativas positivas para os próximos seis meses em relação à demanda (avanço de 0,6 ponto, para 53,7 pontos sinalizando que os empresários acreditam no aumento da demanda) e à exportação – com avanço de 2,6 pontos, para 52,6 pontos, sinaliza que os empresários confiam no aumento da quantidade exportada nos próximos meses.

Confiança

O Índice de Confiança dos Empresários da Pequena e Média Indústria (ICEI-PMI), também apurado por Fiesp e CNI, registrou 52,5 pontos para a pequena indústria em abril, avanço de apenas 0,3 ponto na passagem do mês. O resultado mantém o indicador na zona de confiança, sinalizando que os empresários da pequena indústria seguem otimistas.

Entre os empresários da média indústria o índice de confiança recuou 3,2 pontos, ficando em 51,3 pontos em abril, ainda acima da linha divisória, sinalizando que os empresários estão confiantes.

Guia de Produção e Consumo Sustentáveis: tendências e oportunidades para o setor de negócios

 O guia é um projeto fruto de uma parceria entre a FIESP, Federação das Indústrias do Estado de São Paulo, e o PNUMA, Programa das Nações Unidas para o Meio Ambiente, principal organização dentro da ONU no campo ambiental.

A iniciativa tem como principal objetivo a sensibilização e o engajamento do setor industrial do Brasil e partes interessadas, especificamente do Estado de São Paulo, na implantação de políticas e práticas de Produção e Consumo Sustentável, com foco específico em empresas de pequeno e médio porte.

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Subsecretária de Comércio dos EUA visita Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

Subsecretária-adjunta de produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos, Chandra Brown. Foto: Tâmna Waqued/Fiesp

A subsecretária-adjunta de Produção do Departamento de Comércio dos Estados Unidos da América (EUA), Chandra Brown, visitou na manhã  desta terça-feira (13/05) a sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp). Ela foi recebida pelo diretor titular do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior da entidade (Derex), Thomaz Zanotto.

Também participaram do encontro o vice-cônsul comercial dos Estados Unidos em São Paulo, Thomas Hanson, o conselheiro comercial do Consulado dos Estados Unidos na capital paulista, Steve Knode, e o diretor-adjunto do Derex, Antonio Bessa. O objetivo da visita foi discutir oportunidades de parceria entre Brasil e Estados Unidos para estimular a produção industrial brasileira.

“Acredito que a maior dificuldade não está em empresas de grande porte. O que eu ouço mais e realmente estou tentando ajudar são as empresas pequenas e médias”, afirmou Chandra. “Eu realmente apreciaria trazer missões comerciais com universidades porque elas podem ser muito inovadoras”, completou.

Segundo dados do Derex, o Brasil é o nono principal parceiro comercial dos Estados Unidos. A corrente de comércio entre os dois países chegou a US$71,1 bilhões em 2013.

Apresentação: Seminário – Política Migratória, Produção e Desenvolvimento

A Secretaria de Assuntos Estratégicos da Presidência da República e a Eurocâmaras, presidida pela Câmara Oficial Espanhola de Comércio, realizaram um seminário no dia 12/06/13, em parceria com a Fiesp.

O objetivo foi discutir a facilitação da imigração de mão de obra europeia altamente qualificada para o Brasil, com o duplo objetivo de suprir a demanda por esses profissionais, que vem prejudicando o desenvolvimento do país, e atacar o problema das altas taxas de desemprego na Europa, especialmente entre a população jovem e bem qualificada.

Oriente Médio é mercado acessível para indústria de alimentos do Brasil, diz gerente de empresa dos Emirados Árabes

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

II Encontro Internacional de Castanhas e Nozes - Ivan Moraes. Foto: Everton Amaro

Ivan Moraes, gerente da Rafi Agrifoods Internacional. Foto: Everton Amaro

Por não ter uma oferta generosa de recursos naturais como o Brasil, países do Oriente Médio investiram em obras de infraestrutura para receber alimentos importados de outros países e suprir a forte demanda na região por comida.

A condição desses países se configura como uma oportunidade de mercado para um segmento da indústria brasileira de alimentos: a produção de nozes e castanhas.

