Mudanças climáticas: o desafio é Copenhague

Agência Indusnet Fiesp

A questão climática mereceu a atenção do presidente Luiz Inácio Lula da Silva, no II Fórum Brasil-Itália, realizado nos dias 9 e 10 de novembro, na sede da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

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Presidente Lula, sobre Doha: "Quanto mais a gente demorar a fazer um acordo, os países pobres ficarão ainda mais pobres". Foto: Kenia Hernandez

O presidente, em seu discurso durante o evento, criticou o fracasso da Rodada de Doha e a falta de acordo dos países, em novembro do ano passado, por conta da atenção voltada às eleições nos Estados Unidos e na Índia.

“Quanto mais a gente demorar a fazer um acordo, os países pobres ficarão ainda mais pobres”, avaliou. “Quem sabe o Brasil e a Itália podem dar um pontapé extraordinário, na assinatura de um acordo estratégico. Pode ser um sinal forte para acordar a Europa (quanto à questão do clima)”, disse o mandatário brasileiro.

“Ou começa agora a fazer estoque e instalar usinas, ou mais uma vez não será cumprido o que foi acordado”, insistiu o presidente, que cobrou atuação efetiva da União Europeia a fim de cumprir a adição de 10% de etanol aos combustíveis em 2020.

Bem humorado, porém crítico, Lula democratizou os problemas climáticos: “a mudança interessa ao mais pobre e ao mais rico do planeta: o Bill Gates. Essa é a ‘desgraça’ de o mundo ser redondo. Ele vai girando, girando, e todo mundo vai sentir (a mudança). A matriz energética vai ter que mudar, é apenas uma questão de tempo. Não é que o presidente Lula quer vender etanol…”.

Segundo Lula, essa é uma necessidade urgente, mas o presidente também fez a defesa do etanol: “hoje, abriu a boca estou vendendo um litro de álcool”, brincou.

Fiesp nomeia José Alencar como presidente emérito da entidade

Agência Indusnet Fiesp

Cerca de 800 pessoas entre sociedade civil, empresários, prefeitos, governadores, ministros e o Presidente da República, Luiz Inácio Lula da Silva, compareceram na noite de segunda-feira (9) ao Teatro do Sesi São Paulo, para prestigiar a homenagem da Fiesp ao vice-presidente da República, José Alencar, nomeado como presidente emérito da entidade. Um show da sambista Leci Brandão abriu a cerimônia.

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À esquerda, Presidente Lula afaga o companheiro Alencar. Na foto seguinte, o vice-presidente da República recebe de Paulo Skaf e Nicolau Jacob Neto o diploma da Ordem do Mérito Industrial São Paulo

O vice recebeu a condecoração das mãos do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que em seu discurso relembrou a trajetória do filho do seu Antônio e da dona Dolores, que antes de se tornar presidente de uma das maiores indústrias de tecido do mundo, a Coteminas, enfrentou dificuldades desde os sete anos, quando começou a trabalhar.

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À esquerda, Presidente Lula afaga o companheiro Alencar. Na foto seguinte, o vice-presidente da República recebe de Paulo Skaf e Nicolau Jacob Neto o diploma da Ordem do Mérito Industrial São Paulo

“José Alencar é um exemplo de coragem e perseverança e uma prova de que o trabalho vale a pena”, destacou Skaf, elogiando também seu desempenho na gestão presidencial. “No governo, Alencar concilia, com absoluta transparência, irrepreensível conduta política e muita objetividade, seu “DNA” de empresário e cidadão apaixonado pelo Brasil com os compromissos de lealdade perante a administração do presidente Lula”, acrescentou.

Emocionado, o Presidente Lula destacou o companheirismo de José Alencar desde o início de sua gestão, e declarou que a convivência de sete anos no comando do País poderia ser mais longa, porém descartou a possibilidade de um terceiro mandato. “Nós aguentaríamos mais uns cinco anos de batalha, mas vamos esperar o jogo ser jogado”, afirmou.

Lula ressaltou, ainda, que foi uma dádiva de Deus ter conhecido José Alencar. Segundo ele, o vice-presidente é sua cara-metade na política. “Demorei quase 70 anos para conhecê-lo […] Se o tivesse conhecido há muito mais tempo, quem sabe eu não teria perdido tanta eleição”, brincou. “O Alencar, por simplicidade e companheirismo, nunca vai reconhecer, mas eu já estava cansado de ter 30% dos votos nas eleições […] Você foi uma espécie de fundo garantidor que eu precisava”, ressaltou.

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Vice-presidente José Alencar: "Este título é o reconhecimento da crença e de valores que sempre carreguei comigo"

Com lágrimas nos olhos, José Alencar não economizou afagos a Lula e disse que ninguém vota em vice. “O Presidente Lula foi muito generoso comigo. Procurei não atrapalhar nas duas eleições e acho que não atrapalhei”, falou o vice-presidente, que também elogiou Paulo Skaf pelo seu compromisso no desenvolvimento da indústria brasileira.

“Nada resiste à força do trabalho. Tenho lutado para tornar este país mais justo, com tratamento igualitário e com um regime democrático forte, as mesmas bandeiras defendidas por Skaf, da Fiesp.”

Alencar terminou seu agradecimento dizendo que a homenagem da federação parecia ser um sonho, “ainda mais para um menino criado no interior do estado de Minas Gerais”.

“Receber este título é o reconhecimento da crença e de valores que sempre carreguei comigo […] Não há palavras para agradecer este momento tão importante na minha vida”, concluiu o vice-presidente da República e, agora, presidente emérito da Fiesp, José Alencar Gomes da Silva.



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