Entrevista: Marcio Fernandes conta como se tornou presidente antes dos 40 anos

Por Karen Pegorari Silveira

Cabelos grisalhos, semblante sério, terno alinhado e idade acima dos 60 anos. Essa é a imagem de um típico presidente de uma grande empresa ou pelo menos era, até pouco tempo atrás.

Hoje, segundo pesquisa da consultoria Hay Group, de São Paulo, realizada com 140 organizações, essa regra mudou um pouco e a parcela de jovens executivos chefes, ou CEOs, está aumentando. Atualmente, mais de 6% das empresas no Brasil têm um líder com menos de 40 anos. A mesma pesquisa, realizada em menos de 5 anos atrás, apontava que só 3% da amostra tinha presidentes nessa faixa etária, o número dobrou.

Marcio Fernandes é um desses líderes e chegou à presidência da Elektro, uma das maiores distribuidoras de energia elétrica do Brasil, antes dos 40 anos.

Conheça sua trajetória profissional, seus valores e suas estratégias empresariais para obter sucesso nos negócios nesta entrevista exclusiva.

Como foi sua carreira até chegar à presidência? Você estipulou metas ou teve que abdicar de algo alcançar este patamar?

Marcio Fernandes – Comprovando que não existe sucesso sem trabalho, aos 12 anos, comecei a trabalhar como auxiliar de mecânico em uma oficina, pois queria comprar meu primeiro vídeo game. Foi quando percebi as vantagens que o trabalho proporciona. O meu primeiro emprego com “carteira assinada” foi na Casas Pernambucanas como pacoteiro, em janeiro de 1988.

Passei por outras empresas, sempre em áreas financeiras, e em agosto de 2004 iniciei a minha carreira na Elektro, na área de Custos e Orçamentos. Em sete anos, passei por diversas áreas e em setembro de 2011 assumi o cargo de diretor-presidente da Elektro, o qual ocupo até hoje.

Ser presidente nunca foi uma meta para mim. Os movimentos mais amplos com a diversificação de conhecimento em áreas pelas quais passei na Elektro, somados a experiência financeira que já tinha e a persistência e a disciplina, me tornaram presidente.

Como você concilia a vida pessoal com as exigências da vida profissional?

Marcio Fernandes – Felizmente, para mim tem sido muito fácil conciliar a vida pessoa e profissional, pois conto com um time incrível. Assim, consigo estar 100% dedicado no horário de trabalho às questões profissionais, mas da mesma forma faço questão de dedicar um tempo diário para participar de momentos em família, afinal é pela família que nos tornamos profissionais dedicados e comprometidos com nosso trabalho.

Você falou que acredita em um modelo de gestão onde “felicidade gera resultado”. Como é esse modelo no dia a dia?

Marcio Fernandes – A filosofia de gestão da Elektro é baseada na confiança e feita por pessoas e para as pessoas, consideramos que delas nasce a força, a competitividade e o êxito de uma empresa. Colaboradores satisfeitos e felizes podem alcançar resultados melhores, produzir mais e com mais qualidade e sentir-se valorizados com isso.

A nossa gestão está baseada em quatro macro temas: Acreditar, Praticar, Melhorar e Compartilhar. Esse modelo já era praticado por nossos colaboradores, muito antes de ser consolidado. O sentimento e objetivo do time Elektro sempre foi crescer juntos, formando uma grande corrente do bem. As nossas pessoas primeiro acreditam, depois praticam, no trajeto amadurecem e melhoram, depois chegam ao estágio de compartilhar, no qual influenciam outras pessoas a seguirem o mesmo caminho.

A grande mudança trazida pela minha gestão é o foco nas pessoas e na sustentabilidade de nosso negócio, os resultados se tornam mera consequência e são realmente incríveis.

Na sua opinião, qual é o legado da geração Y no modelo de liderança?

Marcio Fernandes – Para nós, representa um importante passo, uma atualização ao modelo social vigente. Assim como vivemos em outras gerações, nas quais tivemos evoluções interessantes, esta em particular será marcante pela tecnologia, inovação e, definitivamente, pela globalização da informação.

Em nossa empresa, já nos adaptamos e criamos um ambiente favorável, inspirador e desafiador que estimule essa geração criar, mostrar sua capacidade, conhecimento e inovação.

A inquietação dessa geração quando conciliada com grandes desafios, trazem ótimos resultados para empresa e para a sociedade. As pessoas passam a se desenvolver e crescer com mais rapidez, porém com o conteúdo suficiente para continuar agregando valor.

Que tipo de habilidade um líder jovem como você procura em um gestor? Como se formam líderes na Elektro?