A avaliação é de Ivan Moraes, gerente da Rafi Agrifoods Internacional, empresa de alimentos dos Emirados Árabes, ao participar do II Encontro Internacional de Castanha, Nozes e Frutas Secas, evento realizado na manhã desta quarta-feira (08/05) na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Os portos da região têm excelente infraestrutura. Jebel Ali, por exemplo, está entre os cinco portos mais movimentados do mundo”, disse Moraes sobre o porto de Dubai, que abriga ao menos 5.500 companhias que prestam serviços para mais de 120 países.

Outro aspecto que pode representar oportunidade de mercado para o produtor brasileiro é o olhar atento à alimentação por parte do povo e de governos da região, acrescentou Moraes.

“Em se tratando de alimento, os governantes viabilizam e facilitam o acesso a comida, principalmente para a população mais carente. É muito pouco provável você ver alguém passar fome lá”, contou.

Cultura

Moraes afirmou que refeições fartas são hábito da população do Oriente Médio, onde as famílias costumam ser numerosas. Além disso, a censura a costumes ocidentais como beber acompanhado por amigos  faz com que as reuniões sociais sejam acompanhadas de mesas fartas.

“Na Arábia Saudita, por exemplo, é proibido cinema, a mulher não pode dirigir, é proibido [o consumo de] álcool. Então as pessoas se reúnem com muita facilidade e o grande prazer deles é comer”, disse Moraes. “Come-se muito no Oriente Médio.”

O consumidor árabe dá preferência para embalagens maiores, afirmou o gerente. “É muito comum encontrar pacote de arroz de 20 quilos no supermercado.”

Ele explicou que a população dessa região é receptiva a novidades desde que o produto respeite as exigências do mercado Halal, formado por mulçumanos que consomem apenas produtos industrializados que seguem os padrões da lei islâmica.

Segundo Moraes, os produtos devem ser preparados com ingredientes puros e limpos, isentos de qualquer tipo de droga e álcool e sem origem animal.

Comunicação permanente sobre licenciamento ambiental é fundamental para aquicultura, diz coordenador do Compesca

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O licenciamento ambiental é o primeiro passo para garantir regularização e sustentabilidade à aquicultura brasileira, afirmou Roberto Imai, coordenador-titular do Comitê da Cadeia Produtiva da Pesca (Compesca) da Fiesp,  na manhã desta quarta-feira (6/3), durante o primeiro seminário da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) sobre Licenciamento Ambiental da Aquicultura.

Roberto Imai, coordenador do Compesca. Foto: Everton Amaro/FIESP

Segundo Imai, as discussões com relação ao licenciamento ambiental quebraram uma série de paradigmas e falsas informações existentes.  “A criação de uma câmara ambiental é fundamental. A gente precisa de um canal permanente de comunicação entre iniciativa privada, academia e governo”, afirmou.

Criado no final de 2012, o marco regulatório para a pesca, Via Rápida, desatou o nó que dificultava o licenciamento ambiental e colocava em um patamar de irregularidade 100% dos produtores que agora serão cadastrados. A medida beneficia aproximadamente 10 mil pessoas, considerando-se os seis frigoríficos, que processam 80% da produção local, as empresas de ração de peixe e os pequenos e médios produtores.

“A experiência do setor de aquicultura foi muito feliz. Eu acredito que nós chegamos a um texto que não era o ideal, mas chegou muito próximo, é o primeiro passo que vai dar possibilidade de avançarmos sim e conseguir o aprimoramento dos marcos regulatórios do setor”, afirmou Maria Cristina Murgel, especialista do Departamento de Meio Ambiente (DMA) da Fiesp.

Fantasma

Foco das expectativas do setor de aquicultura paulista a produção de tilápia chegou 80 mil toneladas no estado de São Paulo em 2012 e deve bater 110 mil em 2013. A perspectiva otimista é de que a produção chegue a 500 mil toneladas nos próximos dez anos, levando em conta o clima favorável, diversidade de empresas de ração instaladas e o bom desempenho do mercado paulista, o maior consumidor do país.

Há, no entanto, temores que assombram o setor: a substituição da tilápia local por similar importado.

“Muito se fala da possibilidade da importação da tilápia, é um fantasma que está girando em cima das nossas cabeças, entretanto cabe a nós buscar a competitividade internacional”, afirmou.

