O mundo busca uma matriz energética mais limpa, diz presidente da Petrobras

Talita Camargo, Agência Indusnet Fiesp

“O mundo busca uma matriz energética mais limpa”, afirmou Maria das Graças Foster, presidente da Petrobras, durante o painel “O futuro do petróleo e do gás natural no Brasil e no mundo”, que encerrou o 13º Encontro Internacional de Energia da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), nesta terça-feira (07/08).

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Graças Foster, presidente da Petrobras

Graça Foster apresentou comparativos de 2000 a 2011 sobre as reservas e produção de óleo e gás natural. No que se refere à produção de óleo, o Brasil cresceu 73%, enquanto que o mundo cresceu 12%. Já na produção de gás natural, o crescimento foi de 61% e 36%, respectivamente. “Nós crescemos muito mais do que a média mundial”, avaliou a executiva da Petrobras.

De acordo com ela, 60% das reservas globais de petróleo estão concentradas em cinco países e 35%, em 47 países. O Brasil ocupa a 14ª. posição em tamanho de reserva. “Nós temos um futuro promissor”, sublinhou.

Sobre o valor de mercado das reservas, Graça Foster informou que 98% do que a Petrobras produz tem sido consumido no Brasil.

“Essa aproximação tão grande das nossas reservas com o melhor do mercado no Brasil – com o sul e sudeste, onde temos 47% do consumo de derivados, 62% do consumo de energia, 55% do PIB [Produto Interno Bruno] e 65% do consumo de gás natural – está a no máximo 300 quilômetros da costa. E isso traz para nós competitividade”,  destacou, explicando que o custo logístico desse petróleo e desse gás “é significamente menor porque está muito próximo da costa e do melhor do mercado no Brasil”.

Segundo a executiva, a Petrobras não tem negado esforços em investimentos. “Na área de exploração e produção, nós (sem somar os parceiros) temos U$ 131,6 bilhões de investimento”, informou.

Política de conteúdo local

A presidente da Petrobras explicou que todo projeto apresentado à diretoria da empresa precisa mostrar porque há conteúdo que não é feito no Brasil. “Não é um dogma e nem uma ordem do governo. Para nós, é uma decisão gerencial, porque representa grande competitividade”, afirmou.

“Nós temos esse compromisso porque acreditamos, não só por uma questão meramente nacionalista, mas porque traz competitividade para a Petrobras”, acrescentou Graça Foster, ao lembrar que a política de conteúdo local também gera empregos e renda para o Brasil, além de eficiência nos serviços. “Faz muito bem para a Petrobras ter a base de bens e serviços aqui no Brasil”, concluiu.