Em seminário, Chile apresenta oportunidades de negócios e investimentos

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

No seminário “Chile e Brasil – Ampliando Negócios e Investimentos”, realizado nesta terça-feira (04/11) no hotel Intercontinental, em São Paulo, autoridades da área econômica e de comércio exterior do Chile apresentaram oportunidades para aumentar as relações comerciais com os anfitriões. O evento foi realizado pela agência ProChile e pelo Centro e pela Federação das Indústrias do Estado de São Paulo Ciesp e Fiesp).

Ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Luis Felipe Céspedes: governo de seu país está empenhado em estabelecer políticas para aumentar a confiança dos parceiros econômicos. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

Na abertura dos trabalhos, o embaixador do Chile no Brasil, Jaime Gazmuri, disse que a visita de presidente Michelle Bachelet, em junho deste ano, inaugurou um novo momento nas relações bilaterais. “O Brasil é principal sócio econômico do Chile na América Latina”, destacou, reforçando que há um amplas oportunidades para que empresas brasileiras se instalem no Chile e possam acessar outros mercados de forma mais competitiva.

O ministro de Economia, Fomento e Turismo do Chile, Luis Felipe Céspedes, explicou que os dois países têm desafios similares na economia diante da crise global e que o governo chileno tem o compromisso de diminuir as desigualdades sociais sem mexer na solidez de políticas fiscais que vêm se mantendo há muitos anos.

Céspedes assinalou que a estratégia para crescimento da economia chilena passa por parcerias público-privadas e que há áreas com muito potencial para atrair capital estrangeiro, mencionando setores como turismo, infraestrutura, logística e mineração. Nessa última, a estratégia passa por credenciar o Chile – o maior produtor de cobre do mundo – como um grande prestador de soluções tecnológicas e de robótica na exploração de jazidas.

Ele disse ainda que o governo está empenhado em estabelecer políticas para 15 a 20 anos, que aumentem a confiança dos parceiros econômicos. “Isso é o que os investidores buscam. Ter perspectivas de longo prazo.”

“Queremos permitir que o investidor estrangeiro invista e possa transformar o Chile em uma plataforma para chegar ao outro lado do mundo.”

Representando o presidente Paulo Skaf, o vice-presidente do Ciesp, Abdo Antonio Hadade, recordou que a Fiesp tem feito esforço muito grande para o sucesso das relações com o vizinho sul-americano e que na gestão do presidente Skaf foram feitos 28 encontros de negócios com autoridades e empresários do Chile. “Temos muito interesse que o nosso país tenha esse relacionamento com o Chile.”

Abdo Hadade propôs uma missão empresarial brasileira ao Chile no ano de 2015. Foto: Helcio Nagamine/Fiesp

 

“Proponho que no próximo ano o Brasil faça uma missão econômica ao Chile”, sugeriu Hadade, ressaltando que o país do Pacífico tem relações comerciais com muitas nações em todo o mundo e que pode servir como uma porta de entrada para negócios brasileiros. “Tudo que precisarem aqui estamos à disposição para ajudar no relacionamento entre os dois países”, disse o vice-presidente do Ciesp.

Jorge Pizarro Crisit, vice-presidente do Comitê de Investimentos Estrangeiros no Chile (CIE), apresentou indicadores que, segundo ele, estimulam o investimento estrangeiro: a posição 33 no Índice de Competitividade Global e o décimo-terceiro lugar em um ranking que avaliou o ambiente de negócios de 82 países.

Segundo ele, uma das oportunidades está na área de energia, observando que uma lei recente obriga o país a aumentar a geração de energia renovável em sua matriz.

Entre os requisitos do governo chileno, nesse trabalho de prospecção de capital externo, estão investimentos que agreguem valor, energizem mercados altamente concentrados, gerem empregos de qualidade e permitam o desenvolvimento do capital humano local.

“Considerem o comitê como parceiro para entrar no Chile”, convidou Pizarro.

Rafael Sabat Méndez, subdiretor Internacional do ProChile, lembrou que a agência tem como missão principal apoiar as pequenas e médias empresas, contando com uma rede de 50 escritórios comerciais no mundo para apoiar o processo de exportação e internacionalização, inclusive em São Paulo. “O Brasil é o quarto parceiro comercial do Chile no mundo”, ressaltou.