É mais barato levar minério de ferro à China do que a Bauru, diz conselheiro do Consic/Fiesp

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcelo Vespoli Takaoka. Foto: Everton Amaro

O setor de construção sofre com os custos de transporte de commodities no Brasil, segundo Marcelo Vespoli Takaoka, membro Conselho Superior da Indústria da Construção (Consic) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Levar minério de ferro do porto de Vitória para a China é o equivalente a levar, de caminhão, minério de ferro do porto de Santos para a Bauru”, comparou Takaoka nesta terça-feira (05/03) durante reunião do Consic.

Segundo Takaoka, aplicar soluções integradas entre os setores envolvidos é a receita ideal para mudar esse cenário de ineficiência e de custo elevado da logística e da infraestrutura no Brasil.

O presidente do conselho deliberativo do Consic ressaltou que a produção brasileira e o setor financeiro também tem muito a ganhar com infraestrutura eficiente. “Se a qualidade do transporte melhora, a qualidade de produção do país melhora e isso tem um retorno, inclusive, para o agente financiador”, afirmou durante o encontro, que tinha como principal ponto de pauta avaliar o cenário e os obstáculos ao crescimento do setor.

“A sugestão que eu faria seria organizar reuniões entre os setores envolvidos em infraestrutura do país para implementar ações concretas”, completou Takaoka.

Prioridade é desfazer gargalos em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás, diz ministro da Agricultura

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Reunião Cosag - Ministro Mendes Ribeiro. Foto: Julia Moraes

Ministro Mendes Ribeiro: "O governo está contratando milho, já com a previsão do deslocamento, para evitar as perdas de produtores e comercializadores de grãos. Foto: Julia Moraes

A prioridade do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento é proporcionar um plano safra 2013/2014 que absorva as reivindicações dos setores e desfaça gargalos de escoamento da produção agropecuária, afirmou nesta segunda-feira (04/03) o ministro Mendes Ribeiro.

Segundo ele, o Ministério já mapeou as necessidades mais urgentes e identificou prioridades em Santa Catarina, Paraná, Mato Grosso e Goiás. “São lugares que vamos, sem dúvida nenhuma, começar a trabalhar de forma mais centrada, fazendo uma parceria com a iniciativa privada”, garantiu.

Em 2012 faltaram silos em algumas regiões de Mato Grosso para armazenar a produção recorde de grãos. Parte das commodities foi armazenada a céu aberto, prejudicando sua comercialização.

Para evitar as perdas de produtores e comercializadores de grãos, principalmente de milho  – cultura mais afetada no ano passado –, Mendes informou que o governo está “contratando milho já com a previsão do deslocamento.”

PIB

O ministro minimizou o desempenho negativo de 2,3% do Produto Interno Bruto (PIB) agropecuário em 2012 e afirmou, sem estimativas exatas, que a performance da agropecuária brasileira deve ser melhor em 2013.

“Estamos sempre esperando que o PIB da agricultura surpreenda”, observou. No caso da baixa no ano passado, Mendes Ribeiro ponderou: “O número é sempre tão bom que, quando baixa um pouco, todo mundo acha que foi ruim”.

Desconto maior na conta de luz aumentará economia de R$ 720 bilhões para R$ 945 bilhões nos próximos 30 anos

Nota Oficial

A Federação e o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp e Ciesp) consideram o anúncio da presidente Dilma Rousseff em seu pronunciamento oficial na noite de ontem (23/01), quando ela anunciou novos índices de redução para a conta de luz e garantiu que eles serão implantados, um passo importante para que o Brasil possa recuperar sua competitividade.

Os novos índices de 18% para o consumidor e até 32% para a indústria e comércio, foram elogiados pelo presidente das entidades, Paulo Skaf. “Toda a sociedade ganha com isso. Reduzindo as contas de luz, os custos de produção serão reduzidos também, e bilhões de reais vão movimentar a economia. A medida beneficia todos os setores da sociedade, e atinge diretamente o bolso de cada brasileiro.”

Para Skaf, o pronunciamento da presidente reforça o compromisso assumido em setembro do ano passado, quando foi anunciada a redução de custos da energia. “Dilma tem mostrado sensibilidade, e suas ações concretas apontam a preocupação do governo com a competitividade do país. Todo mundo usa energia, todos os produtos precisam de energia para serem produzidos, todos os serviços consomem energia. Ao reduzir a conta de luz, o benefício é de todos.”

