Precisamos aumentar papel da iniciativa privada na área de saneamento básico, diz presidente do Coinfra

Juan Saavedra, Agência Indusnet Fiesp

Na abertura do 2º Seminário de Saneamento Básico, o presidente do Conselho Superior de Infraestrutura (Coinfra) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), Rodolpho Tourinho, destacou que houve pouca evolução ao longo do último ano na solução dos problemas diagnosticados na primeira edição do evento.

Tourinho: percentual de participação da iniciativa privada no saneamento básico é muito pequeno. Foto: Helcio Nagamine.

Tourinho mencionou, entre os problemas, questões como regulação do setor e modelagem tarifária. “Quando a gente analisa, o que a gente verifica é que lamentavelmente nem tudo aconteceu como a gente queria. Os problemas são os mesmos. Resolvidos pontualmente, do ponto de vista de país, são absolutamente iguais”, observou Tourinho nesta terça (30/10).

Representando o presidente da Fiesp, Paulo Skaf, que cumpre agenda em Brasília (DF), Tourinho disse que a solução, de forma geral, passa pela somatória de dois fatores: boa regulação e investimento privado. “Sem investimentos privados eu não vejo menor condição de resolver os problemas”, lembrando que as ações do governo são importantes, mas insuficientes. “Eu não creio que nem 10% da área de saneamento [básico] esteja com a iniciativa privada. É um percentual muito pequeno”.

“A intenção da iniciativa privada é entrar nesse processo com em todos os outros, como exercita na área de energia e de logística”, assinalou o presidente do Coinfra, dirigindo-se ao secretário estadual de Saneamento e Recursos Hídricos de São Paulo, Edson Giriboni, e ao superintendente regional da Caixa, Paulo José Galli.

Tourinho disse ainda que é preciso analisar por que as Parcerias Público-Privadas (PPPs) não vêm funcionando para ampliar os investimentos no setor. “Vamos tentar mapear exatamente tudo o que precisa ser feito. Esse seguramente é o papel da Fiesp, que vai buscar exercer esse papel de todas as formas, buscando integração e, sobretudo, entendimento com os órgãos federais.”