Fiesp mostra aos suecos como o Brasil ampliou sua produção agrícola

Edgar Marcel, Agência Indusnet Fiesp

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Roberto Giannetti da Fonseca, diretor-titular do Derex/Fiesp

Compartilhar com os suecos como vamos encarar os desafios do século 21. A frase, de Roberto Giannetti da Fonseca, diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Derex) da Fiesp, resume o objetivo do Encontro Empresarial Brasil-Suécia, realizado nesta quarta-feira (18), na sede da entidade.

Durante a apresentação do panorama do agronegócio brasileiro aos empresários e autoridades suecas, o diretor citou a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa) como caso de sucesso na agricultura sustentável e os números da balança comercial, com superávit de 63 bilhões de dólares em alimentos que vão para o mundo todo.

“Somos o primeiro produtor mundial de café, suco de laranja e açúcar; segundo produtor de etanol, porém, maior exportador do biocombustível, juntamente com carnes e soja; e quarto maior produtor de carne suína”, explanou Giannetti.

Ele explicou que a produtividade brasileira cresceu por meio da adoção de políticas públicas para o desenvolvimento da agricultura, como pesquisa e inovação e uso de tecnologias competitivas no cerrado, que abrange oito estados brasileiros e representa 30% do território nacional.

A atuação tecnológica da Embrapa na região incluiu a engenharia genética, novas práticas de irrigação e uso da terra juntamente com o uso de novas sementes, o que aumentou a produção nos últimos anos. Em muitos destes cultivos, o Brasil possui o maior crescimento de produtividade mundial em algodão (300%), milho (129%) e soja (84%), muito além da média americana e do restante dos países.

O futuro nos pertence

E o que isso significa para o suprimento de alimentos no mundo? De acordo com a Organização das Nações Unidas para Agricultura e Alimentação (FAO), o planeta vai necessitar de produtos agrícolas e alimentos de modo geral, em teoria, de 81,7 milhões de hectares a mais dedicados à agricultura.

Segundo Giannetti, no Brasil podemos ter até 60 milhões de hectares de pastos aptos à produção agrícola. Isso possibilitará ao País ofertar alimentos ao mundo sem desmatar outras áreas, “pois já temos ‘estoque’ de terras disponíveis para produzir alimentos nos próximos anos”, afirmou.

“O plantio de alimentos no mundo pode crescer 20% para atender à demanda até 2020. E desta procura incremental o Brasil vai fornecer 40% dos alimentos necessários, isso significa que somos os maiores responsáveis em criar um ambiente de segurança alimentar e temos total consciência disso”, antecipou o diretor do Derex/Fiesp.