A redução das contas de luz de todos os brasileiros foi tema da campanha “Energia a Preço Justo”, liderada pela Fiesp e Ciesp nos últimos dois anos por meio de abaixo-assinado, campanha nos jornais, revistas, rádio e TV, e a mobilização do Congresso, do governo e da sociedade em torno do tema.

“Ganhamos a guerra contra aqueles que desejavam manter uma das contas de luz mais caras do mundo. Assim, não era possível crescer”, afirmou Skaf. “Esta é uma vitória de todos nós, brasileiros.”

Emprego na indústria do vestuário deve encerrar o ano negativo em 7,1%, mostram dados do IEMI

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Marcelo Prado, diretor do IEMI, durante reunião do Comtêxtil.Foto: Júlia Moraes

A produção da indústria de vestuário deve cair 5,5% ao final de 2012, na comparação com 2012, chegando a seis bilhões de peças produzidas, enquanto o consumo aparente, apesar de uma provável queda de 2,5%, deve chegar aos 6,7 bilhões de peças.

O número de empregados demitidos pelo setor também deve crescer em relação ao anterior. Segundo estimativas do Instituto de Estudos e Marketing Industrial (IEMI), a previsão é que o mercado de trabalho no segmento encerre o ano com queda de 7,1%, na leitura anual, registrando um pessoal ocupado na casa do 1,1 milhão.

Os números foram divulgados na quinta-feira (5/12), durante reunião do Comitê da Cadeia Produtiva da Indústria Têxtil, Confecções e Vestuário (Comtextil) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Ainda segundo pesquisa do IEMI, entre 2007 e 2011, a produção da indústria de vestuário cresceu 15% em peças. Em valores nominais, houve crescimento de 48%.

“No ano passado, a indústria demorou a desaquecer e sobrou peça no varejo. Mas para este ano a projeção é inversa: vão faltar peças”, afirmou Marcelo Prado, diretor do IEMI.

O cenário projetado para 2013 é mais otimista, segundo Prado, já que a produção da indústria de vestuário em volumes deve crescer 2% em volume de peças.

Importados

As vendas em volumes físicos devem apresentar um ganho de 4,7% em 2012 ante 2011, o equivalente a 6,8 bilhões de peças. Boa parte desse volume deve ter sido suprida pela oferta de mercadorias importadas, que pode encerrar o ano absorvendo 26% do mercado doméstico, alcançando os 804 milhões de peças.

De acordo com os números da pesquisa do IEMI, a perspectiva é que a participação dos importados no consumo interno de produtos têxteis em geral seja de 32% em 2012.

Governo anuncia R$ 54,2 bilhões de investimentos na infraestrutura do setor portuário

Agência Indusnet Fiesp, com informações do Blog do Planalto

Ao lançar nesta quinta-feira (06/12), no Palácio do Planalto, o Programa de Investimento em Logística: Portos, a presidente Dilma Rousseff anunciou um volume de R$ 54,2 bilhões em investimentos do governo para modernizar a infraestrutura do setor portuário brasileiro.

“Nós queremos inaugurar uma nova era com a modernização da infraestrutura e da gestão portuária. Nós queremos expandir os investimentos baseados numa parceria entre o setor privado e o público, e queremos que isso se dê pelo aumento da movimentação de cargas. (…) O objetivo do programa é ter a maior movimentação de carga possível, com o menor custo possível. O volume de cargas é a nossa orientação”, afirmou Dilma.

Até 2014/2015, serão aplicados R$ 31 bilhões em novos investimentos em arrendamentos e Terminais de Uso Privativo (TUPs). E entre 2016/2017, o aporte é de mais R$ 23,2 bilhões.

O programa estabelece ainda a retomada da capacidade de planejamento portuária, com a reorganização institucional do setor e a integração logística entre modais.
A Secretaria de Portos ficará responsável pela centralização do planejamento portuário, além de portos marítimos, fluviais e lacustres; e o Ministério dos Transportes pelos modais terrestres e hidroviários.