Marcio Fernandes – Valorizamos gestores que trabalham com “brilho nos olhos”, confiança, competência e vontade de crescer. Um gestor precisa transmitir credibilidade, saber negociar e liderar, sem se esquecer da habilidade em lidar com as pessoas e manter-se humilde. Tudo isso certamente trará resultados sólidos e sustentáveis.

A formação de líderes na Elektro acontece de forma diferenciada, desenvolvemos a liderança focando na sua capacidade de se transformar em num líder mais humano e como consequência desenvolvemos a inovação, a comunicação, o planejamento, a capacidade de ouvir e ser ouvido, o trabalho em equipe etc.

Quebramos a barreira das palestras tradicionais e buscamos esse desenvolvimento trabalhando com voluntariado e contribuindo com a nossa comunidade, desenvolvendo e formando jovens carentes para o mercado de trabalho, reformando creches, realizando sonhos de crianças entre outros.

Falando um pouco de sustentabilidade, como é para a Elektro a inovação em prol da sustentabilidade?

Marcio Fernandes – A Elektro acredita que a inovação tecnológica e de processos é fundamental para garantir a máxima eficiência no uso dos recursos e melhoria da qualidade dos serviços prestados. Estamos praticando este conceito, por exemplo, em São Luiz do Paraitinga, cidade turística e histórica do estado de São Paulo, onde estamos promovendo uma transformação tecnológica ao torná-la uma Cidade Inteligente. Com um investimento aproximado de 18 milhões de reais, estamos instalando medidores inteligentes que permitem leitura, corte e religação de energia à distância, minimizando deslocamentos e promovendo eficiência operacional. A Elektro também foca em equipamentos que promovem automação, de modo que seja possível restabelecer mais rapidamente a falta de energia em caso de eventuais problemas na rede. Entre outras inovações, o projeto também contempla soluções em mobilidade urbana como bicicletas elétricas e ônibus elétrico, com baterias de rápida recarga (20 segundos). O objetivo é que nossos clientes possam compartilhar dessas inovações e usufruir de melhores serviços, reduzindo o impacto ambiental e promovendo eficiência operacional.

A transformação para um mundo melhor começa com pequenas atitudes capazes de abrir horizontes, ampliar a nossa consciência e gerar oportunidades.

Aqui na Elektro, por meio de uma gestão humana, do uso eficiente dos recursos e da inovação tecnológica, pensamos nas novas gerações e trabalhamos a favor do futuro.

 

Istoé Dinheiro destaca reportagem com presidente da Fiesp

Agência Indusnet Fiesp

A capa da Istoé Dinheiro com o presidente da Fiesp. Foto: Reprodução

A capa da revista com Steinbruch. Foto: Reprodução

A última edição da revista Istoé Dinheiroda Editora Três, destaca, em sua capa, entrevista com o presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Benjamin Steinbruch.

Dessa forma, a reportagem A voz do dono – O dono da voz, repercute as declarações de Steinbruch, dadas na abertura da 25ª edição do Congresso Brasileiro do Aço, realizado no complexo WTC, na capital paulista, no dia 12 de agosto, sobre a atual situação da economia brasileira.

>> Leia o texto da Istoé Dinheiro

 

 

Paulo Skaf participa do Anuário Época Negócios 360º, que premia as melhores empresas do país

Agência Indusnet Fiesp

O presidente da Federação e do Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp/Ciesp), Paulo Skaf, participou nesta terça-feira (25/09)  do Anuário Época Negócios 360º, promovido pela revista Época Negócios. O evento, em sua primeira edição, premiou as melhores empresas do país a partir da análise de seis dimensões de atuação (resultados financeiros, governança corporativa, capacidade de inovação, políticas de recursos humanos, responsabilidade socioambiental e visão de futuro).

As dez empresas mais bem colocadas foram Natura, Vale, CPFL, Souza Cruz, Samarco, Hospital A. C. Camargo, Embraer, Ambev, Itaú Unibanco e Cielo.

Realizado na Casa Fasano, em São Paulo, o evento reuniu presidentes e representantes das melhores empresas do país, além do governador do Estado de São Paulo, Geraldo Alckmin; do vice-governador, Guilherme Afif Domingos e do prefeito de São Paulo, Gilberto Kassab.

Paulo Skaf entregou os prêmios para os representantes das empresas Tangará Foods, Ambev, Copasa e Souza Cruz (veja galeria de fotos abaixo).

Visita à Fiesp é primeiro compromisso oficial do presidente eleito do México

Agência Indusnet Fiesp

Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México

Eleito em julho deste ano, Enrique Peña Nieto escolheu a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) para seu primeiro compromisso oficial como presidente do México.

