Em evento na Fiesp, presidente da ABIH-SP traça panorama do setor hoteleiro brasileiro

Giovanna Maradei, Agência Indusnet Fiesp

A Organização Mundial do Turismo coloca o Brasil na primeira posição do ranking de potencial em atrativos naturais. Mesmo assim, o país é apenas o 36º na lista dos que mais recebem turistas estrangeiros. A informação é do presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Estado de São Paulo (ABIH-SP), Bruno Hideo Omori, ao participar nesta terça-feira (19/11), na Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp), de seminário para discutir a gestão sustentável no setor hoteleiro.

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Omori: oportunidades de crescimento para o turismo no Brasil nos próximos anos. Foto: Everton Amaro/Fiesp


Omori apresentou o painel “Panorama do Setor Hoteleiro no Brasil”, em que revelou números do setor e perspectivas ante eventos como a Copa do Mundo de 2014 e os Jogos Olímpicos de 2016, entre outros. O evento foi realizado conjuntamente pela Fiesp e Sindicato da Indústria de Refrigeração, Aquecimento e Tratamento de Ar do Estado de São Paulo (Sindratar).

Segundo o especialista, no último ano, o país recebeu apenas 5,8 milhões de visitantes, enquanto a torre Eiffel foi visitada por 8 milhões de pessoas. O turismo gerou no Brasil US$ 6,6 bilhões contra US$ 22 bilhões gastos pelos brasileiros em viagens para fora do país. Um déficit de quase US$ 16 bilhões.

“Temos muito o que fazer para transformar e trabalhar o turismo como uma atividade de potencial econômico, que é uma indústria que gera muito emprego e muita renda”, afirmou Omori. Ele disse ver nos números a prova da importância e do potencial do turismo brasileiro.

Ele ainda lembrou que nos Estados Unidos, maior economia do mundo, o turismo é a terceira fonte de renda mais importante.

Oportunidades

Como grandes oportunidades, Omori listou não só os diversos eventos que serão sediados no Brasil, entre eles a Copa do Mundo e os Jogos Olímpicos, mas também os 45 milhões de novos consumidores emergentes. Outro conjunto de oportunidades está nos chamados mercados secundários e terciários, ou seja, fora das grandes cidades brasileiras.

“Só na hotelaria, pensando até 2017, vão ser em torno de US$ 20 bilhões  investidos na reforma de hotéis ou em novos hotéis” afirmou o presidente ABIH-SP.

Ele disse ainda que acredita que o país tenha espaço tanto para quem pretende explorar as demandas das classes de menor renda, que começam a viajar e a utilizar os serviços hoteleiros, como para quem tem projetos de luxo voltados para classes de maior poder aquisitivo.

Atualmente, informou Omori, o Brasil conta com 15, 5 mil meios de hospedagens, que hospedam 390 mil hóspedes por dia, empregam 365 mil trabalhadores e geram R$ 19,8 milhões só em diárias.