Príncipe da Bélgica elogia atrativos da indústria nacional

Agência Indusnet Fiesp 

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Príncipe Philippe, da Bélgica, recebe a comenda da Ordem do Mérito Industrial, entregue por Benjamin Steinbruch, presidente em exercício da Fiesp. Foto: Vitor Salgado

O príncipe Philippe, da Bélgica, veio à Fiesp, nesta segunda-feira (10), acompanhado por uma comitiva com mais de 200 empresários. Durante o encontro, ele recebeu a comenda da Ordem do Mérito Industrial da entidade e afirmou que seu país possui interesses estratégicos em negociar com o Brasil.

Entre os atrativos nacionais, destacou a iniciativa pioneira do País em investir e desenvolver uma matriz energética limpa, principalmente com a exploração do gás e do etanol. Do mesmo modo, chamou a atenção para a força do agronegócio brasileiro, um dos maiores produtores de alimentos do mundo.

“O Brasil, e especificamente São Paulo, confirmam o grande momento econômico e social pelo qual passam. A liderança brasileira, não somente na América Latina, mas nos principais órgãos internacionais, mostra esta estabilidade”, ressaltou.

Por outro lado, o príncipe também listou as vantagens que investidores do Brasil podem encontrar na Bélgica, principalmente no setor de infraestrutura, que agrega grande valor tecnológico. “Nós trabalhamos em soluções logísticas para metrópoles do porte de São Paulo. Por exemplo, poderíamos ajudar muito no tráfego de veículos, o que pode ser útil para o trânsito da cidade”, garantiu.

De acordo com o herdeiro do trono belga, outras frentes industriais importantes de seu país são a indústria farmacêutica e a de tecnologia medicinal. “A Bélgica pode ser um importante aliado do Brasil para decisões econômicas e diplomáticas na União Europeia. Os dois lados só têm a ganhar”, acrescentou.

Em seu discurso, o presidente em exercício da Fiesp, Benjamin Steinbruch, sublinhou a empolgação dos empresários brasileiros em selar acordos comerciais com os belgas, também de olho na possibilidade de avanço das negociações entre Mercosul e União Europeia.

“O fortalecimento dos países, com possíveis acordos, é inegável. Brasil e Bélgica já mantêm trocas comerciais interessantes, mas aumentar essas transações é fundamental no cenário atual do mundo”, enfatizou.

Encontro produtivo

Um pouco antes disso, CEOs brasileiros e belgas se reuniram para conhecer as oportunidades mutuas de investimentos. Na ocasião, o diretor do Departamento de Relações Internacionais e Comércio Exterior (Coscex) da Fiesp, Roberto Giannetti, apresentou aos colegas as especificidades da indústria local e colocou a Fiesp à disposição dos convidados.

“Abrimos nossa estrutura para auxiliar aos que buscam investir no Brasil, principalmente para suporte a negócios ligados à Copa do Mundo de 2014 e aos Jogos Olímpicos de 2016”, disse Giannetti.

O presidente da Federação das Indústrias da Bélgica, Thomas Leysen, também aproveitou para divulgar a indústria belga, e apostou na localização privilegiada do país; em sua inerente necessidade de negócios internacionais, já que não produz tudo o que necessita; e da força de trabalho produtiva e de qualidade.

“Estamos no coração da Europa. Mais de 70% do PIB da União Europeia está direta ou indiretamente ligado à Bélgica. Temos uma alta quantidade de estradas, trilhos e portos. Além disso, nossa produtividade está 25% acima da média da Europa”, concluiu Leysen.