Banco Central reduz estimativa de crescimento do PIB para 1,6%

Alice Assunção, Agência Indusnet Fiesp

O Banco Central revisou para baixo seu prognóstico para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2012, de 2,5% para 1,6%, enquanto a estimava para o desempenho da produção da indústria no ano passou de um aumento de 1,9% para -0,1%.

O relatório mensal de projeções, divulgado quinta-feira (27/09) pela autoridade monetária na véspera (27/09), também revela que o aumento das importações foi revisado para 2,7%, contra projeção anterior de 5,6%. A queda reflete uma desaceleração da demanda doméstica.

No documento, o Banco Central afirma que há no Brasil “uma recuperação se materializando de forma gradual, mas o ritmo de atividade tende a se intensificar neste semestre e no próximo ano”.

Ainda de acordo com o relatório de setembro, a contribuição da demanda interna para a expansão do PIB em 2012 é prevista em 1,8 ponto percentual, enquanto o setor externo deve apresentar uma contribuição negativa em 0,2 ponto percentual.

O Comitê de Política Monetária (Copom) do BC afirmou que medidas, como a redução da taxa básica de juros em curso desde agosto de 2011, implementadas até o momento, têm efeito defasado e cumulativo sobre a atividade econômica.

Segundo a autoridade monetária, tais políticas têm reflexo parcial sobre a recuperação econômica brasileira e “se o cenário prospectivo vier a comportar um ajuste adicional nas condições monetárias, esse movimento deverá ser conduzido com máxima parcimônia”.

Indústria

Também na quinta-feira (27/09), a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) divulgou que a atividade da indústria paulista registrou queda de 0,3% em agosto sobre julho, na série com ajuste sazonal, e despencou 5,3% no acumulado dos 12 meses, em relação ao período imediatamente anterior.

O diretor do Departamento de Estudos e Pesquisas Econômicas (Depecon) da Fiesp, Paulo Francini, avalia que a dificuldade do setor produtivo em se recuperar da queda sinaliza que o prejuízo que sofreu é mais intenso que o esperado.

A Fiesp estima que o índice de atividade da indústria paulista deve fechar o ano de 2012 negativo em 5% na comparação com 2011. No mês passado, a entidade previa uma taxa negativa em 4,4% para o indicador.