Skaf: México é impulsionado pela indústria, que cresce porque país tem competitividade

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

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Skaf: "O México está passando por uma fase bem interessante."

O presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Paulo Skaf, acredita que a visita de Enrique Peña Nieto na manhã desta quarta-feira (19/09) demonstra o interesse do presidente eleito do México em estreitar relações com o Brasil.

“A atitude dele, como presidente eleito, de estar aqui, de nos visitar e buscar os caminhos para incrementar nossas correntes de comércio e nossas relações em outras áreas, como cultural, social, educacional, é muito positiva e demonstra que ele é uma pessoa muito aberta e que gosta de conversar com a sociedade e com os setores produtivos”, afirmou.

A passagem pela sede da Fiesp foi o primeiro compromisso oficial de Peña Nieto como presidente eleito do México. “Acho que as intenções dele são muito positivas e ele é uma pessoa de muito bom senso e inteligente. Não vai fazer nada que subtraia, pois está buscando sinergias e multiplicação”, destacou Skaf.

O presidente da Fiesp mostrou otimismo em relação ao crescimento de negócios entre os dois países. Para ele, quando há vontade política, disposição dos setores produtivos e interação entre os países é possível fazer o comércio crescer e beneficia a todos. “Temos um estudo em que consultamos os principais setores quanto à disposição de um acordo com o México. O resultado é que, excetuando o setor de eletroeletrônicos, todos os demais estão dispostos a negociações e acordos com o México”, explicou.

Skaf enfatizou que, enquanto a carga tributária brasileira é em torno de 37 a 38% do Produto Interno Bruto (PIB), no México é de 23% – dos quais 12% é receita da petroleira que vai para o governo. “O México está passando por uma fase bem interessante: desemprego baixíssimo, em torno de 5%; fluxo de comércio de U$ 700 bilhões; previsão de crescimento de 3 a 4%, em 2012; inflação sob controle em torno de 4%; e crescimento industrial de 5%”, enumerou o presidente da Fiesp.

“O México tem o crescimento da economia puxado pela indústria, que cresce porque o país tem competitividade, que é a nossa luta por aqui”, explicou.

Skaf disse acreditar que a presidente Dilma Rousseff está adotando medidas corretas para melhorar a situação do país. Em sua avaliação, no entanto, o Brasil perdeu tempo para começar a mudar. “Estamos no caminho certo, mas tem outros [países] que já estão com custo baixo. E nós ainda estamos com expectativa de baixar e recuperar a competitividade brasileira”, concluiu.

PPaulo Skaf, presidente da Fiesp, e Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México. Foto: Junior Ruiz

Paulo Skaf, presidente da Fiesp, e Enrique Peña Nieto, presidente eleito do México