Nieto reúne-se com Paulo Skaf e empresários paulistas na manhã desta quarta-feira (19/09), antes de se encontrar com a presidente Dilma Rousseff, em Brasília, no dia 20/09.

O presidente mexicano ainda passará por outros cinco países latino-americanos: Guatemala, Colômbia, Chile, Argentina e Peru. Enrique Peña Nieto toma posse no dia 1º de dezembro e abraçou a tarefa de estreitar laços e aprofundar o relacionamento político e econômico com os países da América Latina.

Após a crise econômica de 2009, o México tomou novo fôlego e voltou a ser um país competitivo a fim de suprir a demanda do mercado norte-americano por bens industriais, desbancando a China e demais países asiáticos. Seu parque industrial conta com duas fortes variáveis para chegar a esse resultado: reajustes salariais abaixo dos ganhos de produtividade e desvalorização cambial.

Os indicadores do México apontam para investimento com projeção de 26% do PIB, em 2012 ante 25,6% em 2011, inflação e taxa de desemprego em queda, enquanto as reservas internacionais giravam, no começo deste ano, em torno de US$ 149 bilhões.

As exportações mexicanas têm como principal destino os Estados Unidos e o Canadá (84% do total exportado em 2010), ambos países que formam, em conjunto com o México, o Tratado Norte-Americano de Livre Comércio (Nafta). O Brasil é seu principal parceiro na América Latina, tendo somado US$ 3,8 bi, em 2010.

A balança comercial Brasil-México, em 2011, apresentou déficit de US$ 1,2 bilhão, sendo que as exportações somaram US$ 4 bi e as importações US$ 5,1 bi.

Presidente da Audi ensina jovens da Fiesp a crescer “sem manual”

Cesar Augusto, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Kakinoff, presidente da Audi Brasil

Modelo de jovem bem-sucedido, o presidente da Audi Brasil, Paulo Kakinoff, de 37 anos, enalteceu a ausência de um manual de gestão que guiasse sua carreira, durante Reunião Ordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE), realizada nesta terça-feira (20), na sede da Fiesp.

‘Minha carreira não teve nada desses ensinamentos de manual, foi movida por trabalho e paixão”, afirmou. Aos 18 anos, Kakinoff foi contratado pela Volkswagen do Brasil e, aos 23, já era um dos executivos da montadora alemã. Aos 29, assumiu o cargo de diretor de Marketing e Vendas do grupo e chegou à presidência da marca Audi, em 2009, aos 34 anos.

Ele contou experiências vividas em 18 anos de carreira no setor automobilístico e explicou quais são os desejos do consumidor atual, inclusive o do mercado de luxo. Mostrou as mudanças de comportamento e os novos perfis de usuários de automóveis e outros produtos de consumo.

“Produto de luxo é cada vez menos aquilo que parece ser e cada vez mais aquilo que realmente é. O novo consumidor de luxo não quer mais aparentar, ele procura qualidade real no que consome”, apontou. “Ele paga caro por um produto, mas exige qualidade de fato. Essa qualidade passa também pela postura social e ambiental da empresa que o fabrica.”

Público da reunião do CJE lotou o Espaço Nobre da Fiesp

O executivo acrescentou: “Existem novos valores pessoais que não estavam na agenda da classe A até os anos 1990. O melhor exemplo é a compra de um carro. Ninguém mais quer andar com um carro ‘beberrão’, poluindo por aí. Em seis anos, o jipe Hummer – que pesava 3,5 toneladas e fazia um km por litro – deixou de ser um grande sucesso nos EUA e se tornou quase um crime social. A empresa que o fabricava quebrou e nem pode ser vendida antes porque não achou possíveis compradores interessados”.

Segundo ele, pesquisas têm mostrado o que é percebido como luxo hoje, e isso mudou muito com o passar do tempo. “Aquele que possui bens materiais já não é mais visto como bem-sucedido. De acordo com pesquisas mundiais, hoje o artigo percebido pelas pessoas como de maior luxo é o tempo livre com a família.”

Novo presidente assume a direção do Conselho de Agronegócio da Fiesp

Solange Sólon Borges, Agência Indusnet Fiesp

Da esq. p/ dir.: Roberto Rodrigues, João Guilherme Sabino Ometo e João de Almeida Sampaio Filho

Sob a liderança do vice-presidente da Fiesp, João Guilherme Sabino Ometto, foi realizada nesta segunda-feira (26) a troca de comando da presidência do Conselho Superior de Agronegócio (Cosag) da federação.