“Os portos brasileiros são responsáveis pelo fluxo de 95% das cargas de exportação do país, o que mostra uma importância muito grande como elo da cadeia logística. (…) Portos que operem de forma mais eficiente e com custos mais baixos e com maior volume de carga contribuirão para tornar as exportações brasileiras ainda mais competitivas. Mais exportação vai resultar em mais produção, mais emprego, mais investimento e mais crescimento. Por isso nós vamos fortalecer o planejamento do setor portuário, porque ele tem de estar integrado aos demais modais”, explicou a presidente da República.

Ainda estão previstos outros R$ 2,6 bilhões para investimentos em acessos hidroviários, rodoviários, ferroviários e em pátios de regularização de tráfego nos 18 principais portos públicos brasileiros, sendo R$ 1 bilhão do Ministério dos Transportes.

O restante será executado principalmente pelos Estados e iniciativa privada. Os portos beneficiados na Região Sudeste são: Espírito Santo, Rio de Janeiro, Itaguaí e Santos; no Nordeste, Cabedelo, Itaqui, Pecém, Suape, Aratu e Porto Sul/Ilhéus; no Norte, Porto Velho, Santana, Manaus/Itacoatiara, Santarém, Vila do Conde e Belém/Miramar/Outeiro; e no Sul, Porto Alegre Paranaguá/Antonina, São Francisco do Sul, Itajaí/Imbituba e Rio Grande.

Programa de Investimento em Portos from BlogDoPlanalto

Ajuste de preço não resolve problema; etanol precisa de política de longo prazo, afirma diretor do Itaú BBA

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA. Foto: Everton Amaro

Alexandre Figliolino, diretor comercial do Itaú BBA. Foto: Everton Amaro

Cerca de um terço das empresas do setor sucroalcooleiro está a situação financeira não saudável, enquanto os canaviais estão em recuperação, mas apresentam rendimentos abaixo da média histórica, avaliou nesta segunda-feira (03/09) o diretor comercial do Itaú BBA, Alexandre Figliolino, ao apresentar um panorama do segmento e falar sobre perspectivas para a produção de açúcar e álcool, durante reunião do Conselho Superior do Agronegócio (Cosag) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

“Não dá para continuar nessa situação. Hoje, a sociedade brasileira está perdendo, o setor está perdendo. A gente já teve no primeiro semestre uma importação de 1,9 bilhão de litros de gasolina. Isso é renda que deixa de ser criada aqui, no Brasil, e vira despesa de divisas com importação enquanto poderíamos fazer combustível”, alertou Figliolino.

Segundo avaliação da União da Indústria de Cana-de-açúcar (Unica), até a primeira quinzena de agosto, foi produzido um total de 9,96 bilhões de litros de etanol da safra 2012/2013, ante 12 bilhões de litros produzidos em 2011/2012, o equivalente a uma queda de 17,5%.

“Ainda não conseguimos chegar a uma política para o etanol de longo de prazo. Não adianta dar reajuste e pronto. Como fica para frente? Precisa criar algo que se tenha segurança”, completou o diretor o executivo do Itaú BBA.

Skaf pede a Mantega para aumentar em 60 dias prazo para recolhimento de impostos

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, aproveitou a presença do ministro da Fazenda, Guido Mantega, na manhã desta quarta-feira (04/07), na sede da entidade, para sugerir a ampliação do prazo para recolhimento de impostos, em mais 60 dias, como medida de curto prazo para estimular a competitividade da indústria brasileira.

“Seria até a oportunidade de propor uma medida dos governos federal e estadual, de alongar em mais 60 dias o prazo para o recolhimento de impostos. Isso irrigaria a economia com recursos de forma linear, democrática, correta, horizontal, e daria imediatamente um folego para a economia no ano de 2012. Isso é uma medida de curto prazo”, afirmou Paulo Skaf durante abertura do Seminário Econômico Fiesp e Lide – “Agenda Brasil, Proposta para o Avanço Acelerado do País”.

Organizado pelo Grupo de Líderes Empresariais (Lide), o seminário aborda propostas para o aumento da eficiência no setor público, transformação de juros em infraestrutura local, eficiência fiscal e competitiva, socialização da riqueza nacional e do tripé educação, inovação e sustentabilidade como pontos cruciais para o crescimento do Brasil. Cerca de 400 empresários participam dos debates.

