Lula é inspiração para esquerda democrática, diz primeiro-ministro de Portugal, na Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

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José Sócrates, primeiro-ministro de Portugal (de gravata azul), destacou que o crescimento econômico do Brasil é importante para seu país poder se tornar uma plataforma para as empresas brasileiras atuarem em outras nações da Europa. Foto: Fiesp

Durante encontro com empresários na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), o primeiro-ministro português, José Sócrates, disse que o presidente da República do Brasil, Luiz Inácio Lula da Silva, é um dos grandes nomes da esquerda mundial, com um capital político que não deve ser desperdiçado.

“O presidente Lula poderia assumir qualquer cargo de relevância no cenário internacional”, afirmou o premier, nesta quinta-feira (27), na Fiesp. Ele ressaltou, ainda, que Lula é o grande responsável pela posição privilegiada do Brasil na nova geografia da ordem mundial. “Ele [presidente Lula] mostrou para o mundo que esquerda democrática sabe governar”, completou.

O primeiro-ministro veio ao Brasil com foco nos investimentos recíprocos. Ele afirmou que o crescimento econômico do Brasil é importante para Portugal e que seu país pode se tornar uma plataforma para as empresas brasileiras atuarem em terceiros mercados.

Em relação a crise financeira que ronda a Europa, Sócrates amenizou a situação e disse que o euro não está em crise e os problemas sofridos são consequências da “jovialidade” da moeda, que completou 10 anos em transação. Para frear os malefícios trazidos pela crise européia, o primeiro-ministro revelou que seu país irá trabalhar para diminuir 2% de seu déficit orçamentário.

Questionado sobre a possibilidade de esta manobra barrar o crescimento de Portugal, ressaltou que o incremento econômico pode ser prejudicado, mas que não há alternativa a ser tomada. “O equilíbrio do processo de crescimento do país fica pendente, mas não há o que fazer. Estamos fazendo o que precisa ser feito. Espero que este movimento freie os ataques especulativos”, explicou.

Sobre o imbróglio que envolve a Portugal Telecom (PT), Telefonica e Vivo, José Sócrates disse que a PT não abre mão do controle da Vivo, pois segundo ele, a companhia brasileira é um pilar estratégico para dar dimensões mundiais à empresa portuguesa. A PT e a Telefonica são parceiras e controlam a Vivo, que é maior operadora de telefonia móvel do Brasil.