João de Almeida Sampaio Filho, ex-secretário de Agricultura e Abastecimento do Estado de São Paulo, assumiu no lugar do ex-ministro Roberto Rodrigues, que esteve à frente do Cosag nos últimos cinco anos.

Ometto fez um balanço do trabalho realizado pelo Cosag: 42 reuniões e o encaminhamento de diversas propostas, como a desoneração tributária dos alimentos, a modernização da defesa agropecuária, o debate de questões ambientais e, mais recentemente, o engajamento na campanha Sou Agro, de valorização do agronegócio no território nacional.

Roberto Rodrigues, ao deixar o cargo, elogiou a visão do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, quando criou o Cosag por entender que o agronegócio integra uma cadeia produtiva.

Sampaio afirmou que dará continuidade ao trabalho realizado por Rodrigues. Para ele, há pontos fundamentais a serem trabalhados ainda, o que inclui questões tributárias e comerciais e o acesso ao crédito. “O Cosag é uma instância propícia para se fazer esse tipo de debate, pois agrega os diversos elos do agronegócio”, disse, ao agradecer o voto de confiança. Em sua expectativa, o bom senso deve prevalecer para a aprovação do Código Florestal que, acredita, será votado ainda este ano.

Paulo Skaf é reeleito presidente da Fiesp e do Ciesp

Mariana Ribeiro, Agência Indusnet Fiesp

Paulo Skaf: "Com a renovação do mandato, até 2015, concluiremos os projetos educacionais iniciados na atual gestão"

 

 

O empresário Paulo Skaf teve sua reeleição confirmada nas urnas, nesta segunda-feira (11), para dirigir a Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) pelos próximos quatro anos. Ele também foi reeleito para presidir o Centro das Indústrias do Estado de São Paulo (Ciesp).

As eleições ocorreram simultaneamente em todo o estado e tiveram comparecimento expressivo. Na Fiesp, os votos favoráveis totalizaram 98,4% dos votos válidos. O pleito teve chapa única. Dos 123 votos válidos, a chapa vencedora recebeu 121. No Ciesp, a vitória foi confirmada ao se apurarem 2.029 votos. A apuração ainda não foi ratificada, pois envolve 42 regionais, sendo cinco na capital.

Para Skaf, a votação expressiva demonstra a renovação da confiança dos setores produtivos para mais quatro anos de mandato, que se iniciam em setembro deste ano. Na primeira eleição após a mudança do estatuto da entidade, em 2007, Paulo Skaf havia sido eleito presidente da Fiesp com pouco menos que 97% dos votos.

“Só tenho a agradecer a confiança dos setores da indústria. A melhor aprovação é essa, a votação. E tivemos um índice bastante significativo”, comemorou Skaf, após a divulgação dos resultados pela comissão eleitoral, presidida pelo ministro Sydney Sanches, ex-presidente do Supremo Tribunal Federal (STF).

Continuidade

Como pontos fortes do atual mandato, Skaf citou os projetos do Sesi e do Senai de São Paulo, que promoveram uma revolução na educação. O programa inclui a construção de 100 escolas, totalmente adaptadas para o ensino em tempo integral, além da articulação do ensino médio com os cursos técnicos do Senai. O Sistema atingiu a marca de 1,2 milhão de matrículas em 2010.

“É importante a renovação para mais um mandato, porque muitas das obras que ainda não estão concluídas sairão até 2015”, afirmou.

Na área política, Skaf destacou como principal realização seu papel atual de abrir canais permanentes de diálogo com o governo. “Vivemos um momento de plena democracia, em que se resolvem as coisas pelo diálogo. É preciso estar próximo para mudar. Novos tempos exigem mudar as fórmulas”, disse.

“Não adianta ter voz isolada. O nosso objetivo é buscar essa interligação, mas sempre com independência. Vamos procurar oferecer soluções para o governo, construir um grande projeto estratégico para o País”, adiantou Skaf.

Na Fiesp, a chapa tem os empresários Benjamin Steinbruch como 1º vice-presidente, João Guilherme Sabino Ometto como 2º vice-presidente e Josué Gomes da Silva na 3ª vice-presidência. No Ciesp, foram reeleitos como 1º vice-presidente Rafael Cervone Netto, como 2º vice Fausto Cestari Filho e como 3º vice-presidente José Eduardo Mendes Camargo.

Esta é a segunda eleição após a mudança dos estatutos da Fiesp, em 2006, que democratizou a participação do setor na representação sindical. A alteração, aprovada por unanimidade pelos 95 sindicatos participantes da assembleia que deliberou sobre o assunto, elevou de 28 para 133 o número de diretores eleitos. Todos eles exercem trabalho não-remunerado na Fiesp.