Na avaliação do presidente da Fiesp, com a inflação controlada, é possível retomar a prorrogação do prazo para a indústria brasileira recolher os impostos. “Há 30 anos, nós tínhamos até 120 dias para recolher. Então as empresas compravam sua matéria-prima, transformavam, recebiam do cliente e depois pagavam o imposto. Com a alta da inflação, os prazos tanto de para venda de mercadoria quanto para recolhimento dos impostos foram sumindo. Quando a inflação ficou sob controle, o prazo para venda das mercadorias foi prorrogado de novo, mas o prazo para os impostos foi muito pouco prorrogado”, enfatizou Skaf, ao abrir o seminário ao lado do ministro Guido Mantega e do secretário da Fazenda do Estado de São Paulo, Andrea Calabi.

Segundo Skaf, o setor produtivo financia uma defasagem de 49 dias em relação ao pagamento de impostos e o lucro: “Ou seja, as empresas pagam os impostos e, só 49 dias depois, a maioria dos setores recebe de seu cliente. Isso tem de ser corrigido”, reforçou.

Médio prazo

Para o médio prazo, o presidente da Fiesp propôs a adoção por parte do governo de uma agenda mais voltada para superar obstáculos à competitividade da produção brasileira, como os custos com energia, logística e infraestrutura deficientes, inovação tecnológica e educação e formação de mão de obra.

“Educação de qualidade, questões de infraestrutura e logística são coisas que poderão resolver, realmente, o problema. Isso depende de nós. O problema da Grécia, da Espanha, depende deles, mas quanto mais fizermos a nossa parte, mais fortes estaremos para o desenvolvimento do nosso país e mais resistentes estaremos em relação aos outros países”, argumentou Skaf.

O ministro da Fazenda, Guido Mantega, disse que a crise atual é tão intensa quanto a de 2008 e afeta mais a indústria. Comentou ainda que sua expectativa de crescimento econômico para o Brasil é de um percentual entre 4% e 5% nos anos de 2013 e 2014.

Produção industrial recua 0,9% de abril para maio, informa IBGE

Estudo anunciado na terça-feira (03/07), em entrevista coletiva, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), aponta que a produção industrial recuou 0,9% na passagem de abril para maio, na série livre de influências sazonais, terceiro resultado negativo consecutivo nesse tipo de comparação, acumulando nesse período perda de 2,0%.

Em comparação com o mês de maio de 2011, o total da indústria apontou queda de 4,3% em maio de 2012 – é o nono resultado negativo consecutivo nesse tipo de confronto e a mais forte queda desde setembro de 2009 (-7,6%), revelam os Indicadores de Produção Industrial do IBGE.

Ainda de acordo com o IBGE, o setor industrial acumulou perda de 3,4% nos cinco primeiros meses de 2012. A taxa anualizada – indicador acumulado nos últimos 12 meses –, ao recuar 1,8% em maio de 2012, prosseguiu com a trajetória descendente iniciada em outubro de 2010 (11,8%) e assinalou a taxa negativa mais intensa desde fevereiro de 2010 (-2,6%).

Veja mais informações no site do IBGE: http://www.ibge.gov.br/home/presidencia/noticias/noticia_visualiza.php?id_noticia=2172&id_pagina=1

Fiesp e Firjan promovem debate sobre segurança alimentar no Humanidade 2012

Katya Manira, Agência Indusnet Fiesp

Produzir alimentos para uma população mundial que já supera sete bilhões de pessoas levando em conta a sustentabilidade não é um desafio trivial. Para ampliar o debate, as Federações das Indústrias do Estado de São Paulo e do Rio de Janeiro (Fiesp e Firjan) promovem nesta terça-feira (19/06), das 9h às 16h, no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, o seminário Segurança alimentar e Sustentabilidade no Agronegócio.

Lideranças empresariais, pesquisadores e sociedade civil discutirão temas como tecnologia e segurança alimentar e o perfil do consumo de alimentos no mundo. O seminário faz parte da agenda do Humanidade 2012 – uma realização da Fiesp, do Sistema Firjan, da Fundação Roberto Marinho, do Sesi-SP, Senai-SP, Sesi Rio e Senai Rio, com patrocínio da Prefeitura do Rio, do Sebrae e da Caixa Econômica Federal –, evento oficial paralelo à Rio+20.

