Exposição inédita sobre o Prêmio Nobel está em cartaz no Espaço Fiesp

Agência Indusnet Fiesp 

A trajetória das pessoas e inovações que contribuíram para o progresso da humanidade são o destaque da exposição “O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo”, que tem entrada gratuita e fica em cartaz entre 12 de novembro e 10 de dezembro, das 10h às 20h, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso. Cinco módulos interativos trazem uma rica coleção de textos, imagens, artefatos, documentos exclusivos, interpretações artísticas originais e técnicas avançadas de importantes laureados, que mudaram o mundo com suas ideias. A mostra é realizada pelo Museu e pela Fundação Nobel, sediados em Estocolmo, na Suécia, em parceria com o Sesi-SP e a Fiesp.

O público terá acesso a informações sobre o Prêmio Nobel, seus vencedores, invenções, critérios de escolha e categorias. Detalhes sobre a vida e obra do químico Alfred Nobel (1833 – 1896), idealizador da premiação e inventor da dinamite e do detonador também são revelados.  Dessa forma, os visitantes poderão conhecer melhor a contribuição e relevância da premiação em diversas áreas como física, química, medicina, literatura, paz e economia.

Entre as preciosidades selecionadas para a exibição em São Paulo, os visitantes poderão ver o caderno de anotações do escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, em 2010. E mais documentos exclusivos, obras de arte e invenções como rádio transistorizado, penicilina, plástico, câmera digital, disco rígido, ponteiro laser, computador e outras ideias que revolucionaram o mundo.

“Estamos satisfeitos em poder difundir, pela primeira vez na América Latina, O Nobel e sua trajetória. Acreditamos que esta exposição inédita traça um resumo do prêmio por meio de modernas tecnologias para a difusão e interação com o público”, diz Mattias Fyrenius, CEO do Nobel Media.

Em cinco módulos com telas touch screen e apresentações interativas, o público fará uma viagem pelos seguintes temas: os critérios e as diferentes categorias dos Prêmios; a vida de Alfred Nobel; o Prêmio Nobel de 1901 até hoje; o Prêmio Nobel em nossas vidas e o Prêmio Nobel e o futuro

Essa será a quarta exposição itinerante promovida pela Fundação e pelo Museu Nobel. “Culturas da Criatividade” aconteceu de 2001 a 2008, “Alfred Nobel”, “Redes de Inovações”, de 2008 a 2011, e “Breve Histórico da Ciência”, em 2012. “Culturas da Criatividade” esteve em 14 lugares, “Alfred Nobel” e “Redes de Inovações” estiveram em seis e “Breve Histórico da Ciência” continua viajando – atualmente, em Cingapura.

Depois de São Paulo, a mostra “O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo” irá para a recém-inaugurada biblioteca da FGV, no Rio de Janeiro, e seguirá para América do Norte, Europa e Ásia. O Museu Nobel, que fica em Estocolmo, na Suécia, recebe a exposição de abril de 2014 a fevereiro de 2015.

Sobre o Museu Nobel

O objetivo do Museu Nobel é difundir conhecimento e criar interesse e discussão em torno das ciências naturais e da cultura, por meio da criatividade e técnicas de exposição, tecnologia moderna e design elegante.

No Museu Nobel é possível saber mais sobre o Prêmio Nobel e seu fundador, assim como os laureados e seus esforços criativos. O Museu Nobel está situado em um edifício de Estocolmo do século 18, com acervo permanente, exposições temporárias, bistrô e loja.

Serviço

Exposição: O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo
Período: De 12 de novembro até 10 de dezembro (aberto todos os dias)
Horário: 10h às 20h
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso – Espaço Fiesp I
Endereço: Av. Paulista, 1313 – tel: (11) 3549-4499
Entrada gratuita

Sesi-SP apresenta a exposição ‘O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo’

Agência Indusnet Fiesp 

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Prêmio Nobel. Foto: Fundação Nobel

O Serviço Social da Indústria de São Paulo (Sesi-SP) apresenta, na próxima segunda-feira (11/11), a exposição ‘O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo’, no Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso.

O evento terá a presença do presidente da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp) e do Sesi-SP, Paulo Skaf; do superintendente do Sesi-SP e diretor regional do Serviço Nacional de Aprendizagem Industrial (Senai-SP), Walter Vicioni; do rei Carl XVI Gustav; da rainha Silvia da Suécia, do americano David Gross, prêmio Nobel de Física; do governador de São Paulo, Geraldo Alckmin; e do prefeito da capital, Fernando Haddad.

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Caderno de anotações do escritor Mario Vargas Llosa. Foto: Fundação Nobel

A mostra inédita na América Latina é organizada em parceria com o Museu Nobel, sediado em Estocolmo, na Suécia, e reúne objetos e documentos exclusivos sobre a trajetória de descobertas e pessoas que transformaram a humanidade, como o próprio criador da premiação, o químico Alfred Nobel (1833 – 1896).

Entre as preciosidades selecionadas para a exibição em São Paulo, estão o caderno de anotações do escritor Mario Vargas Llosa, ganhador do Nobel de Literatura, em 2010. E mais documentos exclusivos, obras de arte e invenções como rádio transistorizado, penicilina, plástico, câmera digital, disco rígido, ponteiro laser, computador e outras ideias que revolucionaram o mundo.

Serviço
Abertura da exposição ‘O Prêmio Nobel – Ideias Mudando o Mundo’
Data e horário: 11 de novembro, segunda-feira, às 19h30
Local: Centro Cultural Fiesp – Ruth Cardoso (Avenida Paulista, 1.313 – Cerqueira César – São Paulo – SP)
Evento exclusivo para convidados

Criatividade dos jovens mudará o mundo, afirma prêmio Nobel Muhammad Yunus em evento na Fiesp

Guilherme Abati, Agência Indusnet Fiesp

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Muhammad Yunus: microcrédito nasceu de uma ideia simples. Foto: Everton Amaro/Fiesp

Não importa o tamanho do problema, sempre haverá uma solução simples para resolvê-lo. Com essa frase, o economista Muhammad Yunus, prêmio Nobel da Paz em 2006, começou sua palestra na manhã desta quarta-feira (29/05), diante de um público superior a 900 presentes, em reunião extraordinária do Comitê de Jovens Empreendedores (CJE) da Federação das Indústrias do Estado de São Paulo (Fiesp).

Durante o encontro, que contou com a presença do presidente da Fiesp, Paulo Skaf, e do diretor titular do CJE, Sylvio Gomide, o bengalês falou da força dos negócios sociais como transformadores da sociedade e relembrou sua luta contra a extrema pobreza em Bangladesh.

“Tudo o que fiz foi encarar de maneira simples os problemas que se apresentavam”, disse Yunus, relembrando os primórdios do Grameen Bank, banco que fundou para oferecer microcrédito para milhões de famílias pobres de Bangladesh.

No encerramento do evento, Paulo Skaf classificou a exposição de Mohammed Yunus como uma verdadeira aula a todos os empreendedores e empresários brasileiros. “A importância de dar oportunidade para as pessoas e valorizar as boas ideias foi exaltada nesta manhã”, disse.

Skaf afirmou que, infelizmente, no Brasil, não basta uma boa ideia como a de Yanus para mudarmos a realidade. “Precisamos ter duas ideias no Brasil, uma para criar o negócio e uma para enfrentar o impressionante sistema burocrático brasileiro. Mas isso faz parte de nossa luta”, lamentou.

Sylvio Gomide disse que poucos “realmente mudaram o mundo” como Yunus. “A presença dele sempre foi um sonho desde a criação do comitê. Sua visão serve de exemplo e modelo para todos os jovens empreendedores brasileiros”, afirmou o diretor titular do CJE.

O Grameen Bank

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Muhammad Yunus, Paulo Skaf e Sylvio Gomide. Foto: Everton Amaro/Fiesp.


Em 1976, Yunus, então professor universitário, percebeu as dificuldades de pessoas carentes em obter empréstimos na aldeia de Jobra. Por não possuírem garantias, os bancos recusavam-se a emprestar pequenas quantias à população, e, nas raras ocasiões em que conseguiam crédito, pessoas acabavam sendo taxadas com juros altos.

Diante de um cenário desfavorável para as camadas mais pobres do país asiático, Yunus resolveu emprestar dinheiro de seu próprio bolso. Sem qualquer garantia. Hoje, o Grameen Bank atende mais de oito milhões de pessoas, com taxa de recuperação de 98,85%, sendo procurado principalmente por mulheres pobres.

“O microcrédito nasceu de uma ideia simples. Quando comecei, pensava apenas em resolver o problema de uma pequena vila ao lado da universidade onde lecionava”, relembrou ao falar da iniciativa que mudou a situação de milhões de pessoas..

Segundo Yumus, seu trabalho, que classifica como negócio social, mudou, de fato, a situação social e econômica de milhares de pessoas. “Com os empréstimos, milhares de mulheres começaram a ter algum tipo de posse. Isso mudou o status delas nas famílias e na sociedade. Elas se tornaram livres, começaram a comprar casas próprias. Seus filhos mudaram, passaram a frequentar escolas. E isso mudou a geração seguinte”, contou.

Ao falar sobre o problema do crescimento do desemprego entre jovens, Yunus se dirigiu aos muito jovens presentes na plateia. “Vocês não são buscadores de empregos. Vocês dão empregos, os criam, porque vocês têm o dom de ter ideias. É a criatividade de vocês que mudará o mundo”, disse.

Negócio social

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Muhammad Yunus: ''Acredito que podemos criar um mundo sem que haja uma única pessoa pobre. E vocês podem fazer isso criando negócios sociais. ' Foto: Everton Amaro/Fiesp

Durante sua fala, o bengalês também destacou a missão de um negócio social – muito diferente de um negócio que visa apenas o lucro. “Em um negócio social não queremos tirar dinheiro de ninguém. O negócio solidário funciona assim: tudo para o outros, nada para mim.”

“Não vivemos para ganhar dinheiro. O dinheiro não é nosso hábito, nossa chave, nosso vício. Não somos isso. E quem assim pensa interpreta a humanidade de maneira errada. Somos muito mais, queremos conquistar muito mais que apenas dinheiro. Somos naturalmente solidários. Lucrar pode até dar felicidade. Mas fazer os outros felizes é uma experiência de ‘superfelicidade’”, garantiu Yanus.

Ao encerrar sua exposição, o bengalês fez questão de se direcionar aos empresários e autoridades na plateia do Teatro Sesi-SP.

“Vocês decidirão: negócio de lucro ou negócio social. Acredito que podemos criar um mundo sem que haja uma única pessoa pobre. E vocês podem fazer isso criando negócios sociais em suas pequenas vilas, assim como eu fiz no passado. É chegado o momento de recriarmos o sistema. Um mundo sem desemprego: se nós imaginarmos isso, eu te garanto, isso acontecerá. Vamos imaginar e vamos buscar”, encerrou, antes de ser aplaudido de pé pelo público.

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Paulo Skar e Muhammad Yunus em encontro no gabinete da presidência da Fiesp. Foto: Everton Amaro/Fiesp