A proposta é reunir em um único dia os cases de sucesso do agronegócio brasileiro, mostrando as tecnologias empregadas para ampliar a produção de maneira sustentável. Dados levantados pela Fiesp mostram que, nos últimos 20 anos, o Brasil apresentou ganhos de produtividade cerca de quatro vezes superiores à média mundial e, com isso, conseguiu poupar mais de 50 milhões de hectares. Fato louvável para uma época em que a área global utilizada para produção de alimentos não acompanha o ritmo de consumo das famílias.

Somando o que o mundo consumiu e o que produziu de alimentos (grãos) nos últimos dez anos, o saldo é de apenas sete milhões de toneladas, ou 0,3% da safra mundial. Como o aumento da renda das famílias dos países em desenvolvimento e a acelerada urbanização em nações como Índia e China tendem a contribuir para o crescimento expressivo do consumo de alimentos, será necessário um novo salto tecnológico para suprir a demanda mundial.

O Humanidade 2012 acontece no Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, entre os dias 11 e 22 de junho, e foi concebido para realçar o importante papel que o Brasil exerce hoje como um dos líderes globais no debate sobre o desenvolvimento sustentável. O espaço de exposições é aberto ao público e a agenda completa de eventos pode ser consultada no site http://www.humanidade2012.net. A reunião será transmitida ao vivo pelo site.

2012 começa ruim para a produção industrial brasileira

Federação e Centro das Indústrias do Estado de São Paulo

Depois de um 2011 decepcionante para o setor produtivo, com a indústria de transformação estagnada e crescimento de 1,6% da indústria em geral – de acordo com o PIB divulgado, nesta terça-feira (6), pelo IBGE –, 2012 começa confirmando tendência negativa e ainda não ensaia melhora.

O resultado do levantamento da Produção Industrial Mensal (PIM), divulgada nesta quarta-feira (7) pelo IBGE, trouxe mais um resultado péssimo para a Indústria brasileira: -2,1% na comparação de janeiro (2012) contra dezembro (2011).

“Todas as pesquisas, incluindo as do IBGE, mostram exatamente o que temos falado há bastante tempo sobre o processo de desindustrialização que o país está vivendo. Agora só falta o governo tomar as medidas corretas para enfrentá-la. Hoje, o governo demonstra descaso com setor produtivo brasileiro”, afirma Paulo Skaf, presidente da Fiesp e do Ciesp.

Skaf cita o câmbio, os juros, o preço da energia elétrica, o spread bancário, a carga tributária, a infraestrutura deficiente e os incentivos fiscais a produtos importados (“Guerra dos Portos”) como fatores decisivos para o fraco desempenho da Indústria Brasileira. A Fiesp e o Ciesp projetam crescimento de 2,6% para o PIB do país e 0,0% para a indústria de transformação em 2012. “Mas não devemos nos conformar com isso”, diz Skaf.

“Há notícias de novas medidas sendo planejadas pelo governo. Não podemos aceitar medidas semelhantes às tomadas até aqui. Precisamos de uma ruptura com esse de política econômica e industrial. Quem quer resultados diferentes, precisa tomar atitudes diferentes”, conclui.

Indústria paulista acredita que crise europeia afetará produção

Para avaliar o desempenho da indústria paulista no 2º semestre de 2011, expectativas com relação a 2012 e os impactos da crise econômica internacional, o Departamento de Pesquisas e Estudos Econômicos (Depecon) da Fiesp divulgou nesta segunda-feira (30) uma pesquisa realizada entre os dias 1º de dezembro de 2011 e 6 de janeiro de 2012, com 398 empresas industriais do Estado de São Paulo.

Divididas por porte, as empresas avaliadas – micro/pequenas (56%), médias (34%) e grandes (10%) – apresentaram 43% de queda na produção, contra 35% das que tiveram aumento no período. Quanto às exportações, por outro lado, o resultado é um pouco melhor em relação ao 1º semestre de 2011, mas pior que os três semestres anteriores.

Ante a crise internacional, 71% das empresas acreditam que serão afetadas por meio da redução da demanda interna por seus produtos, 44% acreditam que poderão ter que revisar seus planos de investimento, 41% afirmam que as oscilações do câmbio podem afetar a competitividade dos produtos no mercado interno, 22% apontam possível dificuldade de obtenção de crédito.

Para baixar a pesquisa completa, clique aqui.